Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 01 – Adoração em Gênesis: Duas Classes de Adoradores

Comentários do Pr. Albino Marks


Texto Central: “Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temendo, disse: Quão temível é esse lugar! É a casa de Deus, a porta dos Céus”. (Gênesis 28:16 e 17)


Sábado
Introdução

Adoração no sentido espiritual do relacionamento do homem para com Deus, é a manifestação do reconhecimento de dependência do humano em relação ao divino. Isto significa entender que todos os benefícios que o humano pode auferir, têm a sua fonte em Deus, doador generoso. Por todos os benefícios recebidos, o receptor expressa sua dependência por atitudes de submissão, respeito, honra, gratidão, alegria, louvor, exaltação, ao grande doador. Ele O adora!

A adoração também conduz a um relacionamento de comunhão, pelo fato de o Doador, apresentar-se como Pai amoroso e amigo leal a toda prova. Pode o beneficiado falhar na amizade, mas nunca falhará o Amigo doador.

Adoração, acima de tudo, é um relacionamento inteligente de inferior para Superior que envolve princípios racionais estabelecidos pelo Superior para evitar degeneração no processo. Deus revela ao homem, em Sua Palavra, como deseja ser adorado.

“Majestade e esplendor estão diante dele. Poder e dignidade, no seu santuário”.Sl 96:6 – Nova Versão Internacional.

O ato de adoração desenvolve-se na presença de Quem está revestido de glória, esplendor, majestade, força, poder, formosura e dignidade.

Em sua postura durante o serviço de adoração, você reconhece a grandeza e o esplendor do Deus a Quem adora. Ou, poderá negar o reconhecimento desses atributos.

Na adoração, uma questão fundamental está no fato de compreender que Deus é Eterno, Onipotente, Onipresente, Onisciente. Como seres humanos sob o domínio do pecado, somos finitos, mortais, frágeis como a flor da erva, limitados em todos os movimentos e realizações. Você realmente entende o ato de adoração?

Pense: “O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito de adoração, acima dos deuses pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador…”.– Conflito dos Séculos. pág. 472 – Nova Edição Revista.

Desafio: “Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas”.– Ap 14:7 – Nova Versão Internacional.


Domingo
Adoração no Éden
(Gênesis 1; Gênesis 2:1-3; Gênesis 3:1-13)

Qual foi a primeira experiência espiritual vivenciada por Adão e Eva em seu relacionamento com Deus no seu segundo dia de vida? Passaram seu primeiro sábado em adoração, companheirismo e aprendizado da vontade e planos de Deus. Aprenderem que o sábado era santo, diferente dos demais dias da semana. Que sempre deveria ser lembrado como o permanente memorial da criação efetuada no planeta Terra. Deve ter sido uma experiência grandiosa, maravilhosa. Ou cremos que a primeira frase de Deus dirigida a Adão foi:“Onde estás?”Aquele primeiro sábado e os subseqüentes que se seguiram no jardim do Éden, até o dia do pecado, foram de colóquios de companheirismo e deleite entre Criador e criatura.

Quando penso em Adão e Eva no jardim do Éden, o quadro é tocante. Parece que os vejo: Jesus ao centro, Eva de um lado e Adão do outro, ora caminhando entre os arvoredos e flores do jardim, ora sentados na relva verde e macia, conversando. Adão e Eva envolvidos em adoração no sentido mais íntimo com o seu Deus e Criador.

Sem dúvida, os dias vividos no lar Edênico, sobre os quais não temos informações de que período de tempo poderiam formar, porque eles viviam a experiência da eternidade, e o eterno não conta tempo, foram usados por Deus para instruir Adão e Eva em relação à Sua vontade.

A experiência espiritual vivida por nossos primeiros pais era de companheirismo em perfeita harmonia com o Criador. Viviam o relacionamento de intimidade do qual fala o profeta Jeremias que era o objetivo de Deus para seu povo Israel e é o mesmo para seus filhos hoje:“Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. –Jr 31:33. Almeida Revista e Atualizada

Pense: “Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação”.– Gn 2:3 -Nova Versão Internacional.

Desafio: “Adorem o Senhor no esplendor da sua santidade”. –Sl 96:9 Nova Versão Internacional.


Segunda
Adoração Fora do Éden
(Gênesis 4:1-7)

A Escritura Sagrada não traz nenhuma informação sobre a conduta de Adão de como ele adorava fora do jardim do Éden. No entanto, compreende-se que ele adorava o seu Criador, porque os filhos aprenderam sobre adoração.

O que causa estranheza é que muito cedo a adoração foi corrompida. Satanás, que lá no jardim, enganou Eva e Adão, desviando-os do centro de sua adoração, obteve a vitória sobre Caim em suas insinuações de que a adoração poderia ser praticada de maneira diferente. O cordeiro oferecido como sacrifício no serviço de adoração, não era uma questão definida. Ele, Satanás, sugeriu que havia outras alternativas.

O altar foi conservado, mas a ordem de Deus foi desafiada e desobedecida. Foi substituído o substituto típico, o cordeiro, que apontava para o único Redentor capaz de redimir o homem da escravidão do pecado. Em verdade, o Redentor foi removido do altar de adoração e do plano da redenção. Um novo plano foi colocado em ação: Você pode salvar-se por seus próprios méritos e por suas “boas” obras.

Quando Caim sentiu a rejeição na sua maneira de adorar e buscar a salvação, rebelou-se contra Deus e contra seu irmão Abel, por este obter a aprovação divina. Assim o grande conflito cósmico espiritual atingiu a família humana, colocando cada membro em face da monumental decisão entre Cristo e Satanás.

Pense: “Não sejamos como Caim, que pertencia ao Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más e as de seu irmão eram justas”.1Jo 3:12 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Se procederes bem, não é certo que serás aceito?”– Gn 4:7 – Almeida Revista e Atualizada.


Terça
Duas Classes de Adoradores
(Gênesis 4:25-26; Gênesis 6:1-8; Gênesis 8:20)

A Bíblia relata sobre os dias de Noé?“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na Terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”.– Gn 6:5 Almeida Revista e Atualizada.

A maldade multiplicou-se entre a grande maioria da humanidade e rejeitaram a Deus como Aquele que deve ser adorado

Outro aspecto importante é colocado em destaque:“Porém Noé achou graça diante do Senhor. Eis a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os seus contemporâneos; Noé andava com Deus… A terra estava corrompida à vista de Deus, e cheia de violência.”– Gn 6:8-11 – Almeida Revista e Atualizada.

Duas filosofias de vida se confrontaram: A filosofia da fé na liderança divina e da salvação pela graça e pelo poder de Deus; a filosofia da integridade moral, da conduta em harmonia com a vontade de Deus expressa em Sua lei; da vida em comunhão e adoração com Deus desenvolvendo no caráter a semelhança com Cristo.

Por outro lado, a filosofia da independência de Deus, do não reconhecimento de Sua Soberania, da irresponsabilidade total. Adore o prazer, a satisfação das paixões corruptas, não importando o que possa acontecer para os outros ou para você. Esta filosofia avançou qual avalanche avassaladora, destruindo todas as barreiras morais. A permissividade tornou-se a lei para a conduta. Os princípios morais foram agredidos, zombados e quebrados.

“Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar a Sua existência. Adoravam a Natureza em lugar do Deus da Natureza. Glorificavam o gênio humano, adoravam as obras de suas próprias mãos, e ensinavam seus filhos a curvar-se ante imagens de escultura”. –Patriarcas e Profetas, pág. 88.

Pense: “Os homens excluíram a Deus de seu conhecimento, e adoravam as criaturas de sua própria imaginação, e como resultado, se tornaram mais e mais aviltados”. –Patriarcas e Profetas, pág. 88.

Desafio: “Depois Noé construiu um altar dedicado ao Senhor e,… ofereceu-os como holocausto”.– Gn 8:20 – Nova Versão Internacional.


Quarta
A Fé Demonstrada por Abraão
(Gênesis 12:1-8; Gênesis 22:1-18)

A Escritura enfatiza que como Criador e Mantenedor do Universo unicamente Deus é digno de adoração. Na experiência de Abraão este procedimento é ensinado com toda a pujança e beleza espirituais.“Abraão tinha crescido em meio de superstição e paganismo.”– Patriarcas e Profetas, pág. 119. Quando as forças do mal estavam tentando escravizar a sua vítima, ele foi chamado para decidir.

O processo de reorganização espiritual de Abraão desenvolveu-se depois que se afastou de sua casa paterna. Onde armava a sua tenda, ali erguia um altar para adoração. (Gn 12:8, 13:4).

As cercanias de Betel apresentavam a bela paisagem de vales e colinas com verdes campos e árvores frondosas, convidando para a adoração a Quem tudo criara. Em meio a natureza Abraão ouvia a voz do Criador e sua intimidade tornou-se tão grande que foi chamado“amigo de Deus”.Que quadro de tocante beleza e comunhão! O Deus Eterno e Abraão, um pecador redimido, amigos.

Seguramente cada um de nós já teve seu Betel. O lugar onde se encontrou com Jesus e O adorou. Se você ainda não teve o seu Betel, um lugar calmo, tranqüilo, onde adorou e desfrutou o enlevo da presença de Jesus, você precisa desta experiência.

Conheça a Jesus e prossiga em conhecê-lO. Se você não está seguro de O conhecer, tenha pelo menos fé suficiente para compreender que Ele conhece a você! O Seu amor por você é tão grande, tão grande, que quer mudar sua vida e torná-lo semelhante a Ele. Quer limpar seus pecados, não importando quais sejam.

Pense: “Mesmo a casa de seu pai, pela qual o conhecimento de Deus tinha sido preservado, estava a entregar-se às influências sedutoras que os rodeavam, e ‘serviram a outros deuses’ ( Josué 24:2), em vez de Jeová.”– Patriarcas e Profetas, pág. 119.

Desafio: “Construiu ali um altar dedicado ao Senhor e invocou o nome do Senhor”.– Gn 12:8 – Nova Versão Internacional.


Quinta
Betel, a Casa de Deus
(Gênesis 28:10-22)

Depois de uma longa jornada de cerca de 90 quilômetros entre Berseba e Betel, fugindo de seu irmão Esaú, Jacó procurou um local para dormir e teve a visão da escada ligando a Terra ao Céu, com anjos descendo e subindo. Ali Deus repetiu a promessa feita para Abraão e Isaque, de que a partir deles, faria uma grande nação. Jacó não deveria temer porque Deus estaria com ele. Acordando ao amanhecer, erigiu a pedra que lhe serviu de travesseiro, como coluna e adorou a Deus.

Após 20 anos de permanência em Hará, voltou para Canaã. Por orientação divina, Jacó retornou exatamente para o mesmo local onde Abraão e Isaque por mais tempo haviam permanecido – Betel.

Em Betel, Deus ratificou para Jacó a promessa de posse da terra prometida para Abraão:“Suba a Betel e estabeleça-se lá,… Eu sou o Deus todo-poderoso; seja prolífero e multiplique-se. De você procederão uma nação e uma comunidade de nações, reis estarão entre os teus descendentes. A terra que dei a Abraão e a Isaque, dou a você; e também aos seus futuros descendentes darei esta terra”.– Gn 35:11 e 12 – Nova Versão Internacional.

O cumprimento das promessas de Deus sempre está condicionado à lealdade daqueles a quem as promessas são feitas. Apesar de falhas espirituais, Jacó manteve a sua fidelidade em prestar adoração a Deus e rejeitar outros deuses em sua vida. (Leia em Pense)

Provavelmente, deveríamos reavaliar nosso culto de adoração. O que acontece em minha experiência espiritual quando participo do culto de adoração? Os resultados são aqueles esperados por Deus? A minha vida está sob o constante processo de transformação à semelhança da vida de Jesus?

Pense: “Disse, pois, Jacó aos de sua casa… ‘Livrem-se dos deuses estrangeiros… Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo”.– Gn 35:2 e 3 – Nova Versão internacional.

Desafio: “Enquanto a igreja estiver satisfeita com coisas pequenas, não estará em condições de receber grandes bênçãos de Deus. Mas por que não sentirmos fome e sede do dom do Espírito Santo, uma vez que esse é o meio pelo qual o coração pode ser conservado puro?… falai sobre isto, orai neste sentido, pregai relativamente a este assunto, pois, o Senhor está mais desejoso de conceder o seu Espírito Santo, do que os pais de darem boas dádivas a seus filhos”.– Rev. and Herald, 15.11.1892.


Sexta-feira
Estudo Adicional

Quando os santos já estão na presença de Deus, libertos do pecado, eles fazem a proclamação:“Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos'”.– Ap 15:4 – Nova Versão Internacional.

O chamado para temer e glorificar o Senhor, isto é, apresentar-se diante dele com profundo respeito e render-Lhe toda a glória em reverente adoração, fundamenta-se na Sua santidade e nos Seus atos de justiça. O apóstolo do amor não evoca o amor nem a graça, mas a santidade e a justiça do caráter de Deus.

O reconhecimento da santidade e dos justos atos de Deus é fundamental para vindicar o Seu caráter perante o universo. A insultuosa acusação de Lúcifer contra a santidade e a justiça do caráter de Deus, terá uma resposta cabal.“O que projetais vós contra o Senhor? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angustia”.– Na 1:9 – Bíblia Thompson

A possibilidade de uma segunda rebelião no universo de Deus é totalmente aniquilada pelo reconhecimento universal de Sua santidade e de Seu caráter justo.

Como Deus assumiu o lugar do pecador na morte redentora de Jesus, executando em Si mesmo a justiça, Ele é justo em condenar o pecado e justificar o pecador, porque nessa doação substituta os Seus“atos de justiça se tornaram manifestos”.

No capítulo 19, que relata o triunfo final e completo de Cristo no grande conflito, João coloca em destaque que“nos céus… uma grande multidão”exaltará a justiça de Deus:“Pois verdadeiros e justos são os teus juízos… Ele julga e guerreia com justiça”.– Ap 19:1, 2 e 11 – Nova Versão Internacional.

Pense: “E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro: ‘Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso, justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações. Quem não te temerá, ó Senhor? Quem não glorificará o teu nome? Pois tu somente és santo. Todas as nações virão à tua presença e te adorarão, pois os teus atos de justiça se tornaram manifestos'”.– Ap 15:3 e 4 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Por mim mesmo eu jurei, a minha boca pronunciou com toda a integridade uma palavra que não será revogada: Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará. Dirão a meu respeito: ‘Somente no Senhor está a justiça e a força’. Todos os que o odeiam virão a ele e serão envergonhados”.– Is 45:23 e 24 – Nova Versão Internacional.


Fonte: http://www.escolanoar.org.br


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