Quando o Espírito de Deus se Move em Mim, eu Danço Como o Rei Davi?

A Forma da Adoração — 25 de agosto de 2015 07:07

por: Cooltura Adventista

O título da postagem de hoje é bem engraçado, mas o papo é sério.

O vídeo abaixo falará quase por si só sobre a mudança no estilo de música e adoração que tem havido na Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD).

Preocupados com esse assunto selecionamos alguns trechos do Espírito de Profecia para mostrar o quão errados temos andado sobre isto e o quanto temos trazido o desagrado de Deus sobre sua igreja ao permitirmos e condescendermos com tais atitudes.

Será que nossas músicas têm sido produzidas com entendimento também?

“Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeito como meus sacerdotes; uma vez que vocês ignoraram a lei do seu Deus, eu também ignorarei seus filhos.” (Oséias 4:6 NVI)

Gostamos muito de citar a primeira parte desse verso, mas esquecemos com frequência da segunda. O povo perece porque os sacerdotes (líderes, pastores, diretores de música, cantores, etc) rejeitaram o conhecimento disponível (Bíblia e Escritos Proféticos) e esqueceram-se da Lei. Agora, levando-se em conta de que #somostodossacerdotes (I Pedro 2:9), o dever de ensinar recai sobre nós que possuímos o conhecimento. O que faremos a partir daqui é a grande questão.

Depois de assistir ao vídeo, não deixem de ler os textos, pois sera a voz do Espírito Santo falando a vocês.


Música: Maravilhas – CD Jovem 2013


Como a música foi usada na reunião campal de Indiana, em 1900

A descrição de pessoas que estiveram presentes

Falso reavivamento

Há um grande poder no movimento [Carne Santa]*Maiores detalhes sobre o assunto podem ser encontrados em Mensagens Escolhidas 2:31-39. que está sendo promovido ali. Quase todos são por ele influenciados, se não usam de cautela e se sentam e ouvem com toda a atenção, por causa da música que é executada na cerimônia. Eles possuem um órgão, um contrabaixo, três violinos, duas flautas, três tamborins, três trompas e um grande tambor, e talvez, outros instrumentos que eu não tenha mencionado. São tão treinados em sua linha musical como qualquer coro do Exército de Salvação. De fato, seu esforço de reavivamento é simplesmente uma cópia fiel do método utilizado pelo Exército de Salvação, e quando chegam a uma nota alta, fica impossível ouvir qualquer palavra da congregação em seu canto, nem ouvir outra coisa, a não ser grunhidos parecidos com os que são emitidos por deficientes mentais.

Após um apelo convidando a ir à frente para orações, alguns líderes sempre vão à dianteira para influenciar outros a irem; e então começam a tocar os instrumentos musicais até que não se consegue nem ouvir os próprios pensamentos, e sob o excitamento desses ruídos, eles levam grande parte da congregação para frente em todas as ocasiões. — Relatório de S. N. Haskell a Ellen G. White, 25 de Setembro de 1900.

Músicas dançantes com letra sagrada

Eles têm um grande bumbo, dois tamborins, um contrabaixo, dois pequenos violinos, uma flauta e duas cornetas. Seu livro de músicas é “Garden of Spices” e tocam músicas dançantes com letra sagrada. Nunca usam nosso próprio hinário, exceto quando os irmãos Breed ou Haskell pregam, então eles iniciam e terminam com um hino do nosso hinário, mas todos os outros hinos são do outro livro. Eles gritam “Amém”, “Louvado seja o Senhor” e “Glória a Deus”, como acontece nos cultos do Exército de Salvação. Isso causa aflição. As doutrinas pregadas correspondem ao resto. O pobre rebanho está verdadeiramente confuso. — Relatório de S. N. Haskell a Sara McEnterfer, 12 de Setembro de 1900.

Agitação e histeria

Eu assisti à reunião campal em Setembro de 1900, que se realizou em Muncie, onde presenciei em primeira mão o excitamento fanático e as atividades daquelas pessoas. Havia numerosos grupos de indivíduos, espalhados pelo acampamento, ocupados em discutir, e, então, quando os fanáticos conduziram as reuniões em um grande pavilhão, envolveram-se em um alto grau de excitamento pelo uso de instrumentos musicais, tais como: trompetes, flautas, instrumentos de corda, tamborins, um órgão e um grande tambor. Eles gritavam e cantavam suas canções até que se tornavam realmente histéricos. Muitas vezes, após essas reuniões matinais, ao se dirigirem para o refeitório, eu os via tremendo completamente como se estivessem com convulsões. — Relatório de Burton Wade a A. L. White, 12 de Janeiro de 1962.

Os comentários de Ellen G. White

Voltará a acontecer em nome do Espírito Santo

O que você descreveu como tendo acontecido em Indiana, o Senhor revelou-me que haveria de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se poderá confiar neles quanto a decisões retas. E isso será chamado de operação do Espírito Santo.

O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal confusão e ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. Teria sido melhor não misturar a adoração ao Senhor com música do que usar instrumentos musicais para fazer a obra que seria introduzida em nossas reuniões campais, como me foi apresentada em Janeiro último. A verdade para este tempo não necessita disso para conseguir a conversão de pessoas. Uma balbúrdia de barulho fere os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com alarido e barulho, para provocar um carnaval, e isso é chamado de ação do Espírito Santo.

Nenhum apoio deve ser dado a tal espécie de adoração. O mesmo tipo de influência se introduziu depois da passagem do tempo em 1844. Fizeram-se as mesmas espécies de representações. Os homens ficaram exaltados, e eram trabalhados por um poder que pensavam ser o poder de Deus. (Mensagens Escolhidas, v. 2 pp. 36, 37)

Música usada por Satanás

O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e variedade de sons como me foram apresentados em Janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual devidamente dirigida seria um louvor e glória a Deus. Ele torna seu efeito qual a venenosa picada da serpente.

Esses acontecimentos do passado hão de ocorrer novamente no futuro. Satanás fará da música uma armadilha pela maneira como é dirigida. Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler, considerar e colocar em prática. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem. Mas a comichão do desejo de dar origem a algo de novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes dera. — Mensagens Escolhidas 2:37, 38.

Esses [em Indiana] foram arrastados por um engano espírita. (Evangelismo, p. 595)

As pessoas pulavam, dançavam e gritavam

Fui instruída pelo Senhor de que esse movimento de Indiana é do mesmo caráter que os movimentos que apareceram no passado. Tem havido em nossas reuniões religiosas exercícios semelhantes aos que testemunhei nos movimentos anteriores.

Havia excitação, com ruído e confusão. Não se podia distinguir uma coisa da outra. Alguns pareciam estar em visão, e caíam por terra. Outros pulavam, dançavam e gritavam.

A maneira de dirigir as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a pessoas cuidadosas e inteligentes. Nada existe nessas demonstrações que convença o mundo de que possuímos a verdade. Mero ruído e gritos não são sinal de santificação ou da unção do Espírito Santo. As desenfreadas demonstrações só criam desagrado no espírito dos incrédulos. Quanto menos houver de tais demonstrações, tanto melhor para os atores e para o povo em geral.

Muitos movimentos dessa espécie surgirão neste tempo, quando a obra do Senhor deve ser mantida elevada, pura, sem superstições e fábulas. Precisamos estar atentos, manter íntima ligação com Cristo, para não sermos enganados pelos ardis de Satanás.

O Senhor deseja manter em Seu serviço ordem e disciplina, não agitação e confusão. Não somos agora capazes de descrever detalhadamente as cenas a serem representadas em nosso mundo no futuro; isto, porém, sabemos: que estamos no tempo em que precisamos vigiar em oração; pois o grande dia do Senhor está às portas. Satanás está arregimentando suas forças. Necessitamos estar atentos e ser calmos para contemplar as verdades da revelação. A agitação não é favorável ao crescimento na graça, à genuína pureza e santificação do espírito.

Deus convida Seu povo a andar com sobriedade e santa coerência. Todos devem ser muito cuidadosos para não representar mal e nem desonrar as santas doutrinas da verdade mediante estranhas exibições, por confusão e tumulto. Por essas coisas os incrédulos são levados a pensar que os adventistas do sétimo dia são um bando de fanáticos. Cria-se assim preconceito que impede pessoas de receber a mensagem para este tempo. Quando os crentes falam a verdade tal como é em Jesus, revelam uma tranqüilidade santa e sensata, não uma tempestade de confusão. (Mensagens Escolhidas, v. 2 pp. 33-36)


Fonte: Cooltura Adventista


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