Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 09 – “Não Confie em Palavras Enganosas”: Os Profetas e a Adoração


“‘Quem então é como Eu? Que ele o anuncie, que ele declare e exponha diante de Mim o que aconteceu desde que estabeleci Meu antigo povo, e o que ainda está para vir; que todos eles predigam as coisas futuras e o que irá acontecer'” (Isaías 44:7).

Prévia da semana: Quando realmente sentirmos a presença de Deus, pediremos, como Isaías, pureza de coração. Então poderemos aceitar Seu chamado para andar humildemente com Ele, servindo a todos que Ele colocar em nosso caminho, com a devida justiça e compassiva misericórdia.

Leitura adicional:Isaías 1:11-15; 6:1-8; Isaías 44; 58:1-10; Jeremias 7:1-11; Miquéias 6:1-8


Domingo
Introdução

Palavras de vida: palavras de destruição

Dezoito de novembro de 1978 é um dia que muitas pessoas desejam esquecer. Esse foi o dia em que algo inimaginável aconteceu. Sob a instrução de seu líder Jim Jones, mais de novecentos membros da seita religiosa Templo dos Povos cometeram suicídio ao beber uma mistura de suco, sedativos e cianeto, um veneno mortal. Esses indivíduos seguiram seu líder desde os Estados Unidos até a Guiana para que pudessem adorar da maneira que desejavam sem ser investigados pelo governo norte-americano. Não muito depois, o mundo inteiro testemunhou o que hoje é conhecido como o “Massacre em Jonestown”.

David Koresh, que se autoproclamou “o último profeta” e que era considerado por muitos como tal, foi responsável pela morte de setenta e cinco pessoas (dentre as quais estavam 24 crianças) em 28 de fevereiro de 1993. De acordo com alguns de seus ex-seguidores, ele frequentemente afirmava ser o Filho de Deus, alegando ter o dom de profetizar e também poder para ressuscitar os mortos.

Os ensinamentos de Jim Jones e David Koresh eram claramente contrários à Bíblia, às leis da Terra e à lógica humana. Ainda assim, esses dois homens convenceram outras pessoas de que eles eram profetas de Deus e, ao mesmo tempo, que o ato de segui-los constituía a verdadeira adoração. Esses homens se assemelham aos muitos que, ainda hoje, afirmam pregar verdades sobre Deus, mas estão, na verdade, proferindo mentiras a respeito dEle. As perguntas que precisamos fazer em relação a essas pessoas são: (1) Como a Bíblia define um profeta verdadeiro? (2) Quais são as funções do profeta no que se refere à adoração? (3) Como podemos nos proteger contra palavras enganadoras no que diz respeito à adoração? As lições desta semana foram preparadas para responder a essas perguntas.

Mãos à Bíblia

Ao contrário de qualquer outra, a religião da Bíblia ensina que a salvação é somente pela graça. No entanto, a Bíblia deixa claro que nossas palavras, obras e pensamentos são importantes. Os pensamentos e ações revelam a realidade de nossa experiência com Deus.

1. Com isso em mente, leia Miqueias 6:1-8. Qual é a mensagem do profeta, especialmente no que diz respeito à questão dos sacrifícios (parte do culto em Israel), que simboliza o plano da salvação? Como essas palavras podem ser aplicadas a nós?Deuteronômio 10:12, 13

Orande ThomasJamaica, Índias Ocidentais


Segunda
Exposição

Simulando a adoração

Não, obrigado! (Isaías 1:11-15). Alguma vez já lhe ofereceram algo e você respondeu “Não, obrigado.”? Dizemos essas palavras quando não temos necessidade do presente que nos é oferecido. Suponhamos que, de forma pouco sincera, alguém lhe ofereça um presente. É provável que sua resposta seja a mesma, certo?

Essa foi a resposta de Deus para a adoração que Lhe foi oferecida pelos israelitas na época do profeta Isaías. Pode ser um tanto embaraçoso ver nossos presentes sendo recusados por outras pessoas, mas a recusa de Deus ao que temos oferecido a Ele deve ser algo ainda mais doloroso. Por que Deus Se recusaria a aceitar a adoração de Suas criaturas quando, por meio da Bíblia, Ele as convida para adorá-Lo?

Adoração encoberta (Isaías 1:11-15). Em Isaías 1:13-17, Deus fala ao Seu povo: “‘Tornaram-se um fardo para Mim; não as suporto mais! Parem de trazer ofertas inúteis! […] Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os Meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei! As suas mãos estão cheias de sangue!'”. Essas duras palavras provêm de um amoroso e compassivo Pai. Ele estava farto. Seu povo dizia servi-Lo mas, em vez disso, estava trilhando caminhos proibidos.

Deus havia escolhido os israelitas para que fossem uma luz que guiasse as nações pagãs até Ele. Suas práticas religiosas eram maravilhosas e as declarações dos anciãos impressionantes. Contudo, Ele disse a respeito deles: “‘Esse povo se aproxima de Mim com a boca e Me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.

A adoração que Me prestam é feita só de regras ensinadas por homens'” (Isaías 29:13). Apesar de alegarem ser sentinelas de Deus, assassinaram os profetas que Ele enviou para conduzi-los de volta à verdadeira adoração. Isaías foi serrado ao meio, outros foram torturados e afligidos.

Falsa piedade (Miquéias 6:1-8). Mais importante que pensar em seu modo de adoração é a reflexão a respeito das razões pelas quais você adora, isto é, o que o motiva a adorar. Apesar de a adoração dos israelitas parecer perfeita, Deus não estava satisfeito. Isso porque, por meio da adoração que praticavam, pretendiam impressionar os outros e glorificar a si mesmos. Deus não Se satisfaz com forma e estilo sem qualquer substância; nesse caso, não há culto proveniente do coração. Embora Deus tenha rejeitado a adoração da elite religiosa, aceitou o humilde culto de Isaías, Jeremias e outros profetas. O Senhor não Se alegra com nossos sacrifícios se eles são apresentados egoisticamente. Ele exige que andemos humildemente ao Seu lado, que tratemos os outros com justiça, amor e misericórdia. Os sacrifícios que Deus deseja são um espírito quebrantado e um coração contrito (Salmos 51:17). A verdadeira adoração glorifica a Deus e não a nós mesmos.

Uma resposta (Isaías 6:1-8). O culto é nossa resposta àquilo que Deus fez por nós e por meio de nós. Quando Isaías viu o Senhor em uma visão, sentiu-se dominado por sua própria fraqueza e exclamou: “Ai de mim! Estou perdido! Pois sou um homem de lábios impuros” (Isaías 6:5). Um pouco adiante, como resposta, aceitou o chamado de Deus em sua vida (Isaías 6:8).

Se não nos submetermos à vontade de Deus, nossa adoração não será melhor que a dos líderes judeus: forma sem substância. Não sejamos enganados pelas nossas próprias práticas religiosas, achando que podemos acalmar Jeová com nossos rituais assim como os pagãos acalmavam a ira de seus deuses.

Ministrando a outros (Isaías 58:1-10). A adoração não é um sentimento. Significa permanecer diariamente com Deus. O culto não está restrito ao prédio onde adoramos aos sábados. Deve ser a manifestação exterior de alguém que está em constante contato com Deus. Precisamos louvá-Lo com palavras e ações, evidenciando as maravilhas que Ele tem feito por nós. Em retribuição, nossas ações devem sempre incluir atender aos necessitados. Quando estamos sintonizados com Jeová, não conseguimos resistir ao ímpeto de aliviar os sofrimentos de outros.

Qualquer ato de adoração no qual as atenções estejam direcionadas para o adorador não representará um culto verdadeiro. Nossa música, oração, pregação e vida de serviço devem manter o Senhor em evidência. Qualquer coisa que seja feita para exaltar egocentricamente os talentos e habilidades que Deus nos dá se tornará falsa adoração.

Tempo para adoração verdadeira (Deuteronômio 4:29; I Coríntios 10:11). Não cometamos o mesmo erro de Israel, equivocando-nos quanto à verdadeira natureza da adoração. Estamos sujeitos a Deus – criados, redimidos e sustentados por Ele. Isso deveria nos incentivar a oferecer-Lhe livremente nossa sincera adoração. Se não adoramos a Deus com o coração, Ele não está sendo verdadeiramente adorado. Que tenhamos um relacionamento próximo e consistente com o Senhor, de forma que nossa adoração seja verdadeira e não algo composto apenas de ações e palavras vazias.

Pense nisto

1. Como você pode saber se sua adoração é sincera? 2. Quais são alguns sinais indicadores de que nossa adoração está se tornando enganosa?

Mãos à Bíblia

2. Leia Isaías 6:1-8. Por que você acha que Isaías respondeu conforme a descrição do texto (v. 5) ao ter uma visão do Senhor? Que importante verdade é revelada ali?

Nesse episódio, é revelada uma verdade fundamental sobre a condição da humanidade, especialmente em contraste com a santidade e glória de Deus. Vemos uma atitude de arrependimento, disposição para reconhecer a própria pecaminosidade e o senso da própria necessidade de graça.

Como seriam nossos cultos se levassem os adoradores ao senso de que eles estão na presença do nosso santo Deus, o que, por sua vez, os tornaria profundamente conscientes de sua própria pecaminosidade e necessidade de Sua graça salvadora e poder purificador?

Bentley ChambersSt. Catherine, Jamaica, Índias Ocidentais


Terça
Testemunho

Adoração de acordo com o “Assim diz o Senhor”

“O longo reinado de Uzias […] foi caracterizado por uma prosperidade maior que a de qualquer outro rei desde a morte de Salomão, cerca de dois séculos antes. […] Essa prosperidade exterior, no entanto, não foi acompanhada pelo correspondente avivamento do poder espiritual. Os cultos do templo prosseguiram como nos anos anteriores, e multidões se reuniram para adorar ao Deus vivo; mas o orgulho e o formalismo gradualmente tomaram o lugar da humildade e da sinceridade. […]

“O pecado que produziu tão desastrosos resultados para Uzias foi o da presunção. Em violação de um claro mandamento de Jeová, segundo o qual ninguém, a não ser os descendentes de Arão, devia oficiar como sacerdote, o rei entrou no santuário ‘para queimar incenso no altar’. O sumo sacerdote Azarias e seus associados protestaram, e suplicaram a Uzias que abandonasse seu propósito. ‘Transgrediste’, disseram eles; ‘e não será isso para honra tua.’ […]

“Uzias se encheu de ira, que sendo ele o rei, fosse assim repreendido. Mas não lhe foi permitido profanar o santuário contra os protestos unidos dos que tinham autoridade. Enquanto permanecia ali, em irada rebelião, ele foi subitamente ferido pelo juízo divino. Em sua testa apareceu lepra. Atribulado, deixou o recinto do templo, para nunca mais ali entrar. Até o dia de sua morte, alguns anos mais tarde, Uzias ficou leproso – um exemplo vivo da loucura de se abandonar um claro ‘Assim diz o Senhor'” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 303, 304).

Pense nisto

1. Você também já foi confrontado com oposição à mensagem de esperança? Negligenciou sua responsabilidade ou foi obediente a Deus em todas as coisas? 2. Como podemos nos precaver de atitudes que podem nos impedir de adorar a Deus em verdade, como a formalidade, o orgulho e a presunção? 3. O que a história de Uzias nos ensina sobre a importância de não adorar a Deus de maneiras consideradas profanas?

Mãos à Bíblia

Entre o povo da aliança, a maioria professava seguir o verdadeiro Deus, compreendia as verdades bíblicas e sabia as coisas certas para dizer e fazer na adoração. No entanto, isso estava longe de ser suficiente.

3. Leia Isaías 1:11-15. O que o Senhor, que instituiu todos esses serviços, estava dizendo para eles?

Deus está mais interessado em nossa maneira de tratar os outros, especialmente os fracos e desamparados entre nós, do que em todos os tipos de rituais religiosos, mesmo os que Ele instituiu.

William GordonSt. Catherine, Jamaica, Índias Ocidentais


Quarta
Evidência

A essência da adoração

O ministério profético de Isaías se estendeu de 750 a 739 a.C.1 Ele viveu em uma área de crise, enquanto Judá estava sob o domínio de Uzias. Nessa época, a Síria desejava dominar o mundo.2 Apesar de Judá ter crescido forte, sua prosperidade material havia trazido declínio espiritual.

Como Isaías elevou seus pensamentos a Deus e pôde ser um dos verdadeiros adoradores durante aquela época? Ele era como qualquer outro jovem de hoje; ainda assim, teve uma vida ativa como profeta. O culto diário faz com que o caráter de Deus seja reproduzido em nós.

Isaías ia ao templo para adorar3 (A palavra hebraica referente a templo -hêkal – também pode ser traduzida como “palácio” ou “casa grande”4). Lá, Deus Se revelou a ele por meio de uma visão. Isaías viu Deus sentado sobre Seu trono, exaltado e supremo. Profundamente interessado nos assuntos da Terra, o Senhor convidava Seu povo para se arrepender. Com base na justiça de Seu caráter, Ele julgará todos os que persistiram em seus maus caminhos.

Isaías comparou suas imperfeições e sua indignidade com a grandiosidade do “Santo de Israel”. Quando o serafim tirou a brasa viva do altar e tocou os lábios de Isaías, este aceitou levar a mensagem de advertência e esperança para Israel. Ele esperava que o povo também pudesse entender a visão do amor e da santidade de Deus e, por meio dela, ser salvo. “A brasa do altar representava o poder purificador e refinador da graça divina. Significava, ainda, uma transformação de caráter. A partir daí, o maior desejo para Seu povo era que eles também pudessem experimentar o mesmo trabalho de purificação e transformação” (SDA Bible Commentary, 2. ed., p. 129). Os profetas viram a adoração como uma forma de ser obedientes a Deus e fazer Sua vontade. Isaías demonstrou isso ao dizer “Eis-me aqui. Envia-me!” (Is 6:8).

1. SDA Bible Commentary, 2 ed., v. 4, p. 83.2. Ibidem, p. 127.3. Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 307.4. SDA Bible Dictionary, ed. rev., p. 1093.

Mãos à Bíblia

4. Tendo isso em mente, leia Isaías 44. Qual é a essência desses versos, especialmente quanto à maneira pela qual eles se relacionam com a questão da adoração e daquilo que as pessoas adoram?

Isaías ridiculariza os que criam ídolos com as próprias mãos, deuses fabricados por eles mesmos, e em seguida se prostram para adorar essas coisas que não têm nenhum valor. Embora isso possa parecer insensato, não estamos em perigo de fazer algo semelhante, dedicando a vida a coisas que, no fim, não podem atender às necessidades mais profundas do nosso ser, e que certamente não poderão nos redimir da sepultura, no fim do tempo?

Kaydian GordonSt. Catherine, Jamaica, Índias Ocidentais


Quinta
Aplicação

A arte da verdadeira adoração

“No ano em que o rei Uzias morreu, eu vi o Senhor assentado num trono alto e exaltado, e a aba de Sua veste enchia o templo. Acima dEle estavam serafins; cada um deles tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam. E proclamavam uns aos outros: ‘Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos, a Terra inteira está cheia da Sua glória'” (Isaías 6:1-3).

O santuário celestial nos ensina que, como aconteceu com Lúcifer, colocar nossa vontade acima da de Deus nos impede de adorá-Lo verdadeiramente. Conforme vimos anteriormente, o culto que se baseia na vontade da criatura em vez da do Criador corresponde a uma adoração falsa, que obscurece a verdadeira maneira de se adorar a Deus.

“O fariseu e o publicano (Lucas 18:9-14) representam os dois grandes grupos em que se dividem os adoradores de Deus. Seus primeiros representantes são os dois primeiros filhos nascidos neste mundo. Caim julgava-se justo, e foi a Deus com uma simples oferta de gratidão. Não fez confissão de pecado, nem reconheceu que necessitava de misericórdia. Abel, porém, apresentou o sangue que apontava para o Cordeiro de Deus. Foi como pecador que confessava estar perdido; sua única esperança era o imerecido amor de Deus. O Senhor Se agradou de seu sacrifício, mas de Caim e de sua oferta não Se agradou. A intuição de necessidade, o reconhecimento de nossa pobreza e pecado, é a primeira condição para sermos aceitos por Deus. ‘Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus’ (Mateus 5:3; Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 152).

Como podemos expressar a adoração verdadeira? A primeira atitude tomada por uma adorador verdadeiro é a confissão de sua pecaminosidade. Em seguida, a aceitação de Deus como o único meio pelo qual os pecados podem ser perdoados. Após darmos esses dois passos, Ele Se tornará o centro de nossa adoração de maneira natural e inquestionável.

Mãos à Bíblia

A Bíblia fala de manifestações externas de piedade e de adoração que não eram aceitáveis ao Senhor.

5. Leia Jeremias 7:1-10. Que princípios encontramos no texto que podem ser aplicados à nossa adoração a Deus? 

As pessoas acreditavam que, simplesmente pelo fato de ir ao templo do Senhor e adorar ali, estavam seguras e salvas, fazendo tudo que era necessário. De que maneira podemos, como adventistas do sétimo dia, cometer o mesmo erro dessas pessoas? Em quais “palavras enganosas” podemos estar em risco de confiar?

Diana WrightSpanish Town, Jamaica, Índias Ocidentais


Sexta
Opinião

Quem você pensa que é?

Comparando a realidade atual de nossas igrejas como que ocorria no tempo do profeta Isaías, observo os mesmos erros sendo cometidos em ambas as épocas. Ainda temos a tendência de acreditar que Deus deveria nos abençoar apenas porque vamos à igreja. Ao analisar essas questões, nem mesmo me refiro à adoração, pois entendo que a maioria de nós nem mesmo sabe como, por que e a quem adorar.

Para que adoremos verdadeiramente a Deus, precisamos estar familiarizados com Ele. Isso não envolve apenas saber quem Ele é. Os escribas e fariseus e Caim tinham esse conhecimento; até mesmo Lúcifer o tem. Precisamos conhecer a Deus por nós mesmos. Precisamos experimentar o que Ele pode fazer por nós. Aproximamo-nos dEle por meio do estudo, da leitura de Sua Palavra e da oração. É assim que podemos compreender Sua majestade e poder e verdadeiramente adorá-Lo. É dessa maneira que Seu caráter passa a estar incorporado em nós. Então, sem nem mesmo perceber, gradualmente nos tornamos mais semelhantes a Ele.

Adoração é algo que vem do coração quando compreendemos que Deus é nosso Criador, Redentor, Juiz e Mantenedor. Precisamos olhar para quem somos e estabelecer comparação com quem Ele é e com quem Ele quer que sejamos. Não permitamos que o mesmo pecado que Caim e o publicano cometeram cause nossa destruição. Estudemos a Palavra de Deus por nós mesmos e não sejamos enganados. Descubramos o que Ele realmente deseja de nós. Assim, não pensaremos que Ele está nos obrigando ou que aquilo que fazemos na maioria do tempo é verdadeiramente adorá-Lo. Aproximemo-nos do propiciatório com um coração quebrantado e contrito (Salmos 51:17), desejosos de trilhar os caminhos indicados pelo nosso Salvador e de entregar nossa vida completamente a Ele, prontos para adorá-Lo em espírito e em verdade.

Pense nisto

1. Você crê que Deus tem aceitado sua adoração? Por que sim ou por que não? 2. Você sabe o que Ele requer ou está apenas seguindo a multidão?

Mãos à obra

1. Entreviste pessoas em sua igreja: “Em que consiste a verdadeira adoração?” 2. Encene a história de Caim e Abel usando exemplos modernos de adoração aceitável e inaceitável. 3. Segundo Isaías 8:20, quais são as principais características de um profeta verdadeiro? 4. Divida seu dia em blocos de horas e ligue suas atividades com o bloco correspondente durante o dia. Descubra o que você valoriza mais e analise o que isso revela sobre sua adoração.

Glenese TullochSt. Catherine, Jamaica, Índias Ocidentais