Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 09 – “Não Confie em Palavras Enganosas”: Os Profetas e a Adoração

Comentários do Prof. Gilberto Brasiliano


Texto Central: “Quem então é como Eu? Que ele o anuncie, que ele declare e exponha diante de Mim o que aconteceu desde que estabeleci Meu antigo povo, e o que ainda está para vir, que todos eles predigam as coisas futuras e o que irá acontecer.” (Isaías 44:7 – NVI)

Meditação central: Há mais restauradora alegria em cinco minutos de adoração do que em cinco noites de folia.


Sábado
Introdução: Vivendo sem problemas

Vivemos hoje pela graça do Senhor Jesus e devemos agradecer-lhe cada momento que pudermos pela transformação produzida pelo Espírito Santo em nós. Em I Pedro 1:18,19, lemos:

“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo”.

Ilustração: Perguntaram certa vez, ao Prof. Harnack qual era a solução cristã para evitar os problemas da vida. Respondeu o mestre: “O cristianismo não dá soluções; oferece uma meta e transmite o poder para se chegar a ela”. Tinha razão o professor. O movimento cristão consiste de metas e poder para alcançá-las. Deus está providenciando um reino no qual não haverá mais pobres, nem classes, nem enfermidades, nem pecados, um Reino que será, de fato sem problemas, uma verdadeira reconstrução mundial; e o poder para alcançar essa meta gloriosa, são os recursos do Espírito de Deus e a obediência aos princípios divinos (Stanley Jones).

“Não ganhamos a salvação por nossa obediência; pois a salvação é dom gratuito de Deus, e que obtemos pela fé. Mas a obediência é fruto da fé” (Caminho a Cristo, 61).

Em 28 de março de 1949, quatorze cristãos foram condenados à morte, em Madagascar. Razão: sua fé em Cristo e obediência ao 4º Mandamento. A execução da pena revestiu-se de crueldade. Nas cercanias de Atanarivo, à beira de larga rocha, escancarava-se profundo abismo. Na ponta de uma corda, a vítima era sustentada sobre o despenhadeiro, enquanto o carrasco perguntava: “Renuncias ao sábado e a esse teu Deus?” Ante o enfático “não!” da valorosa resposta, vinha a ordem final: “Corta!” E mais um crente selava com seu sangue a firmeza de sua fé.

Vamos estudar nesta lição como os profetas nos mostraram a verdadeira adoração no dia do Senhor com espírito de amor e obediência. Esse estudo será gratificante.


Domingo
Mil Carneiros?
(Deuteronômio 10:12-13; Miquéias 6:1-8)

Certa vez um pensador cristão disse estas palavras importantes sobre a salvação: “O Calvário mostra como os homens podem ir longe no pecado, e como Deus pode ir longe para salvá-los” (H. C. Trumbull). Essa é a Teologia da graça. É como se explica o que Deus fez para dar ao ser humano o direito de estar em Sua presença sem condenação através do sangue de Jesus.

Ilustração: Um homem sonhou que estava parado junto à porta que conduz os redimidos ao Céu. Veio um homem rico e procurou entrar expondo as suas riquezas e o apreço que o povo lhe devotava. O anjo, ou porteiro, lhe disse que estas coisas pertenciam ao mundo e que com estas coisas ele não podia entrar. O homem voltou muito triste. Outra pessoa desejava entrar tendo como razão a sua integridade cristã guardando a lei nos seus mínimos detalhes, porém o anjo replicou: “Pelas obras da lei nenhuma carne se justificará.” Ainda outra pessoa quis penetrar valendo-se do seu zelo para com sua denominação, suas orações fervorosas e sua profunda emoção; mas também a esta foi proibida a entrada com estas palavras: “Em nenhum outro há salvação: porque não há outro nome debaixo do Céu pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4:12). Pouco depois foi vista outra pessoa acercar-se, dizendo com terna voz: “O sangue de Jesus Cristo nos limpa de todo o pecado” (1 João 1:7). A este a porta do Céu se abriu e o anjo lhe disse: “Passa adiante porque há uma entrada abundante no reino de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

As obras são importantes porque mostram o que Deus fez em nossa vida através da justificação. As obras não são a causa da salvação, são os frutos.

1. Com isso em mente, leia Miquéias 6:1-8. Qual é a mensagem do profeta, especialmente no que diz respeito à questão dos sacrifícios (parte do culto em Israel), que simboliza o plano da salvação? Como essas palavras podem ser aplicadas a nós? Dt 10:12, 13

Resposta: Deus não quer sacrifícios inúteis; a obediência e humildade para andar com Ele, são mais importantes. Os sacrifícios, eram apenas símbolos.

Não adianta nada ter o título de cristão ou de adventista se nossos atos negam a eficácia do evangelho em nós. Como disse um pensador: Quando tentamos conquistar salvação sem obediência, apenas com atos de justiça própria, sem os princípios de justiça e misericórdia divina, corremos o risco de termos uma tonelada de religiosidade e nenhuma grama de salvação. Assim sendo, o andar com Deus proporciona uma vida santificada e motivada pela humildade de coração. Incentiva-nos a atos de misericórdia e à prática da justiça como frutos da salvação. Fazemos porque nos sentimos salvos e não para nos salvar. Deus é nosso constante ajudador para que andemos em seus preceitos com Sua direção.

“Mui grande é nossa salvação, pois se tomou amplas providências por meio da justiça de Cristo, a fim de sermos puros, completos, não faltando em coisa alguma. … Caso o homem, pela fé em Cristo, guarde a lei de Deus, achar-se-ão ao seu dispor os tesouros celestes” (Review and Herald, 4 de fevereiro de 1890.

Lembre-se que: “Deus pode fazer maravilhas com um coração quebrantado, se você lhe entregar todos os pedaços” (Victor Alfsen).


Segunda
O Chamado de Isaías
(Isaías 6:1-8)

Isaías foi um jovem profeta com uma missão espinhosa para realizar entre os moradores de Judá. O rei Uzias havia prosperado muito em poder e riqueza e ficou orgulhoso e se desviou de servir ao Senhor. Com seu orgulho ele quis fazer algo inédito; quis oferecer incenso no santuário em lugar do sacerdote. Isso era considerado uma aberração, e quando ele resistiu em sair do templo por pura teimosia, foi ferido de lepra e saiu dali para viver isolado até o dia da sua morte. Depois disso, o povo passou a viver um declínio espiritual. O reino de Judá seguindo a influência da idolatria dos reis anteriores e de Uzias, se corrompeu e o profeta teria que chamá-los ao arrependimento para que tornassem a servir a Deus outra vez, porque havia uma ameaça de invasão pelo exército assírio em que muitos seriam mortos e outros levados como escravos. Nesse contexto Deus fez um chamado para o jovem Isaías que teve uma reação interessante.

2. Leia Isaías 6:1-8. Por que você acha que Isaías respondeu conforme a descrição do texto (v. 5), ao ter uma visão do Senhor? Que importante verdade “teológica” é revelada ali?

Resposta: Isaías sentiu a diferença entre um Deus santo e um homem pecador como ele. Teologicamente estamos perdidos, mas Deus nos justifica através de Jesus e nos aceita em Sua presença.

Não foi fácil para o pobre Isaías contemplar o que Moisés tanto pediu a Deus e não conseguiu; ver a glória de Deus. O problema é que Isaáas entrou em pânico pensando que iria morrer ao lembrar-se da condição pecaminosa do povo e da sua também. A purificação que Isaías teve (um anjo tocando nele com uma brasa viva do altar) foi uma espécie de justificação que o tornou apto a conversar com Deus e ouvir-Lhe as instruções. O fato de Isaías reconhecer-se como indigno mostra a sensibilidade e a consciência que devemos ter quando estamos em humildade na presença do Senhor e como Ele nos purifica e aceita nossa adoração.

Sobre o que a presença divina nos faz, lemos em Mensagens aos Jovens, 159:

“Estamos em Cristo por uma fé viva. Ele habita em nosso coração pela nossa apropriação individual da fé. Temos a companhia da presença divina, e ao reconhecermos essa presença, são nossos pensamentos levados cativos a Jesus Cristo. Nossos exercícios espirituais estão de acordo com a intensidade de nosso senso dessa companhia”.

Ilustração: No Sul da África, o chefe de um grupo nativo não se opunha a que seus subordinados se tornassem cristãos, mas lembrava: “Se vocês, ao se tomarem cristãos, se tornarem melhores homens e mulheres, estou plenamente de acordo em que sejam cristãos; se não for assim, não permitirei que se tornem ou digam que são cristãos”.

Quando somos influenciados pela presença divina, nossa vida se torna uma luz.

Um chinês, homem de cultura, ia passando no momento em que um missionário estava pregando o evangelho. Ele ouviu o missionário falar de Cristo e, ao final, disse: “Se existe um Salvador não pode haver um só homem no mundo que não o aceite”. E ali mesmo aceitou Jesus como seu Salvador e voltou outras vezes, para receber mais explicações a respeito de Jesus e como poderia ser um cristão de verdade. Não levou muito tempo e, como fruto de seu trabalho, havia mais cinqüenta cristãos na cidade. Precisamos dizer como Isaías: “Envia-me a mim…”.


Terça
Não Tragam Ofertas Inúteis
(Isaías 1:11-15; Isaías 58:1-10)

Coração dividido é uma afronta ao Deus do Céu, que investiu tudo para salvar todos. Deus deseja sinceridade de coração daqueles que professam os princípios da fé e avisou que só aceita adoração daqueles que são genuínos e sinceros em sua forma de adorá-Lo.

Na Roma Antiga, os interessados mandavam esculpir estátuas para enfeitar seus palácios. Diversas vezes o escultor encobria pequenos defeitos do mármore, comprimindo cera nos lugares onde havia falhas. Com o tempo, a cera se desfazia e o buraco aparecia, desvalorizando a peça. Por isso, alguns mais espertos, quando faziam a encomenda, pediam: “Sine cera” (sem cera). Daí nos vieram as palavras: sincera, sincero, sinceridade.

Deus pede isto dos Seus filhos que O servem e O adoram. Não podemos esconder pecados debaixo de uma capa de santidade. Não podemos servir a Deus e acariciar hábitos errados.

3. Leia Isaías 1:11-15. O que o Senhor, que instituiu todos esses serviços, estava dizendo para eles?

Resposta: Diante de Deus, rituais religiosos, ofertas, sacrifícios ou adoração não tem valor algum se as pessoas estiverem associadas com o pecado e com a violência; precisa haver consagração, obediência à Lei de Deus e cuidados com os pobres, viúvas e desamparados.

Deus não faz ameaças para trazer ninguém para o Seu lado, mas adverte com amor a respeito das conseqüências da prática do pecado e de se ter uma religião vazia onde Deus e o próximo são totalmente esquecidos. Seu amor produz mais conselhos e direcionamento do que podemos imaginar. O livro de Isaías, por exemplo, contém muitos conselhos amorosos enviados por Deus para Seus filhos com a intenção de evitar que se desviem do caminho do bem; para que fiquem do lado da benção, o lado de Deus.

4. Leia Isaías 58:1-10. O que há de errado com o jejum descrito ali? Como as pessoas deviam jejuar? Que lição podemos tirar desse texto, mesmo que tenhamos o hábito de jejuar?

Resposta: Deus não aceita o jejum feito por pessoas que são violentas, egoístas, que oprimem e exploram os pobres. Deus aceita um jejum verdadeiro, feito por um coração amável, solidário com os necessitados e que honra a Deus.

“O verdadeiro jejum não é um serviço meramente formal. A Escritura descreve o jejum preferido por Deus: “que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo… que deixes livres os quebrantados [ou oprimidos] e despedaces todo o jugo” (Desejado de Todas as Nações, 278).


Quarta
Sem Nenhum Valor?
(Isaías 44)

Qual o valor que damos à vida? Quando alguém descansa dos seus labores e morre, como isto nos impressiona e nos leva à reflexão sobre o verdadeiro valor da vida?

Edwin M. Stanton, secretário de guerra, levantou-se de junto do leito, ao pé do qual tinha se ajoelhado e no qual jazia uma figura magra e desfigurada; foi até a janela, puxou a cortina e voltando a olhar para o corpo silencioso, exclamou: “Ele, agora, pertence à Historia!”. Esta é a melhor e mais curta biografia de Abraham Lincoln. Mais que qualquer outro americano, pertence ele à História. Uma vida, porém, só tem valor verdadeiro para a História na ótica divina se for vivida ao lado de Deus em amor e obediência. Longe disso nada tem valor e tudo vira fumaça na linha do tempo.

5. Com isso em mente, leia Isaías 44. Qual é a essência desses versos, especialmente quanto à maneira pela qual eles se relacionam com a questão da adoração e daquilo que as pessoas adoram?

Resposta: Isaías mencionou a grandeza de Deus e Seu poder criador em comparação com os ídolos fabricados, que são somente ilusões. Deus é único, soberano, criador, protetor e redentor. Só Ele é digno de toda adoração em cada culto que fazemos.

A dedicação do nosso ser a Deus na forma de entrega e adoração sincera é o sacrifício mais completo que alguém poderia oferecer. Em nossa adoração deve haver o poder sobrenatural que nos faz compreender o sentido de Deus para nossa vida. No entanto, não estamos hoje isentos de produzir adoração a outras coisas que podem ocupar o lugar de Deus em nossa vida. Coisas como a profissão, a conquista de uma pessoa, o sucesso na vida, o desejo de conhecimento exagerado com formação acadêmica, bem podem ser ídolos que exaltamos no palácio do nosso coração, trazendo perdas irreparáveis na vida.

Ilustração: Certa vez, houve um cristão que desde muito jovem havia colocado em seu coração o desejo de conquistar uma posição na vida como médico. Aos 40 anos já era o melhor cirurgião do país. Tão envolvido, porém, ficou nesse objetivo que nem percebeu de verdade que estava casado e com dois filhos que reclamavam sua presença. Para conseguir cumprir os compromissos de sua profissão na área médica, com cirurgias, aulas em faculdades, palestras em congressos pelo país e pelo mundo, além de atender uma grande clientela em um consultório, ele sacrificou suas fé e a atenção à família. Quando se deu conta disso, a esposa o deixou porque não suportava mais a frieza com a qual era tratada, bem como a ausência que os filhos sentiam do pai. Ela se dizia: “Viúva de marido vivo”. Hoje ele é um homem famoso, admirado na área médica, mas com uma enorme tristeza no íntimo, porque admite que conquistou tudo de bom na vida profissional, mas perdeu as coisas mais preciosas do mundo: a fé, o amor da esposa e a companhia dos filhos. Sua profissão se tornou seu ídolo na vida.

Quando adoramos a Deus no sábado ou em qualquer culto, devemos separar as coisas eternas das coisas temporais, sem valor. Essa reflexão nos dará direcionamento para investirmos espiritualmente naquilo que glorifica a Deus e que nos traz santificação e bênçãos.

“É um erro grave negligenciar a adoração pública de Deus. Os privilégios do culto divino não devem ser considerados levianamente” (Ciência do Bom Viver, 511).


Quinta
“Este é o Templo do Senhor, o Templo do Senhor…”
(Jeremias 7:1-10)

No tempo do povo de Israel estabelecido na terra prometida, a adoração vazia se tornou uma prática comum entre as pessoas que se diziam “adoradores do Senhor dos exércitos”. Na verdade, havia uma demonstração de piedade que era só da boca para fora e não refletia o que Deus queria dos seus seguidores. Hoje Deus também quer de nós adoração genuína, verdadeira.

“Conquanto Deus condene um mero ciclo de cerimônias, sem o espírito de adoração, olha com grande prazer àqueles que O amam, prostrando-se de manhã e à noite, a fim de buscar o perdão dos pecados cometidos e apresentar seus pedidos de bênçãos necessitadas” (Patriarcas e Profetas, 352-354).

6. Leia Jeremias 7:1-10. Que tema é repetido ali, que temos visto nesta semana? Que princípios encontramos no texto, que podemos aplicar em nosso contexto?

Resposta: Deus sempre pediu sinceridade, adoração sincera e vida santificada dos Seus adoradores. Só estar na igreja não salva ninguém. É preciso ser honesto e justo para com o semelhante.

Ser um cristão superficial é algo doloroso diante de Deus e trágico para quem tem a vida nessas condições. Foi contra isto que Deus pediu para Jeremias falar. As pessoas cometiam toda sorte de pecados carnais e sociais e também de idolatria e, depois, corriam para o templo para acalmar a consciência e voltar à prática dos mesmos pecados. Não podemos crer que apenas passando pela igreja ou ouvindo sermões, estaremos salvos. É preciso ter uma experiência pessoal com Cristo para adorá-Lo de coração. Sem isto estaremos nos enganando.

“Unicamente conhecendo a Deus aqui, podemos preparar-nos para o encontro com Ele em Sua vinda. Muitos, porém, dos que professam crer em Cristo, não conhecem a Deus, não sabem nada do Seu amor. Têm apenas uma religião superficial…” (Med. Matinais, 1977, 74).

Ilustração: Um garoto viajava sozinho de trem, num dia quente. Os passageiros estavam em extremo desconforto. E o cenário também não era muito interessante, porque passavam pelo deserto do Arizona, nos Estados Unidos. Uma senhora sentada ao lado do garoto perguntou: “Você não está cansado de viajar tanto?” O garoto sorriu e disse: “Estou um pouco cansado, mas não tem problema não. Meu pai estará me esperando quando eu chegar em Los Angeles e me prometeu uma semana maravilhosa”. A mulher perguntou-lhe: “O seu pai é rico?” O menino disse: “Oh não, ele não é rico, mas tem um coração muito bondoso e eu o amo muito, porque sinto que ele me ama também. Às vezes ele me repreende por alguma travessura que faço, mas sempre que vai me castigar ele diz que o fará com o coração partido porque me ama. Sabe, senhora! Eu fico de castigo sem reclamar, porque sinto que isto deixa o meu pai satisfeito e, mesmo assim, eu continuo a amá-lo mais ainda”. Isto significa conhecer, obedecer e amar o Pai.

Esta vida também é uma viagem. Os cultos são as paradas para adorarmos a Deus, que dirige nossa vida espiritual. O mais interessante é que Ele também nos acompanha nesta viagem e nos dá muitos motivos para amá-Lo e adorá-Lo de coração. Nossa obediência é uma resposta de amor.


Sexta
Conclusão

Ao encerrarmos o estudo dessa semana e olhando ainda pela fé o panorama que a lição nos apresentou, podemos dizer que subimos mais um degrau na escada do conhecimento da vontade divina, relacionada com a verdadeira adoração. Essa lição nos mostrou como Deus aprecia a sinceridade da devoção e da adoração. Mostrou-nos que Deus não Se incomoda com a quantidade de adoradores, mas sim com a qualidade dos adoradores e da adoração a Ele oferecida. Chegou a dizer que aqueles que são superficiais em sua forma de cristianismo e adoração, estão sendo rejeitados e disse: “Ainda que vocês me ofereçam o sacrifício de milhares de carneiros, isto não Me interessa, porque quero obediência e não sacrifício”. A obediência vem ao nosso coração quando prestamos adoração, pois manifestando reverência, aprendemos obediência. A obediência pode nos salvar de perigos na vida física e nos livrar das conseqüências no plano espiritual.

IlustraçãoTragédia da Desobediência: Viajando petas estradas encontramos, às vezes, sinais de mãos perversas que mudam a indicação das setas, fazendo-as indicar caminho errado. Isso faz com que o viajante fique em dúvida quanto à obediência cega e indiscriminada dos sinais indicativos, o que não raramente traz graves conseqüências. Na vida cristã Deus é muito claro em Suas indicações, mas pessoas perversas podem mudar a verdade divina em preceitos humanos que desagradam a Deus. Essas pessoas interpretam a verdade divina à sua conveniência e levam para a perdição muitas vidas. Deus sempre vai colocar Seus sentinelas avisando do perigo da falsa adoração. É uma pena que muitos não obedecem e caem no erro, que causa morte espiritual.

Por ocasião das grandes chuvas da década de 70, algumas pontes foram arrastadas pelo temporal. Uma rodovia de muito movimento, numa noite tormentosa, oferecia grande perigo. Uma ponte tinha caído e os veículos que vinham, iam caindo um a um e sendo levados pela correnteza do rio. Um cidadão que morava nas imediações, ouvindo a notícia e percebendo o desastre da ponte caída, postou-se à beira da estrada e agitava nervosamente um pano com a intenção de parar os carros. Mas eles não obedeciam ao sinal e iam caindo, um a um, no caudaloso rio. Pelo menos 60 carros caíram no rio, provocando a morte de mais de 100 pessoas.

No Livro de 2 Crônicas 36:15 e 16, lemos:

“E o Senhor Deus… lhes enviou a Sua Palavra pelos Seus mensageiros… porém zombaram dos mensageiros e desprezaram as suas palavras… até que o furor do Senhor subiu tanto contra o Seu povo, que mais nenhum remédio houve”.

Os profetas foram os sentinelas divinos para avisar o povo dos erros cometidos e mostrar-lhes qual o caminho de volta à santidade. O desprezo às advertências divinas levou o povo de Israel para a ruína e, a seu exemplo, podemos também cair no mesmo erro, se como adoradores transformarmos o santo em profano e desrespeitarmos o que é sagrado.

Oremos para que nossos passos nos conduzam à presença do nosso Senhor e Salvador com a reverência e o temor adquirido pelo estudo desta lição. Pensemos sempre que a presença do Senhor nos torna melhores, pois nos santifica para fazermos a Sua vontade e nos consagra para que ministremos bênçãos a outros.


“Reina o Senhor; tremam os povos. Ele está entronizado acima dos querubins; abale-se a Terra” (Salmos 99:1).


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