Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 08 – Conformidade, Concessão e Crise na Adoração

Auxiliar do Professor

Texto-chave: “Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu.” I Reis 18:21

O aluno deverá…

Saber: A verdadeira adoração pode ser prejudicada, de maneira muito sutil, quando seguimos o que é certo aos nossos próprios olhos. É muito importante nos submetermos à cuidadosa e segura direção de Deus.

Sentir: Perceber a depravação da adoração que se baseia nas emoções, e não no “Assim diz o Senhor”.

Fazer: Responder à mensagem de Elias chamando ao arrependimento, obediência e adoração verdadeira.

Esboço

I. Saber: A descida enganosa das concessões

A. Como Salomão e Jeroboão conduziram o povo de Israel na decadência das concessões? Quais foram as consequências dessas concessões na história subsequente de Israel?

B. Com a mensagem de Elias no Monte Carmelo, como Deus ajudou Israel a se concentrar novamente nos elementos vitais da verdadeira adoração?

II. Sentir: Verdadeira devoção versus exibição emocional

A. Que sinais de exibição emocional foram apresentados pelos sacerdotes de Baal no Monte Carmelo?

B. Como Elias exemplificou a verdadeira devoção?

C. Que outros exemplos de pessoas demonstrando a verdadeira emoção na adoração podem ser encontrados nas Escrituras? Em quais ocasiões você tem experimentado as emoções apropriadas na adoração?

III. Fazer: O chamado de Elias

A. Por que a mensagem de Elias é tão apropriada hoje?

B. O que Deus está pedindo que você faça em resposta a essa mensagem?

C. Qual é o chamado para a igreja hoje?

Resumo: A conciliação entre as nossas próprias inclinações e as claras orientações de Deus pode levar à falsa adoração, mas a mensagem de Elias nos chama ao arrependimento, obediência e adoração ao único Deus verdadeiro.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Conceito-chave para o crescimento espiritual: O chamado de Deus exige que O amemos com tudo que possuímos: coração, vida, mente e força.

Só para o professor: A lição desta semana explora os perigos da adoração vacilante. Se a pessoa é desviada pelo desejo de conformidade com os padrões mundanos ou aceita uma espiritualidade livre dos imperativos bíblicos, as concessões espirituais destroem sua conexão com Deus. Conte a seguinte história em suas próprias palavras.

Atividade de abertura: Uma história de origem um tanto incerta capta a noção das concessões. Como conta a história, uma família de Nova York comprou uma grande fazenda no Oeste com a intenção de criar gado. Eles compraram a terra, levantaram o rancho e começaram a realizar seu sonho. Meses depois, alguns amigos curiosos visitaram a família e perguntaram ao aspirante a pecuarista se planejava dar nome à fazenda.

“Eu queria chamá-la de João da Barra”, ele respondeu, “minha esposa preferia Bela Susie, um dos filhos achava melhor Voadora, e o outro preferia Preguiçosa. Então colocamos o nome de João da Barra-Bela-Susie-Voadora-Preguiçosa!”

“Mas, onde estão todos os seus rebanhos?”, os amigos perguntaram.

“Nenhum deles sobreviveu à marca.”

Pense nisto: Comente com a classe alguns dos prós e contras das concessões em diferentes áreas da vida, tais como relacionamentos, política, trabalho, etc. Peça que os alunos compartilhem uma concessão da qual eles se arrependeram mais tarde.

Compreensão

Só para o professor: O objetivo desta seção Compreensão é examinar a tendência humana de se afastar das ordens de Deus e a maneira de corrigir o problema. Em todos os níveis da nossa caminhada com Deus, haverá um chamado para entregar atitudes, hábitos, normas, convicções, opiniões, etc. Esse é o caminho apertado que conduz à vida eterna. Estude com a classe essa “luta” na jornada do cristão.

Comentário Bíblico

I. As condições de Deus (Deuteronômio 6:4-9.)

A lição de segunda-feira capta a natureza sutil das concessões, a aceitação diversificada das normas do mundo, e a devastação espiritual que ocorre em consequência. Deus tem plena consciência da natureza dissimulada do mal, especialmente para aqueles que professam Seu nome. Talvez seja por isso que Ele raramente concede uma bênção sem indicações rigorosas sobre a maneira de “permanecer abençoado”.

Enquanto Israel se preparava para entrar na terra prometida, Moisés exortou o povo a amar a Deus de todo o coração (Deuteronômio 6:5). Ele exigiu obediência total, para que lhes sucedesse o bem (Deuteronômio 6:18). Mas Moisés também deixou outras coisas para os israelitas:

  • Vocês serão abençoados se obedecerem a toda a lei e os decretos (Deuteronômio 6:24, 25).
  • Deus manterá Sua aliança com vocês, se vocês obedecerem aos Seus mandamentos (Deuteronômio 7:12).
  • Vocês serão destruídos se esquecerem o Deus que os libertou e começarem a adorar outros deuses (Deuteronômio 8:19).
  • Suas terras e rebanhos serão abençoados se vocês obedecerem aos mandamentos de Deus (Deuteronômio 11:13-15).

A lista das promessas condicionais de Deus é longa. O Senhor sempre esclarece Seus requisitos, porque Ele sabe que os seres humanos pecaminosos tendem a esquecê-los.

Pense nisto: Visto que servimos a um Deus que guarda zelosamente a santidade de Seus preceitos, por que deveríamos colocar a prioridade máxima em saber o que esses preceitos exigem de nós? Atos 17:30 deixa claro que Deus não nos responsabiliza por aquilo que não sabemos. No entanto, conhecer os mandamentos de Deus é essencial, pois isso serve como um baluarte contra as concessões e a conformidade com o mundo e seus caminhos.

II. Saber e fazer (I Reis 12:25-33.)

O estranho caso de Jeroboão revela os desafios que enfrentamos, às vezes, entre saber o que é certo e praticar. Conforme a lição deixa claro, Jeroboão se considerava um “guru da adoração”, um inovador espiritual sem compromisso com as regras de adoração que Deus havia transmitido a Israel (Êxodo 25-31).

A falsa adoração de Jeroboão foi impulsionada por algo muito mais traiçoeiro do que parece. Ellen G. White declara: “O maior temor de Jeroboão era que, em qualquer tempo no futuro, o coração de seus súditos se deixasse cativar pelo ocupante do trono de Davi. Ele raciocinou que, se às dez tribos fosse permitido visitar com frequência a antiga sede da realeza judaica, onde os cultos do templo eram ainda dirigidos como nos anos do reinado de Salomão, muitos poderiam se sentir inclinados a renovar sua submissão ao governo centralizado em Jerusalém” (Profetas e Reis, p. 99).

Você entendeu isso? O medo de ser abandonado pelas pessoas e o desejo de poder e prestígio, interromperam sua obediência a Deus. Muitas vezes não é a pressão de fora que nos levam a rejeitar a Deus; são as maquinações do nosso coração que encontram expressão nas concessões maldosas.

Veja até que ponto Jeroboão distorceu a verdadeira adoração a Deus. Há um senso de que, uma vez que ele começou a fazer concessões, não parou mais. Ele levou as dez tribos de Israel a um abismo de idolatria cada vez mais profundo, que duraria centenas de anos.

Pense nisto: Se o tempo permitir, peça que alguém da classe leia Jeremias 17:9. Peça que a classe selecione algumas das palavras e frases principais nessa passagem. Observe que o profeta Jeremias diz que o coração humano não regenerado é enganoso “mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto”. Não é apenas corrupto, mas “desesperadamente” corrupto. Essa é uma caracterização forte. Denota algo além da esperança, algo que sofre extrema necessidade, ou algo que envolve grande perigo ou possível desastre. O que isso diz sobre nossa condição natural e nossa capacidade de nos renovarmos com nossa força? Qual é a nossa única esperança de renovação?

III. Adoração na vida (Malaquias 3:18; Isaías 14:13 e Mateus 4).

O estudo de quarta e quinta-feira captam a grande metanarrativa na qual nós, humanos, nos encontramos: o conflito entre Deus e Satanás. A questão central nessa luta entre Deus e Seu inimigo é a adoração. Lembre-se: essa foi a questão no início do pecado, pois foi Satanás que declarou: “Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte” (Isaías 14:13).

Essa vontade de exaltar o eu e colocá-lo no trono de nossa vida foi rejeitada por Jesus repetidamente, ao longo de Sua vida. Em nenhum momento essa atitude foi mais enérgica do que quando enfrentou Satanás no deserto (Mateus 4). O inimigo tentou Jesus a Se alimentar, para satisfazer as necessidades de sua natureza humana fragilizada (v. 3). Ele O tentou a duvidar do pronunciamento de Seu Pai (Mateus 3:17), de que Ele era realmente o Filho de Deus (Mateus 4:3). Ele ofereceu a Cristo os reinos do mundo, se Ele apenas o adorasse (Deuteronômio 8:3, 6:16 e 6:13).

Para Jesus, não havia separação entre viver e adorar a Deus. Ele levava uma vida de adoração, e qualquer impulso para fazer concessões, mesmo com Seu corpo faminto, era colocado em sujeição à vontade de Deus.

Pense nisto: De que forma podemos criar, em nossa vida, uma falsa dicotomia entre o Deus que adoramos e a vida que levamos? Como costumamos separar nossa caminhada com Deus em compartimentos? Quais são as áreas em que podemos ser vulneráveis a fazer concessões, e como podemos nos proteger?

Atividade adicional: Se o tempo permitir, explore o significado de conhecer realmente a si mesmo e as áreas na vida que são propícias à conformidade e concessões.

Aplicação

Só para o professor: Conformidade e compromisso com o mundo muitas vezes levam à crise. Distribua pequenos cartões e lápis para os membros da classe. Liste os personagens bíblicos a seguir e peça que a classe identifique, na vida de cada um deles, a área em que houve concessões ou conformidade, e como isso afetou sua adoração a Deus.

  1. Caim.
  2. Sansão.
  3. Jezabel.
  4. Jacó.
  5. Eli.
  6. Judas.
  7. Davi.
  8. Acã

Pense nisto: De que maneira, muitas vezes, desrespeitamos nossos princípios nas mesmas áreas? Quais são os resultados?

Perguntas para consideração

1. De acordo com Jeremias 17:9, temos no coração um problema da espécie mais terrível. Como podemos evitar acordos sobre os princípios de Deus, quando temos um coração e uma natureza que nos prejudica internamente?

2. O Salmo 119:9 explica como o jovem pode manter puro o seu caminho: “Observando-o segundo a Tua Palavra”. O verso 11 se estende sobre esse tema. A Palavra escondida no coração ajuda a evitar que o pecado crie raízes. Se a Palavra de Deus é poderosa o suficiente para manter puro o nosso caminho, livre de concessões perigosas, e nos impedir de cair, por que continuamos a pecar depois de sabermos o que é certo?

Perguntas de aplicação

1. Como sua caminhada pessoal com Deus afeta a adoração a Deus em sua igreja? Você busca receber algo de Deus, ou entra na presença de Deus para dar algo a Ele? Comente.

2. A lição desta semana abordou a ética do entretenimento, predominante em alguns cultos de adoração atualmente. O que você pode fazer para ajudar sua igreja a evitar os perigos dos estilos de adoração ao gosto dos “consumidores”?

Perguntas sobre testemunho

1. Que tipo de exemplo você deve dar a seus vizinhos, amigos, familiares, colegas, etc.? Existe alguma distância entre sua profissão de fé e a vida que você leva? Como você pode fazer as mudanças necessárias?

2. O que é mais importante: uma vida de obediência a Deus, ou uma vida de obediência a Deus aliada a uma profissão de fé e prática visível, verbal?

Criatividade

Só para o professor: No verso dos cartões utilizados no Passo 3, peça que os alunos especifiquem uma área problemática de sua vida, na qual não estão seguindo completamente os mandamentos de Deus. Ou, você pode pedir que eles apenas pensem nessa área, sem revelar o que é. Depois, conceda um minuto para oração silenciosa. Convide cada membro da classe a suplicar a Deus força para entregar a Ele essa área da vida. Encerre com uma oração de agradecimento.