Instrumentos de Sopro

Técnica Instrumental — 27 de abril de 2014 9:49 am

Assim denominados porque, nestes instrumentos, o som é produzido pela emissão de ar dentro de um tubo. A altura do som depende do tamanho e da temperatura do tubo e pode ser regulada pela abertura ou pelo fechamento dos orifícios existentes ao longo do tubo.

Podem ser feitos de madeira ou de metal. Entre os primeiros, temos a flauta e o flautim, tradicionalmente incluídos no grupo das madeiras, embora atualmente sejam fabricados em metal, o oboé, o clarinete, o clarinete-baixo, o corne-inglês, o fagote e o contrafagote.

Entre os metais, incluem-se o trompete, o saxofone, a trompa, o trombone e a tuba. Numa classificação à parte, está o órgão, instrumento de sopro e teclado, com uma estrutura muito complexa.


Flauta transversal

Um dos instrumentos mais antigos, a flauta transversal, utilizada regularmente na moderna orquestra sinfônica, surgiu no século IX, antes de Cristo, provavelmente na Ásia. Introduzida na Europa ocidental através da cultura bizantina, no século XII depois de Cristo, era geralmente associada à música militar.

Somente na segunda metade do século XVII é que passou a integrar a orquestra.

A moderna flauta transversal nasceu das transformações operadas no antigo instrumento pelo alemão Theobald Boehm, por volta de 1840. Feita em metal, geralmente prata, constitui-se de um tubo cilíndrico de 67 cm. de comprimento por 19 mm. de diâmetro. Divide-se em 3 partes: cabeça ou bocal, corpo e pé.

O bocal tem por função manter rigorosamente o equilíbrio da afinação; o corpo e o pé contêm orifícios e chaves, cuja finalidade é diminuir ou aumentar o comprimento da coluna de ar no interior do tubo. Soprada lateralmente, seu alcance é de 3 oitavas (dó3 a dó6). Tem sido tratada como instrumento solista e como instrumento da orquestra, sendo o mais agudo entre os membros regulares do grupo das madeiras.

Existiram na Antiguidade diversos outros tipos de flauta. No entanto, a única que coexistiu com a flauta transversal foi a flauta doce, soprada pela ponta, muito usada pelos músicos renascentistas e barrocos.

O flautim ou piccolo, versão menor da flauta transversal, cujo tubo tem aproximadamente metade do comprimento da flauta. É o instrumento mais agudo da orquestra, da qual não é, entretanto, um elemento essencial. Alcança quase 3 oitavas (ré4 a dó7).

Há ainda a flauta baixa, que se usa para sons mais graves. Prolonga-se o comprimento do tubo ou em alguns casos, constrói-se com um cotovelo pelo qual o tubo se aproxima, no outro extremo, à posição da boquilha.


Oboé

Instrumento antiquíssimo, o tipo utilizado hoje nas orquestras sinfônicas surgiu na França, na segunda metade do século XVII, a partir do desenvolvimento das charamelas medievais e renascentistas. Os primeiros modelos foram fabricados pelos franceses Jean Hotteterre e Michel Philidor, e eram usados pelos músicos da corte de Luís XIV.

A forma do moderno oboé, data do período de Haydn e Mozart, embora tenha sofrido algumas importantes modificações no decorrer dos séculos XVIII e XIX, como, por exemplo, o aumento de sua extensão.

Constitui-se de um tubo cônico e palheta dupla, sendo o som controlado por orifícios e chaves. De timbre anasalado, distingue-se perfeitamente dentro da massa orquestral. Seu alcance é de 2 oitavas e meia, começando no si, uma oitava abaixo do dó médio.

Utilizado sobretudo como integrante da orquestra sinfônica, onde é indispensável, há também considerável literatura para solo do instrumento.


Clarinete

Surgiu no final do século XVII, a partir do aperfeiçoamento da charamela, levado a cabo por Johann Christopher Denner, conhecido fabricante de flautas de Niremberg. No século seguinte, passou a integrar a orquestra sinfônica. Por volta de 1840, atingiu sua estrutura definitiva, com a introdução do sistema de chaves de Theobald Boehm, que já havia sido aplicado com sucesso na flauta.

Ao logo dos tempos, foram criados clarinetes de dimensões e timbres variados. Há cinco modelos ainda em uso:

em mi bemol – o soprano da família, também denominado “requinta”;

em dó – de timbre brilhante;

em si bemol – o mais usado na atualidade;

em lá – de pouco uso;

clarinete-baixo em si bemol – uma oitava abaixo do outro de mesma tonalidade.

Constitui-se de um tubo cilíndrico dividido em 4 partes: pavilhão, corpo inferior, corpo superior e barrilete. Neste está embutida a boquilha, na qual se adapta uma palheta simples.

Mozart foi um dos primeiros compositores a explorar o clarinete como instrumento solista, compondo um concerto e várias peças de câmara. A sua escrita para o clarinete, favorecendo a beleza do registo grave do instrumento e um equilíbrio e fluência em toda a sua ampla tessitura, faz-nos pensar na escrita vocal e não é difícil imaginar tratar-se por vezes de uma voz de soprano. O uso do clarinete obbligato como dramatis persona em La Clemenza di Tito encontra-se na linha de uma tradição vienense do início do séc. XVIII, na qual se inscrevem múltiplas óperas, evidenciando uma relação estreita entre a voz e o chalumeau que, tomado como objeto significante, é associado a sentimentos específicos de caráter amoroso ou pastoral.

Criado em 1810, o clarinete-baixo ou clarone também é utilizado na orquestra sinfônica, embora com menor frequência. Distingue-se do clarinete propriamente dito, pelo pavilhão recurvado e pelo diapasão mais grave.


Fagote

Uma pessoa que vá assistir a uma orquestra sinfônica se depara com um grande número de instrumentos diferentes entre si. Mesmo o frequentador mais assíduo tem, por vezes, dificuldades em identificar alguns deles, devido à diversidade de tamanhos, formas e nuances… Um desses instrumentos que chama a atenção (fica muitas vezes escondido no meio da orquestra) é o FAGOTE: um instrumento de forma um tanto exótica, na maioria das vezes vermelho, parecendo-se com um enorme tubo revestido de chaves prateadas

Refazer a “história genealógica” do fagote é voltar à época do Renascimento e se perder um pouco em documentos imprecisos e desfeitos pela história… À essa época não havia uma música instrumental propriamente dita, mas tão somente instrumentos que, com poucas exceções (fanfarras militares, música de dança e algum folclore) repetiam aquilo que já era cantado pela voz humana. O canto a quatro vozes era então a regra e, para que os instrumentos pudessem atender à tessitura de cada uma das vozes humanas (soprano, contralto, tenor, baixo), eles eram construídos em diferentes tamanhos, constituindo-se assim em “famílias de instrumentos”: instrumentos menores tinham som mais agudo, os maiores, mais grave. Existiam, entre outras, famílias de violas, de flautas, de cornamusas… Até aqui a história do fagote se confunde em parte com a de outros instrumentos.

É bem provável que o fagote tenha tido sua origem em um instrumento grave de uma dessas famílias de instrumentos de palhetas duplas: as bombardas. A bombarda-baixo era de um tamanho quase descomunal, necessitando por vezes de uma pessoa que a segurasse para que outra a pudesse tocar. Como a criatividade humana não conhece fronteiras, o problema logo se resolveu… Assim, a solução encontrada foi a de dobrar ao meio um instrumento que tinha mais de dois metros de comprimento! Este procedimento reduziu por certo suas dimensões, mas teve também como consequência uma alteração da sonoridade, e a bombarda, inicialmente de som áspero e até agressivo, passou a ter um som mais suave, mais “dolce”, a tal ponto que tomou daí o seu novo nome: DULCIANA.

Com o acréscimo de algumas chaves necessárias para que os dedos pudessem operar os orifícios mais distantes e algumas alterações de perfuração e dimensões, este passou a ser o fagote barroco. Existe uma certa crença de que o nome fagote venha do italiano “il fagotto”, o que significa um amontoado de coisas, como por exemplo, um feixe de lenha, numa alusão ao formato que o instrumento assumiu com sua dobra ao meio. Em francês o fagote atende pelo nome de basson (uma alusão ao seu “som de baixo”?). A nomenclatura inglesa é bassoon

A passagem para o século XIX, uma época acentuadamente progressista, baseando suas pesquisas na acústica, ressaltou a preocupação pela afinação e sonoridade do instrumento, fazendo o fagote passar por uma série de inovações e melhoramentos. É a partir de então que ficam mais diferenciados os sistemas hoje conhecidos como alemão e francês

O sistema francês se firmou através de construtores como Savary e Triébert, que seguiam uma linha de construção mais conservadora. Atualmente o fagote sistema francês é tido como um instrumento que executa com mais facilidade passagens no agudo e tem como característica um som mais ou menos anasalado. Buffet-Crampon é o nome que, em nossos dias, se tornou praticamente sinônimo do fagote construído no sistema francês

Na Alemanha, Carl Almenräder (1786-1843), com sua criatividade e muitas inovações, é de fundamental importância no desenvolvimento do fagote sistema alemão. Aliando-se a Johann Adam Heckel (1812-1877), um jovem e talentoso construtor de instrumentos, Carl desenvolveu o fagote, dotando-o de um novo mecanismo, alterando-lhe também as dimensões de perfuração. Esse novo instrumento é a base do fagote moderno alemão, que atualmente também é conhecido como “sistema Heckel”.

Para o ouvinte a diferença de sistemas se faz sentir sobretudo através da sonoridade e do aspecto visual do instrumento; para o fagotista, além destas, existe a grande diferença do mecanismo das chaves, que faz com que o dedilhado usado em um instrumento não seja aplicável a outro.

Independentemente do fagote ser baseado no sistema francês ou alemão, ele se compõe de uma parte construída de metal (bocal) e de quatro partes construídas de madeira (asa, culatra, baixo e campana), que se encaixam uma na outra e que, quando montadas, perfazem um tubo cônico de 235cm, tendo um diâmetro inicial de 4mm. e finalizando em 4 cm.

No tocante às partes de madeira, quando o sistema é alemão, o fagote é quase sempre construído em ácer (em alemão: Ahorn; em inglês: maple wood); quando seu sistema é francês, a madeira usada é tradicionalmente o jacarandá. Como o ácer é uma madeira muito clara, quase branca, o fagote é normalmente tingido com alguma coloração que lembre a nobreza da cor do mogno. O jacarandá, por ser já de natureza mais escuro, não recebe corante e tende automaticamente ao marrom. Mas não é a cor que importa; ela é um acessório meramente estético…

O fagote é o baixo do grupo das madeiras (flauta, oboé, clarineta, fagote) e, dentre esses instrumentos, é aquele que tem a mais ampla tessitura. São três oitavas e meia, abrangendo do sib –1 até o mi 4 (tomando-se como base o dó central = dó 3). Atualmente instrumentos mais apurados, instrumentistas mais ousados e uma literatura mais exigente estão fazendo extrapolar essa tessitura, forçando o fagotista a tocar, em certos casos, até o sol 4. O som do fagote é produzido, tal como na bombarda renascentista, por uma palheta dupla aplicada a um bocal em forma de “S” e feita vibrar pela boca do instrumentista através do sopro.

As exigências de sonoridade da orquestra moderna e o desenvolvimento dos instrumentos fazem com que cada um dos instrumentos das madeiras tenha um ou mais “parentes” próximos: flauta – flautim; oboé – corne inglês; clarineta – clarone. No caso do fagote o parente próximo é o contrafagote, que soa uma oitava abaixo do fagote.

O fagote é de construção bastante complexa, sobretudo em função da dobra do instrumento, onde, em uma só peça, na chamada culatra, existem dois furos: um descendente e outro ascendente unidos por uma válvula em forma de “U”. Por isso, contam-se quase que literalmente nos dedos os fabricantes de fagote pelo mundo afora, estando os principais representantes na Alemanha, França, Estados Unidos e Japão.

O Brasil está modesta mas orgulhosamente representado neste seleto rol de fabricantes com o autor deste pequeno histórico do fagote, que, há cerca de 10 anos, se aventura com sucesso nesse campo, usando para isso madeiras brasileiras.

Texto de Hary Schweiser – único construtor brasileiro deste instrument


Trompete

O mais agudo entre os metais, o trompete se originou, provavelmente, no Egito Antigo, no II milénio antes de Cristo, tendo adquirido importância como instrumento musical a partir do século XVII, ao ser introduzido na orquestra.

Sua forma actual data da primeira metade do século XIX, quando os fabricantes alemães Blühmel e Stölzel criaram o sistema de 3 pistões, que tornou o instrumento mais versátil, aumentando seu registro e tornando sua execução menos difícil. Pode ser afinado em ré ou, mais comumente, em si bemol ou dó.

Consiste num tubo cilíndrico recurvado sobre si mesmo, em cujas extremidades ficam o pavilhão e o bocal. A qualidade do som pode ser modificada com a surdina, peça de madeira introduzida no pavilhão. Alcança 2 oitavas e meia, começando do fá abaixo do dó médio.

Tem sonoridade brilhante e penetrante. É muito usado pelos compositores em uníssono com as cordas e as madeiras da orquestra, como também em solos.


Saxofone

Criado em 1840 pelo belga Adolphe Sax, o saxofone é o único entre os sopros de metal que possui palheta. Constitui-se de um tubo cônico com cerca de 24 orifícios controlados por chaves, que permitem a produção dos diferentes sons do registro do instrumento. Esse tubo termina num pavilhão largo, voltado para cima.

Existem 7 tipos:

sopranino – afinado em mi bemol;

soprano – afinado em si bemol;

contralto– afinado em mi bemol;

tenor – afinado em si bemol;

barítono – afinado em mi bemol;

baixo – afinado em si bemol;

contrabaixo – afinado em mi bemol.

Somente o soprano, contralto, tenor e barítono são usados com frequência, formando o quarteto comum dos grupos instrumentais de dança e jazz.

Introduzido na orquestra sinfônica no final do século XIX, popularizou-se entre os compositores eruditos como Rossini, Berlioz e Meyerbeer, com preferência para o sax contralto. Seu registro alcança 2 oitavas e uma Sexta, começando do si bemol abaixo do dó médio.

Não é membro permanente da orquestra sinfônica, mas seu repertório é vastíssimo, com muitas obras para solo.


Trompa

Surgiu na França, por volta de 1650. Como um desenvolvimento da trompa de caça, que, por sua vez, se originou dos primitivos instrumentos feitos com chifres de animais. Já no final do século XVII foi integrada à orquestra.

Consiste num longo tubo cilíndrico de 2 metros, recurvado sobre si mesmo numa espiral de duas voltas. Na extremidade mais estreita, localiza-se o bocal, em forma de funil, e, na outra, o pavilhão. O som é controlado por 3 válvulas, incorporadas ao instrumento no início do século XIX pelos fabricantes Blühmel e Stölzel (alemães) e Leopold Uhlmann (austríaco). Esse mecanismo permitiu a execução de todos os sons cromáticos da escala.

A trompa emite um som aveludado e suave e sua afinação é em fá ou si bemol. Alcança 2 oitavas e uma Quinta (si3 a fá4). Considerada indispensável na orquestra a partir de 1830, foi utilizada também como solista por inúmeros compositores. Um dos efeitos utilizados na trompa é a “surdina”, que se consegue quando o intérprete coloca a mão ou uma peça de madeira no pavilhão, obtendo um apagamento do som.


Trombone

Surgiu provavelmente na França quinhentista, a partir de modificações introduzidas no trompete. Sua principal característica são as varas corrediças, cuja função é controlar a emissão e a altura do som.

O corpo principal; do instrumento, extremamente simples, é formado por dois tubos paralelos, presos um ao outro. Numa extremidade está o bocal e na outra o pavilhão. Atualmente, é construído em 3 tamanhos: tenor, contralto e baixo. O primeiro é o mais utilizado em orquestras sinfônicas e é afinado em si bemol, soando uma oitava abaixo do trompete. No registro baixo, também pode ser afinado em Sol.

Indispensável à orquestra, na qual foi introduzido por Beethoven, foi tratado como solista por muitos outros compositores também.

No século XIX, um outro tipo de trombone, denominado de êmbolos, com 3 válvulas, era muito empregado nas orquestras, mas acabou perdendo seu lugar para o trombone de vara.


Tuba

O mais grave entre os metais, a tuba surgiu por volta de 1835, em Berlim, inventada por Wilhelm Wieprecht e construída por Johann G. Moritz. No entanto, o modelo mais comumente empregado na orquestra foi desenvolvido, por volta de 1845, pelo belga Adolphe Sax.

Consiste num tubo cilíndrico, recurvado sobre si mesmo, e que termina num pavilhão em forma de sino. O som é controlado por válvulas ou pistões, cujo número varia de 3 a 5. De timbre suave e surpreendentemente ágil, apesar de seu grande porte, a tuba foi introduzida na orquestra por volta de 1850. É afinada em fá e alcança 3 oitavas (fá1 a fá3).

Indispensável na orquestra sinfônica, foi por vezes utilizada em solos orquestrais. É muito usada também nas bandas militares.

A “tuba wagneriana”, idealizada por Wagner para a sua tetralogia O anel dos Nibelungos, possui estrutura semelhante à da trompa ( bocal e pavilhão recurvado). É afinada em si bemol e em fá e sua extensão vai do mi bemol1 ao ré4. Além de Wagner, Bruckner, R. Staruss e Stravinsky utilizaram-na em algumas de suas obras.


Órgão

O maior e talvez o mais versátil entre todos os instrumentos, o órgão, apesar de incluir-se entre os sopros, distingue-se destes por sua estrutura especial, que reúne tubos, teclados e pedais. Os principais estágios da evolução do primitivo órgão hidráulico grego para o órgão moderno incluem a introdução de teclas, registros e mecanismo de acionamento.

Atualmente, o órgão constitui-se de 3 partes principais:

tubos – sua característica básica;

console – que abriga os teclados, geralmente em número de dois, pedais, botões para mudança de timbres e outros acessórios;

mecanismo de acionamento – são os foles.

Cada tubo corresponde a uma nota e se agrupam em séries, denominadas registros, que produzem sons de alturas variadas. Quanto maior o tubo, mais grave o timbre.

Há 3 tipos de registros, de cuja combinação resulta a imensa variedade de timbres e a grandiosidade sonora, característica do órgão, a saber:

os de fundo ou flautados – produzem os sons principais de flauta e de gambas;

os de mistura – enriquecem o som dos registros de fundo;

os de palheta – conferem a sonoridade brilhante do trompete, clarim, etc…

Entre todos os instrumentos, o órgão é o que possui maior alcance: sete oitavas e meia. Instrumento solista por excelência, o repertório abrange obras de inúmeros compositores. Pode integrar também a massa orquestral.


Veja também:

Instrumentos: Origem e Classificação

Instrumentos de Cordas

Instrumentos de Percussão


Fonte: Publicado originalmente em http://www.csvp.com.br/banda/instrumentos.asp


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