Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 10 – Adoração: Do Exílio à Restauração

Comentários de César Luís Pagani


Texto Central: “Vocês têm plantado muito, e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada.” (Ageu 1:6 – NVI)


Com a completa destruição de Jerusalém na terceira campanha de Nabucodonosor (586 a.C.), cumpriu-se integralmente a maldição que Deus proferira caso o povo viesse a desviar-se dEle, preterindo-O e adorando falsos deuses.

Durante os 70 anos do cativeiro babilônico os judeus não tiveram qualquer lugar fixo de adoração. Babilônia estava coalhada de imponentes templos e muitos deuses, e a vida da cidade girava em torno de práticas idolátricas (ver no fim deste comentário introdutório um exemplo da arquitetura idolátrica). Imagine o povo de Judá agora obrigado a viver em meio ao panteão babilônico.

Muitos judeus foram assimilados ou absorvidos pela idolatria, porém outros resolveram ser fiéis a Deus e prestar-lhe adoração, mesmo sem um templo senão as copas dos salgueiros (Ler Sl 137:2)

“Foram levados em sujeição a Babilônia, e espalhados pelas terras dos pagãos. Em aflição renovaram muitos sua fidelidade ao concerto de Deus. Enquanto penduravam suas harpas nos salgueiros, e lamentavam o santo templo posto em ruínas, a luz da verdade brilhava por meio deles, e difundia-se entre as nações o conhecimento de Deus. O pagânico sistema de sacrifícios era uma perversão do sistema que Deus indicara; e muitos dos sinceros observadores dos ritos pagãos aprenderam dos hebreus o significado do serviço divinamente ordenado, apoderando-se, com fé, da promessa do Redentor.

“Muitos dos exilados sofreram perseguição. Não poucos perderam a vida em virtude de sua recusa de violar o sábado e observar as festividades pagãs. Quando idólatras se levantaram para esmagar a verdade, o Senhor levou Seus servos à presença de reis e governadores, para que estes e seu povo pudessem receber a luz. Repetidamente os maiores reis foram levados a proclamar a supremacia do Deus a quem seus cativos hebreus adoravam.

“Mediante o cativeiro de Babilônia, os israelitas foram realmente curados do culto de imagens de escultura. Durante os séculos que se seguiram, sofreram opressão de seus inimigos gentios, até que se firmou neles a convicção de que sua prosperidade dependia da obediência prestada à lei de Deus.” DTN, 28.


Domingo
“Filho do Homem, Você Viu…?”
(Ezequiel 8)

“Vês o que eles estão fazendo?” O que viu Ezequiel (cap. 8)? Grandes, imensas abominações. Expulsão de Deus do Seu santuário. Havia no templo uma “imagem de ciúmes” ocupando o lugar divino, isto é, como pensam alguns exegetas, um poste-ídolo que fora removido por Josias e, após sua morte, reposto no santuário. Mas não havia apenas o poste-ídolo. A visão de Ezequiel revela que havia ali “todos os ídolos da casa de Israel” e figuras de répteis e animais abomináveis pintadas na parede do templo.

D. Hare comenta que nos cultos místicos do Egito havia recintos escuros cheios de incenso para a prática de ocultismo. Nem mesmo o sacerdote podia ali penetrar, e a menos que escavasse a parede não poderia ver o que se passava dentro desses ambientes. No Egito também se prestava culto a imagens de répteis, quadrúpedes e aves. Israel “importara” essas degradações das nações pagãs. A idolatria foi levada ao próprio templo que se chamava pelo nome do Senhor.

As abominações não penetram a igreja e nem são aceitas pelo povo de Deus do dia para a noite. Sutilmente o pecado invade os santos arraiais e toma a forma de religiosidade. As “permissões” que damos para que o mundo penetre a igreja são obtidas aos poucos. Contudo, na Lei de Deus não existem exceções. Pecado é pecado e sempre o será, ainda que se revista de alvas roupagens e se assente nos bancos da igreja.

De um púlpito, há muitos anos, ecoou uma voz pastoral que dizia: “O nível espiritual da congregação nunca está acima do nível espiritual de seu pastor [líderes].” Assim como em Israel os líderes estavam comprometidos totalmente com a idolatria e levavam o povo consigo, pode suceder que coisas e ações que ofendam a Deus sejam praticadas diante de nossos olhos por líderes em nossa própria congregação, e nós as aceitemos passivamente. Podemos estar vendo, sem ver.

“Satanás estava decidido a conservar a posse da terra de Canaã; e, quando se tornou ela a habitação dos filhos de Israel, e a lei de Deus se fez a lei do país, ele odiou a Israel com ódio cruel e funesto, e tramou a sua destruição. Pela operação de espíritos maus, deuses estranhos foram introduzidos; e, por causa da transgressão, o povo escolhido foi finalmente disperso da terra dapromessa. Esta história Satanás está esforçando para repetir em nosso tempo. Deus está tirando Seu povo das abominações do mundo, a fim de que guardem Sua lei; e, por causa disto, a ira do ‘acusador de nossos irmãos’ não tem limites. ‘O diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo. ‘ Ap 12:10 e 12. A terra antitípica da promessa está precisamente diante de nós, e Satanás está resolvido a destruir o povo de Deus, e separá-lo de sua herança. O aviso: ‘Vigiai e orai, para que não entreis em tentação’ (Mc 14:38), nunca foi mais necessário do que hoje.” PP, 688-689.

As câmaras secretas podem ser comparadas a corações que abrigam pecados acariciados. O pastor (sacerdote) não pode vê-los a menos que escave a intimidade de suas ovelhas, o que ele eticamente não pode fazer. Muitos pensam que se o pastor não vê, Deus também não, a exemplo do que cogitavam os ineptos líderes religiosos de Israel. “Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação; já não há quem faça o bem.” (Sl 14:1). Os idólatras de Israel eram totalmente irresponsáveis no que diziam e faziam, provocando a ira de Deus.

Mas o conceito por eles imaginado era ilógico e néscio, e só poderia proceder de uma mente endurecida pela transgressão, entregue a seus próprios caminhos. Quando são negadas as santas verdades da Palavra de Deus, o homem procura convencer-se de que elas não existem ou são extemporâneas, ou podem ser interpretadas de outras maneiras.

“Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal.” (Ec 8:11) Deus sempre vê porque é onisciente. Nada se Lhe pode ocultar, nem mesmo pecados cometidos nas “escuras câmaras secretas” cheias de incenso de uma religiosidade apodrecida. O Senhor suporta males indizíveis procurando trabalhar pelo arrependimento dos pecadores, mas não condescende nem compactua com o pecado. A sentença sobre as más obras é inexorável. Cedo ou tarde virá. Os impenitentes a conhecerão sem mistura de misericórdia.


Segunda
Adorando a Imagem
(Daniel 3; Jeremias 29:10-14; Ageu 1)

O texto a seguir faz parte de uma carta enviada por Jeremias de Jerusalém para Babilônia, endereçada aos anciãos, profetas, sacerdotes e povo que estavam em cativeiro: “O Senhor Deus diz ainda: ‘Quando os setenta anos da Babilônia passarem, Eu mostrarei que Me interesso por vocês e cumprirei a Minha promessa de trazê-los de volta à pátria. Só Eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou Eu, o Senhor, quem está falando. Então vocês vão Me chamar e orar a Mim, e Eu responderei. Vocês vão Me procurar e Me achar, pois vão Me procurar com todo o coração. Sim! Eu afirmo que vocês Me encontrarão e que Eu os levarei de volta à pátria. Eu os ajuntarei de todos os países e de todos os lugares por onde os espalhei. E levarei vocês de volta à terra de onde os tirei e levei como prisioneiros. Eu, o Senhor, estou falando.'” (Jr 29:10-14 – NTLH)

O misericordioso Pai e Deus anima o povo do cativeiro a suportarem o restante dos anos que faltavam para o término do tempo. As promessas e declarações que o Senhor faz nessa carta são maravilhosas demais:

  1. Advertência contra os falsos profetas que estavam no cativeiro e enganavam o povo.
  2. Promessa de atenção divina e restauração quando os 70 anos se cumprissem. Deus é fiel até no prazo dado. Não o abreviou nem o alongou.
  3. Repatriamento e restauração garantidos.
  4. “Minha boa palavra.” Provinda do amor longânimo e inalterável de Deus por Seu povo desviado.
  5. Confissões divinas acerca dos ternos pensamentos que o Senhor tem a respeito do povo. Sua ira não dura para sempre, mas as misericórdias sim.
  6. “Dar o fim que desejais.” Deus Se interessa pelo nosso maior bem; também quer realizar nossos mais acariciados sonhos, como o fez com os judeus cativos.
  7. Deus Se coloca à disposição para comungar novamente com Seu povo. “Orareis e Eu vos ouvirei.”
  8. “Buscar-Me-eis e Me achareis…” Porém, é necessário colocar o coração nessa busca bendita.
  9. “Mudarei a vossa sorte” – O propósito de Deus com o cativeiro era restaurador e produtor de arrependimento e santificação.
  10. Todos os hebreus dispersos seriam reunidos de todas as nações para as quais foram degredados e realocados em Judá.

No fim dos 70 anos, o templo não mais existiria. Ele foi destruído na última investida de Nabucodonosor, quando levou cativo o rei rebelde. Mas com as promessas divinas de reerguimento e restauração política e religiosa do povo, outro templo deveria ser construído mostrando assim a renovação da vontade de Deus de que Seu povo Lhe fizesse um santuário, para tornar a habitar no meio deles (mediante Seu Espírito – ver Ag 2:6), embora não pessoalmente como nos dois santuários anteriores. Deus não altera Seu propósito de morar conosco. Somente se não quisermos que isso suceda, Ele nada poderá fazer.

Mas: “O segundo templo não igualava o primeiro em magnificência, nem recebeu o toque visível da presença divina, como no caso do primeiro templo. Não houve manifestação de poder sobrenatural para assinalar sua dedicação. Nenhuma nuvem de glória foi vista inundar o santuário recém-erigido. Nenhum fogo desceu do Céu para consumir o sacrifício sobre o seu altar. O shekinah não mais habitava entre os querubins no santo dos santos; a arca, o propiciatório e as tábuas do testemunho não se encontravam ali. Nenhum sinal do Céu tornou conhecida ao sacerdote inquiridor a vontade de Jeová.” PR, 596 e 597.

A despeito de não haver mais a mesma glória visível, o segundo templo seria mais reverenciado que o primeiro, porque Cristo, Deus encarnado e o Desejado de Todas as Nações, estaria presente em carne e osso no templo. “Encherei de glória esta casa.” (Ag 1:7) “‘Aplicai os vossos corações aos vossos caminhos’, o Senhor apelava. ‘Subi ao monte, e trazei e madeira, e edificai a casa, e dela Me agradarei; e Eu serei glorificado, diz o Senhor.’ Ag 1:7 e 8.”

“O segundo templo foi honrado, não com a nuvem da glória de Jeová, mas com a presença dAquele em quem ‘habita corporalmente toda a plenitude da divindade’ (Cl 2:9) – o próprio Deus ‘que Se manifestou em carne’. I Tm 3:16. Na honra da presença pessoal de Cristo durante o Seu ministério terrestre, e nisto unicamente, o segundo templo excedeu o primeiro em glória. O ‘Desejado de todas as nações’ (Ag 2:7) viera de fato a seu tempo quando o Homem de Nazaré ensinou e curou no recinto sagrado.” PR, 597.


Quarta
Onde Estão Agora os Seus Antepassados?
(Zacarias 1:1-6)

A preocupação do primeiro lote de hebreus que retornou de Babilônia era construir a casa de Deus. Ageu e Zacarias foram os profetas da construção do segundo templo. Por eles o Senhor falava aos dirigentes e ao povo, enviando-lhes mensagem de repreensão, apelos de arrependimento e incentivo à conversão.

Deus almejava que o povo tirasse proveito espiritual da lição do cativeiro, ao qual foram levados por causa da idolatria e do transbordamento da iniquidade dos judeus. Como prometera, o Senhor os restaurava à terra que lhes dera em possessão e prometera novamente estar com eles.

A geração pós-cativeiro trouxe um remanescente que, com fé, estava disposto a encetar a grandiosa obra, embora soubessem que a obra estava muito além de suas forças.

Pelo teor da mensagem de Zacarias 1:1-6, vemos que muitos ainda não estavam convertidos. Deus apelou para a história de Seu povo a fim de mostrar que os caminhos da rebelião levam aos abismos da ruína. “Olhem para os seus antepassados. Eu lhes enviei constantemente profetas com decididas mensagens de arrependimento. Mas eles não quiseram ouvir-Me, não quiseram obedecer-Me. Onde estão eles agora? Perdidos. Não quero que o mesmo ocorra com vocês. Depois de lhes dar duras lições eles reconheceram ao menos a Minha justiça em tratá-los conforme os seus pecados e más obras.”

O Senhor dos Exércitos, cujo nome é citado 52 vezes no livro de Zacarias, tencionou que a nova geração aprendesse as lições do passado e não voltassem a cometer os pecados que atraíram a ira divina. Deus mostrou que é fidelíssimo àquilo que sai de Sua boca.

A mesma lição Deus nos quer ensinar hoje: Obediência à Sua Palavra, aos Seus testemunhos e humildade no reconhecimento de nossa condição de “desgraçados, miseráveis, pobres, cegos e nus”. As mensagens de reavivamento que temos ouvido em nosso tempo traz a ênfase divina no preparo para Israel encontrar-se com seu Deus.

Cada vez que lemos ou ouvimos a Palavra do Senhor, temos a oportunidade de fazer nossa escolha. Todos os dias ela está diante de nós no formato das lições da Escola Sabatina, na boa literatura da CASA, nos livros do Espírito de Profecia e, principalmente, no ano bíblico e na meditação. “Buscai no livro do Senhor e lede: Nenhuma destas criaturas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a boca do Senhor o ordenou, e o seu Espírito mesmo as ajuntará.” (Is 34:16). Nas reuniões congregacionais nós a ouvimos do púlpito, cantamo-la nos hinos, citamo-la nas orações. Essa frequência ininterrupta de contatos com a Santa Palavra faz parte das providências divinas para que a tenhamos no coração e na vida prática.

Muitos de nossos antepassados espirituais fracassaram na fé, porque não deram ouvidos às repreensões e avisos da Palavra de Deus. Podemos citar: Dudley M. Canright, John H. Kellogg, Ellet Waggoner, Alonzo Jones (depois de terem recebido de Deus a santa mensagem da justificação pela fé em 1888), alguém que a irmã White chama de “irmão A” no livro Testemunhos Para a Igreja, vol. 2, pp. 539-552, Walter Rea, Desmond Ford (nossos contemporâneos) e muitos outros.

Hoje muitos que saíram de nosso meio estão seguindo os mesmos passos dos transgressores do passado. Não ouvem a palavra do Senhor dizendo que devemos unir-nos e trabalhar juntos para apregoar com poder a tríplice mensagem angélica. Divergem, separam-se para formar pretensos grupos reformadores da religião, atraindo almas após si e como condutores cegos levando-as ao barranco.

Outros se mantêm congregados, mas nada querem ter a haver com a Grande Comissão. Seu papel é encontrar defeitos nos servos de Deus e criticar tudo quanto fazem. Não erguem o dedo mínimo para auxiliar e, como Meroz, não saem em socorro ao Senhor.

Ora, Deus não quer que eles se percam. Dói-Lhe no coração ver aqueles que comprou com infinito sacrifício desviando seus pés da vereda da justiça. O Senhor tenta de todas as formas adverti-los, levá-los ao arrependimento e conversão.

As histórias de Israel e da IASD nos mostram que há exemplos a não ser seguidos. Tudo foi dado para advertência nossa, sobre quem são chegados os fins dos tempos.

“Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.” (Hb 4:11)


Quinta
A Oração de Neemias
(Neemias 1)

“Neemias, um dos exilados hebreus, ocupava uma posição de influência e honra na corte persa. Como copeiro do rei, era ele admitido livremente à presença real. Em virtude de sua posição, e graças a suas habilidades e fidelidade, ele se tornara amigo e conselheiro do rei. Embora objeto do favor real, conquanto rodeado pela pompa e esplendor, ele não esqueceu o seu Deus e o seu povo. Com o mais profundo interesse o seu coração se voltava para Jerusalém; suas esperanças e alegrias estavam vinculadas com a prosperidade dela. Por intermédio deste homem, preparado por sua residência na corte persa para a obra a que fora chamado, Deus propôs levar bênçãos a Seu povo na terra de seus pais.

“Por mensageiros vindos da Judéia, soubera o patriota hebreu que dias de prova tinham vindo a Jerusalém, a cidade escolhida. Os exilados que haviam retornado estavam sofrendo aflições e vexame. O templo e partes da cidade tinham sido reconstruídos; masa obra de restauração fora embaraçada, os ritos do templo haviam sido perturbados, e o povo vivia em constante alarma, pelo fato de estarem as paredes da cidade ainda arruinadas em grande parte.

“Oprimido pela tristeza, Neemias não pôde comer nem beber; ‘chorei, e lamentei por alguns dias’, diz ele. Em sua dor ele tornou para o divino Ajudador. ‘Estive jejuando’, ele disse, ‘e orando perante o Deus dos Céus.’ Ne 1:4. Fielmente ele fez confissão dos seus pecados e dos pecados do seu povo. Ele suplicou que Deus sustentasse a causa de Israel, restaurasse sua coragem e força, e os ajudasse a reconstruir os lugares devastados de Judá.

“Orando Neemias, sua fé e coragem se fortaleceram. Sua boca se encheu de santos argumentos. Ele falou da desonra que seria lançada sobre Deus, se Seu povo, agora que tinha retornado para Ele, fosse deixado em fraqueza e opressão; e se empenhou com o Senhor para que tornasse realidade a Sua promessa: ‘Vós vos convertereis a Mim, e guardareis os Meus mandamentos, e os fareis; então ainda que os vossos rejeitados estejam no cabo do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o Meu nome.’ Dt 4:29-31. Esta promessa tinha sido dada a Israel através de Moisés antes que tivessem entrado em Canaã; e durante os séculos tinha permanecido imutável. O povo de Deus tinha agora retornado para Ele em penitência e fé, e Sua promessa não faltaria.

“Neemias tinha frequentemente derramado a sua alma em favor do seu povo. Mas ao orar agora, um santo propósito formou-se em sua mente. Ele decidiu que se lograsse obter o consentimento do rei, e o necessário auxílio naaquisição de implementos e material, ele próprio tomaria a si a tarefa de reconstruir os muros de Jerusalém, e restaurar a força nacional de Israel. E ele suplicou ao Senhor que lhe permitisse alcançar favor aos olhos do rei, a fim de que este plano pudesse ser levado avante. ‘Faze prosperar hoje o Teu servo’, ele suplicou, ‘e dá-lhe graça perante este homem.’ Ne 1:11.

“Neemias esperara quatro meses por uma oportunidade favorável de apresentar seu pedido ao rei. Durante este tempo, embora o seu coração estivesse carregado de dor, ele procurou mostrar-se alegre na presença real. Nas salas de luxo e esplendor, todos deviam parecer alegres e felizes. A tristeza não devia lançar sua sombra sobre a face de qualquer assistente da realeza. Mas no período de retraimento de Neemias, ocultas da vida dos homens, muitas foram as orações, as confissões, as lágrimas, ouvidas e testemunhadas por Deus e os anjos.” PR, 628-630.


Índice Geral por Tema

Índice Geral por Autor