A Adoração – Parte 6

A Adoração, Livros Online — 9 de julho de 2013 6:49 pm

por: Natán Hege

Vamos Adorá-Lo em Espírito

Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24)

Sabemos que adorar significa “prostrar-se”. Neste versículo bíblico fica claro que é mais importante prostrar nosso espírito diante de Deus do que o ato exterior de prostrar-se.

Como prostramos o nosso espírito?

Quando adoramos, nosso espírito diz a Deus as mesmas coisas que a pessoa diz a um rei quando se prostra diante dele. Nosso espírito adora dizendo: “Reconheço a tua grandeza. Reconheço minha indignidade. Rendo-me a ti.” Quando estamos prostrados em espírito, prostramos nossa vontade, nossas atitudes e nossos anseios.

Vontade prostrada significa uma vontade rendida e quebrantada. É uma vontade que se submeteu diante da majestosa vontade de Deus. Ali jaz prostrada, não porque Deus a detenha à força nessa posição, mas sim porque houve uma decisão pessoal consciente de querer colocar-se sob Sua divina vontade. Dizemos a Deus: “Seja feita a tua vontade, e não a minha. Que tua vontade e a minha sejam uma.” Havendo verdadeira opção de adorar a Deus, a Ele é dado o controle completo de nossas habilidades, de nossos bens materiais, do nosso corpo e do nosso intelecto.

Quando prostramos nosso espírito, reconhecemos com pesar que somos indignos, que não há em nós condições de satisfazer os padrões divinos e que somos muito pequenos em comparação com a bondade, a grandeza e a perfeição de Deus. Tomamos uma postura humilde e modesta quanto a nossas habilidades, nossas obras notáveis e nossas opiniões, porque comparadas com as obras de Deus, todas estas são muito insignificantes. Reconhecemos que todo o bem em nós vem de Deus.

Os anseios de nosso espírito são mais profundos do que caprichos e fantasias de nossa mente. Os anseios do espírito são tudo aquilo que desejamos intensamente fazer e sinceramente nos tornar, ou seja, são as coisas que nos dedicamos a fazer e o tipo de pessoa que desejamos chegar a ser.

Os anseios da pessoa incrédula inclinam-se para si mesma, mas os anseios do cristão inclinam-se para Deus. O espírito prostrado almeja conhecer Deus e Suas obras; almeja que a vontade de Deus se cumpra em tudo e todos. A pessoa prostrada em espírito almeja ver Deus exaltado; seu maior anseio é compreender a Palavra de Deus e fazer a Sua vontade. O cristão é aquela pessoa que quer tornar-se uma pessoa que possa ser usada plenamente por Deus.

Visto que o Senhor é bom, nosso espírito prostrado almeja estar permanentemente em Sua presença. Foi isto que aconteceu na dedicação do templo de Salomão:

 “Quando todos os israelitas viram o fogo descer e a glória do Senhor sobre o templo, prostraram-se no pavimento com o rosto em terra, adoraram o Senhor e Lhe deram graças, dizendo: Porque Ele é bom; porque o Seu amor dura para sempre” (II Crônicas 7:3).

Os desejos da natureza humana egocêntrica lutam com nosso espírito para que se ponha de pé diante de Deus, declarando independência e defendendo seus próprios pontos de vista; por isso nosso espírito recua em temor diante da rendição e da humildade. Só podemos prostrar o nosso espírito após libertos de poder do pecado e do orgulho, e esta é uma luta de toda uma vida.

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8:2).

Como se manifesta o espírito prostrado?

O espírito prostrado se manifesta por meio do testemunho de nossa vida. O que mais Deus procura é uma vida que viva em humilde submissão a Ele. Isso é adoração. Ele quer que nossos espíritos estejam prostrados diante dEle enquanto trabalhamos, enquanto vamos fazer compras, enquanto estudamos, enquanto brincamos, enquanto visitamos outras pessoas e, logicamente, enquanto adoramos.

“Portanto, irmãos, exorto-vos pelas compaixões de Deus que apresenteis o vosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1).

Durante o culto de adoração, o espírito prostrado fará com que nos humilhemos a nós mesmos e exaltemos a Deus. Com prazer iremos inclinar nossos corpos em adoração para refletirmos a postura prostrada de nosso coração. Nosso falar, nosso cantar, nossas orações, tudo honrará a Deus.

Uma sombra da adoração em espírito

A adoração cerimonial do Antigo Testamento formava uma sombra, ou um símbolo, da adoração em espírito que Deus quer hoje. O foco daquela adoração cerimonial estava nos sacrifícios que se faziam no tabernáculo e depois no templo. O sangue nestes sacrifícios simbolizava a obra de Deus de prover a salvação por meio do sangue de Cristo. Trazer o sacrifício era a parte humana que simbolizava o prostrar-se diante de Deus.

Os israelitas sacrificavam muito em seus holocaustos. Eles sacrificavam o melhor animal. Os primeiros frutos de suas árvores, de seus grãos e da lã ao tosquiar os seus rebanhos, tudo se oferecia a Deus. Ao render seus bens à vontade de Deus, os israelitas pela fé declaravam que se rendiam a Ele.

Ainda hoje adorar exige sacrifício. Na realidade, Deus quer que sacrifiquemos algo mais do que aqueles israelitas do passado. Deus quer que nos entreguemos em sacrifício vivo à Sua misericordiosa e justa vontade.


Para meditar:

Deus olha para além de belos hinos, de orações eloquentes e de pregações dinâmicas nos cultos das igrejas. Essas coisas não são uma indicação fidedigna de que, em nosso íntimo, estamos adorando verdadeiramente. Será que você tem o seu espírito prostrado diante de Deus?


Fonte: Hege, Natán – A Adoração – Publicadora Lâmpada e Luz, Farmington, New Mexico, EUA (2008) – Traduzido por: Eduardo Vieira da Silva

Sintetizado e adaptado especialmente para o Música Sacra e Adoração pela Profª Jenise Torres em Julho de 2013


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