A Relação Entre o Evangelho Eterno e a Adoração de Apocalipse 14

por: Pr. João Luiz Marcon


Resumo: Em Apocalipse 14:6-7 existe um convite à adoração ao Deus Criador. Durante anos os Adventistas têm apresentado que esta adoração consiste no verdadeiro dia santificado por Deus, o Sábado. Mas qual é a relação entre o Evangelho Eterno e a Adoração nessa passagem?

O Evangelho Eterno é o plano de redenção de Deus para o homem caído restaurando por ele e nele a imagem e semelhança do Criador. Esse plano leva o ser humano a reconhecer, através da adoração e culto, as obras de Deus como Criador, Redentor e Juiz. Faz parte desse plano comunicar a natureza de Cristo, isto é, a Sua Lei, que é o padrão de julgamento e adoração de todo ser que deseja verdadeiramente amar e adorá-Lo.

A adoração (proskúneo) é uma ação de reverência e reconhecimento das Suas criaturas redimidas que Lhe prestam culto ou serviço de louvor, bem como Lhe amam obedecendo Seus mandamentos (Apocalipse 14:12). Deus é reverenciado, reconhecido e cultuado por aquilo que ele fez, faz e fará: Cria, redime e julga. Os versos 6 e 7 contém estes três conceitos.

O homem ao ser criado prestava ao Senhor culto e adoração perfeito, baseados no princípio da Lei de Deus que é o amor. Por esse motivo, o Senhor designou o Sábado como dia de culto e adoração, sendo este o fundamento do verdadeiro culto a YHWH. Apocalipse 14:6-7 convida a retornar a adoração e culto edênicos através da obediência aos mandamentos da Lei, dos quais o Sábado passou a ser um dos mais perfeitos meios para conduzir a mente e o coração para “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:6-7).


Introdução

Em Apocalipse 14:6-7 existe um convite à adoração ao Deus Criador. Por anos, os Adventistas têm apresentado que esta adoração consiste no verdadeiro dia santificado por Deus, o Sábado do sétimo dia do decálogo divino. O problema levantado é que relação há entre o Evangelho Eterno e a adoração em O Evangelho Eterno [1] tem sua origem em Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. [2] O significado de evangelho é “boas novas” [3] de salvação que Deus provê em seu Filho. O nome Jesus significa “Jeová é a salvação” ou “de Jeová vem a salvação”. [4] Por esse motivo o anjo que anunciou o nascimento de Jesus aos pastores disse que era “boa nova de grande alegria que será para todo o povo” (Lucas 2:10-11).

No Éden, foi a primeira vez que o evangelho da Salvação no Messias vindouro foi anunciado (Gênesis 3:15, 21). [5] e no decorrer da história humana houve vislumbres dessa salvação (Gênesis 22, Isaías 53; etc.). Foi nos profundos mistérios do amor de Deus durante a eternidade que um plano de redenção foi estabelecido (Efésios 3:8-13; I Pedro 1:18-20). “O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra pois Cristo é ‘o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo’(Apocalipse 13:8)”. [6]

O contexto do evangelho eterno de Apocalipse 14

Na visão apocalíptica de João, ele vê o Cordeiro sobre o monte Sião, “e com Ele 144.000 tendo nas frontes escrito o Seu nome e o nome de Seu Pai” (Apocalipse 14:1). Estão sobre o monte Sião indicando o triunfo deles sobre a besta e sua imagem. [7] O “monte Sião” algumas vezes está relacionado com o Céu (Hebreus 12:22). Ele vê os vencedores no Céu com Cristo.

João justifica a razão dos 144.000 estarem no “monte Sião” através de suas características e sua missão: São “castos”, “seguidores do Cordeiro por onde quer que vá”, “redimidos dentre os homens”, “primícias para Deus e para o Cordeiro”, sem “mentira na sua boca; não têm mácula” (Apocalipse 14:4-5). Eles proclamam as três mensagens simbolizadas por três anjos (Apocalipse 14:6-12).

A primeira mensagem contém o Evangelho Eterno esse tem seu alcance universal. Dentro da mensagem está o convite a “temer a Deus” e “dar-lhe glória” porque é “chegada a hora do Seu juízo” e a ordem imperativa para “adorar” o Criador (Apocalipse 14:6-7). [8]

O evangelho contrasta com os demais oráculos de juízo dos outros dois anjos. O segundo anjo proclama a queda de Babilônia devido aos seus pecados. O terceiro anjo adverte contra a adoração da besta ou sua imagem e quais serão as conseqüências de tal adoração (Apocalipse 14:8-11).

Diante da rebeliosa apostasia satânica e humana, existe um remanescente fiel: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12).

Depois desta proclamação Universal vem a segunda vinda de Cristo. A ceifa representa os fiéis adoradores que atenderam a mensagem do Evangelho Eterno, enquanto que a vindima são os juízos de Deus sobre os adoradores da besta e sua mensagem (Apocalipse 14:14-20). [9] Todas as visões do livro convergem para o ponto culminante que é a segunda vinda de Cristo como juiz. [10]

O Evangelho Eterno é a chave para explicar o Apocalipse 14:1; Gálatas 1:12; I João 3:22; 4:15). Esta revelação leva a uma atitude para com Deus: de aceitação ou de rejeição, de temor ou de obstinação, de glorificação ou de blasfêmia, de adoração ou de idolatria, de submissão ou de rebelião (Apocalipse 9:20-21; 13; 14:6-12).

O “temer a Deus” envolve o convite de arrependimento e conversão o qual o Evangelho leva cada pessoa a se decidir (Mateus 3:2; 4:17; Marcos 1:15). Em Atos, “temor” está ligado com a perseverança na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações, e, segundo o contexto, de conversão (Atos 2:37-44; 9:31). “Não significa, aqui sentir medo de Deus, senão acercar-se a Ele com reverência e respeito. Inclui o pensamento de absoluta lealdade a Deus, em uma submissão completa a Sua vontade”. [11]

Como resultado, o ser humano é impressionado a glorificar [12] a Deus. O louvor que a Bíblia apresenta é a resposta devida do homem a Deus, uma resposta pelo amor, graça, perdão de Deus e tudo o que Ele “é”, “era” e “que há de vir” (Apocalipse 1:4,8). [13]

A importância desses conceitos ajudarão a compreensão da verdadeira adoração. Por isso, em Apocalipse 14:7, o Evangelho Eterno revelado vem antes da adoração. Não é somente porque o Evangelho estabelece a verdadeira adoração (João 4:20-23), [14] mas também ela é uma das respostas diante da revelação e ação divina como Criador, Redentor e Juiz. No Apocalipse 1:1). Elas estão presentes em toda a Bíblia e falam dos três aspectos pelos quais Deus é digno de reverência, louvor e adoração.

Cristo, a Personificação da Graça

O Evangelho Eterno está intimamente ligado com o Cordeiro (Apocalipse 14:1 e 6) e no conceito Joanino, vê em Cristo o Cordeiro. É uma identificação que somente João designa. [15] João Batista ao dizer “Cordeiro de Deus” referia-se a “Aquele que é proporcionado por Deus”. Este símbolo, que faz ressaltar a inocência de Jesus, perfeição de caráter e incluir a natureza vicária de Seu Sacrifício (Isaías 53:4-6, 11-12), faz recordar o cordeiro pascal do Egito que simbolizava a libertação do jugo do pecado (Êxodo 12:5; I Coríntios 15:7). Mediante a figura de um cordeiro, o profeta “identifica o Messias sofredor como Aquele a quem se faz real e tem significado aos sistemas de sacrifícios dos tempos do Antigo Testamento”. “Na presciência” e propósito de Deus, Ele era o “Cordeiro que foi imolado desde o princípio do mundo (Apocalipse 13:8)”. [16]

Por esse motivo João no seu evangelho apresenta o Filho de Deus como “cheio de graça e verdade”. O significado básico de graça é “favor imerecido”, “boa vontade”, “benevolência” e “misericórdia” [17] e assim Cristo é a encarnação da graça. [18] Através de Cristo a humanidade foi libertada do pecado e Deus os transportou para o “reino de Seu Filho”, “no qual” tem-se “a redenção, [19] e “a remissão [20] dos pecados” (Colossenses 1:13-14).

O conceito de redenção é que os seres humanos “estranhos e inimigos no entendimento pelas” suas “obras malignas”, mas agora, os “reconciliou no corpo da sua carne, mediante a Sua morte, para” apresentar-los “perante Ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Colossenses 1:21-22). É através de Cristo que o homem é levado para o reino que se perdeu pela transgressão, para uma recriação segundo a imagem e semelhança do segundo Adão (Romanos 5:12-21; 8:29). Ellen G. White escreveu: “Restaurar no homem a imagem de Seu Autor, e levá-lo de novo a perfeição em que fora criado, promover o desenvolvimento do corpo, espírito e alma para que pudesse realizar o propósito divino da Sua criação – tal deveria ser a obra da redenção”. [21]

Qual era o propósito do homem ao ser Criado? Refletir a imagem e glória de Deus através da comunhão com o Criador.[22] O homem foi criado para adorar o Criador. [23]

Cristo, a Personificação da Lei

É propósito de Deus ao redimir o homem restabelecer a santidade e perfeição através da Sua presença na vida do crente (Romanos 8:1-11). O padrão é a Sua lei (Romanos 7:12) que é o caráter de Deus, ou seja, a Sua própria natureza revelada (Salmos 22:3; 89:19, 25:8; 100:5; 137; 145:17). Foi dessa imagem e semelhança com Deus que o homem caiu ao pecar (I João 3:4).

Quando Cristo entra no coração, é Ele a própria personificação da Lei e na vida do Crente se demonstrará em santidade, justiça e bondade (Gênesis 5:22-23; Hebreus 8:7-10). Por Sua graça, Cristo leva a humanidade novamente a obediência a sua lei (Hebreus 8: 8-13; 10:16; Apocalipse 14:1-5). Contudo a Lei tem dois aspectos, entre muitos, que são importantes ao texto de Romanos 7:14-23; Apocalipse 11:19). Essa “lei de liberdade”, que segundo o contexto de Tiago, é a lei dos 10 mandamentos (Tiago 2:10-12, conforme Êxodo 20:1-17).

Com respeito a ser o padrão de adoração, observa-se nos primeiros quatro mandamentos de Êxodo 20 o seguinte:

  • 1º Mandamento (Êxodo 20:3) – “É o sumário de todo o evangelho”. Mostra-nos a dimensão interior do culto a Deus. Descreve o objeto de culto (diante de Mim). Se dirige a cada indivíduo. “Requer exclusiva adoração a Deus”. [24]
  • 2º Mandamento (Êxodo 20:4-6) – “Dimensão exterior do culto a Deus. A idolatria pode ser dupla: espiritual e interna; material e externa”. [25] Este mandamento está relacionado com a forma de culto. [26]
  • 3º Mandamento (Êxodo 20:7) – “Dimensão verbal do culto a Deus”. [27]
  • 4º Mandamento (Êxodo 20:8-11) – “Dimensão sagrada do tempo de culto ao Senhor. Apresenta a Deus como o Criador, Mantenedor e o Redentor da vida (Deuteronômio 5:15; Lucas 4:16). Diz expressamente que YHWH é o único que deve ser adorado e obedecido”. [28]

O Evangelho Eterno é o plano de Redenção da divindade para o homem caído restaurando por ele e nele a imagem e semelhança de Deus através de Cristo e na ação do Espírito Santo. Esse plano leva o ser humano a reconhecer através da adoração, louvor e veneração as obras de Deus como Criador, Redentor e Juiz. Faz parte desse plano comunicar a natureza de Cristo, isto é, inscrever na mente e no coração humano, a Sua lei, que é o padrão de julgamento e adoração de todo ser que deseja verdadeiramente amá-Lo e adorá-Lo (João 14:15).

Adoração em 14:6-14

Nos capítulos 13 e [29]

O significado de Proskúneo

No Apocalipse o principal sentido desse termo, quando usado para Deus, é prostrar-se diante de Deus para Lhe cultuar numa atitude de reverência, reconhecimento e louvor Deus é adorado e cultuado por aquilo que Ele é e faz, em favor de suas criaturas: Cria, redime, julga e reina (Apocalipse 4, 5, 7:9-17; 11:15-18; 14:7; 15:2-4; 19:1-5; 21).

Dentro do Evangelho Joanino, proskúneo é adorar em Espírito e em verdade (João 4:20-23), isso é, não um culto formal ou de aparências, mas com toda a sinceridade, com todo o fervor das faculdades intelectuais e com todo o fervor quando se aplicam ao coração os princípios da verdade (Mateus 5:3, 48, 7:21-27; Marcos 7:6-9). Jesus disse que essa é a adoração genuína, tudo o mais é falso. [30]

O culto a Deus é algo que vem do íntimo do ser, de uma resposta ao convite de Deus a sua revelação e atuação salvífica, ou seja, “beber da água da vida” (João 4: 13-18; Apocalipse 22:17), que é o próprio Cristo (João 7:37-38).

Para a besta e sua imagem, proskúneo tem o sentido de adoração prestada em forma de culto, [31] reverência e atitude de submissão ao seu poder e autoridade. Na adoração prestada a ambas é na verdade ao Dragão (Satanás) que está se adorando (Apocalipse 13:4). [32]

As implicações dos mandamentos na adoração a deus.

A lei do amor é o fundamento do governo de Deus e também do serviço a Ele prestado. A harmonia com os “princípios de justiça” traz a felicidade de todos os seres inteligentes. Todo serviço deve brotar da apreciação do caráter divino. “Ele não tem prazer na obediência forçada; e a todos concede vontade livre, para que lhe possam prestar serviço voluntário”. [33]

No [34] Viviam em plena harmonia com os “princípios de justiça”, “a lei de amor”, e era um prazer adorar ao Senhor. [35]

Da mesma forma a lei de Deus é uma referência ao culto a Deus:

“Pelo primeiro anjo os homens são chamados a temer a Deus e dar-lhe glória, e adorá-lo como Criador do Céu e da Terra. A fim de fazer isto devem os homens obedecerem a Sua lei” (ver Eclesiastes 12:13). “Sem a obediência a seus mandamentos nenhum culto pode ser agradável a Deus.” (comparar com I João 5:3; Provérbios 28:9). [36]

Quanto ao Sábado…

“Seguindo o exemplo do Criador, deveria o homem repousar neste santo dia, a fim de que ao olhar para o Céu e para a Terra, pudesse refletir na grande obra de criação de Deus; e para que contemplando as provas da sabedoria e bondade, pudesse seu coração encher-se de amor e reverência para com o Criador.” “Sua observância deveria ser um ato de grato reconhecimento, por parte de todos os que morassem sobre a terra, de que Deus, era Seu Criador e legítimo Soberano…”. [37]

“A importância do Sábado como memória da criação consiste em conservar sempre presente o verdadeiro motivo de se render culto a Deus” – “porque Ele é o Criador e nós as Suas criaturas.” “O Sábado, portanto, está no fundamento mesmo do culto divino… . O verdadeiro fundamento para o culto divino… encontra-se na distinção entre o Criador e Suas Criaturas”. [38]

A mensagem dos três anjos é um convite a uma adoração verdadeira fundamentada na Lei de Deus.

A decisão individual a quem adorar

Tanto Deus como Satanás, cada qual com seus instrumentos, procuram reunir receptivamente um povo em torno da adoração. Porém, cada um dos seres humanos deverá tomar a sua decisão baseado claramente na soberania de quem escolher: se for os mandamentos de Deus, escolhe-se a Deus, adorando conforme o que Ele estabeleceu; se for os “mandamentos de homens” (Mateus 15: 8-9) escolhe-se a besta ou sua imagem, adorando naquilo que ela estabeleceu. Assim: “Visto os que guardam os mandamentos de Deus serem assim colocados em contraste com os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal, é por um lado, e sua violação, por outro, deverão assinalar a distinção entre os adoradores de Deus e os da besta” (Apocalipse 14:12). [39]

Porém as conseqüências são distintas. Enquanto que os adoradores de Deus são recolhidos no celeiro (Apocalipse 14:14-16) e encontram-se no mar de vidro como vencedores, os adoradores da besta ou sua imagem recebem a ira divina na forma das pragas e na vinda de Cristo (Apocalipse 1516).

Teologia e a adoração no princípio

Quando Deus criou a raça humana, a Sua imagem e semelhança, ela era perfeita em todos os aspectos e viviam em harmonia com a lei divina. Eram santos, justos e bons (Romanos 7:12; Gálatas 5:22, 23). O princípio da Lei divina estava inscrito sobre suas mentes e corações: [40] “Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração de toda a tua alma e de toda a tua força” e “amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Deuteronômio 6:5; Levítico 19:18).

Estava no coração da humanidade adorar o Criador e esta adoração estava baseada no princípio da Lei de amor, que é o fundamento do governo de Deus e também de todo culto (serviço) prestado a Ele. Contudo, Jeová tem prazer na obediência e adoração voluntária.

A adoração, segundo a Bíblia, é o reconhecimento por aquilo que Deus fez pelos seres humanos. O santo par …

“Elevavam sua voz num harmonioso cântico de amor, louvor e adoração a Deus pelos sinais de amor ao seu redor. Reconheciam a ordem e harmonia da Criação, que falavam de sabedoria e conhecimento infinitos. Por tudo o que Deus fizera, enchiam seu coração de profundo amor e lhes arrancavam dos lábios expressões de gratidão e reverência a Seu Criador”.Ao Deus escolher o Sábado ainda tinha este objetivo acima em mente, assim…

“…deveria o homem repousar neste santo dia, a fim de que, ao olhar para o céu e para a terra, pudesse refletir na grande obra da criação de Deus; e para que, contemplando as provas da sabedoria e bondade de Deus, pudesse seu coração encher-se de amor e reverência para com o Criador”.

“Sua observância deveria ser um ato de grato reconhecimento, por parte de todos os que morassem sobre a terra, de que Deus é o Seu Criador e legítimo soberano.”

“Era designo de Deus que o Sábado encaminhasse a mente dos homens à contemplação de Suas obras criadas. A natureza fala aos sentidos, declarando que há um Deus vivo, Criador e supremo governante de tudo”. [41]

O imaculado casal tinha o mais puro prazer e felicidade em adorar ao Senhor.

Teologia e a redenção e a adoração

Quando o homem pecou, ele escolheu uma outra lei, uma outra natureza [42] de pecado e de morte. Porém, Deus não foi pego de surpresa. Ele em Seu infinito e eterno amor estabeleceu um plano redentor [43] para que se retornasse ao relacionamento primórdio.

Quando o ser humano é Salvo por Cristo, dá-se inicio o processo dinâmico da justificação e santificação. O crente responde temendo a Deus. O temor significa arrependimento e conversão, acercar-se dEle com reverência e respeito, num pensamento de absoluta lealdade a Deus e uma submissão completa a Sua vontade (Apocalipse 14:5, 7).

O redimido glorifica a Deus pela tão grande salvação efetuada. É o reconhecimento pelo Seu amor criador e redentor, pelo Seu perdão e a Sua graça concedidos, pela Sua transformação e presença no coração do redimido.

Faz parte da obra redentora “imprimir” “as Leis” divinas sobre a “mente” e “inscrever” no “coração” do crente (Hebreus 8:10-11). Cristo coloca outra vez o ser humano em condição de prestar uma adoração fundamentada no amor expresso na santa Lei de Deus. Ao adorar o Seu Criador ele o faz através da obediência aos determinados mandamentos divinos, “e sem a observância a seus mandamentos nenhum culto pode ser agradável a Deus…” (I João 5:3; Provérbios 28:9). [44]

Vê-se então um aspecto importante da Lei de Deus o qual é padrão para o verdadeiro culto e adoração a Deus. Ela apresenta as dimensões da forma de amor e adoração a Deus bem como o culto a Ele prestado (Êxodo 20:2-11; Apocalipse 14:7 up):

  • 1º mandamento a dimensão do culto interior;
  • 2º mandamento a dimensão exterior do culto;
  • 3º mandamento a dimensão verbal do culto a Deus.
  • 4º mandamento, a dimensão sagrada do tempo de culto.

O próprio Sábado tem outra conotação após o pecado. Além de revelar a Deus como Criador, e ser esse o fundamento do verdadeiro culto divino, pois no Sábado encontra-se a distinção básica de ser Deus o Criador e a humanidade Sua criatura, também o Sábado procura restabelecer no homem o aspecto do verdadeiro culto e adoração do Éden. A conotação adicional é que Deus deve ser cultuado e adorado por ser Ele o Redentor da humanidade (Deuteronômio 5:12-15; Apocalipse 14:6).

Um outro aspecto importante, o Sábado é chamado de o “dia do Senhor” e aponta para o “Dia do Senhor escatológico”, um tempo de juízo vindicador e descanso para o povo de Deus. [45] Deus é adorado no Sábado como o Juiz que vindica Seu povo da opressão do pecado, de Satanás e seus instrumentos de perseguição (Apocalipse15:2-4; 16:5-7; 19:2-5).

Dentro desse contexto, adoração (proskúneo) é uma ação de reverência e reconhecimento das Suas criaturas redimidas que Lhe prestam culto ou serviço de louvor bem como Lhe amam obedecendo Seus mandamentos (Apocalipse 14:12). Deus é reverenciado, reconhecido e cultuado por aquilo que ele fez, faz e fará: Cria, redime e julga. Os versos 6 e 7 contém estes três conceitos:

  1. “Aquele que fez o céu e a terra e o mar, e as fontes das águas”- Criador;
  2. “o Evangelho Eterno”- Redentor;
  3. ” a hora do Seu juízo”- Juiz.

Assim, o propósito do Evangelho Eterno é restabelecer o verdadeiro culto e adoração edênico. (Apocalipse 15:2-4 comparar 7:9-17). Não é sem motivo que o convite é para adorar “Aquele que fez o céu, a terra e o mar, e as fontes das águas.”

A cada ser humano faz-se o convite para aceitar o Evangelho Eterno, a aceitar a pessoa de Cristo. A aceitação envolve escolha, escolha de “receber a Cristo” (João 1:12-13), de amá-Lo, de guardar seus mandamentos (João 14:15), de adorá-Lo em conformidade com Sua vontade (João 4:23-24; I João 2:4-6).

Aplicação:

  1. O cristão tem em mente que Deus é quem estabelece o verdadeiro culto e adoração, cujo padrão é revelado no Evangelho Eterno. Envolve reconhecer a Cristo como Salvador e Senhor, reconhecimento esse demonstrado na obediência aos mandamentos e num serviço de culto que ensine e relembre as ações de Deus como Criador, Redentor e Juiz.
  2. Renunciar a qualquer culto ou adoração que negue o Evangelho Eterno. Com isso se tem as seguintes implicações:
    1. Deus deve ser adorado por ser o Criador, Redentor e Juiz.
    2. Todos esses 3 aspectos precisam constar na adoração e no culto;
    3. Ninguém está autorizado a estabelecer outro dia de adoração que seja contrário ao determinado por Deus. [46]
  3. Demonstrar através da adoração no Sábado o verdadeira transformação efetuados por Cristo (justificação e santificação).
  4. Procurar pela graça de Cristo guardar o Sábado como designado por Deus, pois isso significa adoração.
  5. A Igreja Adventista do 7º Dia é chamada para anunciar e ensinar sobre o Evangelho Eterno e sua relação com a verdadeira adoração.

Conclusão

Conforme analisamos, perceber-se o Evangelho Eterno de Apocalipse 14:6-7 é o próprio Cristo. O Evangelho Eterno redime o pecador, restaura a verdadeira adoração com Deus e é quem estabelece a forma de adoração que Deus espera do redimido. Essa forma baseia-se nos 4 primeiros mandamentos da Lei de Deus.

Após foi abordado sobre o significado de proskúneo: prestar uma adoração e culto, em Espírito e em verdade, do intimo e em resposta ao convite do Evangelho Eterno. O Deus do Evangelho Eterno é o Deus Criador, Redentor e Juiz. Seus servos o adoram pelas suas ações de amor.

Finalmente se definiu uma teologia e suas implicações práticas entre o Evangelho Eterno e a adoração. É o Evangelho Eterno que possibilita e capacita o crente a adorar ao Senhor como determinado no princípio da Criação. Ao ser humano compete escolher adorar ao Criador, Redentor e Juiz do Universo. Demonstrar-se-á na vida do crente o louvor e a obediência amorosa expresso na Lei dos mandamentos.

Dentre todos os mandamentos o Sábado é um dos mais perfeitos meios para expressar a verdadeira adoração que a mensagem dos três anjos convida a humanidade a fazer.

Assim conclui-se que existe uma relação teológica entre as duas palavras. É o Evangelho Eterno que restaura a verdadeira adoração edênica para “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. (Apocalipse 14:6-7).


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Apêndice

Os 4 primeiros mandamentos da Lei de Deus (Êxodo 20: 3-11) Princípios dos 4 Primeiros Mandamentos
1) Não terás outros deuses diante de mim. 1) Adoração somente a Deus – interior
2) Não farás imagem de escultura… não te adorarás [prostrarás] diante delas. 2) Prostrar-se somente diante de Deus – exterior
3) Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão. 3) As palavras de adoração somente a Deus e com respeito, honra e glória a Ele.
4) Lembra-te do dia de Sábado [Descanso] para o santificar. … Mas o sétimo dia é o Sábado [Descanso] do Senhor, teu Deus; não farás nenhum trabalho… 4) O tempo de adoração a Deus. Envolve o nosso amor, fidelidade e submissão ao reino de Deus. Centro de todos os mandamentos. Quem é o Deus a ser adorado? O Criador dos céus, da terra, do mar e de tudo o que há. Apocalipse 14:7.

Princípios dos 4 Primeiros Mandamentos
(Êxodo 20:3-11)
A contrafação da verdade.
Os mandamentos da besta.
1) Adorar somente a Deus – interior 1) Adorar a Besta e/ou ao Dragão (Apocalipse 13:4; 14: 11)
2) Prostrar-se somente diante de Deus – exterior (não fazer imagem) 2) Adorar a sua imagem (Apocalipse 13: 14; 14:11)
3) As palavras de adoração somente a Deus e com respeito, honra e glória a Ele. 3) Honrar o nome da besta, enquanto ela blasfema do nome de Deus ( Apocalipse 13: 5-6, 17; 14: 11)
4) O tempo de adoração a Deus. Envolve o nosso amor, fidelidade e submissão ao reino de Deus. Centro de todos os mandamentos. Quem é o Deus a ser adorado? O Criador dos céus, da terra, do mar e de tudo o que há. Apocalipse 14:7. 4)????????? – não tem descanso (não tem um sábado)

Quando a besta e sua imagem tentam estabelecer um descanso, um dia de descanso (um outro sábado que não o sétimo dia) – elas conseguem? Não. Deus faz que seus planos sejam frustrados, pois, elas até podem escolher um outro dia, porém, não terão descanso nem de dia nem de noite.


Notas

1 – O adjetivo gr. aionios, tende a marcar a duração enquanto a natureza da matéria permitir, neste caso, Deus é eterno o seu evangelho também o é. Pedro Apolinário, Notas de sala de aula, matéria de grego, Engenheiro Coelho, São Paulo, 1º semestre de l998. (voltar)

2 – Em toda a Bíblia vemos a ação do trino Deus (a Criação, a encarnação o batismo, a santificação: Mateus 1:18-23; 3: 13- 17; 28:19-20; Lucas 1:26-35; 4:18-19; João 1:1-4, 14, 16-18, 32-34; 3; I Pedro 1:1-2; Apocalipse 1:4-6; 4 e 5; 14:1; 22:17, etc). (voltar)

3 – “Evangelio”[Apocalipse 14:6] gr. euangélios, Comentário biblico adventista del séptimo dia (CBADSD), ed. Francis D. Nichol, (Buenos Aires, Argentina: Associacion Cada Editora Sudamericana, 1996),7: 84l . (voltar)

4 – “Libro de la genealogia”, “Hijo de David”, “Jesus”, “Salvará” e “De seus pecados” [Mateus 1:1, 21], CBADSD, 5: 270-271, 277. (voltar)

5 – Ellen G. White, Patriarcas e profetas, (Tatuí: SP: Casa Publicadora Brasileira, 1991), 61-62. (voltar)

6 – Ibidem, 57 e 58. (voltar)

7 – “Miré”, “El Cordeiro”, “El monte Sion”, “Ciento cuarenta y cuatro mil”, El nombre… de su Padre”, “Em la frente” [Apocalipse 14:1] CBADSD,7:839. (voltar)

8 – A forma verbal: Proskunésate – 2ª pessoa plural do 1º aoristo ativo imperativo, Whillian D. Mounce, The Analytical Lexicol to the Greek New Testament (Grand Rapids: Michegan: Zondervam Publishing House, 1993), 398. (voltar)

9 – Comparar com Mateus 13:20; Lucas 3:17; Mateus 25:31-46; Apocalipse 15:1; 16:1-21 (voltar)

10 – Gerge Ladal, Apocalipse -introdução e comentário (São Paulo, SP: Edições Vida Nova, 1990), 23-24. (voltar)

11 – “Temed” [Apocalipse 14:7], CBADSD, 7: 841. Ver também “fobéomai” [Revelation 14:7] Bible Workes Version 7.0, (Norfolk, VA, 2006), “fobéomai” do verbo “fobeo”– temer, adorar, reverenciar, respeitar. A Bíblia nos ensina que o temor do Senhor é ser obediente aos Seus mandamentos (Gênesis 22:12); é ouvir, aprender, e responder a Palavra de Deus; é guardar os mandamentos de Deus; andar após ao Senhor; serví-lo, amá-lo; apegar-se a Ele de todo o coração e de toda a alma (Deuteronômio 4:10; 5:29; 6:2; 13, 24; 8:6; 10:12, 20-21; 13:4; 14:23; 17:19; 28:58; 31:12-13) – Reinaldo Siqueira, Anotações de classe da matéria de livros poéticos, Engenheiro Coelho, São Paulo, 1º semestre, 1998. (voltar)

12 – “Glória” – gr. “doxa” – louvor, glorificar, honra, homenagear, ver CBADSD, 7:841. (voltar)

13 – Siqueira. (voltar)

14 – No evangelho de João, Cristo primeiro revelou-se a mulher como a fonte de culto e o centro de esperança da humanidade, depois estabeleceu o que é culto e adoração. (voltar)

15 – “Cordeiro” [Apocalipse 5:6], gr. “arníon”, usado 29 vezes no Apocalipse , ver em CBADSD, 7: 787 – 788.(voltar)

16 – “Cordeiro” [João 1: 29], CBADSD, 5: 886. (voltar)

17 – “Gracia” [João 1:14], gr. “karis”, CBADSD, 5: 881. (voltar)

18 – H.H. Esser, “Graça”, Dicionario Internacional de teologia do novo testamento (DITNT), eds. Lothar Coenen e Colin Brown (São Paulo: Sociedade Religiosas Vida Nova, 2000), 1:911. (voltar)

19 – Grego “apolyptosin” – uma libertação ou salvação obtida pelo pagamento de uma dívida; idéia de uma divida sendo eliminada (Lucas 21:28; Hebreus 11:35) – Mounce, 93. (voltar)

20 – Grego “áfesis” – abandonar, tirar, libertar do cativeiro (Lucas 4:18); remissão, perdão, absolver (Mateus 26:28) – Mouce, 108. (voltar)

21 – White, Educação (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1977), 16. (voltar)

22 – Ibidem, 15. (voltar)

23 – Juan Millanao O, Culto e adoração adventista – perspectiva, Engenheiro Coelho, São Paulo, 1998), 51. (voltar)

24 – José Miranda Rocha, Ética cristã – material não publicado (Engenheiro Coelho, SP, 1998), 26. (voltar)

25 – “Semelhança ou forma” se aplica “a qualquer representação real ou imaginária de deidades” – Ibidem, 27. (voltar)

26 – “Não te encurvarás a elas”, isto é, “oferecer culto” – Ibidem., 28 (voltar)

27 – “O nome de Deus envolve o Seu ensino e doutrina, Seu ser e pessoa – Ibidem, 29; isso significa demonstrar reverência a Deus. (voltar)

28 – Ibidem, 31. (voltar)

29 – Grego “pros” – diante de, em frente de, em direção a ; “kunes” – vem de “kuan”, “kunós” significa cão. Então, prostar-se reverentemente como um cão, Mounce, 389, 393-394. (voltar)

30 – “Verdaderos adoradores” e “En espíritu y en verdad” [João 4:23], CBADSD, 5: 918. (voltar)

31 – A palavra proskúneo está intimamente ligada ao ato de cultuar, homenagear, reconhecer, abaixar-se para reverenciar e cultuar – [Revelation 14:7] Bible Workes Version 7.0, (Norfolk, VA, 2006). (voltar)

32 – Apocalipse 13:4, 8, 12, 15; 19:20. (voltar)

33 – White, Patriarcas e profetas, 14. (voltar)

34 – Idem, História da redenção (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1973), 22-23. (voltar)

35 – Ibidem. (voltar)

36 – Idem, O Grande conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 436. (voltar)

37 – Idem, Patriarcas e profetas, 31. (voltar)

38 – J. N. Andrews, História do Sábado, citado em Ellen G. White, O grande conflito, 437. (voltar)

39 – Ibidem, 481. (voltar)

40 – A Confissão de Fé de Westmister, ed. Cláudio Antonio Batista Marra (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 1994), 26-27 (voltar)

41 – White, Patriarcas e profetas, 331-332. (voltar)

42 – Deus havia dado o poder de escolha, o livre arbítrio, aos nossos primeiros pais. Colocara diante deles dois caminhos: a vida ao a morte; duas leis: a primeira do amor, confiança, dependência, fidelidade e obediência; a segunda da inimizade (ódio), desconfiança, independência, infidelidade e desobediência. A primeira trazia a vida eterna, a segunda a morte eterna. Ao escolher o pecado, Adão e Eva, tiveram o princípio da lei divina trocados de Seus corações e mentes para a lei do pecado. Agora eles renderam-se a escravidão do pecado que os levaria a morte. O que antes era um prazer e felicidade, adorar o Criador, passou a ser algo contrário a sua natureza. Pois, eles eram inimigos de Deus por sua natureza. O seu prazer estava no ódio e contenda (Gênesis 2:16-17; 3; Romanos 5:12-21; 6:15-23; 7:7-25 a 8:11; Gálatas 5:16-23; Romanos 1:18-32). O seu coração inclinava-se a adorar qualquer outro ser ou coisa, mas não adorar o Criador (Apocalipse 9:20; 13:4, 8, 12, 15; 14:9). (voltar)

43 – O plano redentor envolve a encarnação, vida sem pecado, morte vicária pelo pecador, a ressurreição de Cristo, Seu ministério intercessório no santuário celestial onde aplica méritos de sua justiça (vida sem pecado, segundo a lei de Deus) a todo aquele que crê, arrepende-se e se converte, aceitando, assim, o plano de Deus. Por fim envolve a segunda vinda de Cristo e a obra de Juízo (3 fases) e a eliminação final do pecado. (voltar)

44 – White, O Grande Conflito, 436. (voltar)

45 – Jacques B. Doukhan, Secrets of Revelation (Hagerstown, MD: Review Herald Publishing Association, 2002), 21-22. (voltar)

46 – Deve-se rejeitar como não sendo estabelecido por Deus qualquer outro dia que venha ocupar o verdadeiro dia de adoração, o Sábado do sétimo dia. A referência acima é de que alguns cristãos somente enfatizam o e Evangelho sem Lei e por esse motivo estipula-se o dia de domingo como o dia que Cristo santificou porque ressuscitara nele. Aonde fica o aspecto Criador que o Evangelho eterno nos convida a ter em mente? Outros somente tomam o aspecto Redentor esquecendo-se da segunda vinda de Cristo, na qual Ele virá como Juiz. É o caso de cristãos Católicos, que através da missa apresentam também o sacrifício de Cristo. A adoração do Evangelho Eterno deve ser completo, não parcial. (voltar)


João Luiz Marcon é Pastor e Doutor em Teologia Pastoral


Fonte: Kerygma – Revista Eletrônica de Teologia Curso de Teologia do Unasp – Ano 5, nr. 1, 1º Semestre de 2009, pp. 71-96