Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 08 – Conformidade, Concessão e Crise na Adoração

Comentários do Prof. Gilberto Brasiliano


Texto Central: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal”. (Hebreus 5:14)

Meditação central: A verdadeira adoração exalta a Deus, colocando-o em Seu devido lugar em nossas vidas.


Sábado
Introdução: A maldade humana é real

A verdadeira adoração a Deus tem sido muito discutida nesses últimos tempos, porque as pessoas crêem de maneira geral que Deus nos aceita da maneira que somos e estamos e isto é tudo que interessa. Na verdade temos que separar as coisas: uma coisa é a conversão da pessoa (Deus nos aceita como somos) e outra coisa é o que oferecemos a Deus como adoração, porque o ser humano tem uma maldade intrínseca (nasceu com ele) e nem sempre está em condições de oferecer a Deus uma adoração de qualidade. O próprio Jesus chegou a dizer o seguinte com referência aos fariseus que se viam como os melhores religiosos da época: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mat. 15:8).

Ilustração: Certa vez um pastor administrou a Santa Ceia numa reunião da igreja. Durante o ato, o ministro notou uma mulher chorando. Ele percebeu que ela estava em agonia. Ao ser convidada para a Ceia, ela disse ao pastor: “O senhor acha que uma miserável pecadora como eu iria aventurar-se a tomar com mãos impuras os emblemas do amor do Salvador?”. O pastor respondeu: “Sim, minha filha, foi exatamente para pecadores como tu, que o bendito Jesus morreu”. Consciente, então, do perdão conquistado, ela ajoelhou-se à mesa da comunhão, enquanto o ministro do Senhor com lágrimas nos olhos, possuído de gozo e emoção, serviu-lhe os elementos da Santa Ceia. Quando se levantou, o seu rosto resplandecia com a alegria de ter achado uma nova fé. Naquela reunião ela cantou de forma maravilhosa como se fosse um pássaro numa manhã de sol. Foi um louvor inesquecível e com a sinceridade de uma pessoa justificada e aceita por Deus.

Mesmo que a maldade ocupe a maioria dos corações neste mundo, Deus deseja que seu povo ilumine esses corações para que Jesus seja reconhecido como único Salvador e assim todos se unam para louvar a Deus de maneira plena. Existe, no entanto, o perigo de fazermos concessões e a adoração ficar maculada pela maldade humana.

“Ao nos aproximarmos do fim do tempo, as sugestões de Satanás despertarão todos os elementos de maldade que estão adormecidos no coração” (Mensagens aos Jovens, pág. 82).

Vamos ver nesse estudo como evitar esse mal que Israel não conseguiu deter. Vamos seguir o que Deus nos ensina para que a adoração permaneça genuína.


Domingo
Aos Olhos de Deus
(Gênesis 6:5; Deuteronômio 12:8; Deuteronômio 13:18; Jeremias 17:5-9; João 2:25; Romanos 3:9-12)

Como somos vistos por Deus? Que conceito Ele tem de nós? O certo é que Ele nos conhece muito bem, pois fomos criados por Suas mãos e à sua imagem. Sabe também que o pecado alterou em todos nós, os traços das virtudes divinas que Ele colocou na criação.

1. Leia Gênesis 6:5; Jeremias 17:5; João 2:25; Romanos 3:9-12. Como a Bíblia descreve o coração humano? Que lições podemos tirar dessa realidade? Que aspectos da cultura procuram apagar essa verdade de nossa consciência?

Resposta: O coração humano é mal, enganoso, perverso, corrupto. Por isso, precisamos pedir perdão a Deus para que Seu poder transforme nosso coração e nos aceite como adoradores.

Mesmo na Bíblia há relatos de pessoas que foram consideradas moralmente corretas e apegadas a Deus, mas que sucumbiram diante de situações adversas, enganadas pelo coração. Até mesmo no ambiente celestial, houve a queda Lúcifer que se aventurou a crer naquilo que seu coração (sua mente) escolheu como certo. Isto quer dizer que o mal pode ser muito sutil (engenhoso) ou declaradamente hediondo. O mal sutil parece uma verdade disfarçada e nos engana com facilidade.

2. Leia e compare Deuteronômio 12:8 e 13:18. Que diferença crucial aparece nesses versos? Por que é tão importante entender essa diferença?

Resposta: A diferença está entre os que fazem a própria vontade, os que não agradam a Deus e colhem conseqüências e os que fazem a vontade divina, os que são abençoados.

Hoje em dia a sociedade permite algumas coisas que são condenáveis diante de Deus como, por exemplo, bebidas alcoólicas, o uso do tabaco, sexo livre, novelas sensuais, filmes com violência e outras coisas, que são erradas, mas que são apresentadas com tanta normalidade que acabamos adotando como sendo aceitáveis. Se fizermos, porém, a vontade divina teremos que rejeitar muitas coisas condenadas por Ele e com isto os resultados para nossa vida espiritual serão abençoados.

Ilustração: Quando a Babilônia corria o perigo de ser invadida pelos persas, o povo pensou que devia salvar primeiramente os deuses Bel e Nebo. Os deuses foram, então, colocados sobre animais que iam na frente da multidão. Como era uma carga muito pesada, a fuga tornou-se muito lenta. E assim, em vez de salvar o povo, os deuses tornaram-se um empecilho para a multidão. Desse modo o povo foi vencido e levado ao cativeiro. Quão diferente é o Deus vivo a quem nós amamos e confiamos. Nós não O salvamos; Ele nos salva e nos livra daquilo que é condenável. A religião não é uma carga para nós como muitos pensam. Ela não impede a nossa marcha. Ao contrário, ela nos eleva e nos conduz pelo caminho da perdição porque deixamos de lado as cargas do pecado que atrasaria nossa vida espiritual e caminhada para o Céu.

“Todo verdadeiro crente em Cristo revelará que a graça de Seu amor está no coração. Onde outrora havia separação de Deus, revelar-se-á parceria com Ele; onde outrora se manifestava a natureza carnal serão vistos os atributos do que é divino” (Med. Matinais – Recebereis Poder).


Segunda
A Arte (e o Mal) das Concessões
(I Reis 11:1-13)

Sempre que abrimos mão das normas e princípios divinos, estamos nos expondo de maneira gratuita à ação do inimigo. Quando fazemos concessões (permissão) deixando de lado o que é certo por alguma conveniência ou acordo, estamos deixando que a maldade prospere e suplante o que é bom. O rei Saul, por exemplo, passou por situações em que ele fez várias concessões e fracassou em razão disto. Ele tentou fazer sua vontade e não a vontade divina no seu reinado. Fez uma concessão e colocou como seu conselheiro um homem ímpio chamado Doegue, que era um inimigo do povo de Deus e que levou Saul a ter em seu reino muitos problemas. Sua pior concessão foi pedir para que lhe trouxessem uma feiticeira para fazer consultas espirituais em lugar de buscar a Deus. Assim Saul fez concessões até se suicidar, fazendo a sua última concessão ao diabo, entregando-lhe a vida. Outro personagem notório foi Salomão…

3. Leia 1 Reis 11:1-13. Por que a apostasia de Salomão foi tão grave? Qual foi sua causa? Como essa apostasia afetou a adoração, a fé e o sistema religioso de Israel? Que lições podemos tirar desse episódio e do perigo das concessões?

Resposta: Salomão se apostatou, influenciado por suas mulheres pagãs, para agradá-las. Adorou e fez santuários para os deuses que elas adoravam. Com isso, levou também o povo à idolatria. Vemos claramente que falhas de líderes arruínam o povo.

As concessões são pequenas situações, que a pessoa admite na vida e que depois se tornam tão envolventes que não consegue mais se libertar. Salomão, por exemplo, não começou a adorar os deuses da noite para o dia, isto foi acontecendo aos poucos. Começou com uma aceitação mental, um pedido inocente feito por uma mulher amada, uma aprovação sem envolvimento em muitos momentos, até que a situação ficou irreversível. O pior é que Salomão como líder, levou o povo à idolatria e suas conseqüências.

“Durante os primeiros anos do reinado de Salomão – Satanás procurou introduzir influências que destruiriam a lealdade de Salomão aos princípios e para fazê-lo separar-se de Deus. Durante os anos da apostasia de Salomão, o declínio espiritual de Israel foi rápido, pois o rei se unira com agentes satânicos. Através desses agentes o inimigo operou para confundir a mente do povo com respeito ao verdadeiro e ao falso culto” (Fundamentos da Educação Cristã, pág. 468 e 499).

Ilustração: Diz o teólogo Anselmo: “Nosso coração é como um moinho, sempre ativo, que certo senhor entregou aos cuidados de seu empregado, recomendando-lhe que só deveria ali moer do cereal de seu Senhor, fosse trigo, centeio ou aveia; e que deveria viver do seu produto. Aquele servo, porém, tem um inimigo que lhe está sempre atrapalhando a vida e o serviço. Se a qualquer momento o inimigo encontra o empregado desatento, atira dentro do moinho um pedaço de cascalho para o emperrar, ou qualquer sujeira, para se misturar com a farinha. Caso o servo seja cuidadoso em cuidar do moinho, então sai dali uma bela farinha, que é ao mesmo tempo um serviço de qualidade para o seu patrão e um sustento para ele. Mas, se ele brinca e permite ao inimigo intrometer-se no seu trabalho, os maus resultados aparecem com uma farinha de péssima qualidade. Seu senhor com isto indigna-se, e o próprio empregado passa fome”. O moinho que está sempre a trabalhar é o nosso coração e a mente. Do produto deste moinho, você e eu devemos viver. Precisamos cuidar com o que pomos ou permitimos por dentro dele. Nosso inimigo quer apenas nos encontrar desatentos para infiltrar suas artimanhas e nos desviar da verdadeira adoração a Deus.


Terça
Falsa Adoração
(I Reis 12:25-33)

A adoração sempre foi o tema central da Bíblia. Seus relatos mostram o grande conflito em muitas histórias mesmo antes da criação do mundo quando Lúcifer, pretendendo ser adorado, perverteu a harmonia celestial com seus desejos de independência. O foco, na verdade, era a adoração. Dentro da história dos patriarcas encontramos essa tônica da adoração, até chegarmos ao povo de Israel na terra prometida. Ali, depois de Davi e Salomão e com o reinado de Jeroboão, a situação da adoração se agravou muito. Jeroboão se rebelou contra Roboão, o filho de Salomão e começou a reinar sobre as 10 tribos de Israel levando-as à idolatria.

4. O que 1 Reis 12:25-27 nos diz sobre o poder e a influência que a adoração pode ter sobre a mente humana?

Resposta: Jeroboão, pensando em seu próprio interesse, inventou dois ídolos para que o povo adorasse ali mesmo e não fosse até Jerusalém e pudesse considerar que ser governado por Roboão seria melhor. Muitos distorcem e se afastam da adoração verdadeira por causa de interesses e intrigas pessoais; assim acabam influenciando o povo no mau caminho.

O que Jeroboão fez foi criar uma réplica, uma cópia da adoração a Deus no templo em Jerusalém, só que ele apelou para a fraqueza emocional daqueles a quem dirigia e fez dois bezerros de ouro. Logo instituiu adoração aos bezerros com cultos, festas e até sacerdotes instituídos para cuidar de tudo. O povo perdido em sua religiosidade por causa do rei Salomão, adotou sem questionar o que Jeroboão havia criado indiferente às conseqüências.

“Tão forte era o desejo de Jeroboão de conservar as dez tribos afastadas de Jerusalém, que perdeu de vista a fraqueza fundamental de seu plano. Ele deixou de tomar em consideração o grande perigo a que estava expondo os israelitas, pelo colocar perante eles o símbolo idólatra da divindade” (Profetas e Reis, pág. 100).

A adoração falsa pode até confundir por alguns momentos o adorador desatento, mas com certeza haverá um momento em que a verdade vai aparecer.

Ilustração: Um ourives dirá que um diamante falso nunca é tão brilhante quanto uma pedra verdadeira, apesar de ao olho inexperiente não haver diferença. Uma simples prova é colocar a pedra sob a água: o diamante imitação fica praticamente extinto enquanto o genuíno cintila ainda debaixo da água; o contraste entre os dois torna-se, desta forma, visível a todo olho. Muitos cristãos têm falhado na prova de água-sinceridade. Tem feito uma adoração “meia-boca” como se diz de forma popular para algo sem conteúdo. Alguns pensam que uma mera presença na igreja só para olhar o movimento vai deixar a consciência em paz e vai aplacar a ira de Deus. Que pena que há pessoas que não entendem ainda o principio fundamental da adoração que é a obediência plena por amor ao Criador. Se não for esse o motivo, a adoração será apenas um movimento, uma atitude em que a pessoa se engana para sua perdição.

“Não há maior infortúnio do que se tornar adorador de um deus falso. Quando às afeições que Deus deseja que girem ao Seu redor se permite centralizar em objetos terrenos, uma mulher, um homem, ou qualquer coisa terrestre – Deus é substituído pelo objeto que encanta os sentidos e as afeições, e as faculdades que foram solenemente dedicadas à Deus, são devotadas a um ser humano manchado pelo pecado” (Testemunhos para Ministros, pág. 435).

Dwight L. Moody, poderoso pregador, disse certa vez: “Qualquer coisa que amemos mais do que a Deus, é nosso ídolo. O coração de muitas pessoas é semelhante a essas capelinhas de beira de estrada, tão cheias de ídolos, que quase não sobra espaço para nos virarmos no seu interior”. Diz o profeta Ezequiel: “Filho do homem, estes homens levantaram os seus ídolos em seus corações” (Ezeq. 14:3).


Quarta
Elias e os Profetas de Baal
(I Reis 18)

Todo pecado de idolatria tem conseqüências futuras principalmente porque ninguém é uma ilha e as ações e atitudes se revelam em outros momentos e em outras pessoas. O pecado de Salomão em se desviar de adorar ao Deus verdadeiro para adorar os ídolos de suas mulheres causou um forte impacto em sua família e na nação. Depois dele seu filho Roboão não serviu ao Senhor e seu servo Jeroboão fez coisa pior, fazendo dez tribos pecar por idolatria. A seqüência disto mostrou o rei Acabe casado com a ímpia rainha Jezabel, adoradora de Baal (deus da terra) e de Aserá (deusa da fertilidade) e mantenedora de mais de 850 profetas (450 de Baal e 400 do poste-ídolo Aserá) que ela alimentava com muita fartura.

5. Leia 1 Reis 18. Observe a diferença nos “estilos de adoração” entre Elias e os falsos profetas. Que lições importantes podemos tirar sobre a questão da adoração?

Resposta: A verdadeira adoração não se exprime em gritos, êxtase, ordens a Deus e ferindo o próprio corpo, mas revela calma e confiança no Seu poder, com sinceridade de coração.

A gritaria dos profetas de Baal foi o retrato do desespero. Não havia neles qualquer revelação de confiança naquele deus que eles mesmos criaram. Baal era um deus surdo tanto quanto eles eram cegos para ver isto. No entanto, a confiança do profeta Elias, na resposta divina, revela a confiança que devemos ter em nosso Pai celestial hoje. Cada culto é uma oportunidade de praticarmos esse exercício de fé, mesmo que a situação seja completamente contrária a qualquer lei natural, Deus pode atuar como fez no momento em que o profeta Elias clamou. O ponto forte da adoração é que a honra não é para o adorador, mas para Deus. O adorador recebe santificação através da adoração.

Ilustração: Enferma, uma senhora foi ao médico. Este, depois de examiná-la, passou-lhe a receita, fazendo a seguinte advertência: “Agora, por seis meses, repouso absoluto. Não saia de casa”. E a senhora disse com clareza: “Pois é, doutor. Acontece que eu sou crente… E a igreja, como é que vai ficar?” O doutor contestou: “Ora, a igreja pode passar muito bem sem a senhora…”. Ela respondeu: “Sim, eu sei, mas eu é que não posso passar sem a minha igreja e sem adorar a Deus. Por isso pode mudar essa recomendação, porque sem Deus e sem minha igreja eu não fico”.

“Adoração é aquela atitude a que consagramos nosso interesse, nosso entusiasmo e nossa devoção” (Clarence E. MacCartney)


Quinta
A Mensagem de Elias
(Malaquias 3:16-18; Malaquias 4:1-6)

“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml 3:18).

Só alguém com uma confiança plena em Deus poderia fazer o que Elias fez naquele desafio com os profetas de Baal. Na verdade, Elias desafiou o rei Acabe e sua idólatra esposa Jezabel. O objetivo era resgatar nos corações a confiança na direção divina em todo o Israel. Com certeza, o desafio teria muita repercussão e os resultados mais ainda. Hoje Deus nos chama também para uma escolha muito pessoal ao Seu lado. Não podemos estar divididos entre o mundo e nossa devoção a Deus. Isto nos deixa tenso, ansiosos e com complexo de culpa. Conclusão: Não aproveitaremos nem um lado e nem outro.

“Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve” (Malaquias 3:18).

Ilustração:: Um pastor que pregava o evangelho em uma série de evangelismo recebeu na sala pastoral a visita de um freqüentador das reuniões. O homem argumentou que não acreditava em nada do que o pastor pregava e que tudo aquilo era puro sensacionalismo. O pastor ouviu toda a explicação daquele homem e depois disse: “Meu amigo, eu respeito o seu ponto de vista, mas gostaria de compartilhar consigo um pensamento. Ê o seguinte: Suponhamos que o senhor tenha razão e que não existe nada do que prego, nem Jesus, nem salvação, nem Céu, nem vida eterna, nada… Agora pense comigo. Se eu chegar ao final da minha vida e descobrir que não existe nada mesmo, o que é que eu perdi? Não perdi nada! Agora, imagine que exista tudo que a Bíblia diz que existe: Existe um salvador, um evangelho, uma vida santificada, uma segunda volta de Jesus, uma ressurreição dos mortos, uma vida eterna nos esperando, etc. Imagine agora que o senhor, ao chegar ao final da sua vida, descobre que tudo que preguei existe, mas o senhor nunca acreditou. Eu lhe pergunto: O que é que o senhor vai perder? Vai perder absolutamente tudo. Por isso é melhor acreditar no que Deus nos promete hoje para que possamos desfrutar no futuro ao Seu lado e daqueles a quem Ele vai salvar”.

6. Tendo em mente a história de Elias no Monte Carmelo, leia Malaquias 3:16-4:6. Qual é a mensagem do Senhor ali? Como podemos entender essa “mensagem de Elias”, no contexto dos eventos dos últimos dias e toda a questão da adoração?Ap 14:7-12.

Resposta: Deus tem entre Seus seguidores, pessoas que O temem, O adoram e seguem a lei. São pessoas abençoadas. São Elias modernos que trabalham para unir a família com o Senhor; testemunham uma mensagem de reforma e arrependimento.

O Elias do futuro é a representação dos que amam a Deus e tem o testemunho de Jesus. Ele completará uma obra especifica de preparo do povo que vai aguardar a segunda vinda de Jesus. Esse Elias é o povo do advento porque é um movimento profético, assim como João Batista foi um tipo de Elias que preparou o povo para o primeiro advento de Cristo.

“João Batista veio no espírito e poder de Elias, para preparar o caminho do Senhor. Ele era um representante dos que vivem nos últimos dias, aos quais Deus confiou verdades sagradas para apresentar ao povo, preparar o cominho para a segunda vinda de Cristo” (Temperança, pág. 91).

Segundo Billy Graham, o mundo está hoje mais preparado para o evangelho de Jesus Cristo do que nunca! É hora, então, do Elias moderno entrar em ação e pregar a mensagem de reavivamento e reforma que Deus lhe entregou.


Sexta
Conclusão

Ao encerrarmos o estudo dessa semana devemos pensar no prejuízo que as concessões fazem na vida espiritual e na adoração a Deus. Quando fazemos concessões, damos permissão ou concordamos com determinada prática, ação ou atitude de quem deseja rebaixar as normas e os princípios divinos para cometer atos duvidosos e diminuir a culpa da consciência. De imediato as concessões dão a idéia de conformidade e falsa liberdade. Com o tempo a pessoa percebe o erro e pode retornar a Deus em tempo ainda.

Ilustração: Um navio atravessava o Oceano e levava, em sua carga, grande número de pássaros em gaiolas. Em pleno mar, abriu-se uma gaiola e seu prisioneiro escapou rapidamente, alçando-se no ar, muito feliz com a liberdade. E lá se foi distanciando-se do navio de modo que, não demorou muito, sua figurinha apagou-se ao longe. Que delícia de liberdade! Passadas algumas horas, para admiração e encanto de passageiros e tripulação, eis que volta o fujão. Cansado, ofegante, deixou-se apanhar sem reação e voltou tranqüilo para a gaiola. Um passageiro sabiamente observou: “O mesmo ocorre com o coração do homem em relação à Deus, a religião e à igreja. Pretendem alguns libertar-se de Deus ou da igreja, começando a fazer pequenas concessões, até que se acham envolvidos no mar imenso do mundo sem Deus e sem paz. Nesse momento o coração crente repensa seus valores e perdas espirituais e pode voltar à Igreja após descobrir que ali está o seu verdadeiro lar”.

Como o coração humano é enganoso, traiçoeiro, até a própria pessoa fica cega, enganada com o brilho sedutor do pecado e das pequenas concessões colocadas diante de si pelo inimigo de nossas almas, com tamanha sutileza que passa a acontecer o que Jesus profetizou: “Enganaria até os próprios escolhidos” (Mat. 24:24). O que precisamos descobrir aqui neste ponto è a aceitação de que precisamos demonstrar nosso amor a Deus através da obediência aos Seus Mandamentos e princípios criados para nossa proteção.

“Se habitamos em Cristo, se o amor de Deus habita em nós, nossos sentimentos, nossos pensamentos, nossas ações estão em harmonia com a vontade de Deus tal como se expressa nos preceitos de Sua santa lei” (Caminho a Cristo, pág. 61).

Ilustração: Pensemos na coragem de Filipe, presbítero de Heracléia, o qual foi arrastado pelos pés através das ruas, cruelmente açoitado, sendo de novo levado à presença do governador que o acusou de “obstinada temeridade em persistir na desobediência ao Decreto Imperial”. Ele, porém, respondeu cheio de coragem: “Meu procedimento não é efeito de temeridade, porém procede do amor e respeito que tenho para com Deus, e cujos mandamentos não ouso transgredir. Tenho, até aqui, cumprido meu dever para com os imperadores, e estou sempre disposto a cumprir as ordens justas que deles provêm em harmonia com a doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo. Sou, porém, obrigado a preferir o Céu e não a Terra, e a obedecer primeiramente a Deus, e não aos homens”.

Peçamos a Deus que nos dê semelhante amor e coragem para resistirmos às tentações e/ou sofrimentos e honrar e dignificar o Seu Santo Nome.


“Louvai ao Senhor, vós todos os povos, porque mui grande é a Sua misericórdia para conosco” (Salmos 117:1 e 2).


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