Bananas “Refinadas” Crescem ao Som de Música Clássica

Sobre Plantas e Animais — 4 de junho de 2013 2:06 pm

por: Portal R7

As bananas têm ouvidos. Pelo menos essa é a aposta da produtora rural Bernardete Ribeiro, dona de uma fazenda em Itabira, na região central do Estado.

A produtora conta que a ideia surgiu depois de uma série de pesquisas sobre como as ondas sonoras podem afetar os seres vivos, incluindo os vegetais. Segundo ela, estudos no Japão e na Coreia do Sul mostram que música de qualidade pode contribuir para a boa formação das frutas. A música clássica ajudaria no crescimento das bananas, gerando produtos bonitos, saborosos e saudáveis.

Em qualquer lugar da plantação, é possível ouvir a música clássica que envolve os 11 mil pés da fruta. O bananal foi plantado em um vale, ladeado por oito caixas de som, que ficam nas partes mais altas de cada morro lateral. O sistema sonoro é artesanal, composto por altos falantes dentro de conchas acústicas, que resistem ao sol e à chuva.

Para construir a estrutura, foram utilizados 500 m de fio, que passam por dentro das mangueiras de irrigação. O som vem da sede da fazenda – na entrada da casa, um pequeno aparelho comanda as ondas sonoras de toda a região.

Segundo o gerente da plantação, a música clássica é acionada cerca de oito horas por dia. Ele conta ainda que o músico predileto da fazenda é o austríaco Mozart.

A plantação de bananas eruditas existe há um ano e meio. Segundo os produtores, um pé das bananas da fazenda chega a dar de dez a 12 pencas, enquanto as de outros bananais não passam de seis pencas. Como não há utilização de adubos ou agrotóxicos, o bom crescimento das frutas tem sido atribuído à música clássica.

Rock, não!

Para o engenheiro agrônomo Antônio Márcio Lara, é necessário ter cuidado antes de afirmar que a influência positiva da música clássica é real e efetiva. Mas ele afirma que, certa vez, uma plantação inteira morreu ao som da banda britânica de rock Led Zeppelin.

Ainda de acordo com os produtores, o diferencial das bananas eruditas vai cobrar seu preço. Quando prontas para venda, as frutas deverão custar 25% a mais que a média. Para Bernardete Ribeiro, a escolha vai valer a pena.

– “Para aquelas pessoas que já se decidiram pela saúde, que querem comer uma fruta que podem oferecer para seus filhos, isso não tem preço não.”


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Fonte: Portal R7


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