Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 577

Histórias de Hinos — 13 de julho de 2012 23:56

Santo És, Senhor

Letra e Música: Franz Peter Schubert (1797-1828)

Título Original: Heiling, Heilig, Heilig

Texto Bíblico: Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e benigno em todas as suas obras. (Salmo 145:17)


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Coro:
Santo, santo, santo, santo és, Senhor.
Santo, santo, santo, Deus e Criador.

1. Terra e céus formaste para o Teu louvor.
Santo, santo, santo, sumo benfeitor.

2. Teu, Senhor, é o reino, Teu é o poder,
Tua é a glória, para sempre, amém!


Desde os primórdios da era cristã, os crentes, nos seus cultos, cantavam os salmos, ensinados pelos judeus convertidos. Além destes, adicionaram os hinos, outros trechos do Antigo Testamento, como o Gloria in Excelsis, o cântico dos anjos (Lucas 2:10-14), o Magnificat, cantado por Maria (Lucas 1:46-55), o Benedictus, cântico de Zacarias (Lucas 1:67-79), e o Nunc Dimittis, cântico de Simeão (Lucas 2:28-32). No Ter Sanctus (três vezes santo), de Isaías 6:3 e Apocalipse 4:8, os serafins dirigiam-se a seu Deus e cantavam “Santo, santo, santo”. Ao longo dos anos, o canto desta, e de outras escrituras, que antes era espontâneo, aos poucos se tornou parte do ritual do culto. No período medieval, a igreja católica incluiu o Sanctus como parte invariável da missa que se definiu nesta época. Ao mesmo tempo, os crentes continuavam a cantar este versículo em hinos escritos em épocas sucessivas.

Hoje, felizmente, há nas igrejas evangélicas um movimento mundial de ênfase na adoração. Para levar a igreja a adorar a Deus em uma só voz, uma ótima maneira de iniciar um culto é usar uma “chamada ao culto”; um curto trecho bíblico recitado em uníssono ou um curto cântico de adoração. Este cântico, que declara a santidade de Deus, é uma escolha excelente para esta parte do culto.

Ao procurar responsos e doxologias para os cultos das igrejas, achou-se Holy Is The Lord (Santo És, Senhor) de letra tradicional e a música do ilustre compositor vienense Franz Shubert. Faz parte de diversos hinários modernos.

Franz Shubert compôs Deutshe Messe (Missa Alemã), da qual esta melodia foi extraída, em 1816. A letra original fez parte do antigo Sanctus (com texto em Isaías), seção que segue o prefácio da obra. Apropriadamente, a melodia é chamada HEILIG, HEILIG, HEILIG (Santo, Santo, Santo).

Franz Peter Shubert, um dos maiores gênios da música erudita da sua época, nasceu em 31 de janeiro de 1797, num subúrbio de Viena. Conseguiu seus primeiros conhecimentos musicais com seu pai (um hábil violoncelista amador) e seu irmão. Franz começou a tocar violino aos oito anos. Entrou, aos dez, no coro da corte de Viena e na escola Konvict, que treinava estes cantores. Seus professores (que incluíam o ilustre Salieri) descobriram nele um gênio musical. Tocou na orquestra da corte, chegando à posição de primeiro violino. Sua primeira canção, ainda existente, foi escrita em 1811 aos quatorze anos; sua primeira sinfonia, em 1813. Para se sustentar, Shubert completou seu preparo para o ensino público, juntando-se ao seu pai na mesma escola. Continuou a estudar a composição, e tornou-se “o expoente supremo do lied (canção alemã), obtendo a maestria de expressão vocal”. De fato hoje Shubert é “considerado o criador do lied alemão moderno”.

Há amplas fontes sobre a vida e obra deste cordial gênio que, como Mozart, produziu (além de 500 canções) um fantástico acervo de música em todas as formas na sua vida curta de 31 anos (sua obra completa abrange quarenta volumes! ). Faleceu em 1828, de febre tifóide, pobre e pouco conhecido além do seu circulo de ilustres músicos e escritores. Hoje, sua obra é considerada à altura de Beethoven. A seu próprio pedido, foi sepultado perto deste gênio alemão. (Brahms, outro gênio do século, foi sepultado pertinho).

Bibliografia: Slonimsky, Nicolas, ed. , Baker’s Biografical Dictionary of Musicians, Sixth Edition, New York, Schirmer Books, 1978, p. 1549.


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