A Adoração – Parte 3

A Adoração, Livros Online — 9 de julho de 2013 17:04

por: Natán Hege

Quem Deve Adorar?

“Havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo.” (Efésios 1:11–12)

Deus criou as coisas com um propósito. Isso não é difícil de entender, pois também temos um propósito para as coisas que fazemos. Fazemos comida para comer, fazemos livros para ler, fazemos roupas para vestir e fazemos casa para nelas habitar.

Deus criou a Terra com o propósito de prover um lar para a humanidade (Isaías 45:18). Portanto, Deus fez a terra para suprir as necessidades do gênero humano. Mas, por que Deus fez o gênero humano? Conforme o texto de Efésios 1:11-12, Deus nos fez a fim de que existíssemos para o louvor da Sua glória.

Deus Se agrada do homem que O adora

Deus não tem prazer na dor e nas frustrações do homem. Também não se satisfaz em que o homem só desempenhe as funções básicas da vida tais como comer, dormir, trabalhar e ter filhos. Deus Se compraz em amar o homem e em receber o seu amor e sua adoração.

A Bíblia diz: “O Senhor se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia” (Salmos 147:11), e “o Senhor se agrada do seu povo; ornará os mansos com a salvação” (Salmos 149:4). Aqueles que agradam a Deus, servindo-o e adorando-o, cumprem verdadeiramente o propósito de Deus para a humanidade, encontrando assim prazeres espirituais para si próprios. “Os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas. Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias” (Salmo 36:7–8).

Deus fez com que a adoração fosse uma decisão voluntária

Quando Adão acordou pela primeira vez, ele ficou consciente da existência de Deus. Ele tinha a imagem de Deus, pois Deus vivia nele. No início de sua vida, ele cumpria o propósito para o qual foi criado. Ele obedecia a Deus. Adão cumpria com as responsabilidades que Deus lhe deixara. Ele se comunicava com Deus. Adão recebeu com gozo a comida e a esposa que Deus lhe provera. Já que em tudo isto ele cumpria o propósito de Deus para ele mesmo, Adão estava inclinado diante de Deus. Assim, ele estava adorando-o.

Deus não obrigou Adão a adorá-lo. Adão escolheu adorá-lo. Deus permitiu que Adão controlasse sua própria vontade. Só lhe disse como o devia controlar. "Então o Senhor Deus ordenou ao homem: Podes comer livremente de qualquer árvore do jardim, mas não comerás da árvore do conhecimento do bem e do mal; porque no dia em que dela comeres, com certeza morrerás" (Gênesis 2:16–17).

Imagine a vontade do homem como sendo um interruptor elétrico com somente duas posições: para cima e para baixo. Quando o interruptor está para baixo, o homem está inclinado em amor e devoção à vontade de Deus. Quando o interruptor está para cima, o homem acha que faz sua própria vontade, mas na realidade ele faz a vontade do inimigo de Deus.

Por mais que Deus queira que o homem O agrade rendendo-se a Ele, Ele não toca o interruptor. Só o homem pode acionar o interruptor. Esta liberdade parece ser uma ameaça ao propósito de Deus ao criar o homem, mas Deus quer que o homem O adore voluntariamente.

A princípio, Adão tinha seu interruptor na posição para baixo. Sua vontade e desejos eram para Deus. Adão obedecia a Deus. Seus pensamentos eram para Deus.

Mas um dia, o diabo começou a falar com a mulher de Adão por meio de uma serpente. Em outras palavras, a serpente lhe perguntou: “Será que Deus está buscando o melhor para você? Para que servi-lo se você pode servir a si mesma? Seja você o seu próprio deus. Tome suas próprias decisões. Faça o que quiser. Se o fruto lhe parece saboroso, prove-o”.

Eva olhou o fruto proibido. De fato, parecia saboroso. Ela decidiu experimentá-lo. Ao tomar essa decisão, sua vontade deixou sua posição inclinada diante de Deus. Eva deixou de crer em Deus e começou a crer em si mesma. Pensou que se tinha tornado seu próprio deus. Mas na realidade inclinou-se diante de Satanás, o deus deste século.

Adão também decidiu comer. Para ele e Eva, a decisão de comer foi a decisão de se apartar de seu Deus. A vida de Deus que haviam recebido em seus espíritos saiu deles. A ausência de vida que experimentaram em seus espíritos agora se chama morte espiritual. Deus fez com que a adoração fosse voluntária… e o primeiro casal escolheu não adorar.

A horrível rejeição de adorar a Deus

Se você acompanhar a história da humanidade depois que o primeiro casal escolheu não adorar a Deus, verá que a maioria das pessoas rejeita adorá-Lo. Para impedir que a adoração falsa sobrepujasse a adoração verdadeira, Deus destruiu a Terra com um dilúvio e depois confundiu os idiomas dos rebeldes na torre de Babel. Depois, ele chamou Abrão e lhe pediu que se separasse de seu ambiente profano e que começasse uma linhagem de adoradores verdadeiros.

Ele ordenou aos filhos de Abrão (os israelitas), no primeiro dos Dez Mandamentos: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20:3). Mas até mesmo os israelitas, o seu povo escolhido e amado, se inclinaram diante de Baal, passaram seus filhos pelo fogo diante de Moloque e cometeram fornicação à sombra de Baal-peor. E mais adiante, a maior parte do tempo, aqueles a quem Deus livrou dos horrores da escravidão do Egito escolheram não adorá-Lo.

O ser humano não tem se prostrado diante de Deus, mas sim diante dos pés dos “-ismos” das épocas: socialismo, capitalismo, misticismo, humanismo, comunismo, liberalismo, materialismo, etc.

Mas não queremos deter nossos olhos no cenário do mundo e nos esquecer de nossos próprios corações. Devido ao fato de Adão ter desobedecido, todos os seus descendentes têm nascido rebeldes. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).

Todos nós nascemos egoístas. Ao invés de cumprirmos com o propósito de Deus para nós, ou seja, agradá-Lo, seguimos nossos próprios planos e decisões. “Não há justo, nem um sequer. Não há quem entenda, não há quem busque a Deus. Todos se desviaram; juntos se tornaram inúteis. Não há quem faça o bem, nem um sequer” (Romanos 3:10-12).

Ainda bastante jovens mostramos com nosso comportamento que achamos que somos o rei no império de nossa própria vida. Todos estimamos muito o nosso pequeno trono. Não importa quão miserável ou quão vazia se torne a vida, o trono continua sendo muito precioso. Algumas pessoas até preferem suicidar-se a render suas vidas a Deus.

Mas lembremos: roubamos este trono de Deus. Roubamos este trono daquele Soberano que tem o direito de reinar em todo recanto do reino que ele criou. Mas nesta vida ninguém, nem sequer o próprio Deus, irá obrigar-nos a descermos do trono de nosso coração.

Reinar em nossa própria vida é uma ilusão. Quando pensamos que estamos reinando, quem de fato reina é o inimigo de Deus. Servimos a Satanás e estaremos entre aqueles que adoram a besta de Apocalipse 13:1–8. Satanás nos faz pensar que estamos no comando, e enquanto acreditarmos que assim é mais facilmente ele nos conduzirá à destruição.

Deus sempre quer que O adoremos

Deus sempre quer que o homem o adore. Ele enviou Seu Filho para assumir nossas iniquidades e rebeliões, a fim de que pudéssemos adorar a Deus na beleza da santidade.

Deus chama todo homem em todo lugar através dos tempos. “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Isaías 45:22). Desde as tribos escondidas nas selvas tropicais até as pessoas mais remotas no norte congelado, ele chama todas as pessoas.

Deus fala ao homem constantemente através da natureza, das leis escritas em seus próprios corações, das Escrituras e de Seus profetas. Deus convida todas as pessoas, em todos os lugares, a adorá-Lo por ser nosso Criador e Salvador. O destino eterno de cada pessoa só depende de como ela responde ao convite divino.


Para meditar:

Será que você ama a Deus o suficiente para cumprir com os propósitos dEle e para agradá-Lo com a sua vida?


Fonte: Hege, Natán – A Adoração – Publicadora Lâmpada e Luz, Farmington, New Mexico, EUA (2008) – Traduzido por: Eduardo Vieira da Silva

Sintetizado e adaptado especialmente para o Música Sacra e Adoração pela Profª Jenise Torres em Julho de 2013


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