Cristianismo Emergente – Parte 1

(Falsas) Estratégias de Crescimento para a Igreja — 25 de março de 2015 05:00

por: Berit Kjos


Uma nova espiritualidade! Esta é uma busca que está acontecendo nas igrejas emergentes. O velho evangelho choca-se com os novos sonhos e estilos de vida. Uma enxurrada de tentações místicas está invadindo as igrejas e nossa cultura. Elas nos convidam a deixar a antiga e inflexível Palavra de Deus e explorar os novos modos do mundo e do espírito. Naturalmente, um crescente consenso de buscadores de "mente aberta" afirma que a verdade de Deus é "divisiva demais" para se encaixar na nova visão deles de unidade global e espiritualidade experimental.


Saindo do Caixote

"Warren prediz que o fundamentalismo, em todas suas variedades, será ‘um dos grandes inimigos do século 21’." [1The purpose-driven pastor (NT: Um Pastor com Propósitos)].

Brian McLaren, pastor da Igreja da Comunidade de Cedar Ridge na região de Washington-Baltimore, pode não estar falando na ONU, dando consultorias para a Casa Branca, nem falando ao Conselho de Relações Exteriores, como faz Rick Warren. [2] Mas sua influência entre os pastores evangélicos e os buscadores pós-modernos é crescente.

De acordo com http://www.pastors.com/, um dos sites de Rick Warren, McLaren é "uma figura-chave na igreja emergente." [3] Seus livros estão convertendo incontáveis pastores e céticos para uma visão de mundo revolucionária. E seu popular romance semificcional, A New Kind of Christian (Um Novo Tipo de Cristão), promete "abrir o caminho para uma emocionante aventura espiritual em um novo território e em novas maneiras de crer, pertencer e tornar-se." [4].

Crer em que? Pertencer a que? Tornar-se o que? Essas questões precisam de respostas, pois o cristianismo emergente de McLaren está distorcendo a verdade bíblica e colocando a fé de cabeça para baixo.

Acreditar

Aqueles que lêem A New Kind of Christian (Um Novo Tipo de Cristão) e sua seqüência popular são pegos em um diálogo inusitado. Identificando-se com o professor "cristão" Neo e outros que são modelos das "novas" crenças cristãs, os leitores são encorajados a desafiar Deus, a questionar Seus mandamentos, a distorcer as verdades mais perturbadoras, e a perseguir visões que se encaixem na cultura contemporânea. Observe como a introdução provoca dúvida sobre a fé bíblica:

"À medida que leio e releio a Bíblia, compreendo que muitas passagens não se encaixam em qualquer um dos sistemas teológicos que herdei ou adaptei. É claro que elas podem ser espremidas em algum, mas um pouco depois minha teologia fica parecida com a mochila de um estudante do Ensino Médio — cordões pendurados para fora aqui, zíperes arrebentados ali…".

"Encontro pessoas ao longo do caminho que modelam para mim, cada uma de uma maneira diferente, como um novo tipo de cristão deveria se parecer. Elas diferem de várias maneiras, mas geralmente concordam que a velha forma está acabada, o moderno jogo de cintura está em alta, e é tempo para algo radicalmente novo…" [4].

"… Se for para termos um novo mundo, precisaremos de uma nova igreja. Não necessitaremos uma nova religião em si, mas de uma nova estrutura para nossa teologia. Não um novo Espírito, mas uma nova espiritualidade." [4] [ênfase adicionada].

Uma nova espiritualidade! Essa é uma busca em andamento nas igrejas emergentes. O velho Evangelho choca-se com os novos sonhos e estilos de vida. As pessoas esquecem-se que a verdadeira realização vem, não pelo talento humano nem pela experimentação, mas do Espírito Santo que sopra nova vida no coração daqueles que buscam a Deus em Sua valiosa e velha Palavra. [Veja Salmos 119:11].

"Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade." (Colossenses 2:6-9).

Pertencer

O sítio de Rick Warren na Internet oferece outro vislumbre da cosmovisão de McLaren:

"A interdependência, embora incorporada na natureza, é estranha ao individualismo ocidental… Essa é a razão pela qual o livro A New Kind of Christian, de McLaren, freqüentemente usa palavras como ‘jornada’ e ‘conversa’ para descrever a vida cristã além da divisão pós-moderna. Conversa implica que os cristãos podem aprender muito interagindo e dando ouvidos ao mundo, especialmente com os não-cristãos. ‘As perguntas deles são uma faceta essencial do nosso discipulado’, diz McLaren. ‘Elas nos transformam.’" [3].

Naturalmente! Essa "conversa" com o mundo rapidamente desgastará as antigas verdades que bloqueiam a interdependência universal. Esse processo dialético envolve (1) diálogo "com mente aberta" para as novas idéias entre pessoas diferentes, (2) identificação com todas as visões contrárias, (3) uma busca comum por "terreno em comum", e (4) disposição de negociar as convicções pessoais em troca do consenso do grupo. Em outras palavras, a pessoa "pertence" principalmente ao grupo ou à comunidade, não a Deus.

Mas Deus nunca chamou Seu povo para a unidade com o mundo. Embora Ele nos envie para o mundo como Seus embaixadores, não somos do mundo. "Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei." (II Coríntios 6:17).

Ao contrário da busca de McLaren por interdependência, a unicidade bíblica está baseada na fé na obra redentora de Jesus Cristo. Aqueles que foram unidos a Ele pela cruz pertencem a Deus, mesmo enquanto eles O servem no mundo. "Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (I Coríntios 6:20).

Tornar-se

Uma vez que os "cristãos" pós-modernos de McLaren, continuamente participarão de "conversas" em grupos, eles se encaixam muito bem na agenda da ONU, criada para moldar e gerenciar os cidadãos globais. A visão atual dos chefes de estado é a de "cidadãos globais" que são adeptos a "pensar fora do caixote" de todas as doutrinas ou convicções contrárias. Por meio do "aprendizado por toda vida", do berço à sepultura, todos serão submetidos a um repetitivo processo de três passos: desbloqueio (das antigas verdades e certezas), instilação de novas crenças, e rebloqueio (confirmação e solidificação). Eventualmente, cada pensador "treinado", rejeitará automaticamente os obstáculos factuais à nova cosmovisão.

O livro A New Kind of Christian ilustra bem essa mudança mental. "O pensamento de Neo realmente está me infectando," informa o pastor Dan na história. "Sinto-me como se estivesse invadido por um vírus de computador que corrompe todos os meus dados…" [5].

Esse "novo cristão" deve tornar-se receptivo às novas idéias de todos os tipos, menos para a certeza da Palavra do Deus e Suas promessas. "A certeza é superestimada", [3] declarou McLaren. Ela simplesmente não se encaixa na utopia vislumbrada.

Mas os caminhos de Deus não são como os nossos caminhos!

"Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos." (Isaías 55:9).

Não é de se admirar que Rick Warren tenha predito que o fundamentalismo, de todas suas variedades, será "um dos grandes inimigos do século 21". Em um mundo que requer "aprendizado por toda vida" em diálogo e contemporização, o fundamentalismo bíblico torna-se uma ameaça à unidade.’" [1] Como Jesus disse aos discípulos na noite anterior à Sua crucificação:

"Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." (João 15:19-21).


Notas Finais

1. Paul Nussbaum, "The purpose-driven pastor" em http://www.philly.com/mld/inquirer/living/religion/13573441.htm (voltar)

2. "Warren’s P.E.A.C.E. Plan and UN Goals — Part 2", artigo em http://www.crossroad.to/articles2/05/peace-un-2.htm (voltar)

3. Greg Warner, "Brian McLaren: the story we find ourselves in" em http://www.pastors.com/article.asp?ArtID=4150 (voltar)

4. Brian D. McLaren, A New Kind of Christian, (Jossey-Bass; primeira edição (28/3/2001), orelha e páginas xiv-xv, xvi. (voltar)

5. Ibidem, pág. 24. (voltar)


Fonte: A Espada do Espírito


Tags: ,