A Família que Adora Unida – Episódio 1/5

A Adoração, Palestras e Sermões em Vídeo — 6 de julho de 2015 05:00

Entendendo a Adoração

por: NCFIC (National Center for Family-Integrated Churches)



Assista aos outros episódios da série A Família que Adora Unida


Transcrição da Tradução

Acho que a adoração a Deus é a coisa mais importante, sagrada e sublime que os seres humanos podem fazer.


Precisamos começar entendendo que toda a vida deve ser um ato de adoração diante de Deus.


No final das contas, estamos lidando com a própria razão de nossa existência.


Adorar é se prostrar na presença de Deus com humildade, exaltando-O, enaltecendo Sua dignidade como Pai celeste, Filho redentor e Espírito santificador.


Adorar é reconhecer quem é Deus e prostrar-se diante dEle em resposta.


Em primeiro lugar, adorar representa eu reconhecer a distinção Criador-criatura. Ele é o Criador e o Onipotente. E eu sou a criatura, que se achega a Ele em humildade, da maneira como Ele pede que eu me achegue.


A Família que Adora Unida

Episódio 1 Entendendo a Adoração

Olá, e bem-vindo a nossa série em vídeo: A Família que Adora Unida. Nesta série, você verá homens distintos que virão inspirar e ajudar você a adorar ao Deus Todo-poderoso.

Fazemos isso como prévia a nossa futura Conferência no final de outubro, intitulada: A Adoração de Deus, em Asheville, Carolina do Norte. Reunimos algumas das vozes que estarão em nossa conferência a fim de trazer instruções úteis de que esse assunto é, de fato, o mais importante que já tratamos. É o motivo pelo qual fomos criados: Para adorar a Deus.

Nesta primeira sessão: “Entendendo a Adoração”, vamos tratar de algumas questões principais concernentes ao assunto da adoração de Deus.

Uma família feliz, quem a encontrará? Mas elas, de fato, existem. Há famílias que erguem uma adoração genuína a Deus. São famílias agradecidas. É isso que faz uma família feliz.

Qual é a maior necessidade de uma família? Ver Deus sendo erguido em meio a todas as tribulações e alegrias.

Qual é a maior esperança de uma família? Conhecer a Deus.

Qual é o maior consolo para uma família? É anelar a Deus.

Qual é a maior fonte de alegria para uma família? Na verdade, é o que Davi disse no Salmo 36:7-9. “Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas. Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias; porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz.”

É sabendo disso que uma família fica feliz: compreendendo isso. A família deve se perguntar: “O que une nossa família?” “O que faz nossa família ser o que é?” “Qual é nossa identidade? Que atividade nos faz ser quem somos?” Será que é o fato de que vocês são adoradores de Deus? Este é o assunto que vamos tratar nesta seção.


O Que é Adoração?

No final das contas, estamos lidando com a própria razão de nossa existência. Quando Deus fez o mundo, não foi porque Ele precisasse. Pai, Filho e Espírito eram perfeitamente felizes, perfeitamente abençoados e em prefeita comunhão.

Mas, ao criar este imenso universo, do qual, mesmo com todos os nossos poderosos telescópios digitais só temos um mero vislumbre, Deus estava revelando algo acerca de quem Ele é, a fim de que fosse apreciado por Sua própria criação. E em meio à formação dessa grande criação, Ele nos coloca, como seres humanos, criados à Sua imagem, com a capacidade, não somente de conhecê-Lo, mas também de apreciar quem Ele é.

É quando a gente começa a chegar nesse nível, é que começamos a chegar onde, de fato, está a adoração.

Adoração, às vezes, dá a impressão de que tem a ver com as pessoas, em vez de ter a ver com Deus. O povo vai à igreja primeiramente em busca de momentos descontraídos, diversão, quando, na verdade, a adoração deve ser descrever algo da dignidade de Deus. Tem a ver com revelar algo sobre quem é Deus.

E embora seja verdade que, quando homens e mulheres piedosos de Deus, se envolvem nesse ato, encontram realização e bênçãos, não se trata, primariamente, deles. É primeiramente a respeito de Deus.

Para mim, é o principal erro da adoração no meio evangélico de hoje. Há uma grande necessidade de se reverter essa tendência. Caso contrário, terminaremos com um povo com uma mentalidade de ir a um estádio de futebol, onde se vai para se divertir, quando, de fato, essa não é a questão.

Nós vamos a um lugar no qual pensamos, primariamente, em Deus, e em descrever algo de Sua dignidade.


Adorar é se prostrar na presença de Deus com humildade, exaltando-O, enaltecendo Sua dignidade como Pai celeste, Filho redentor e Espírito santificador. A adoração é trinitariana. E na adoração, devemos experimentar o que Samuel Rutherford disse: “Não sei qual pessoa divina eu mais amo, mas isto eu sei, amo cada uma e preciso de todas elas.”

Na adoração, nosso objetivo é agradar a Deus, enaltecendo-O, entronizando-O no louvor das pessoas, e, corporativamente, com o povo de Deus, deleitar-nos de Sua graça, por nós, em Jesus Cristo, por pobres pecadores dignos do inferno como nós somos.


Acho que a adoração a Deus é a coisa mais importante, sagrada e sublime que os seres humanos podem fazer. Creio que a igreja, em geral, no século XXI, perdeu a adoração. Esqueceu-se do que significa adorar a Deus. Tornou-se mais entretenimento. Tornou-se um momento no qual se extravasa as emoções, ou se é aconselhado por seus problemas… Tornou-se centrada no homem, como tudo que a igreja faz, em vez de estar focada no Deus triúno.


O que é adoração? Vemos em Romanos 12:1, 2 que é oferecer-nos como sacrifício vivo. Em primeiro lugar, há uma intencionalidade. É quando alguém começa a entender quem é Deus, o motivo pelo qual foi criada, e em verdade e sinceridade, oferece-se de maneira prática a Deus como um sacrifício vivo.

A adoração deve fluir de uma vida comprometida a Cristo. Quando falamos de adoração, há tanta coisa que podemos falar sobre isso…, mas diria que a primeira é declarar quem é Deus. É conferir diante de Deus Seus grandes atributos e obras. Quando leio os Salmos é o que vejo. Quando ouço os grandes hinos da história cristã, que sobreviveram o passar dos tempos, é isso que eles têm em comum. Eles conferem os atributos de Deus, Sua grandiosidade e Suas obras. Eles falam dessas coisas. Eles proclamam isso.


O Problema

Diria que a situação da igreja americana é de ampla ignorância. Ignorância por letargia e preguiça em buscar entender a Deus como Ele é, como Ele Se proclama ser nas Escrituras. Assim, o homem pensa muito mais em si do que deveria.

Seus embaixadores, pregadores, os anciãos, que deveriam ser os proclamadores da Palavra de Deus, são menos fiéis em pregar ousada e claramente, e mais movidos pela sensibilidade do público e um anseio de ser bem recebido, do que pela urgência na proclamação dAquele de quem falam.

Em primeiro lugar, o desejo deles não parece ser exaltar a Deus e Sua Palavra, mas uma preocupação contínua e profunda pelo povo, não buscando a saúde de suas almas, num sentido mais amplo, mas tentando fazer que gostem da mensagem que escutam.


Geralmente, o povo de Deus não pensa em adoração, como um aperitivo do céu. Nem sempre percebem que estão, de fato, entrando na presença de um Deus santo, santo, santo. Em muitos casos, nossas igrejas se tornaram estações de pregação. Ou, até pior, estações de entretenimento e teatros.


Um dos motivos pelos quais o povo não tem um bom culto de adoração, a tendência é que seja centrado no homem, pois o restante da semana é assim. No restante da semana, ninguém adora a Deus. Se não adorou a Deus em família por seis dias, se não adorou a Deus como fundamento de sua vida, nos momentos de alegria, nos momentos de festas, nos momentos em que você desfruta de uma comunhão com sua esposa, você não vai entender a adoração a Deus na igreja.


Uma das tragédias de nossa geração é que nossa adoração é um reflexo dos piores elementos e das piores filosofias de nossa cultura. Nossa cultura é individualista, centrada no eu, emotiva, experimental; não é baseada na Palavra. Não é baseada nas Escrituras. Esse é o problema que vemos na adoração moderna de hoje. Abandonamos a Bíblia como base, e partimos para uma abordagem muito individualista e experimental à adoração.

O que a Bíblia diz a respeito disso? Em primeiro lugar, o ato de adorar a Deus é algo que fazemos o tempo inteiro. Quando oramos, ao falar com Deus ao andar. Mas quando nos encontramos na igreja, a Bíblia estabelece os elementos: temos a oração dos santos, a doutrina dos apóstolos, o partir do pão, o cantar de salmos, hinos e canções espirituais. Cada parte disso é adoração a Deus.

Tem gente hoje que diz que sente estar adorando a Deus quando tem uma grande banda tocando, quando há uma ritmo forte na bateria… Eu me pergunto se o que está acontecendo não é tanto adoração, mas o ego muito inflamado de muitos de nós que deseja agradar nossas sensações, até que estejamos envoltos em uma paixão e um frenesi emocional do contrário, não podemos nos achegar a Deus.

Acho que esse é um dos grandes erros das formas de adoração dos séculos XX e XXI.


Hoje em dia, a adoração está centrada no homem, o homem é o foco de toda a vida. O homem é o fim. O homem é o ponto focal. O homem é a fonte de sua própria verdade, sua própria ética e sua própria realidade. O homem dirige sua própria realidade. O homem salva a si mesmo. O homem é o pivô de sua própria salvação. O homem é a razão da vida. O homem a razão da adoração. O homem é o motivo pelo qual as pessoas vão à igreja e escolhem sua própria igreja. O motivo pelo qual decidem frequentar essa ou aquela igreja.

O alvo supremo do homem é glorificar o homem e desfrutar disso para sempre. Essa é a religião dos EUA. É contra isso que estamos lutando. Há igrejas centradas em Deus, com adoração centrada em Deus; e há igrejas centradas no homem, com adoração centrada no homem. A adoração a Deus deve trazê-Lo de volta ao centro.

É preciso acontecer primariamente pela pregação da Palavra de Deus. É preciso ter cuidado ao trazer canto, entretenimento, atividades centradas no homem, desejos centrados no homem, e prioridades centradas no homem, para o centro da atenção ao adorarmos a Deus em nossas igrejas.

Isso está acontecendo em todos os lugares. As pessoas saem das igrejas e dizem: “Não fui alimentado!” “A igreja não é para mim, não é para a minha família.” Não estão tomando a decisão com base na Palavra de Deus, tampouco se a adoração foi centrada em Deus, não estão fazendo as perguntas certas. Eles se perguntam: “Essa adoração foi boa para mim?”; em vez de questionarem se a adoração foi boa para Deus. E isso é essencial!


Faça de Deus o Centro

Quando se trata de discutir adoração, precisamos ter as bases bem assentadas. Deus é santo. Ele é tudo. Nós não somos nada. Não somos nada longe de Cristo.

Como isso afeta a adoração? Enquanto pensarmos que a adoração é fazer-nos sentir bem, estamos errados. Enquanto pensarmos que adoração é termos uma experiência particular, estamos tristemente enganados. Nossa adoração tem a ver com glorificar a Deus, prostar-nos diante dEle, exaltando-O e diminuindo-nos. Até que a igreja acerte nesses pontos, continuaremos errando muito.


Cresceremos em adoração à medida que crescemos no conhecimento da pessoa e das obras de Deus e no que Ele fez por nós na maior de todas as manifestações de Sua pessoa e obras por meio de Jesus Cristo.

É tão importante que o povo de Deus conheça quem Ele é. Não se pode adorar um Deus que não se conhece. Precisam chegar num ponto em que possam adorá-Lo por Sua onisciência. Adorá-Lo por Sua onipotência. Adorá-Lo por Sua soberania, santidade e justiça. A adoração tem que fluir da realidade desses atributos e, obviamente, Cristo. Sendo sempre amável, a plenitude da Trindade que nos foi entregue. Conhecê-Lo mais. Quanto mais se pregue sobre Deus, mais se pregará sobre o que Deus fez por nós em Cristo, maior, melhor e mais bíblica será a nossa adoração.


Adorar é reconhecer quem é Deus e prostrar-se diante dEle em resposta.

Vemos isso várias vezes nas Escrituras, quando alguém percebe que foi visitado pelo Deus Todo-poderoso em salvação, como resposta à oração, na pregação da Palavra de Deus, em entrar face a face com a realidade de Deus, e fica impressionado pela maravilhosa e incrível magnificência do Deus vivo verdadeiro e de Sua graça, amor e interesse nele. Então, prostra-se com rosto em terra em adoração, tremente diante do Deus Todo-poderoso. Isso é adoração.

Sempre que me levanto na frente das pessoas, quero apresentar um quadro do Deus vivo verdadeiro. Quero mostrar-lhes Sua natureza, Sua obra, com a maior gama de cores possível a fim de que reajam em adoração, em tremor, em louvor, em glória diante do Deus Todo-poderoso.

Quero que vejam o Mar Vermelho se dividindo, o Calvário, o terremoto, a escuridão e a tumba abrindo, e Cristo ressuscitando dos mortos. ascendendo aos Céus, sentando-se à destra do Pai, governando como Rei dos reis e Senhor dos senhores, ao trazer Seus inimigos na história sob Seu comando, e ao virem o Filho, quero que se prostrem diante do Cristo vivo. E que saibam que Ele é real, saibam que isso aconteceu, e que reajam a isso em adoração e louvor.

Precisa ser uma comunidade de trementes. Pessoas que saibam o que é tremer diante de Deus. Isso não é algo ao qual os americanos estão acostumados. Ninguém quer tremer pois vão derramar o capuccino na adoração.

Isso porque a adoração está centrada no homem. Precisam vir à igreja esperando ter um encontro face a face com o Deus vivo verdadeiro, por meio de Sua Palavra, pela pregação dela, e pela obra do Espírito. Logo, ao tremerem, reagir a isso. Devem desfrutar, sim, mas temer, em primeiro lugar. Primeiro, temer. Logo, fé. Entendendo que Deus é por eles. E quem pode ser contra eles? Em seguida, amor a Deus. Um amor que floresce e, ao final, explode em regozijo. Isso é um culto de adoração.

Temos que experimentar o temor em algum nível. Alguma compreensão de que há um Deus que é justo, há um Deus que enviará as pessoas para o inferno, e é aí que as coisas começam. Depois disso, começamos a experimentar Seu amor por nós na cruz.

Há dois tipos de pessoas: os de dentro e os de fora da arca. Dentro da arca, há duas emoções preeminentes nas pessoas: ao olhar para fora da arca, vê-se centenas de milhares de corpos mortos inchados flutuando e é preciso temer o Deus vivo e verdadeiro que fez isso.

Mas também há uma emoção de satisfação de que Deus estabeleceu uma relação com você, e que Ele o envolveu em Seus braços de amor. Ele colocou você nessa arca, e você tem um senso de segurança, e fé, amor e alegria dentro da arca.

Mas é uma emoção composta. Não dá para se ter isso a menos que entenda o que Deus está fazendo ao trazer o juízo por meio do dilúvio, ou do fogo do eterno que cairá sobre os que não foram escolhidos, os que rejeitaram receber a Sua graça.


A adoração é para Deus. É o que vemos no livro de Atos. Eles serviam ao Senhor. Ana, no evangelho de Lucas, estava “servindo a Deus”.

Acho que nos esquecemos disso hoje. Nós servimos um ao outro, fazemos coisas em nome de Deus, mas quantas pessoas, individualmente, estão em vigília às 2 ou 3 da manhã para cantar a Deus? Quantas congregações separariam um dia, somente para falar dos atributos de Sua grandeza?

Perdemos a ideia de servir a Deus. No entanto, milhares e milhões de anjos o tempo inteiro O servem. Louvam-nO, declaram Sua grandeza. Poderíamos aprender disso.

Outra parte da adoração muito importante que é geralmente ignorada é que a adoração é didática. Vemos isso em Efésios e Colossenses. Devemos admoestar com hinos, salmos… Admoestamos e, até mesmo, ensinamos.

Acho que foi Lutero que disse atribuir a Reforma e seu crescimento mais aos hinos sendo cantados do que, de fato, aos sermões. Pois as pessoas lembravam-se dos hinos, cantando-os no trabalho, como sapateiro, fazendeiro ou ferreiro.


O Senhor indica manifestações específicas dessa adoração, por exemplo: ao pegar o pão que vai colocar na boca, você adora a Deus agradecendo-Lhe pela comida que vai comer. Isso é um ato de adoração. Quando você está em casa, à noite, e reúne seus filhos na sala, ou ao redor da mesa de jantar, você está em adoração familiar, como Moisés.

Este é um princípio bíblico: religião familiar, adoração familiar no lar. Ao unir-se aos santos numa reunião na igreja, você se envolve em uma forma de adoração corporativa dos santos reunidos. Deus nos chama a todas essas formas de adoração. A vida inteira tem a ver com adoração.

Na história da igreja, tem havido 2 opiniões contrastantes sobre como adoramos a Deus. Uma opinião diz que somos livres para criar qualquer forma de adoração, qualquer abordagem à adoração, que creiamos ser a certa, contanto que não esteja em conflito direto com o que Deus nos revelou. A outra diz que as Escrituras nos dão os limites e parâmetros da devida adoração. É somente à Bíblia que devemos recorrer na busca pela devida adoração a Deus. Essa é a compreensão que eu tenho.

Nesse meio, há uma ampla diversidade de compreensão e aplicações. Há os que crêem só dever cantar salmos. Há os que dizem que apesar de cantar salmos, há várias abordagens que podemos tomar no canto de salmos e hinos espirituais.

Esse é só um exemplo para mostrar que no meio daqueles que crêem na suficiência das Escrituras, há diversidades. Este é o debate que me interessa. Eu me interesso no debate que nos ajudar a sintonizar a devida abordagem à adoração com a premissa de que a Bíblia somente nos dá as orientações de como adorar a Deus.


O que vejo na adoração bíblica é o que vemos em Atos 2:42. “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Acho que isso é serviço. Esse é o comunicado. É disso que a Bíblia fala.

É triste, mas muitas vezes, vemos as igrejas atualmente tentando fazer qualquer coisa que é contrária a isso. Do tipo: “Nós garantimos que a pregação só terá 20 minutos.” “Garantimos que vocês vão se divertir.” Não se vê nada do gênero na Bíblia. A gente de afastou do que lemos sobre a igreja primitiva em Atos 2:42.

As igrejas atuais parecem ter medo de doutrinas e a comunhão foi substituída pela diversão. A Santa Ceia acontece uma ou duas vezes ao ano. Talvez. Dependendo da igreja. Ou, uma vez por trimestre. A oração, muitas vezes, é vista como algo não essencial. A menos que alguém esteja bem doente, então o povo ora. Não falo de todas as igrejas. Mas, creio, que nos distanciamos do básico que vemos na igreja primitiva. A doutrina, a comunhão, o partir do pão e orações.

Temos tentado tornar a adoração atraente aos homens. Por todo tipo de motivo: encher os bancos, aumentar as ofertas, independente do que se faça para trazer os homens aqui, ainda chamamos de adoração. Mas a adoração é centrada em Deus, e não no homem. Vemos muita adoração centrada no homem, quando as pessoas saem sentindo-se bem do que experimentaram mas, infelizmente, Deus não sai do culto aceitando o que eles Lhe ofereceram.


Acho que a questão primária é a morte da pregação. A pregação da Palavra de Deus é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

Quando se lê a Bíblia no culto de adoração, quando se prega fielmente a Bíblia, a congregação confessa sua fé no senhorio de Deus, e está focada em Deus e na Sua Palavra e em quem Ele é. A Bíblia revela quem é Deus e qual é Sua vontade para nossa vida. Essa é a coisa mais importante na vida.

Eu diria que a primeira coisa é o fracasso da pregação. Em vez de sermões sólidos que esclareçam a Palavra de Deus e apliquem-na à vida das pessoas, os sermões se tornaram tratados, diálogos, foram substituídos por peças, ou algum tipo de apresentação musical. Os sermões estão cada vez mais curtos porque o povo não consegue tolerar ser ensinado por uma palestra de alguém no púlpito, pois são ensinados na escola e em todo lugar que a transmissão expositiva é a pior forma de educação. A discussão, em seus vários tipos e formas, e apresentações multimídia são, de longe, a melhor maneira de comunicar a verdade. Interessante que ninguém avisou isso a Deus!

Desde o começo, esse tem sido o jeito de Deus transmitir a verdade a seu povo, ou seja, por meio da pregação da Palavra. Não somente nos lares, mas com foco no culto de adoração.


Quando se trata de adorar, não há um grupo de pessoas na história da igreja que mais desfrutava da adoração que os puritanos. Eles amavam adorar a Deus. E amavam sermões! Sentiam que o sermão era uma parte essencial da adoração e formavam grandes pregadores que pregavam sermões grandiosos pela graça do Espírito Santo. Eram zelosos em proteger o tempo da pregação no culto de adoração.

Não queriam que o tempo da pregação fosse reduzido a um sermão de 20 ou 25 minutos. Diziam que o pastor não conseguiria desdobrar casos práticos, dar ênfases espirituais, nesse curto espaço de tempo. Ele precisaria de mais tempo para desenvolver e desdobrar isso. Para eles, o sermão era o dia da feira para a alma.

Uma vez por semana, você iria à igreja, ouviria o sermão, voltaria para a casa, e viveria daquele alimento espiritual por toda a semana. De fato, concentravam-se tanto no sermão que, às vezes, diziam uns aos outros: “Você foi ao sermão?”, em vez de “Você foi ao culto de adoração?” Para eles, o sermão era a parte central da adoração.

Com zelo, os puritanos protegiam o tempo da pregação e da oração. Criam que a oração pública era extremamente importante como mostra o Novo Testamento. O foco deles era desfrutar a Deus e glorificá-Lo na adoração, principalmente, pela pregação da Palavra de Deus e orando ao Deus digno de ser adorado.


Adorar não tem a ver com o que me faz feliz, o que me deixa empolgado, o que me encoraja ou o que eu faço que me faz sentir bem.

Em primeiro lugar, adorar representa eu reconhecer a distinção Criador-criatura. Ele é o Criador e o Onipotente. E eu sou a criatura, que se achega a Ele em humildade, da maneira como Ele pede que eu me achegue.


Nesta seção sobre: “Entendendo a Adoração”, fomos apresentados à nossa maior necessidade, que é adorar a Deus. Falamos sobre a centralização no homem e sua futilidade. Falamos do segredo da felicidade numa família, e de sua identidade, ao fazer de Deus, somente, o centro de seu pensamento, o que, significa, o centro de sua adoração.

É exatamente isso o que Davi estava fazendo em Salmos 26:6-8. Ele disse assim: “E assim andarei, Senhor, ao redor do teu altar. Para publicar com voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas.” E logo diz: “Senhor, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.”

Este é o segredo da adoração: Um coração centrado em Deus e não no homem.


Tradução: Hander Heim – Fatos Incríveis – Sob encomenda de Música Sacra e Adoração


Fonte: NCFIC


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