A Adoração Espiritual

A Adoração — 3 de julho de 2012 20:52

por: Pr. Calvin Gardner

Introdução

Texto-chave: João 4:1-26

Quando falamos de Deus, da Sua natureza e atributos, referimo-nos à essência de Deus e não às maneiras pelas quais Ele tem se manifestado. Os atributos de Deus são as características distintivas da natureza divina, inseparáveis da idéia de Deus, e que constituem a base e apoio de Suas várias manifestações às Suas criaturas.

Neste contexto, podemos definir atributo como sendo a essência total agindo de um certo modo. O centro da unidade não está em qualquer atributo, mas na essência. A diferença entre o atributo divino e a pessoa divina é que a pessoa é um modo da existência da essência, enquanto o atributo é um modo da relação, ou da operação da essência (Shedd, Dogmatic Theology., 1.335. citado em A. H. Strong, V. I., pg. 367).

Qual É a Natureza de Deus?

“Deus é Espírito” (João 4:24) Dizermos que Deus é Espírito é fácil, pois a Bíblia faz esta afirmação. Mas o que se quer dizer por “espírito”? A palavra espírito é usada várias vezes, com vários significados. Quais destes apontam para Deus?

Respiração – “espírito de vida”, Gênesis 6:17.

Seres espirituais (ou seja, não limitados ao plano físico) – Salmos 104:4, “faz dos seus anjos espíritos”. Pode referir-se tanto os anjos bons quanto os imundos (Marcos 1:27). Em outro cojntexto, “seus cavalos, [são] carne, e não espírito” (Isaías 31:3); “um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lucas 24:39)

Intelecto, capacidades – do homem (Eclesiastes 12:7); de Cristo (João 19:30); Deus é Deus “dos espíritos de toda a carne” (Números 16:22).

Iniciativa, disposição – “Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me”; Calebe manifestou uma afeição ativa e não uma índole preguiçosa. (Números 13.24; ver Daniel 6:3).

Tendências – Oséias 4:12, “O meu povo consulta a sua madeira, e a sua vara lhe responde, porque o espírito da luxúria os engana, e prostituem-se, apartando-se da sujeição do seu Deus”. Esta mesma idéia é embutida em Provérbios 29:11, “O tolo revela todo o seu pensamento (Hebraico = ‘espírito’)”, no sentido que ele não sabe refrear a atividade da sua mente; ação espontânea sem controle ou limite.

Ao afirmar que “Deus é Espírito”, no contexto de João 4:24, Jesus manifesta verdades sobre a verdadeira adoração do homem à Divindade. A própria essência de Deus, e não a vontade de apenas uma Pessoa da Trindade, se agrada com adoração espiritual, espírito com Espírito. Esta adoração espiritual não se isenta do uso de lugares específicos e de objetos corporais, pois tudo que Ele criou e, tendo dado ao homem um corpo, este deve entregr a Ele o Seu devido louvor (Salmos 150:6). Deus quer que O adoremos com entendimento e não com cerimônias mortas. Jesus está dizendo à mulher samaritana que ela deve separar-se de todos os modos carnais (“Nossos pais adoraram neste monte”, v. 20) e prestar louvor primeiramente nas ações do coração, acondicionando este louvor mais corretamente à condição do Objeto adorado, que “é Espírito” (Charnock, V. I, pg. 179).

Creio que podemos aprender da instrução de Cristo sobre a adoração espiritual. Alguém disse: Devemos falar a Deus como Ele é, ou seja, em espírito. Da mesma regra, o como Ele é deve modificar a nossa adoração a Ele. Por Deus ser tão excelente em essência, atributos e obras, merece tanto a serenidade das nossas afeições, quanto a maior decência das nossas manifestações.

O que a espiritualidade de Deus nos ensina acerca da adoração espiritual?

1. A adoração espiritual somente pode ser praticada onde existe um alicerce do conhecimento da espiritualidade de Deus. Por isso Jesus relata à mulher samaritana que “Deus é Espírito” (João 4:24). O princípio da adoração correta se descobre no reconhecimento das excelências de Deus. A ignorância não gera a adoração espiritual. Se Deus é adorado, é necessário saber como é esse Deus. Não podemos reverenciá-lO se não temmos entendimento da Sua natureza e obras.

Tudo que tem fôlego deve louvar o Senhor. Porém toda e qualquer adoração deve ser espiritual pois Deus é Espírito. A adoração espiritual não é uma adoração sem entendimento mas uma adoração que usa o conhecimento da excelência de Deus como motivo do seu louvor. Reconhecendo Deus como soberano e regozijando na glória dos Seus atributos manifestos no Redentor é adoração espiritual e são ações do espírito do homem regenerado. É assim que o Salmista nos instrui: “Pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência.” (Salmos 47:7; I Coríntios 14:12-20)

A adoração sem entendimento, ou inteligência, não é culto racional, algo que Deus pede (Romanos 12:1-2). Tentativas de adorar ao Senhor somente com as sensações são ações de um bruto. Louvor que usa a razão é adoração de um homem para com seu Deus. Adoração espiritual é louvor que corresponde à nova natureza, de um homem regenerado “os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.” (Romanos 8:5). Portanto, regeneração deve preceder qualquer possibilidade de adoração espiritual e verdadeira. Importa a Deus que os que “adoram adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). Não procure a adorar a Deus se não for regenerado. Procure Cristo! Ele é O Salvador do pecador arrependido e que crê nEle para a salvação. Por intermédio dEle o pecado tenha o novo homem.

2. Os Seus atributos incitam adoração espiritual:

  • Por Deus ser misericordioso e grande em perdoar, Ele é “temido” (Salmos 130:4), ou seja, Deus é adorado corretamente pelo reconhecimento do Seu atributo de misericórdia.
  • Por Deus ser um Juiz justo, um fogo consumidor, a agradável adoração com reverência e piedade a Ele é racional (Hebreus 12:28-29).
  • Quando a profundidade e a riqueza da Sua sabedoria são consideradas, ou quando são contemplados os Seus juízos insondáveis e inescrutáveis caminhos, reconhecemos que a Ele deve ser dada a glória (Romanos 11:33-36).
  • Quando a imensidade das obras da mão de Deus é vista, o homem é levado a entender a sua própria baixeza, juntamente com uma conscientização de que Deus é gracioso por importar-se com ele e visitá-lo (Salmos 8:3-4).
  • A benignidade de Deus para com um mundo em rebeldia contra O Santo deve levar o homem ao arrependimento, que é uma forma de adoração (Romanos 2:4).

Assim como os Seus generosos e santos atributos nos incitam com motivos inumeráveis para adorá-lO, a Sua espiritualidade nos ensina que essa adoração deve ser espiritual, vindo da nossa alma.

3. Adoração espiritual sempre é agradável a Deus. As maneiras físicas de adoração podem mudar, como podem as montanhas ser mudadas em vales, mas Deus, sendo imutável, e, portanto, sempre Espírito, sempre desejará a adoração espiritual. Deus deve cessar de ser Espírito para que a adoração espiritual Lhe seja desagradável.

Sempre convém termos um coração singular, reservado apenas para Ele, um coração sempre sensível à Sua vontade, às Suas perfeições, ou seja, um coração temente a Deus (Salmos 139:1- 4, 17, 23-24).

4. É o dever de todo homem adorar a Deus em espírito, tanto quanto é o dever do homem temê-Lo (João 4:24; Eclesiastes 12:13). Adoração verdadeira nada mais é do que atribuir a Deus a honra que Ele merece. Não se engane, sendo levado a crer que as cerimônias, movimentos ou posições do corpo superam ou igualam à adoração espiritual. Lembre-se que Deus olha no coração (I Samuel 16:7, “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração.”; ver Salmos 147:10-11; I Pedro 3:3-4).

Lembre-se que Deus abençoou ao povo que O louvava com dança e música nos tempos da Bíblia, mas devemos entender que não foi pela dança ou música, mas pelo que Ele viu no coração do povo que tal louvor foi aceito. Ele é Espírito e quer que os que o adoram, o adorem em espírito e em verdade.

5. O culto reverente e a adoração apropriada do evangelho de Seu Filho baseiam-se no espiritual. “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós” (Romanos 1:9).

O evangelho é proclamado aos que são espiritualmente mortos e vivifica-os espiritualmente para com Deus (I Pedro 4:6; Efésios 2:1,4). Deus, pelo Espírito, testifica de Cristo o único Salvador, aos pecadores pelo evangelho (Atos 20:21). Somente depois do homem ser vivificado no espírito pode ele cultuar Deus (II Coríntios 2:14-16). Pelo fato de que a regeneração do espírito do homem, ou seja, a vivificação ou ressurreição do novo homem é uma obra do Espírito Santo, o culto e adoração do evangelho baseiam-se no espiritual. A obediência do evangelho faz a adoração a Deus ser a adoração mais sublime e espiritual, por ser realizada no homem interior que foi vivificado pelo Espírito Santo de Deus.

Esta adoração espiritual só pode ser uma atividade do homem interior que nasce do Espírito de Deus (João 3:3, 5, 7). O cristão precisa do auxílio do Espírito Santo de Deus para adorar corretamente. Não podemos mortificar a concupiscência sem o auxílio do Espírito (Romanos 8:13), e tampouco a nossa adoração é espiritual sem o Seu auxílio. “mas a inclinação do Espírito é vida e paz” (Romanos 8:6); “o mesmo Espírito intercede por nós” (Romanos 8:26); “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito” (Efésios 6:18); “Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Judas 20). Não podemos clamar “Abba, Pai” sem que o Espírito Santo esteja nos impelindo a tal adoração espiritual.

O evangelho é chamado de “culto racional” (Romanos 12:1). É dito assim pois o evangelho é um culto adequado às capacidades racionais da alma. As capacidades racionais do homem cristão são aperfeiçoadas quando o evangelho é obedecido.

6. A substância da adoração verdadeira é espiritual, pois se expressa pelo amor a Deus (I João 4:19; João 14:15), pela fé em Deus (Atos 16:31), e é movida por causa da Sua bondade (Romanos 2:4). A substância da adoração prazerosa é espiritual, pois é comunhão com Ele que é Espírito (I João 1.3).

Pelo evangelho de Seu Filho as cerimônias, oblações, holocaustos, e tradições da lei são removidas e o seu significado moral é espiritualizado. Os mandamentos que nos instruíram tanto o nosso dever a Deus quanto o nosso dever ao homem, no evangelho são resumidos ao seu significado espiritual, ou seja, amor a Deus de todo o nosso coração e amor pelo próximo como amamo-nos a nós mesmos (Marcos 12:30,31; Tiago 2:8). Por isso a adoração verdadeira é espiritual.

7. Por Deus ser espiritual, Ele merece o culto reverente e a adoração espiritual revelados através do evangelho de Seu Filho. Ele se agrada mais com o espiritual do que com as cerimônias exigentes, as ordenanças custosas e as tradições corporais. Um único cristão adorando-O em culto reverente e na adoração adequada, pela obediência de Seu Filho, é mais prazeroso a Deus do que milhões de altares fumaçando com as oblações mais custosas. Deus se agrada mais desta adoração que exala-se do coração de um cristão espiritual, porque Deus é Espírito e importa a Ele que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade (João 4:23.24).

A adoração espiritual também deve ser com sinceridade. Quando Paulo diz “Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito” (Romanos 1.9), não estava se referindo ao auxílio do Espírito Santo impelindo-o a servir a Deus. Ele está expressando que serve ao Senhor Deus com um coração reverente e sincero . Deus merece o nosso coração. Podemos dar a nossa língua, lábios, ou as nossas mãos, sem o nosso coração, mas o coração não pode ser exercitado em adoração verdadeira sem a atividade da nossa língua, lábios, e as nossas mãos santas (I Timóteo 2:8; Provérbios 23:26). As duas pequenas moedas da viúva foram mais valiosas do que as ofertas volumosas dos ricos por serem de um coração sincero em adoração espiritual e verdadeira (Marcos 12:41-44). Portanto a adoração espiritual envolve a sinceridade com o que temos, seja financeira, ou seja física.

A adoração corporal não é rejeitada por Deus na adoração espiritual. Mesmo que a adoração espiritual seja o mais importante e prazeroso para Deus, não devemos omitir o que foi menos exigido, ou seja, o uso do corpo na adoração (Mateus 23:23; Lucas 11:42). O culto racional consiste tanto numa mente renovada quanto num corpo santo apresentado a Deus (Romanos 12:1-2; I Timóteo 2:8). Os nossos corpos devem ser sacrifícios vivos. Na adoração espiritual os nossos corpos não devem ser mortos mas mortificados ao pecado (Romanos 8:13). Um sacrifício vivo se manifesta pela vivência da nova natureza, numa postura santa com as afeições crucificadas à tudo que é da carne ou do mundo.

Mas a adoração corporal deve ser espiritual para ser aceita pelo Deus que é Espírito. Portanto, ela deve ser limitada àquilo que é reverente, solene e respeitoso, e deve ser dirigida pela inteligência. Somente dessa maneira pode a adoração correta ser um culto racional e espiritual. A expressão corporal deve ser uma reflexão do novo homem, que deleita-se na lei de Deus (Romanos 7:22). Nenhuma carnalidade, sensualidade, ou movimento sugestivo da carne, pode ser o reflexo daquele novo homem que deleita-se na lei de Deus (I Pedro 3:3-4); um “novo homem, … que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4:22,24); “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.” (Tiago 3.13-18). Portanto, a adoração verdadeira usa o corpo, mas nunca a carne.

Cristo é o nosso exemplo e Ele adorou mais corretamente o Seu Pai. Ele adorou a Deus corporalmente; Ele orou em voz alta, ajoelhou-Se, ergueu Seus olhos ao céu juntamente com Seu espírito, quando louvou o Seu Pai pela misericórdia recebida, ou rogou para que Seus discípulos fossem abençoados (João 11:41; 17:1,11). Os homens santos de Deus têm usado os seus corpos em expressões de adoração espiritual: Abraão se prostrou, apóstolo Paulo ajoelhou, estes usaram suas línguas e levantaram suas mãos, mostrando-nos que adoração espiritual necessita expressão corporal. E por Deus ser Espírito e também Santo, essas expressões corporais devem espelhar o homem novo regenerado adorando reverentemente.

É verdade que o corpo deve ser usado, segundo o entendimento, na adoração espiritual; e entendemos isso pelo fato de que Jesus instituiu o Seu tipo de igreja e estabeleceu nela certas ordenanças que só podem ser observadas empregando o corpo. Deus pede a nossa presença corporal no ajuntamento (Hebreus 11:25; Salmos 122:1). As ordenanças, tanto de batismo, quanto a ceia, pedem a participação do nosso corpo na adoração (Mateus 28:19; I Coríntios 11:23-27). As duas ordenanças manifestam publicamente Cristo e a Sua redenção completa e vitoriosa. Mas, nem por isso, devemo-nos a ser entregues à gritaria ou à expressão corporal espontânea e sem controle. “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós” (Efésios 4:31; “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Coríntios 14.40).

Somente pelo fato de que o corpo participa na adoração verdadeira não indica que ela deve ser menos espiritual, mas as ações do corpo também devem expressar reverência e santidade. “Mas o SENHOR está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.” (Habacuque 2:20). A adoração não deve deixar de ser um “culto racional” – que quer dizer com entendimento – quando há o uso do corpo nela. É sábio notar que as expressões corporais são somente expressões, e não substitutas da própria adoração. Orações compridas, cânticos talentosos, ou qualquer outra expressão corporal, são nada sem o amor interior a Deus (I Coríntios 13:1-3). Deus quer para Ele mesmo o nosso coração. As cerimônias religiosas foram instituídas como servos, ou como ferramentas da nossa adoração espiritual, não para serem em si mesmas a própria adoração. Um homem que se mostra religioso mas sem aquela adoração com o espírito é igual a igreja de Sardes que “tens nome de que vives, e estás morto.” (Apocalipse 3:1). A adoração usa o corpo para se expressar, mas mesmo assim é necessário que examinemos para que ela não deixe de ser espiritual (Lucas 11:39-44).

Por causa do perigo da carne misturar-se na adoração corporal, devemos examinar-nos concernente à nossa maneira de adoração. Estamos nos últimos dias e o apóstolo Paulo nos diz: haverão muitos nestes dias que tem “aparência de piedade, mas negando a eficácia dela” (II Timóteo 3:1,5). Portanto, devemos nos examinar se não é assim conosco. Para ajudar neste exame particular considere essas indagações: A nossa diligência é o exterior ou o interior? Os nossos sacrifícios ao Senhor são sacrifícios vivos e santos, ou sacrifícios das obras mortas da carne? Está lembrado que qualquer carnalidade na adoração não só faz a adoração ser inaceitável, mas abominável a Deus (Apocalipse 3:16; Salmos 66:18)?

Para medirmos a veracidade da nossa adoração, devemos notar se somos mais maduros espiritualmente depois do exercício dela. O fruto da adoração espiritual demonstra-se numa obediência maior à Palavra de Deus (Mateus 7:24-27) e num amor aperfeiçoado para com Deus e para com os homens (João 13:35). O novo homem foi renovado pelo conhecimento de Deus (Colossenses 3:10)? A comunhão que você experimentou na adoração foi uma comunhão com Deus ou um inter-relacionamento com seu próprio ego? Foi algo que edificou espiritualmente ou somente entreteve?

Quando Deus olha para você e sua adoração, Ele vê o que é mais prazeroso a Ele? Ele recebe de você a adoração espiritual e obediente do novo homem, criado pelo Espírito Santo no evangelho do Seu Filho? Não fique satisfeito com a mera religião, seja qual for a denominação, nem com as cerimônias de uma adoração mecânica (Mateus 7:21-23). Deus não se contenta com obras de qualquer religião que não emana de um coração transformado por Seu Espírito “Eis que amas a verdade no íntimo” (Salmos 51:6); “Mas o homem encoberto no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus” (I Pedro 3:4). Examine-se a si mesmo, e veja se a sua adoração origina de um espírito quebrantado e de um coração quebrantado e contrito, pois esta adoração Deus não desprezará (Salmos 51:16,17; Mateus 5:3-6). Que lugar tem o arrependimento e a fé em Cristo Jesus na sua adoração? A sua adoração ao Deus que é Espírito é do novo homem criado pelo Espírito Santo pelo evangelho do Seu Filho Jesus Cristo?

Que Deus nos abençoe com aquele entendimento da Palavra de Deus que nos leva à adoração verdadeira, expressa tanto espiritualmente quanto corporalmente segundo a verdade. Assim Cristo será exaltado, e o povo de Deus edificado.


Nota:

O presente texto é uma compilação e adaptação feita por Levi de Paula Tavares em Julho/2006, a partir de uma série de artigos homônimos, de autoria do Pastor Calvin Gardner, disponíveis em http://www.palavraprudente.com.br

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