Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 541

De Jesus a Doce Voz

Letra: Elvina Mabel Hall (1820-1889)

Título Original: Jesus Paid It All

Música: John Thomas Grape (1835-1915)

Texto Bíblico: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (I João 1:9)


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1. De Jesus, a doce voz,
Ouvi, eu, pecador.
Aceitei, de coração,
Jesus, meu Salvador.

Coro:
Meu pecado, sim,
Já na cruz pagou,
E por graça sem igual,
Jesus me resgatou.

2. Retidão em mim não há,
Por graça salvo sou.
A Jesus sou devedor,
Pois já me perdoou.

3. Por Jesus eu gozo paz,
E tenho Seu favor.
Nada aqui me faltará,
Se estou junto ao Senhor.


Ira David Sankey, conhecido hinista americano, diz em seu livro My Life and the Story of the Gospel Hymns (Minha Vida e a História dos Hinos Evangélicos):

“Nossa igreja estava passando por uma reforma”, ‘escreve o sr. Grape’, e o órgão foi confiado ao meu cuidado. Tive tanto prazer como nunca antes; deliciei-me tocando os cânticos da nossa Escola Dominical.

Resolvi dar forma tangível a um tema que tinha em mente há algum tempo: escrever, se possível, uma resposta à bela peça do Sr. Bradbury: ‘Jesus Tudo Pagou’. Fiz disto uma questão de estudo e oração e dei a público a música agora conhecida como a melodia do cântico ‘De Jesus a Doce Voz’. Foi considerada muito pobre por meu coro e amigos, mas, minha querida esposa declarou persistentemente que era uma boa peça musical e que viveria. O tempo provou que o seu julgamento era correto.

Pouco mais tarde o Rev. Sr. Schrick pediu-me que providenciasse qualquer coisa nova em música, e eu tinha o que lhe oferecer. Ao ouvir a peça ele expressou seu apreço por ela, e disse que a Srª Elvina M. Hall havia escrito algumas palavras, as quais ele cria que iriam se adaptar bem à música. Dei-lhe uma cópia dela, e em breve foi cantada em várias igrejas e bem conhecida.

Devido à sugestão de amigos, mandei uma cópia ao prof. Theodore Perkins, e esta foi publicada em ‘Sabbath Chords‘. Sob a providência de Deus ela tem sobrevivido. Creio que não tem falhado em trazer algo de bom para os homens, e para a glória de Deus.”


Na noite de ano novo de 1886, alguns missionários estavam realizando reuniões ao ar livre a fim de interessar os que por ali passavam para irem à missão que ficava próxima, onde seriam realizadas conferências mais tarde. “De Jesus a Doce Voz” foi cantado, e depois de um cavalheiro fazer um pequeno sermão, dirigiu-se apressadamente para a missão. Ouviu logo ruídos de passos atrás de si, uma jovem o alcançou e disse:

-“Eu o ouvi falando na reunião ao ar livre há pouco; o senhor crê que Jesus poderia salvar uma pecadora como eu?”

O cavalheiro respondeu que não havia dúvidas a respeito disto, se ela tivesse desejo de ser salva. Ela lhe disse que era uma criada e que havia abandonado o emprego naquela manhã depois de uma discussão com sua patroa. Ao estar vagueando pelas ruas no escuro, imaginando onde passaria a noite, a doce melodia do cântico a havia atraído, e ela aproximara e ouvira atentamente.

Ao serem cantadas as diferentes estrofes sentiu que as palavras tinham algo a ver com ela. Através do serviço todo sentiu que ouvia exatamente aquilo que sua alma oprimida necessitava. O Espírito de Deus lhe havia mostrado quão pobre e miserável criatura era, e a levou a perguntar o que deveria fazer.

Ao ouvir sua experiência, o cavalheiro a levou para a missão e a entregou às senhoras encarregadas. A jovem e desgarrada ovelha foi trazida a Cristo naquela noite. Foi providenciado lugar para ela na família de um ministro.

Lá, ficou doente e teve que ser levada a um hospital. Rapidamente piorou e tornou-se evidente que não viveria mais por muito tempo. Certo dia, o cavalheiro que ela havia encontrado na noite de Ano Novo foi visitá-la no hospital. Após ler alguns versos escolhidos da Bíblia ele repetiu o seu cântico preferido: “De Jesus a Doce Voz”. Ao chegar à quarta estrofe (Não encontrada no “Hinário Adventista):

“Quando do meu leito de morte
Minha alma liberta se levantar,
Então, havendo ‘Jesus tudo pago’,
Romperá as arcadas dos céus”.

Ela parecia desfalecer ante o pensamento da glória vindoura, repetia o coro, para ela tão precioso:

“Meu pecado, sim,
Já na cruz pagou,
E por graça sem igual,
Jesus me resgatou.”

Duas horas depois, falecia.

Fonte: Histórias de Hinos e Autores – CMA – Conservatório Musical Adventista


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