Não Fanático, Mas Radical!

por: Eduardo Solá

Depois de um ser humano ser convertido à fé cristã, ele é compelido a fazer uma mudança significativa em todos os aspectos de sua vida. Cristo se torna seu modelo para todas as áreas existentes. Se , então, passarmos a analisar esse modelo a que uma pessoa se filia quando adere a tal crença, entendemos que a proximidade com ele traz mais perfeição doutrinária e gera vontade de se parecer mais e mais com ele. Ou, pelo menos, deveria gerar. A vida com Cristo faz-nos sentir quão errantes somos e quantas coisas temos para mudar a cada dia.

Se o parágrafo último é verdadeiro, devemos concordar que ser igual a Cristo significa 100% de semelhança. E, se Ele é o modelo de perfeição absoluta, dever ser 100% perfeito, o que é fato. Qualquer outra porcentagem, como 99% ou 85%, não significa ser igual a Ele. O mundo é exatamente o oposto de Cristo (0%). Especialmente o mundo dos nossos dias. Este é cético, egoísta, promíscuo, hipócrita e falso. Se Cristo foi tão diferente do usual (normal, comum) e tão especial enquanto esteve na terra, quão mais distinto seria se tivesse vindo hoje. Do que as pessoas o chamariam? Radical!

Uma pessoa é radical quando adere completamente a uma crença. Quando não há nada que possa impedi-la de realizar algo em prol dela. Jesus era completamente comprometido com a vontade do Pai, não importava o que acontecesse (até mesmo ao ponto de morrer). E qualquer um que pretende tal comprometimento a qualquer tempo irá igualmente ser taxado de radical. De acordo com o dicionário essa palavra também significa “drástico” e “extremo”.

Muitos de nós entendem mal o conceito de radicalismo e tendem a compará-lo a fanatismo. Muitas vezes o termo aparece associado a grupos culturais que agem de forma bárbara para com o semelhante, sendo desnecessário nomeá-los, enquanto o termo que se encaixa melhor seria fanatismo. Este último sim, significa zelo excessivo por alguma crença. Note-se que excesso denota uma administração abusiva e prejudicial que, no lugar de comunicar piedade, leva uma pessoa à destruição do próprio eu e daqueles ao seu redor, quer fisicamente ou mentalmente (sem mencionar espiritualmente, o que já está implícito).

Jesus não era fanático. E Ele não deseja que o sejamos. Tudo o que Ele pede é que sejamos inteiramente comprometidos com Deus, como Ele próprio sempre foi, tanto no Céu como enquanto viveu em nosso meio. Quanto mais próximos estivermos de Sua perfeição de caráter, tanto mais perfeitos seremos. Uma vez que visemos o caráter 100% perfeito de nosso Redentor, não haverá possibilidade de mirar um padrão mais baixo. E todos os aspectos de nossas vidas deverão se transformar de acordo com esse modelo.

Mais uma vez insisto no nosso dito assunto principal: música. Se todas as áreas de nossa vida devem sofrer mudança, nossa forma de adorar o Criador também deve, significando aqui: de louvá-lo através da música como parte crucial da adoração. Infelizmente a música dentro da igreja tem estado em profunda conexão com aquela de fora dela, não somente em questão de estilo mas também em assuntos puramente musicais. Devemos ter em mente a depravação com que a música do mundo tem estado em contato por tantos séculos após a queda do homem, e quanto o inimigo deseja que ela seja deplorada, até mesmo à destruição daqueles que a ouvem. Isso não é segredo. A esse tipo de música que tem sido produzida no mundo falta divindade e um elevado propósito, conseqüentemente possuindo um score de 0% de perfeição em nosso ranking. Logicamente, eu entendo, quanto mais distantes desta última a música na igreja estiver, e quanto mais próxima do caráter de Cristo, mais perfeita ela se desenvolverá. Se a música para Deus tem características e comum com a música do mundo com jazz e rock, que são estilos etimologicamente pagãos e não buscam o louvor ao Criador (muito pelo contrário), ela perde força quando empregada para fins divinos.

Suponha que a música do Céu atinge 100% de perfeição, quanto a música da igreja de nossos dias atingiria?

“Aquele que diz estar nEle, também deve andar como Ele andou” I João 2:6 Veja também I João 2:28-3:9.


Fonte: http://basse-fondamentale.blogspot.com