A Introdução e o Responso

por: Rolando de Nassáu

Como emprestar solenidade, desde o início, aos cultos de nossas igrejas? Pela Introdução e pelo Responso podemos avaliar o ambiente de culto.

Intróito “é o termo inadequado (extraído da liturgia católica) para a Introdução de um culto pelo coro; deve ser um canto solene, para anunciar aos presentes que se trata de uma reunião que infunde respeito (ver: Roberto Torres Hollanda, “Culto – Celebração e Devoção”, pp. 23-24, 69-72. Rio de Janeiro: JUERP, 2007).

No tempo de Gregório I (bispo de Roma, de 540 a 604 A.D.), o “intróito” foi formalizado numa antífona e tornou-se uma das partes do “Próprio”.

Durante os últimos 1.200 anos, no culto cristão, litúrgico ou não-litúrgico, tem sido usado o Responso. No século VIII, o rei dos Francos, Pepino, o Breve (715-768) recebeu do historiador Paulo Diácono (720-799) um responsorial, livro litúrgico que continha uma seleção de salmos para uso no culto.

Responso “é a resposta do coro a uma leitura bíblica; na igreja cristã primitiva, este canto estava vinculado ao canto das sinagogas; mais tarde, recebeu o epíteto “graduale”, pois o solista cantava sobre os degraus; em nossas igrejas, pode servir para solenizar as leituras bíblicas; não deve ser confundida com litania” (ver: Roberto Torres Hollanda, op. cit., p. 71); “nas liturgias cristãs, o texto curto, cantado ou declamado pelo coro ou congregação, em resposta ao versículo” (ver: “Dicionário Grove de Música”, Stanley Sadie, p. 778. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994).

Nas igrejas que buscam a excelência da execução musical em seus cultos sempre há lugar para o Responso. João Filson Soren (pastor, de 1935 a 1985) era mestre na arte de elaborar a Ordem de Culto; ele gostava de inserir nos cultos da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro responsos para o coro, a congregação ou um solista. O Responso pode ser usado nos momentos de confissão e louvor.

O uso regular de responsos significativos e relevantes oferece oportunidades aos membros da congregação para que sejam pessoalmente envolvidos pelo ambiente espiritual do culto. Cremos que estas sugestões poderão contribuir para que os cultos, além de solenes, cuidem mais das questões espirituais.


Rolando de Nassau é organizador do “Dicionário de Música Evangélica” e tem sido, por vários anos, colunista de O Jornal Batista, atuando como um perspicaz comentarista dos rumos que a música evangélica tem tomado. Informações mais detalhadas sobre o autor poderão ser encontradas em http://www.nassau.mus.br/


Fonte: O presente artigo foi adaptado pelos editores do Música Sacra e Adoração a partir de um artigo publicado no periódico “O Jornal Batista“, em 03 de fevereiro de 2008.