Rock, Revolução e Satanismo – Parte V

por: Orlando Fedeli

Mensagens Ocultas e Explícitas no Rock

Qualquer fã do Rock conhece essa questão. Quase todos já fizeram a experiência de tocar um disco de Rock ao contrário para ouvir possíveis mensagens ocultas.

John Lenon contou que costumava tocar discos em sentido inverso. “Yoko veio em casa durante a noite e, como não sabíamos o que fazer, fomos ao estúdio e recomeçamos a ouvir minhas fitas tocadas ao contrário”. (John Lenon, Editora três, S. Paulo, 1989, em “A última entrevista de John Lenon”, pág. 9).

Consta que o grupo de Rock “Eletric Light Orchestra” fez uma demonstração para estúdios de uma rádio americana, tocando uma música, que, ao ser escutada em sentido inverso, permitia ouvir as seguintes palavras:

“Musica is reversible, but time is not

Turn back, turn back, turn back!”

(A música é reversível, mas não o tempo

Volte atrás (ou gire para trás)

(Pe. J. P. Regimbal, op. cit., pág. 19)

Nessa mesma obra, o padre Regimbal conta que a canção “Revolution Number Nine“, de John Lenon, tocado em sentido contrário, permite ouvir a seguinte expressão repetidamente:

“Turn on me, dead man” (Excita-me, homem morto).

Segundo o padre Regimbal, “dead man” aí significaria Cristo. (Pe. J. P. Regimbal, op. cit., pag 20).

Muitas outras canções teriam mensagens ocultas:

“Another one”, do grupo Queen diz:

“Start to smoke Marijuana” (comece a fumar maconha) .

A canção “When eletricity came to Arkansas”, do grupo Black Oak Arkansas diria (sempre em sentido inverso):

“…Satan Satan…he is God…he is God”.

A canção “Anthem” (antífona), do grupo Rush, tocada ao inverso diria:

“Oh Satan, you are the one etc…”

(Todos estes exemplos são do Pe. Regimbal, op. cit., pág. 21 e 22).

Num disco do grupo Iron Maiden, há uma pequena faixa com poucos sulcos gravados. Tocado em sentido normal, ouvem-se sons sem sentido, como de algo que foi gravado ao contrário. Invertendo-se o sentido do disco ouvem-se nitidamente palavras estranhas, numa língua que desconhecemos.

A imprensa tem publicado notícias sobre essas gravações invertidas, suas mensagens satânicas ou corruptoras. Até se noticiou que em um disco de uma apresentadora de programas infantis, Xuxa, gravado em castelhano, no Chile, se ouviria dizer que “El diablo es magnífico”. E tal apresentadora não contestou o fato, embora procurasse eximir-se de culpa. Alguns afirmam – um pouco imaginativamente – que tais mensagens teriam um efeito subliminar, mesmo quando se ouve o disco tocado em sentido normal, o que nos parece bem pouco crível.

De nossa parte cremos que, se essas mensagens existem, – em alguns casos, elas parecem indiscutíveis – elas têm o objetivo apenas de aguçar a curiosidade do ouvinte para a procura de coisas ocultas. Seriam apenas um meio de iniciar uma “iniciação”. Essas mensagens teriam a função do “véu”, nas doutrinas esotéricas.

De outro lado, sempre os seguidores da gnose apreciaram inverter a ordem do que faziam. Como, segundo eles, o demiurgo criado, ao fazer o universo, copiou de modo invertido o mundo divino, seria preciso inverter toda a ordem natural deste mundo para compreender o divino. Daí muitos deles praticarem a inversão sexual. Leonardo de Vinci, seguidor de doutrinas herméticas e gnósticas de Marcílio Ficino e do Hermes Trimegisto, gostava de escrever em sentido inverso, e era homossexual.

De qualquer modo que seja, cremos que não se deve dar maior importância a essas mensagens ocultas, porque, hoje, as letras de Rock dizem coisas muito piores de modo explícito, direto e descarado. Adiante veremos isto.

Inicialmente, o Rock se apresentou como militantemente ateu.

Os Beatles, por exemplo, a princípio um grupo apresentado pela imprensa como simpaticamente jovem e inocente, na verdade, difundia o ateísmo.

“Nós parecemos ser anti-religiosos, provavelmente, porque nenhum de nós Beatles, crê em Deus”, declarou, certa vez, Paul Mc-Carthney.

Derek Taylor, agente publicitário dos Beatles na primeira excursão aos Estados Unidos, declarou: “Incrível! É absolutamente incrível! Quatro rapazes de Liverpool, sem cultura, ímpios, vulgares, conquistaram o mundo. É como se eles tivessem fundado um outra religião. No fundo, Anti-Cristo. Eu quero dizer isto: eu mesmo sou um anti-cristo, mas eles o são a ponto de me espantar, coisa que não é fácil”. (W. Matt, op. cit., pág. 8)

É muito provável que tais declarações tenham causado grande escândalo. Por isso, um dos componentes do grupo Beatles, Ringo Star, declarou por sua vez:

“Em todo caso, acrediteis nisso ou não, não somos Anti-Cristo. Somos somente Anti-Papa e anti-cristãos. (Walter Matt, op. cit., pág. 8)

De fato, o que se constatará no exame das letras das canções dos Rock é o ódio não contra a religião, mas contra o cristianismo, e mais, precisamente, contra o catolicismo.

Todos os conceitos teológicos expressos nas canções de Rock são exclusivamente uma negação da teologia católica. Jamais nelas se atacam crenças de qualquer seita ou religião que não o catolicismo. O que se louva nas canções de Rock é o que o catolicismo condena. O que se condena é o que o catolicismo louva e adora. A música Rock é anti-católica.

Na canção “Luxuria” do grupo francês Trust, se diz:

“Teu Deus te havia tão piedosamente edificado.
Porém, desde agora, tu estás, de novo, condenado.
Tudo o fizeste para mim tu o deves,
eu te ofereço o gozo aqui, em baixo (…)
meu fanatismo e meu rigor fizeram de ti um depravado
(…)

E desejavas mulheres, e para ti as cortejei
Depois, quiseste possuí-las
e teus fantasmas eu os realizei
Teu desejo de riqueza gerou em ti
uma série de orgias sem preocupar-te com o preço.

Depois, obtiveste celebridade (…)
Fazendo de ti um perverso desesperado
porém, dede agora, estás de novo condenado”

(Apud. Luc Adrian, art. cit. pág. 10)

John Lenon proclamou:

“Christianity will go
It will vanish shrink
I need n’t argue about that,
I’m right and will be proved right
We’re more popular than Jesus Christ now
I don’t know which will go first
Rock’n Roll or Christianity”.

(“A cristandade vai acabar,
ela vai se esvaecer.
Eu não acho preciso discutir isto.
Eu estou certo e o futuro provará que estou certo.
Nós agora somos mais populares que Jesus Cristo.
Eu não sei que vai desaparecer antes,
O Rock’n Roll ou o Cristianismo”.)

E esse cantor comunista e drogado fez jovens batizados cantarem seus verso ímpios:

“Deus é um conceito
pelo qual medimos
nossa dor
(…)
Não acredito em mágica
Não acredito em Y-Ching
Não acredito na Bíblia
Não acredito em Tarot
Não acredito em Hitler
Não acredito em Jesus
Não acredito em Kennedy
Não acredito em Buda
Não acredito em Mantra
Não acredito em Gide
Não acredito em Yoga
Não acredito em Reis
Não acredito em Elvis
Não acredito em Zimmermann
Não acredito nos Beatles
Eu só acredito em mim
Em Yoko e em mim.
Essa é a realidade.
O sonho acabou”

(John Lenon, canção God)

E na canção “Descobri” ele cantou:

“Eu descobri (…) que não há nenhum Jesus caído do céu”. (Jonh Lenon, I found out)

É de espantar então que roqueiros tupiniquins o imitem?

O conjunto brasileiro Titãs compôs a seguinte canção contra a qual jamais ouvimos em São Paulo, um sacerdote protestar, contra a qual jamais a CNBB disse coisa nenhuma:

Igreja

“Eu não gosto de padre
Eu não gosto de Madre
Eu não gosto de Frei
Eu não gosto de Bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não gosto de amém
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
nem da missa da seis

Eu não gosto de terço
Eu não gosto do berço
de Jesus de Belém

Eu não gosto do Papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus

Eu não gosto de igreja
eu não entro na igreja
Não tenho religião (Igreja)

Os pensamentos são ímpios e blasfemos. Os versos são literalmente miseráveis.

A música com que se os canta é bruta e vulgar: gritos sincopados sem qualquer valor artístico.

Mas a CNBB não protestou. A CNBB se calou. Mas a CNBB e os padres modernos fazem tocar Rock nas suas novas missas-comícios-shows.

Há uma canção com letra de Sandra S. Coutinho e música de Sandra e Ana do grupo Mercenárias, intitulada Santa Igreja.Trata-se de blasfêmias e palavrões, motivo pelo qual recusamos reproduzi-la.

Em outra canção intitulada Fátima, de Flávio Lemos e Renato Russo, se canta:

“Três crianças sem dinheiro e sem moral
Não ouviram a voz suave que era uma lágrima
E se esqueceram de avisar pra todo mundo
Ela talvez tivesse nome e era Fátima!
E de repente o vinho virou água
E a ferida não cicatrizou
E o limpo se sujou
E no terceiro dia ninguém ressuscitou”

É uma negação explícita da ressurreição de Cristo e de seus milagres… mas é Rock. É o “poder jovem” que canta… Nesse caso a CNBB também não teve o que dizer. Quando foi que o vinho de boa doutrina virou a água suja da heresia?.

As músicas de Rock, que começaram suaves, falando em sonho, acabaram tratando apenas de temas de pesadelo. Um exame mesmo superficial das letras de Rock impressiona pela enorme freqüência com que aparecem termos de conotação pessimista. Angústia, horror, desespero, punição, morte, tortura, medo e terror, incompreensão e irracionalidade, opressão e tirania, violência e assassinato. Esses são temas comuns nas canções de Rock. São letras mostram o quanto “the dream is over”, como disse John Lenon.

Os nomes dos grupos evidenciam também a tendência para o horror: Sepultura, Ratos de Porão, Garotos Podres, Três Ratos Cegos (nome do grupo de Rock de Bill Clinton quando era jovem), Black Sabbath, Possessed, Venom, etc. É evidente que tais expressões revelam uma enorme frustração com a vida e uma posição de incompreensão do mundo. A cosmovisão refletida nas letras de Rock é pessimista e negativista. O mundo seria mau em si mesmo e o seu Criador, por isso mesmo, seria mau. Fica aberta assim a porta para a gnose e para o satanismo.

Com efeito, a grande pergunta que, mal respondida, leva à gnose é: “unde malum?”. Não compreendendo que o mal é apenas uma carência do bem e da ordem que deviam existir, a mentalidade gnóstica tende a ver o mal como um ser, como uma substância. Daí a admissão do dualismo: um deus mau seria responsável por tudo que há de errado, de mau e de feio no mundo. Esse seria o Deus Criador, apresentado como o Deus bom pela Bíblia. Seu inimigo, Satã, passaria a ser, então, o deus bom.

É claro que essa mentalidade gnóstica não se apresenta em todos os autores de Rock doutrinariamente elaborada. Em alguns é apenas uma tendência.

Exemplo dessa mentalidade tendente à gnose se tem, por exemplo, na canção “Cobaias de Deus”, de um cantor que se vangloriava de seu homossexualismo (Cazuza).

“Se você quer saber como eu me sinto
Vá a um laboratório, ou um labirinto
Seja atropelado por esse trem da morte.
Vá ser as cobaias de Deus.
Andando na rua, pedindo perdão
Vá a uma igreja qualquer
Pois lá se desfazem em sermão.
Me sinto uma cobaia, um rato enorme
Não mãos de Deus mulher,
De um Deus de saia
(…)
Nós somos cobaias de Deus
Nós somos as cobaias de Deus
Me tire dessa jaula, irmão, não sou macaco
Desse hospital maquiavélico”

(Canção de Cazuza e Angela Rô Rô).

Para o autor dessa letra, o mundo é um hospital, de um deus maquiavélico que se diverte com o sofrimento dos homens, tratando-os como cobaias.

O pensamento gnóstico mais elaborado para o nível Rock – nível brasileiro, entenda-se, – é encontrado, por exemplo, na canção “Guita”, de Raul Seixas e Paulo Coelho.

Nela se lê:

“Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada
(…)
Eu sou os olhos do cego
e a cegueira da visão
(…)
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio”.

O próprio título da canção alude ao Baghvad Gita, famoso livro esotérico indu. Paulo Coelho é conhecido autor de livros esotéricos para semi-intelectuais e madames que não têm o que fazer depois do almoço. A letra citada apresenta um pensamento claramente dialético – que afirma a igualdade dos contrários – e gnóstico. Nela se afirma que o homem e Deus se identificam, e que os princípios de identidade e de contradição devem ser repudiados.

Toda gnose, repudiando o ser, tende logo explicitamente ao culto de Satã. O Rock não fugiu dessa lei e os roqueiros não escondem suas tendências satanistas; antes, as proclamam.

O famoso cantor que respondia pelo nome de Alice Cooper (Vincent Fournier) declarou o que segue:

“Há alguns anos, eu fui a uma sessão espírita na qual Norman Buckley suplicou que o espírito se fizesse ouvir. O “espírito” finalmente se manifestou e me falou. Ele me prometeu, para mim e para meu grupo musical, a glória, o domínio mundial da música Rock e riqueza em abundância”.

“A única coisa que ele me pedia em troca era a de lhe entregar meu corpo para que este espírito tomasse possessão de mim. Em troca da possessão de meu corpo, eu fiquei célebre no mundo inteiro. Para fazer isso, eu tomei o nome pelo qual o “espírito” se tinha identificado durante a sessão. Eu sou pois conhecido mundialmente. Vocês desconfiam qual é esse nome? Alice Cooper”. (Apud Pe. J. P. Regimbal, op. cit., pág. 24-25)

O célebre líder dos Rolling Stones, Mick Jagger, se consagrou a Satã na seita maçônica “Ordem da Golden Downe” (a mesma que organizou o nazismo), que era, ela mesma, uma filial dos Iluminados. É assim que Mick Jagger pessoalmente se considerou “a encarnação de Lucífer”. Três de suas canções o afirmam explicitamente: “Simpathy for the Devil” , “To their Satanic Majesties” e “Invocations of my Demon Brother”. (Pe. J. P. Regimbal, op. cit., pág. 25). Jagger foi autor do termo “Invocation of my Demon Brother” para “Lucifer rising”. Richard Oldham, que foi “manager” dos Rolling Stones afirmou: “Há mestres de Magia Negra que nos julgam servos de Lúcifer (?) e inconscientemente. Outros crêem que nós mesmos somos Lúcifer”. (Apud. R. Laban, op. cit., pág. 104)

Ozzy Osbourn, que liderou o grupo Black Sabbath, foi iniciado no satanismo no castelo do bruxo Aleister Crowley. (cfe. Luc Adrian, art. cit.), confessa muito candidamente que jamais compôs uma música sem estar em transe mediúnico. “Parece-me, (diz ele) que sou um médium de uma potência extrínseca a mim mesmo. Eu espero que não seja o poder daquele que eu temo: Satã.

Há um poder sobrenatural que me usa para escrever o Rock’n Roll. Espero que este poder não seja o do diabo, Satã, mas…” (Pe. J. P. Regimbal, op. cit., pág. 26). Osbourn afirma que “nosso auditório está sob a influência de um poder infernal, é o que explica o nosso êxito. (Apud. Luc Adrian, art. cit.)

Também Elton John declarou que “jamais compôs ou cantou um única canção que não tenha sido escrita em linguagem de feitiçaria. (Idem, pág.26)

Steve Martin, representante do grupo Slayer, confessou: “cada membro (do grupo Slayer) estudou o satanismo tão a fundo, que ele representa, hoje, uma parte vital de nossa sua existência”(Apud. Luc. Adrian, art. cit., pág. 10). Um crítico de Rock, comentando a música do grupo Slayer e sua conduta disse: “Slayer optou deliberadamente por textos satânicos (…)”(Apud. Luc Adrian, art. cit.).

Do próprio John Lenon se diz que fez um pacto com o diabo para que suas músicas tivessem sucesso. Segundo declarou Tomi Sheridan, cantor que os Beatles acompanhavam no início de sua carreira, John Lenon lhe confessou: “Sei que os Beatles terão um êxito como nehum outro grupo teve. Eu o sei exatamente porque, fará isso, vendi minha alma ao diabo”. (Apud. René Laban, Música Rock y Satanismo, Pop Magazine No. 23, 1976, Ed. Arco Iris, México 1989, pág. 12). Ele mesmo disse em sua “última entrevista”: “não quero vender minha alma ao diabo, de novo, para ter um disco de sucesso”. (Jonh Lenon, Editora Três, São Paulo, maio de 1989, pág. 8)

E nessa mesma revista se publica, à página 38, a seguinte canção de John Lenon (Scared – Apavorado):

“Estou apavorado, apavorado, apavorado
Estou apavorado, tão apavorado
Estou apavorado, apavorado, apavorado
Enquanto os anos se vão
E o preço que paguei
se desmancha como palha

Você não tem que sofrer
É o que é
Nem o sino, nem o livro, nem a vela
podem tirar você disso, oh não.
(…)

Cada dia de minha vida
Não faço mais que sobreviver
Só quero continuar vivo.
Você não tem que se preocupar
Com o paraíso ou o inferno
Dance com a música apenas
Você faz isso tão bem, tão bem!
ódio e ciúmes vão ser a minha morte
Eu creio que sabia disso desde o começo

(John Lenon, canção Scared (Apavorado) – trad. de Editora Três, pág. 38, o sublinhado é nosso).

Desses textos se depreende claramente o que pode significar o assassinato do ex-líder dos Beatles por um de seus fãs, que mantém correspondências com o bruxo Charles Manson, o assassino da atriz Sharon Tate num ritual satânico.

Na capa do disco Reflection – do grupo Black Sabbath – se lê: “Você, pobre tolo, você que está segurando este disco em suas mãos, saiba que com ele você vendeu sua alma, porque logo ela estará presa neste ritmo infernal, pela força diabólica desta música. E esta mordida de tarântula da música fará você dançar sem parar”.

É de espantar então que se diga que um concerto de Rock pode ser comparado a um ritual? “Um concerto de Rock, de fato, não é nada diferente de um ritual… No concerto Led Zeppelin, o objetivo é obter energia para os músicos e para o público. Para conseguir isso, precisamos captar fontes de forças mágicas, por mais perigoso que isso seja”. [Jimmy Page, guitarrista líder do Led Zeppelin – Basílea Schlink, Rock Music – Woher, Wohin? ( Música Rock de onde vem – aonde vai?) 1a. edição alemã 1989 – Curitiba 1990, pág. 15]

Vejamos, então, algumas canções que comprovam o satanismo da música Rock:

Prince of Darkness” (canção de Alice Cooper)

“Um anjo caiu da glória do céu em uma noite tempestuosa
Ele despreza a Terra para reinar no inferno
Ele teme a luz
Ele teme a verdade
Ele teme aquilo que vai ocorrer
Ele escarra na vida
Ele escarra em Deus
Ele escarra a morte para você e para mim
Príncipe das trevas
que examina o mundo com olhos famintos
Príncipe das trevas
Pronto para batizar você na mentira
Coração do mal, alma da escuridão
Príncipe das trevas.

Ele viu que o homem era apenas uma criança
com mentalidade infantil
Ele jurou danar a criação de Deus
Ele vive para o ódio
Ele vive para as lágrimas
Ele vive para exaltar seu nome
Ele conheceu a luz
Ele conheceu o Um
Que foi crucificado em dores
Príncipe das trevas
que examina o mundo com olhos famintos
Príncipe das trevas
Pronto para batizar você na mentira
Príncipe das trevas
Ele cheira a respiração
do doce humano
Príncipe das trevas.”

Será preciso dizer quem é esse Príncipe das trevas?

É de espantar, depois disso que, no Brasil a música “Rock do diabo” da dupla esotérica Raul Seixas – Paulo Coelho, diga que “o diabo é pai do Rock”?

O grupo Venom canta os seguintes verso na canção “Satanachist“:

“Eu prego os caminhos de Satã
Responde a seus chamados
Eu transcrevo manuscritos
de antigos pergaminhos latinos
No meu sacrário, o meu averno
Eu vejo os portões do inferno
bem guardados por Corozon
Almas torturadas lá residem
(…)

Eu sou o destruidor das almas
caminhando sem medo
A noite está cheia de almas
em êxtase coral
A sarabanda da morte
Sempre me seguirá

Por sua vez o grupo “Possessed” canta a canção que tem o seu nome:

“Olhe para meus olhos se você puder ver
O fogo está queimando dentro de mim
O fogo aí queima, fogo aí queima
Olhe para as crianças, olhe para meus olhos
Olhe para mim, filho de Satã
Nascido do mal então profanado
Trazido à vida através de um nascimento satânico
Criado no inferno, para viver na terra

Vem e olhe para mim e eu lhe mostrarei!
coisas que abrirão seus olhos
Vem e escute-me eu lhe contarei
coisas que tornarão sua mente doente
Eu bebo o vômito dos padres
faço amor com a meretriz moribunda
Eu sugo o sangue da besta
eu seguro a chave da porta da morte
(…)

Teu exorcismo só poderá falhar
enquanto o crucifixo queima minha carne
(…)

Eu sou possuído por tudo o que é mau
eu peço a morte de teu Deus
eu escarro sobre a Virgem que você cultua
e me sento à mão esquerda do senhor Satanás
Eu não me preocupo com os padres que estão gritando
Eu respondo ao chamado de Bafomet
(…)

Os meios não são nada para mim
Eu estou votado pelo senhor Satanás ao mais fino mal
Para destruir tudo o que os mortais mais amam
Satã com meu senhor encarnado
Louvor ao meu ímpio anfitrião
Olhe para meus olhos

A letra da canção “Holy Hell“, do grupo Possed, diz:

“Santo inferno, morte para nós
Satã cai, prazer infeliz
A água do diabo, começa a fluir
Nosso pacto está à mão
Devemos ir para a terra de Satanás
Roguemos pela morte, gritem pela vida
A morte sopra, soprará nossa vida
Ele nasceu filho de Satanás
e para a morte está votado
Dias de ódio e dias de sofrimento
termo sem fim do reino de Satanás
Sonhos sem fim, na noite
Sono eterno, eterno pavor
Cruzes profanadas, Oh! Missa Negra
o reino de Satanás para fim por fim.”

A canção “Pacto” do grupo Trust faz os jovens cantarem estas palavras infernais:

“Renuncia a teu Deus, à tua fé, a suas leis
Derrama teu sangue e assina em baixo
Eu te dou minha marca se tu assinares meu pacto
(…)
O sabbath para mim foi celebrado
em honra de meu pacto e do sangue derramado
Eu estarei protegido por dez anos
Serei rico, célebre e adulado”

(Apud. Luc Adrian, art. cit, pág. 10)

Canção: “Pacto de Sangue” (Grupo Venom).

“Escuta meu chamado, eu te faço um sinal
Vem a mim , prostituta,
Põe tua confiança em Satanás
Cai de joelhos
Cavalga comigo as chamas
Os abismos eternais do inferno
Entrega-me teu corpo
Eu tomarei tua alma
(…)
Espírito atormentado … Eternidade
Escravo de Satã … Força do mal
Eu arrebato teu espírito … Encadeado …
Gosto de sangue … Pacto de sangue … Pacto de sangue
Renuncia por mim a toda religião
Oferece-me um sacrifício
Assina o pacto de sangue
cavalga a montaria de Satã
Satisfaz teu desejo
Despreza a cruz que eles carregam …
Desce até o fundo do inferno
Sê meu escravo

Dessacraliza tua alma virgem
eu te tomo sobre meu túmulo
Sente a concupiscência que faz voar
tua alma em estilhaços
Enquanto que eu te fecundo com minha sentença
Eu deixo a minha marca sobre a tua carne
e te chicoteio até o sangue
Sacrifica-me teu corpo e tua alma
Tu estás para sempre condenado ao inferno, para sempre.

É voz corrente que a sigla denominativa do grupo Kiss significa: Knights in Satan Service – Cavaleiros a serviço de Satã. Consta que a divisa desse grupo é: “Nosso Deus é Lúcifer”. Na canção “The God of Thunder” ( O deus do Trovão) eles cantam:

“Fui educado por um demônio
preparado para reinar como “aquele que é” (…)
“Eu te ordeno para pôr-te
de joelhos diante do
deus do Trovão, o deus
do Rock’n Roll”

(Apud. Luc Adrian, art. cit.)

Canção: “Demoníaca” (Grupo Kiss).

“Faz o que você quiser
esta é a lei sagrada
Igreja do inferno,
a morte é um reino
presta juramento : você deve matar

Chama a força por meio de encantamento de morte
A Virgem está sobre o altar
O sacerdote da morte empunha o cetro do destino
A criatura está possuída pelo mal
O anjo de morte é enviado para matar
O trabalho dos demônios começou
Entregai-vos, sem distinção de sexo, ao amor
Fazei o que quiserdes: é a nossa lei.”

É curioso, nessas canções , que nelas acha-se um concepção do inferno e do demônio inversa e paralela à da Igreja Católica. Cultua-se o demônio atribuindo-lhe , em sentido positivo, tudo o que a Igreja Católica dele diz em sentido negativo. Noutras palavras, o Rock adora e exalta o que o Catolicismo abomina e condena, e condena e abomina o que a Igreja exalta e adora. Por isso o Rock manifesta ódio especial contra o Catolicismo. Aliás, a tristemente famosa Nina Hagen declarou certa vez: “Os caminhos são infinitos. O único que não é válido é a religião católica”. (Apud. R. Laban, op. cit., pág.99)

O famoso cantor Axel Rose se apresenta nos shows – como fez em S. Paulo – usando uma camiseta onde aparecia Cristo morto na cruz com a legenda “Kill your idols” ( Mate seus ídolos) (cfe. ESP. – 17-12-92 . Caderno Cola. pág. central dupla).

Canção: A Chama do Anti-Cristo

“A igreja de Cristo gera ódio
os fogos do inferno renascerão
As forças de Satanás caem em cascata
para fazer perecer o sacerdote da mentira
Satã busca sua vingança,
A chama do Anti-Cristo
Sem misericórdia, sem arrependimento
(…)
Os clarões soam o toque da morte
O pânico se desencadeia
O sacerdote consagrado reza em vão
Doravante sopra o vento da morte

Na música “The Cath“do grupo Merciful fate se faz uma apostasia explícita do cristianismo:

“I deny Jesus Christ the receiver
And i abjure the christian Faith
Holding in contempt all of it’s works”

(“Eu renego Jesus Cristo, o sofredor
e eu abjuro a fé cristã
Mantendo em contestação todas as suas obras”.)

Ou ainda:

Canção: Rotting, do grupo Sarcófogo

“Your hope is vain
He will never come back
Jesus now burns in pain
Cause he found death
Jesus is tot linh
Jesus now died”.

(“Sua esperança é vã
Ele nunca vai voltar
Jesus agora arde em dores
Porque ele encontrou a morte
Jesus apodreceu
Jesus agora morreu”)

Outra canção renega o céu e o cantor proclama Satanás como o único Deus:

“If you say heaven,
i say a castle of lies
you say forgive him
i say revenge
My sweet Satan
you are the one”.

(“Se você disser céu,
eu digo um castelo de mentiras
você diz perdoa-o
eu digo vinga-o
Meu doce Satã,
Você é o um , o único”.)

(Música “Come to Sabbat” do grupo Merciful fate).

Bem famosa é a canção ” Simpathy for the Devil” de Mick Jagger e Keith Richard, cuja letra diz:

“Permita-me apresentar-me,
sou um homem rico e de bom gosto
tenho estado por aí há muitos, muitos anos.
Tenho roubado a alma e a fé de muitos homens.
Estava por perto quando Jesus Cristo teve seu momento de dúvida e de fé.
Assegurei que Pilatos lavasse suas mãos e selasse Sua sorte.
Prazer em conhecê-lo,
Espero que você adivinhe meu nome.
O que o está intrigando é a natureza de meu jogo.
Eu estava em S. Petersburgo quando vi que era a hora de uma mudança.
Matei o czar e seus ministros
Enquanto Anastácia gritava em vão.
Dirigi um tanque
Tinha o cargo de general
Quando a blitzkrieg rugiu e os corpos apodreceram
Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Observei com prazer quando seus reis e rainhas caíram
durante dez décadas.
Por causa dos deuses que fizeram
Gritei: “Quem matou os Kennedys?”
Foi você e eu.
Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Como todo policial é um criminoso
e os pecadores, santos
Chame-me apenas Lúcifer
Porque preciso de algum freio
Então se me encontrar seja cortês
Seja simpático e de bom gosto
Use toda sua bem aprendida polidez
Ou então farei perder a sua alma”

Curioso … muito curiosa letra… Na qual se atribui a Lúcifer a morte de Cristo, o assassinato do Czar, as deposições dos reis e a defesa dos criminosos… Talvez alegando direitos humanos…

Na Guerra com Satanás

“Danação mergulhou profundamente suas garras no ventre da utopia
Perdendo em grandes borbotões pureza virginal e beatitude
O trono de ouro do tetragrama está em fogo
Sua majestade Satanás senta-se presidindo soberbamente
As cerimônias desenvolvem cenas de blasfêmia, de luxúria, e de destruição
profanando a Santa Trindade
o Sabat carrilhona os ares com paródias
grotescas e insanidades

Os céus exalam seu último sopro
Gabriel e seus arcanjos caem no fundo do
inferno, negro e deserto
Suas asas quebradas
manchadas de sangue , estorricadas pelo fogo
furiosos, caídos , despedaçados…
No fundo dos corações atormentados, uma
presença invisível gera
pavores , jamais sentidos anteriormente,
de cólera e de ódios mortais”.

Canção: Lutem com a besta – Fight with the beast (Grupo Venom)

“Trazendo a marca de um demônio do inferno
o dragão é precipitado sobre a terra
E procurando vingar-se da mulher
Satã desencadeia sua cólera
Os anjos da morte são os aliados do ódio
Os chacais destroem a cruz
Desgraçados os mortais que ousam lutar com a besta
Um ataque violento contra a fé cristã
As legiões de satanás estão em guerra
Substituindo a cruz pela marca da besta
o reinado de Jesus acabou
demônios do inferno, Armagedon está aqui
impedindo a vinda de Cristo
abandonai agora vosso Deus
Satã é rei
Os nazarenos não se levantarão jamais!”


Fonte: http://www.montfort.org.br


Parte anterior

Próxima parte

Escolher outra parte