Cavalos de Tróia – Parte 6

por: Samuel Koranteng Pipim, PhD

Cavalos de Tróia: Avivamentos Falsificados, Igreja Emergente, e Movimentos Nova Espiritualidade

Parte 6: Futuro Antigo: Qual é o Caminho para o Reavivamento e a Espiritualidade?

Introdução. Um coro crescente de vozes está clamando por reavivamento e espiritualidade através da “renovação da adoração”. Como descobriremos em breve, este é mais um cavalo de Tróia.

Recapitulação da História do Cavalo de Tróia

Depois de lutar contra os soldados da antiga Tróia por 10 anos, os gregos ficaram muito cansados da batalha. Eles achavam que um ataque frontal não seria eficaz. Precisavam de outra abordagem, que fosse mais sutil. Então, eles construíram um grande cavalo oco de madeira, que estava cheio de soldados gregos escondidos e todo ó exército grego fingiu que estava batendo em retirada.

Os troianos comemoraram o que pensavam ser sua vitória, e empurraram cavalo de madeira para o interior da cidade murada, como um gesto de triunfo sobre os gregos.

Somente dois troianos, Laocoonte e Cassandra, manifestaram-se contra o cavalo. Eles alertaram os líderes de Tróia sobre o cavalo, dizendo: “Cuidado com presentes de gregos.” Mas os cidadãos ignoraram o aviso.

Naquela noite, depois que a maior parte dos habitantes de Tróia estava dormindo ou estava bêbada, Sinon, o espião, fez com que os guerreiros gregos saíssem do cavalo para matarem os troianos. Assim, através de um engano disfarçado, os gregos realizaram o que eles não conseguiram fazer através de um ataque ostensivo ou direto.

É a partir deste relato que temos a expressão “cavalo de Tróia”. A história, mesmo sendo vista como uma parábola, se aplica adequadamente aos nossos tempos – “Cuidado com presentes de gregos.”

O aviso de Laocoonte e Cassandra (“Cuidado com presentes de gregos”) nos dá outro significado para a expressão “cavalo de Tróia”. Neste forma de utilização, a expressão “cavalo de Tróia” pode ser invocada como uma metáfora de um alerta em uma determinada situação. É uma advertência contra um presente, aparentemente inofensivo, mas vindo de um inimigo traiçoeiro. Ela se refere a um empreendimento arriscado ou custoso, mas que inicialmente parece ser bom e maravilhoso.

Lições Adicionais do Cavalo de Tróia

1. Coragem Recompensada com a Morte. Mas antes de abandonarmos a história de Tróia, vale a pena lembrarmos do fato de que Laocoonte foi condenado à morte por seus esforços para alertar os cidadãos de Tróia. Este sacerdote solitário perdeu a vida ao dar um aviso impopular. … (1)

2. Muralhas Originais Removidas. Outra característica fascinante do épico de Tróia é que, para poderem levar o cavalo para dentro das muralhas, os troianos tiveram que remover a viga sobre a Porta Ceia, porque o cavalo era muito grande para passar de outra forma. De acordo com versões da história de Tróia, havia sido profetizado que se alguma vez a viga da Porta Ceia fosse retirada, Tróia cairia. Podemos comparar isso com as profecias dadas ao povo de Deus [através do ministério de Ellen G. White] para nossa proteção contra a falsidade e desobediência….

3. Cavalo Sagrado Intocável. Os troianos consideravam o cavalo um animal sagrado, o que os impediu de quebrá-lo e descobrir Ulisses e seus companheiros [que estavam escondidos dentro dele]. Podemos ver claramente como Satanás tem usado essa tática… Utilizando-se de temas sagrados tais como o amor e a graça, falsos ensinos e tolerância tem sido introduzidos desta maneira entre nós. … Na IASD, nenhum ponto de vista é sacrossanto. Todos devem ser testados pela Palavra de Deus (cf. Atos 17:11; O Grande Conflito, p. 595)

A Mensagem Final de Hoje. Ao longo desta semana, tenho usado a história do “cavalo de Tróia” como uma advertência, para alertar contra práticas perigosas e ensinamentos que estão penetrando sorrateiramente nas igrejas cristãs, incluindo a nossa.

Nesta mensagem final vamos analisar brevemente as conclamações para o reavivamento e a espiritualidade através da “renovação da adoração.” As expressões “renovação da adoração” ou “despertar da adoração”, significam uma experiência de adoração na qual os participantes realmente experimentam a Deus – um “encontro com Deus” através de todos os seus sentidos físicos. Termos como os seguintes são usados para descrever isso: “espiritualidade multissensorial”, “espiritualidade experiencial”, “espiritualidade congregacional” ou “espiritualidade sensual”.

Acredita-se que as raízes dessa busca pela espiritualidade sensorial possam ser encontradas na adoração litúrgica ou contemplativa antiga ou medieval: o incenso e as velas, fazer o sinal da cruz, o gosto e o cheiro do pão e do vinho, tocar os ícones e ser ungido com óleo. Assim, os seus defensores usam o termo “futuro antigo” para descrever seus esforços. “Futuro antigo”, “novo antigo” ou “de volta para o futuro” são alguns dos termos paradoxais dentro do cristianismo pós-moderno e a igreja emergente.

Futuro Antigo

Quando os defensores da igreja emergente dizem “futuro antigo”, estão dizendo que precisamos voltar às práticas antigas, mas não tão antigos quanto as práticas dos discípulos e os ensinamentos de Jesus na Bíblia. Eles dizem também que precisamos olhar novamente para o catolicismo e os monges dos séculos anteriores. Precisamos ir às práticas medievais – festivais a igreja Católica Romana, imagens de Jesus pendurado na cruz e dos santos, tocar ícones de Maria e do bebê Jesus, cheirar o incenso, e ouvir as cantilenas e recitações litúrgicas.

(Nota: Veja parte 4, sobre a “nova espiritualidade” onde chamo a atenção para uma conferência significativa ocorrida na Primavera de 2007, no Centro Billy Graham no Wheaton College. O tema dessa conferência foi “A Fé Antiga para o Futuro da Igreja”. Esse evento foi tão importante que a revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) lançou um artigo perspicaz em sua edição de Fevereiro de 2008, descrevendo o que aconteceu. O artigo escrito por Chris Armstrong e foi intitulado” O Futuro Jaz no Passado”. O artigo explica que a igreja do “futuro antigo” já é uma realidade. A legenda diz:. “Segredos Perdidos da Igreja Antiga: Como os evangélicos começaram a olhar para trás para avançar” Este artigo perspicaz está disponível online [http://www.christianitytoday.com/ct/2008/february/22.22.html].

O “culto sensorial” é o caminho para renovar a Igreja? Podemos experimentar um reavivamento e reforma, retornando às antigas tradições e festivais medievais? A Bíblia oferece uma alternativa melhor.

Na apresentação de hoje, vou argumentar que para aprendermos o caminho para o reavivamento e a espiritualidade, (1) Precisamos percorrer todo o caminho de volta à Bíblia e (2) Temos de voltar para a mensagem do santuário na Bíblia. Em vez de voltarmos até os pais da igreja primitiva, o misticismo medieval oriental e ocidental, monges, etc., vamos percorrer todo o caminho de volta, até aos tempos bíblicos. E, em vez de irmos para a adoração medieval – festas da Quaresma, Quarta Feira de Cinzas, velas, incenso, cânticos, etc., vamos voltar até a antiga adoração no Santuário.

Para ilustrar o que quero dizer, vou mostrar como o primeiro grande reavivamento cristão (o Pentecostes) estava enraizado na proposta acima.

Três Fatos Sobre o Reavivamento no Dia de Pentecostes

Sem dúvida, o dia de Pentecostes testemunhou o maior reavivamento da história cristã. É geralmente reconhecido como o dia do nascimento da igreja cristã, inaugurando a igreja como um movimento cheio do espírito missionário.

Mas você sabe qual evento significativo levou a esse reavivamento? Consegue explicar por que o Espírito Santo foi derramado naquele dia em particular?

Um estudo cuidadoso do sermão de Pedro em Atos 2 revela três fatos importantes sobre o avivamento que ocorreu no dia de Pentecostes:

(i) Ele se concentrou nas Escrituras; foi, na verdade, um estudo da Bíblia; o sermão pentecostal de Pedro é relatado em 26 versos (Atos 2:14-36, 38-40). Dos 26 versos que relatam o sermão do dia de Pentecostes, 13 versos (ou a metade) consistem de citações diretas de passagens do Antigo Testamento. Ele citou Joel 2:28-32 (Atos 2:16-21), Salmos 16:8-11 (Atos 2:25-28), e Salmos 110:1 (Atos 2:34-35). Dos 13 versos restantes, 11 são dedicados a uma exposição/explicação daquelas passagens do Antigo Testamento, e dois versos foram um apelo direto (vvs. 38-40).

Em outras palavras, o sermão que provocou um reavivamento e 3.000 batismos no dia de Pentecostes, era composto de treze versos de citações bíblicas e treze versos de exposição sobre as Escrituras do Antigo Testamento! Foi uma mensagem baseada na Bíblia. Pedro não desperdiçou o tempo de sua congregação, contando piadas e histórias.

(ii) Ele se concentrou na “verdade presente”; o apóstolo explicou ao povo o significado profético dos eventos que estavam ocorrendo em seus dias. Mas Pedro compreendeu corretamente que o que havia acontecido era um cumprimento da profecia bíblica. Em Atos 2:14-18, Pedro citou Joel 2:28, 29 – para demonstrar que o derramamento do Espírito Santo fora profetizado pelo profeta Joel. Observe que, além de Joel, outros profetas também profetizaram sobre o derramamento do Espírito Santo (cf. Isaías (32:15; 44:3), Ezequiel (39:28, 29), Oséias (6:3), João Batista (Lucas 3:16, Marcos 1:8), e o próprio Jesus (Lucas 24:44-49).

(iii) Ele se concentrou em Jesus; o povo viu a Jesus Cristo em Sua verdadeira luz. No dia de Pentecostes, quando Pedro pregou seu sermão baseado na Bíblia, aqueles que ouviam sua mensagem tiveram um vislumbre de Jesus Cristo sob uma luz completamente nova. Eles viram a Jesus como Salvador e Senhor. Em Atos 2:22-33, Pedro citou o Salmo 16:8-11 para mostrar que Jesus de Nazaré, o carpinteiro da Galiléia, que foi crucificado na sexta-feira de Páscoa, era realmente o Messias prometido de Israel. Ao contrário do corpo do rei Davi, que foi sepultado e passou pela decomposição, o corpo de Jesus Cristo, o verdadeiro “Filho de Davi”, não viu a corrupção, pois Ele levantou-se triunfante do túmulo.

Em seguida, em Atos 2:34-35, Pedro também citou o Salmo 110:1 para mostrar que Jesus não era apenas o “Filho de Davi”, mas foi maior que Davi. Ele era o “Senhor de David”, que havia sido exaltado no céu, e se assentado no Seu trono, à direita do Pai. Observe cuidadosamente o uso da expressão idiomática “à direita” (ou “no trono”) nos versículos 25, 30, 33, 34.

A expressão idiomática “à direita”, indica um lugar de honra e poder. No mundo antigo, quando uma pessoa é descrita como estando “à direita” de alguém, esta descrição sugere grandeza, força, superioridade insuperável, favor, autoridade e poder. Ainda hoje, quando falamos de alguém como sendo o “braço direito” de alguém, queremos dizer que esse indivíduo possui enorme capacidade ou poder, e sem ele nada pode ser feito assim.

 Assim, falar de Jesus como estando à direita do Pai é falar de Sua posição de honra e privilégio especiais (cf. Salmos 45:9-10; I Reis 2:19), e de Seu poder, força e autoridade insuperáveis – especialmente o seu poder para salvar e sustentar (cf. Êxodo 15:6; Salmos 74-10-11; 118:15-16; Lamentações 2:3). Pedro resumiu da seguinte maneira: “Saiba, pois, com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (Atos 2:36). Por meio das passagens do Antigo Testamento, Pedro explicou que o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes era uma evidência de que Jesus estava vivo e assentado no trono.

O Segredo Mais Bem Guardado Sobre o Pentecostes – Pode ser encontrado nas profecias mais abrangentes do Antigo Testamento sobre Cristo – profecias acerca dos principais eventos redentores na vida de Cristo – Sua morte, ressurreição, ascensão, ministério no céu e segunda vinda. (ver Isaías 53; Daniel 9; Salmo 110; Levítico 23; etc.)

Breve Estudo de Levítico 23

1. Páscoa – cumprida por Cristo (I Coríntios 5:7)

2. Primícias / Pão Movido – cumprida por Cristo (I Coríntios 15:20-23)

3. Pentecostes – cumprida por Cristo (Atos 1:4-5, 8; Lucas 24:46-49, Atos 2:22 em diante;. Salmos 24:7-10)

O segredo mais bem guardado acerca do que realmente aconteceu no dia de Pentecostes é que, naquele dia, perante o tribunal do céu, a entronização de Jesus Cristo foi concluída. O derramamento do Espírito Santo, foi simplesmente a evidência de que Cristo estava agora no trono. Foi o primeiro ato “presidencial” de Cristo, sinalizando para o mundo inteiro que Ele estava agora no trono, e que faria todo o possível para salvar a humanidade.

“A ascensão de Cristo ao Céu foi, para Seus seguidores, um sinal de que estavam para receber a bênção prometida. … Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi de fato glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eternidade. O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita. De conformidade com Sua promessa, Jesus enviara do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido sobre Seu povo.” (Atos dos Apóstolos, 38-39, grifo meu).

“Quando Cristo adentrou as portas celestiais, foi entronizado, em meio aos cânticos de milhões de anjos. Tão logo foi esta cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os Seus seguidores, de acordo com a promessa de Cristo, e eles não estavam mais órfãos” (The Signs of the Times, 17 de maio de 1899, grifo meu; ver também Parábolas de Jesus, p. 120).

Ilustração com José: Gênesis 45:23-28. Os burros, carroças e presentes enviados a Jacó foram uma confirmação de que José não estava morto, mas vivo; ele não apenas estava vivo, mas no trono. Da mesma forma, a mensagem de Pentecostes é que Jesus está vivo. … Ele está no trono … e deu Seu Espírito como um dom ao mundo.

“A dádiva do Espírito Santo foi o maior dom que Deus podia conceder ao homem finito. Isto é franqueado a todos, e nessa dádiva não poderia haver computações; essa dotação assinalou especialmente a entronização do Filho unigênito de Deus em Seu reino mediador. Nessa dádiva do Consolador, o Senhor Deus do Céu demonstra ao homem a perfeita reconciliação que Ele efetuou entre Si mesmo e os seres humanos. ‘Temos [essa esperança]’, diz o apóstolo, ‘por âncora da alma, segura e firme e que penetra além do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós.’ (Hebreus 6:19-20)” (Manuscript Releases, vol. 6, p. 224, grifo meu).

“O Espírito Santo deveria descer sobre os que amam a Cristo. Com isso seriam eles habilitados na glorificação de seu Líder e por meio dEle, o recebimento da dotação necessária para o cumprimento de sua missão. O Doador da vida mantinha em mãos não somente as chaves da morte mas todo um Céu de ricas bênçãos. Foi-Lhe dado todo o poder no Céu e na Terra e, havendo assumido Seu lugar nas cortes celestes, poderia Ele dispensar essas bênçãos a todos quantos O recebessem. A igreja foi batizada com o poder do Espírito. Os discípulos foram capacitados para sair e proclamar a Cristo, primeiramente em Jerusalém, onde fora feito o trabalho vergonhoso de desonrar o legítimo Rei, e por fim, em todas as partes da Terra. Fora dada a prova da entronização de Cristo em Seu reino intercessor. Deus atestou a grande obra de expiação ao reconciliar consigo o mundo, dando aos seguidores de Cristo uma verdadeira compreensão do reino que Ele estava estabelecendo sobre a terra, o fundamento que Sua própria mão estabelecera.” (Bible Echo e Signs of the Times, 22 de maio de 1899).

Ilustração: Trazer os meus filhos de Gana para os EUA. Isto foi possível porque eu tinha amigos em lugares elevados. Da mesma forma, temos um amigo em lugares elevados – nosso Senhor Jesus Cristo no santuário celestial.

Algumas Implicações Relevantes. O conhecimento de que Jesus está vivo e sobre o trono tem algumas implicações radicais para os cristãos. Porque Ele está no trono, tudo ficará bem. Ninguém precisa ter medo. Todo o poder no céu e na terra foi dado a ele. Estamos em boas mãos. Vamos analisar dez (10) implicações deste segredo mais bem guardado acerca do Pentecostes (basta olhar todas as referências do NT sobre Cristo estar “à direita” ou no trono).

1. Jesus é agora o nosso Príncipe e Salvador, oferecendo arrependimento e perdão para nós (Atos 5:30-31).

2. Jesus é agora o nosso Sumo Sacerdote celestial, podemos ir com confiança ao trono da graça (Hebreus 8:1-2; 7:25).

3. Jesus está agora intercedendo por nós; Ele não condena, mas salva a todos os que o invocam (Romanos 8:34 (cf. 9:24)).

4. Jesus está no controle sobre todas as coisas – assuntos humanos e governamentais; anjos, principados, demônios, etc. (Hebreus 1:3, 13; Efésios 1:20-33; I Pedro 3:22).

5. Jesus pode nos ajudar a viver vidas vitoriosas, conforme voltamos nossos olhos para as coisas do alto (Colossenses 3:1-2).

6. Jesus nos ajudará a perseverar até o fim, impedindo-nos de ficarmos cansados e desanimados na corrida cristã. Hebreus 12:1-3

7. Jesus nos dará coragem, mesmo em face da morte; podemos alimentar um espírito de perdão para com aqueles que estão nos maltratando (Atos 7:55-60).

8. Jesus nos deu o Espírito Santo para nos guiar, nos confortar, e equipar-nos em todas as coisas (Atos 2:33).

9. Uma vez que Jesus está no trono, sentado à direita do Pai, e como Jesus nos deu o Seu Espírito Santo, não devemos nos abalar (Atos 2:25).

10. Nós seremos vencedores, assim como Jesus também venceu e está sentado no trono (Apocalipse 3:21).

Martinho Lutero captou essas implicações sobre o fato de Jesus estar assentado à direita: “Embora os meus inimigos e todo o mundo me oprimam, me persigam e me expulsem, ainda tenho um Senhor que é, e quer ser, meu Senhor, porque Deus me prometeu isto. Ele se assenta em um lugar mais alto e é mais poderoso que todos eles, e Ele ocupa este lugar alto a fim de me defender e proteger. Da mesma forma, embora muitas vezes seja assaltado pelo pecado e pela ira de Deus, o que torna meu coração pesado e perturbado, não serei forçado ao desespero por este motivo. Ele se assenta lá também com o propósito de impedir que o pecado, ou qualquer coisa que seja, me condene ou me empurre para o inferno. Assim, embora a morte me ataque e me devore, ela não pode me segurar. Devo ressuscitar, porque este Senhor se senta no lugar alto e vive eternamente” (Obras de Lutero, vol. 13, p. 242).

Ellen White também compreendeu esta importante verdade:

“O Irmão mais velho de nossa família acha-Se ao lado do trono eterno. Olha a toda alma que se volve para Ele como o Salvador. Conhece por experiência as fraquezas da humanidade, nossas necessidades e onde jaz a força de nossas tentações; pois foi tentado em todos os pontos, como nós, e todavia sem pecado. Está velando sobre ti, tremente filho de Deus. Estás tentado? Ele te livrará. Estás fraco? Ele te fortalecerá. És ignorante? Ele te esclarecerá. Estás ferido? Ele te há de curar. O Senhor “conta o número das estrelas”, todavia “sara os quebrantados de coração, e liga-lhes as feridas”. Salmos 147:4 e 3. “Vinde a Mim”, eis Seu convite. Sejam quais forem vossas ansiedades e provações, exponde o caso perante o Senhor. Vosso espírito será fortalecido para a resistência. O caminho se abrirá para vos libertardes de todo embaraço e dificuldade. Quanto mais fraco e impotente vos reconhecerdes, tanto mais forte vos tornareis em Sua força. Quanto mais pesados os vossos fardos, tanto mais abençoado o descanso em os lançar sobre vosso Ajudador. O descanso que Jesus oferece depende de condições, mas estas são plenamente especificadas. São condições que todos podem cumprir. Ele nos diz como podemos obter Seu descanso.” (O Desejado de Todas as Nações, 329).


Notas:

(1) Obviamente, o papel de Laocoonte não se encontra no conto de original Homero, mas foi acrescentado mais tarde por Arctino em O Saque de Tróia e está incluído em outras versões pós-Eneida da história. O alegado caráter sobrenatural da sua morte (esmagado por serpentes do mar) não necessita ser debatido, o que parece claro é que esse sacerdote solitário perdeu a sua vida por ter dado um aviso impopular. (voltar)


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Fonte: http://www.drpipim.org

Traduzido por Levi de Paula Tavares em março de 2011