Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 01 – Adoração em Gênesis: Duas Classes de Adoradores


“Quando Jacó acordou do sono, disse: ‘Sem dúvida o Senhor está neste lugar, mas eu não sabia!’ Teve medo e disse: ‘Temível é este lugar! Não é outro, senão a casa de Deus; esta é a porta dos Céus.'” (Gênesis 28:16, 17).

Prévia da semana: Os verdadeiros adoradores de Gênesis centralizavam suas atividades devocionais no que Deus havia provido para livrá-los do pecado.

Leitura adicional:Gênesis 3:1-13; 4:1-4; 12:1-8; 22:1-18; 28:10-22; Salmos 29; 95; 100; Isaías 29:13. Leia também, em Parábolas de Jesus, “Um sinal de grandeza”, p. 150-163.


Domingo
Introdução

Louvor emudecido

Sátiras cômicas de filmes da Disney, divertidas apresentações de guitarra havaiana e palavras recitadas por artistas dedicados são algumas das atrações do show de talentos desta noite. Até eu, a própria personificação do amadorismo, não pude resistir à oportunidade de dividir um pouquinho de mim com os outros. Gostaria de ter ensaiado mais… Porém, agora é muito tarde para pensamentos do tipo “Deveria ter feito…”. Sou a próxima depois desse grupo!

Desesperada, tentando me distrair, estudo as quatro garotas no palco. Todas vestem jeans escuro e camisa preta. Elas se alinham de frente para o auditório e curvam a cabeça. A música começa. Uma garota dá um passo à frente. Em perfeita sincronização com a voz na trilha, suas mãos começam uma coreografia que “canta” juntamente com a letra. “Bendiga o Senhor”, os alto-falantes anunciam. “Bendiga o Senhor”, as mãos dela imploram. O volume aumenta. Seus gestos se intensificam. Suas mãos agarram e moldam o ar diante dela. Com graça e convicção, a garota se expressa pela linguagem de sinais. Enquanto a música cresce em espírito e os versos se transformam em um intenso coro, as outras três garotas dão um passo à frente. Paradas, elevam as mãos ao alto em um harmonioso gesto, exclamando sem palavras: “Bendiga o Senhor a minha alma, bendiga o Senhor!”

Com simplicidade de mente e unidade de espírito, clamam ao Senhor e louvam Seu nome por Sua bondade. Nesses poucos momentos de louvor, cada uma delas expõe completamente seu espírito; enquanto assisto à apresentação, sinto vontade de estar lá com elas. Quero louvar a Deus assim, com toda a minha alma! Louvor real é isso!

Essa canção e todo o programa acabaram muito rapidamente. Num piscar de olhos, a noite terminou e todos nós retornamos aos nossos dormitórios comentando que o programa foi bom. Embora a vida não hesite em novamente nos pressionar e a música e as memórias são logo escondidas debaixo de pilhas de lições de casa e da “comida misteriosa” do refeitório, a música não foi “cantada” em vão. Momentos de louvor, embora curtos, são como cidades numa montanha, sal misturado com terra. Sincera adoração atrai outras pessoas e lhes dá direção. Dá sabor e significado à vida. “Tudo o que tem vida louve ao Senhor!” (Salmos 150:6). Durante esta semana, ao estudarmos sobre duas classes de adoradores, pense em qual delas você se encaixa.

Mãos à Bíblia

O capítulo 1 de Gênesis registra a história de Adão e Eva em seu novo lar. Em Gênesis 2:1-3, é relatada a separação e santificação do sábado, um dia para adorar de modo especial. Embora as Escrituras não digam, é possível imaginar o tipo de adoração que esses seres imaculados dedicavam ao Criador.

1. Leia Gênesis 3:1-13. Que mudanças ocorreram no relacionamento de Adão e Eva com o Criador? (v. 8-10). Como eles responderam às perguntas de Deus? (v. 11-13).

Melissa BreetzkeEntre Rios, Argentina


Segunda
Exposição

Feitos para adorar

A queda fatídica (Gênesis 3:1-13). O início da Bíblia (Gênesis 1, 2) e sua parte final (Apocalipse 21, 22) retratam o reino de Deus como um lugar em que a verdadeira adoração reina. Tudo o que está entre essas duas passagens retrata o conflito entre Deus e um ser criado que desejava ser exaltado. Esse inimigo continua agindo de acordo com sua ambição egoísta e com o objetivo de promover adoração própria. Em Gênesis 3, Adão e Eva pecaram ao dar crédito às mentiras dele. Essa controvérsia entre adorar a Deus ou a si mesmo tem atormentado os homens desde aquela queda fatídica. Desde o início, vemos dois diferentes tipos de adoração – a verdadeira, com base na fé, e a falsa, fundamentada em obras.

Adoração imprópria (Gênesis 4:1-4). O livro de Gênesis deixa claro que o pecado leva à morte. O conflito entre Caim e Abel envolveu a falta de compreensão quanto ao propósito e função da adoração. Caim não levou a sério as ordens de Deus. Achou que poderia substituir os requerimentos do Criador por suas próprias ideias. Sua oferta não foi aceita, e isso deu origem ao conflito que levou seu irmão à morte.

Esse cenário traz à tona um ponto importante: adoração refere-se a Deus e a dar a Ele toda a glória. Quando adoramos ao Senhor, precisamos perguntar se estamos verdadeiramente oferecendo a Ele o que nos é requerido ou se estamos simplesmente agindo por emoção. A adoração consiste em desapego às coisas pecaminosas e em conexão com Deus. Ela trata de nossa fé nEle. Nunca podemos adorá-Lo crendo que somos justificados por meio de nossas boas ações, pois “todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo” (Isaías 64:6).

Uma bênção para todos (Gênesis 12:1-8). Como professor de Bíblia, frequentemente pergunto aos meus alunos se eles já foram adorar a Deus em outras denominações religiosas. Eu poderia fazer uma lista de outras igrejas que eles já visitaram. Em seguida, pergunto como eles se sentiram quando estavam nessas igrejas. Um indivíduo disse: “Eu me senti como se estivesse atrás das linhas inimigas.”

Pensar assim, no entanto, é um erro. Muitas pessoas têm a ideia de que o desejo de Deus era salvar somente os israelitas. Contudo, quando estudamos Gênesis 12, percebemos que o plano de Deus era ter um povo “peculiar” (especial), que retratasse Seu amor e trouxesse outros para Seu aprisco. Por meio do chamado de Abraão, compreendemos que toda a criação é destinada a servir a Deus e a ser por Ele abençoada. O Senhor não deseja que ninguém pereça (2Pe 3:9). Assim, nossa adoração deveria ser inclusiva e de aceitação, trazendo outros para Deus.

Fé fortalecida pela adoração (Gênesis 22:1-18). A história de Abraão e Isaque revela uma das grandes verdades sobre adoração. Leia João 8:56. Abraão não estava por perto para ver Cristo, então, como pode esse verso ter algum sentido? Abraão queria conhecer a Deus. No entanto, ele e Sara decidiram não esperar pelo filho que o Senhor lhes havia prometido. Deus, contudo, não desistiu deles. Deu a Abraão outro teste: ordenou que Abraão sacrificasse o próprio filho.

Que semelhanças vemos entre Isaque e Cristo? Ambos estavam desejosos de ser sacrificados. Ambos carregaram a madeira sobre a qual seriam assassinados. O momento crucial, entretanto, aconteceu quando Abraão levantou a faca para matar Isaque. Só então um carneiro foi provido, e Deus elogiou Abraão por não Lhe ter negado seu único filho. Essa experiência não foi somente a parte de um currículo de liderança. Por meio da dor que suportou ao concordar em matar seu filho, Abraão experimentou uma dor semelhante à que Deus experimentaria ao enviar Jesusà Terra para morrer pelos nossos pecados. Assim, João 8:56 salienta que Abraão verdadeiramente viu o dia de Cristo.

Abraão aprendeu que adoração verdadeira significa entregar tudo a Deus. Da mesma forma, somos abençoados quando adoramos a Ele. A adoração nos prepara para as tarefas que Deus deseja que executemos.

O Senhor proverá (Gênesis 28:10-22). Por meio de sua experiência com Deus, Jacó se lembrou de suas próprias necessidades e da verdade absoluta de que o Senhor tudo provê. “A escada era um símbolo visível do real e ininterrupto companheirismo entre Deus, no Céu, e Seu povo, na Terra” (The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 382).

Devido a essa experiência, Jacó jurou depender do poder de Deus e devolver o dízimo de todas as bênçãos que recebesse.Devolver o dízimo é uma forma de adoração. Temos a oportunidade de crer que o Senhor nos abençoará e também de reconhecer que Ele está no controle de tudo (Malaquias 3:10).

O livro do Gênesis retrata um exemplo de adoração equivocada e nos lembra, capítulo por capítulo, qual é a verdadeira fonte de adoração. Adoremos Àquele que fez os céus e a Terra.

Pense nisto

1. Quais são as bênçãos que você tem recebido por adorar a Deus? 2. Qual é seu papel na adoração? Qual é o papel de Deus? 3. Existe uma forma verdadeira de adoração? Se sim, qual é e por quê? Se não, por quê?

Mãos à Bíblia

Em Gênesis 4, com a história de Caim e Abel, pela primeira vez um sistema de sacrifícios foi explicitamente revelado.

2. Leia atentamente a primeira história registrada de um culto de adoração (Gênesis 4:1-7). Por que a oferta de Caim não foi aceitável a Deus e a de Abel foi?

Caim e Abel representam duas classes de adoradores que têm existido desde a queda. A oferta de Caim representava a tentativa de obter salvação pelas obras, a base de toda religião e adoração falsas. Em contrapartida, por sua oferta de um animal, Abel revelou (embora de forma débil) a grande verdade de que só a morte de Cristo, alguém igual a Deus (Filipenses 2:6), pode justificar o pecador. A verdadeira adoração deve estar fundamentada na constatação de que somente através da graça de Deus podemos ter esperança de vida eterna.

Gregory S. TaylorIndianapolis, EUA


Terça
Testemunho

Confiando nAquele que nos criou

“A árvore da ciência, que se achava próxima da árvore da vida, no meio do jardim, devia ser uma prova da obediência, fé e amor de nossos primeiros pais. Deviam também estar expostos às tentações de Satanás; mas, se resistissem à prova, seriam finalmente colocados fora de seu poder, para desfrutarem o favor perpétuo de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 46-49).

“Os anjos os advertiram de que estivessem de sobreaviso contra os ardis de Satanás, pois seus esforços para os enredar seriam incansáveis, sendo necessário, todos os anjos do Céu seriam enviados em seu auxílio. […] Os anjos haviam advertido Eva de que tivesse o cuidado de não se afastar do esposo enquanto se ocupavam com seu trabalho diário no jardim. […] Mas, absorta em sua aprazível ocupação, inconscientemente se desviou de seu lado. Percebendo que estava só, sentiu uma apreensão de perigo, mas afugentou seus temores, concluindo que possuía sabedoria e força suficientes para discernir o mal e resistir-lhe. Esquecida do aviso do anjo, logo se achou a contemplar, com um misto de curiosidade e admiração, a árvore proibida. O fruto era muito belo, e ela perguntava a si mesma por que Deus os privara do mesmo. Era a oportunidade do tentador. Como se fosse capaz de distinguir as cogitações de seu espírito, a ela se dirigiu: ‘É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?’ (Gn 3:1). Eva ficou surpresa e admirada quando assim pareceu ouvir o eco de seus pensamentos. […] Em vez de fugir do local, deteve-se, maravilhada, a ouvir uma serpente falar. […]”

“Participando dessa árvore, declarou ele, atingiriam uma esfera mais elevada de existência, e entrariam para um campo mais vasto de saber. […] Quando viu ‘que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, e comeu'(Gênesis 3:6)”. (Ibid., p. 53, 54, 56).

Mãos à Bíblia

Em Gênesis 4, percebemos sinais da degradação moral após a queda. Também vemos que algumas pessoas começaram “a invocar o nome do Senhor”.

3. Leia Gênesis 6:1-8. O que se desenvolveu ali e por que isso foi tão perigoso? Quais foram os resultados dessa situação?

Aos poucos, as duas classes de adoradores começaram a se fundir (Gênesis 6:1-4). Ainda havia homens santos de grande intelecto, que mantinham vivo o conhecimento de Deus. Mas a maldade do coração humano se tornou tão grande que o Senhor teve que destruir a humanidade e começar tudo de novo. Por isso ocorreu o dilúvio.

4. Depois que Noé saiu da arca, qual foi a primeira coisa que ele fez? Por que isso é importante?Gênesis 8:20

Noé sabia que havia sido salvo apenas pela graça de Deus, sem a qual ele teria perecido com o restante do mundo.

Kimberly PhillipsLaurel, EUA


Quarta
Evidência

Reconhecendo Deus

Em novembro de 1865, a Sra. Trichborne recebeu uma carta de seu filho morto. Onze anos antes, o navio em que ele viajava havia naufragado no Oceano Atlântico. De repente, contudo, um milagre aconteceu, e uma empolgada Sra. Trichborne rapidamente enviou dinheiro para que seu filho voltasse para casa. Após sua chegada, Joseph parecia ter mudado drasticamente. O antigo jovem esbelto ecom cabelos escuros era agora um homem de forma avantajada e cabelos claros. Ele também era incapaz de falar francês, idioma que havia aprendido desde criança. No entanto, a Sra. Trichborne o aceitou e ofereceu a ele uma boa pensão financeira. Embora muitos membros da família estivessem convencidos de que o homem era um impostor, a desesperada mulher desceu à sepultura acreditando que seu filho havia retornado. Após sua morte, o “filho” foi exposto como uma fraude e levado à justiça.

Sim, a idosa senhora foi ingênua. Mas muitos de nós também somos quando se trata de adorar a Deus e compreender tudo o que Ele representa. Reconhecemos Sua vontade em nossa vida? Pensemos em Caim, o primeiro assassino da história terrestre. Quão diferente teria sido sua vida se ele tivesse estabelecido um forte relacionamento com Deus! Ele não sabia que seu sacrifício seria inaceitável aos olhos de Deus? Ou será que sabia, mas não se importou? Não conhecia o Ser a quem deveria adorar? Caim teria reagido tão violentamente se tivesse compreendido o tipo de sacrifício desejado por Deus e o plano da salvação?

Quando nos esforçamos para descobrir quem é Deus e para construir um relacionamento com Ele, aprendemos mais sobre quem Ele é e o tipo de adoração que merece.

Não convertamos nossa adoração em algo que desejamos. Se nosso desejo é agradar a Deus e adorá-Lo, precisamos construir um relacionamento com Ele que nos capacite a reconhecer Seu caráter e Seus mandamentos. Na verdade, existem dois tipos de adoradores:os que adoram com base em seus próprios desejos e aqueles que adoram considerando os desejos de Deus, a quem amam e conhecem bem.

Se estivermos atentos à advertência expressa em casos como o do primeiro assassino mundial e da Sra. Trichborne, teremos a chave para uma vida plena em Cristo e para uma completa adoração.

Mãos à Bíblia

5. Leia Gênesis 12:1-8. O que esses versos revelam sobre Abrão (que teve o nome mudado para Abraão) e o chamado de Deus para ele?

Deus o chamou para que ele se separasse de seus familiares e de seu ambiente confortável, para se tornar o pai de uma nação de adoradores, que defenderiam e representariam o verdadeiro Deus.

6. Leia Gênesis 22:1-18. Por que Abraão foi submetido a essa terrível prova? Que mensagem Deus queria que ele entendesse (v. 8, 13, 14)?

Por meio da prova enfrentada por Abraão, permanece através dos séculos um símbolo incrivelmente poderoso da centralidade da morte de Cristo para a salvação.

Nicholas J. ReichertBerrien Springs, EUA


Quinta
Aplicação

Adorando com fé

Deus disse a Abraão que deixasse seu país e seu povo e fosse para uma terra desconhecida, sob a promessa de que a partir dele, nasceria uma grande nação e que seria abençoado em tudo o que fizesse.

Imagine ter que abrir mão do único lar que você conheceu em toda a sua vida, o lugar em que diariamente você encontrou conforto! Imagine ter que deixar para trás seu próprio povo e cultura. Teria você feito isso? Você o faria agora? Note, em Gênesis 12:4, que Abraão não questionou a Deus sobre a localização do lugar para onde iria nem sobre o que encontraria ao chegar lá. Em vez disso, sem demonstrar receio, seguiu as instruções do Senhor. Esse retrato de fé genuína deveria servir de modelo para a nossa adoração. Abraão confiou no Senhor e O adorou fielmente.

Frequentemente, existem situações que nos levam a questionar nossa fé e a duvidar da graça de Deus. Dívidas de cartão de crédito, demissão do trabalho, baixa pontuação numa prova, divórcio, doenças físicas ou mentais podem enfraquecer nossa fé. Como podemos, então, adquirir fé para adorar a Deus? Aqui estão algumas ideias:

Ore sem duvidar. Algumas vezes, oramos em favor de algo sem acreditar que nosso pedido é correspondente à vontade de Deus ou sem crer que Ele nos ouvirá. Lembremo-nos, contudo, de I João 5:14, 15: “Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a vontade de Deus, Ele nos ouvirá. E se sabemos que Ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que temos o que dEle pedimos”.

Confie na Palavra de Deus. Acredite no que Ele lhe diz. “A Bíblia, e a Bíblia tão só, deve ser nosso credo, o único laço de união; todos os que se submeterem a essa Santa Palavra estarão em harmonia entre si. Nossos próprios pontos de vista e ideias não devem controlar nossos esforços. O homem é falível, mas a Palavra de Deus é infalível” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 416).

Baseie na fé suas ações. Deus irá testar sua fé nEle. Creia que Deus está sempre com você, e viva de acordo com a fé que você tem nEle.

Mãos à Bíblia

7. Leia a história da fuga de Jacó (Gênesis 28:10-22). Observe as mensagens de encorajamento e segurança que Deus lhe deu por meio de um sonho. Qual foi a resposta de Jacó?

Esta é a primeira menção da “Casa de Deus” em Gênesis (v. 17). Embora para Jacó fosse apenas uma coluna de pedra, Betel se tornou um lugar significativo na história sagrada. Ali Jacó adorou o Deus de seus pais. Ali ele fez uma promessa de fidelidade ao Senhor. E, como Abraão, prometeu devolver a Deus o dízimo, um décimo de suas bênçãos materiais, como ato de adoração. Perceba o senso de temor e admiração de Jacó na presença de Deus. Adoração não é nos aproximarmos de Deus como faríamos com um amigo ou colega. Nossa atitude deve ser a de um pecador que precisa desesperadamente da graça divina.

Jeffrey GeorgesMiami, EUA


Sexta
Opinião

Cristãos como Caim

A caminhada de Caim com Deus assustadoramente nos lembra de como, algumas vezes, vivemos como cristãos:

1. Caim acreditava em Deus (Gênesis 4:3).2. Cresceu numa família cristã, com valores morais (Gênesis 4:1).3. Conhecia o plano da salvação (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 71).4. Era um trabalhador dedicado e de sucesso, oferecendo sacrifícios a Deus como retribuição às bênçãos recebidas (Gênesis 4:3).5. Seguiu a ordem de Deus ao trazer o primeiro fruto do solo como oferta de gratidão (Gênesis 4:3; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 71).6. Ele se aproximou de Deus num ato de adoração (Gênesis 4:3).

No entanto, Caim se esqueceu de uma coisa: deixou de sacrificar um cordeiro, o símbolo da morte de seu Salvador. Ele compreendia a necessidade de mostrar sua fé no sangue de Cristo como o prometido expiador de pecados, mas, ao contrário, escolheu depender de si mesmo. “Apresentou sua oferta como um favor feito a Deus, pelo qual esperava obter a aprovação divina” (Ibid., p.72). Caim tinha dado quase tudo a Deus. Entretanto, ao dar a Deus quase tudo, Caim deu-Lhe nada.

Vivemos numa época em que muitos dizem que não há problemas em sermos cristãos como Caim. Desde que creiamos em Deus, que saibamos as coisas certas, que frequentemos a igreja e que sejamos pessoas boas, estaremos prontos para a salvação. É como se pudéssemos ser salvos pelo mal que não fizemos. Entretanto, o exemplo de Caim nos revela que, se não reconhecermos nossa desesperada necessidade de um Redentor, estaremos perdidos; se não dermos a Deus cem por cento do que fazemos e somos, daremos a Ele zero por cento.

Pense nisto

1. Que mudanças a aceitação do sangue de Cristopromove na vida do cristão? 2. Considerando o exemplo de Caim, como temos agido em relaçãoa Deus? 3. O que você não está entregando completamente a Deus?

Mãos à obra

1. Passe algum tempo num ambiente natural, permitindo que ele enriqueça sua experiência de adoração ao Criador. 2. Escute um hino de adoração e deixe Deus falar com você por meio dele. 3. Registre, como em um diário, suas experiências de adoração, tanto as boas quanto as más, refletindo sobre o que precisa ser melhorado em seu tempo com Deus. 4. Memorize uma passagem bíblica que mostre que Deus é digno de nossa adoração.

Dustin SernsVancouver, EUA