O Dilema da Distração

Música Rock e seu Impacto na Vida Cristã, Palestras e Sermões em Vídeo — 19 de janeiro de 2014 6:16 pm

Uma Visão Geral Acerca da Música (Legendado)

por: Christian Berdahl

Uma visão geral acerca da música utilizada no contexto da adoração a Deus. Uma palestra abrangente e esclarecedora, apresentada de maneira didática e fácil de compreender, com base nas Escrituras, na inspiração e na ciência. Nesta palestra, ministrada em 2012 na ASI (Adventist-laymen’s Services & Industries), uma associação de empresários adventistas leigos, Christian Berdahl compartilha sua experiência como produtor, ator e cantor, tanto do teatro quanto da televisão, bem como de seu ministério de tempo integral na música sacra por mais de 15 anos.

Christian Berdahl é um cantor e palestrante de renome internacional, conhecido por sua rica voz e suas inspiradoras mensagens bíblicas. Há mais de uma década, fundou o ministério Shepherd’s Call (Chamado do Pastor), dedicado a compartilhar a mensagem do evangelho através da música sacra e de mensagens práticas biblicamente embasadas, para o público jovem e adulto.


É possível ter acesso ao áudio original, em Inglês, do seminário completo, clicando aqui. Não há tradução disponível.



Disponível também na versão dublada, graças ao ministério Sábado Maranata


Transcrição da Tradução

O Dilema da Distração – Uma visão geral da música

Meu nome é Christian Berdahl e vamos passar pouco mais de 1 hora juntos. E o que vou tentar fazer, como disse meu amigo, é tentar que um assunto muito amplo faça sentido.

O tempo mais curto que pude compactar para que ainda fizesse sentido foi de 12 horas. Nosso conjunto de 5 DVDs representam 5 horas de instrução. E, ao avançar pelo curso, é impressionante a percepção que você terá ao concluir. Já tivemos jovens, testemunhos incríveis de faculdades, onde os alunos compravam todo o kit para ver em casa com os pais. Louvado seja Deus. Vou tentar reduzir para pouco mais de uma hora. E vamos começar já.

Eu chamo de “Uma Visão Geral da Música”, porque não vai dar para passar por todo o material. Vamos começar, mas antes, oremos.

Pai querido, pedimos que o Senhor coloque Tuas mãos sobre este seminário. Sabemos que o diabo não quer que tratemos desse assunto. Senhor, oro para nos ajudar a expor os perigos que nos revelaste em apenas uma área da vida: a música. Abençoa-nos com o Espírito Santo. Que sejamos educados, e não entretidos, pelos exemplos que serão apresentados. Em nome de Jesus, rogamos o Teu Santo Espírito. Amém.

Algumas perguntas importantes no mundo cristão. A primeira: “É a música moral ou amoral?” Há defensores de uma lado que dizem: “Não importa o que escutamos, a música é amoral”. Outros dizem que a música é moral, e importa o que escutamos. Estariam ambos certos? De maneira nenhuma.

Outra pergunta importante que temos: “O que importa mais é a letra ou o estilo musical?”

Há duas perguntas principais: “É moral ou amoral?” e se “é mais importante a letra ou o estilo musical?” Vamos pegar somente duas perguntas de todo o seminário para analisá-las hoje.

Vejamos o que pessoas do movimento da música cristã contemporânea dizem: Sandi Patti: “A música é uma força poderosa. Quebra fronteiras…” – Ela está certa? Sem dúvida! “Mas muitos artistas, ao usar essa ferramenta poderosa, colocam letras negativas e horríveis e tais letras entram no coração dos ouvintes e moldam seus valores…” – Também está certa nesse ponto? Claro! “Por que nós [músicos cristãos contemporâneos] não pegamos essa força poderosa, a música, e colocamos letras positivas para moldar os valores assim?” Tem algo errado com o que ela diz? Não. Mas ela está limitando o que diz. Ao que ela limita? À letra.

É o que faz a maioria dos músicos cristãos contemporâneos. Dizem que não importa o estilo musical, só importa o conteúdo real da letra. David Meece, também do MCC (Musica “Cristã” Contemporânea) do final dos anos 80, início dos 90, disse: “Em suma, é preciso focar na letra, e no que a música está dizendo. Esse é o meu critério para decidir se a música é boa ou não. Não tem nada a ver com o estilo, mas a letra. O que diz a música? O que dizem as palavras? Como cristãos, podemos julgar claramente desse ponto de vista.” Outra vez, esta é a fórmula: Somente a letra. Se a letra é de Jesus, não importa o tipo de música que se ouve.

Por outro lado, podemos analisar pessoas como o professor Marshall McLuhan, que tem visão bem diferente disso. A obra dele é uma das principais sobre a mídia. Foi professor, filósofo e acadêmico. Já é falecido. E disse: “O meio é a mensagem. Ou seja, a música: melodia, harmonia e ritmo em si prepara o homem à virtude ou ao vício ao mexer com as emoções.”

De um lado, os cristãos dizem que é só a letra; mas a academia e a ciência dizem que não. É a música: estruturas melódicas, harmônicas e rítmicas em si mexem com o homem. E ainda usam a palavra “virtude” ou “vício”, ao mover as emoções. “Portanto, o modo no qual elas movem as paixões deve servir como princípio base ao julgar se tal música é boa ou não.” Faz sentido? Ele diz que não tem nada a ver com a letra, de fato, tem tudo a ver com o estilo musical.

Dr. Richard Pellegrino, neurologista, disse que a música tem uma estranha força capaz de “despertar uma maré de emoções e imagens humanas que têm a capacidade de produzir instantaneamente mudanças bastante eficazes em estados emocionais”. Ele diz que, num estalo, a música pode mudar estados emocionais. “Quem diz é um cara com 25 anos de trabalho dedicados ao cérebro, eu ainda não consigo afetar o estado de espírito das pessoas como uma simples música consegue”.

Ele diz que a música é tão eficaz que, como cientista, ele pode mudar o estado emocional das pessoas mais rápido do que numa sessão de terapia com elas. Talvez estejam tristes, deprimidas… Em vez de falar uma hora e gastar 150 dólares, se eu tocar uma música alegre, seu estado emocional mudará num estalo. Isso é poderoso.

Música é remédio, e vamos tratar um pouco disso mais adiante. Só a música em si, consegue influenciar o ouvinte? Vamos fazer um teste. Fechem os olhos. E ao fechá-los, ouçam a música que vou tocar. Quando terminarmos, levantem a mão e me digam como vocês se sentiram. Estão prontos? Fechem os olhos.

Alguém levante a mão e me fale como se sentiu. Diga. Feliz! Alegre! Despreocupada! Vejam só, eu sou um profeta. Vocês iam dizer “Feliz” e “Alegre”. Como eu sabia disso? Não sou profeta nem filho de profeta. Como eu sabia disso? Sabia porque música é uma linguagem. Quando se entende a linguagem, sabe-se o que todos sentirão. Estaria isso mexendo com nossas emoções, sentimentos e pensamentos? Claro que sim!

Fechem os olhos de novo. Fechem os olhos. Eu disse para fechar os olhos. Pronto.

Como se sentiram? Insegura. Um calafrio descendo pelas costas. Eu também. Cautelosa. Triste. Alguém mais? Algo ruim vai acontecer. Não é incrível? De jovens a idosos, todos assustados. Com medo. Não é incrível? Todos sabíamos que algo assustador iria acontecer. Qual foi a letra que fez você se sentir assim? Interessante. Não há letra. A música é uma linguagem. E nós reagimos a ela.

Não há tempo para tratar disso, mas se você rodar o mundo, ao ver uma cor ou ouvir uma música, todos, neurologicamente falando, reagem do mesmo modo. Talvez, emocionalmente, a reação seja diferente, mas, quase que universalmente, todos reagem emocionalmente iguais à música. Não é incrível?

Mais uma amostra. Vamos lá! Fechem os olhos. Sem usar palavras, ao contar até 3, deem uma expressão verbal de como vocês se sentiram. 1, 2, 3. Amém! Não é incrível? Vocês já sabiam disso. Mas não há letra dizendo para vocês se sentirem relaxados. “Relaxe os pés.” Não dizia nada disso. Vocês simplesmente relaxaram. Neuro e fisiologicamente falando, reagimos praticamente do mesmo modo. “Calmo. Tranquilo.”

A pesquisa do Dr. Norman, professor de neurobiologia e comportamento na UC Irvine, confirma que “a música pode despertar temperamentos com rapidez e eficácia como nenhum outro meio”. O incrível é que a ciência está descobrindo que a música tem muito poder! Desperta temperamentos e uma maré de emoções. Em um instante. Juntando o que foi dito. A pergunta é Seus pensamentos foram impressionados e influenciados pela música ou não? Suas emoções foram impressionadas e influenciadas pela música ou não?

Vamos juntar isso com uma citação do Espírito de Profecia. Review and Herald, 21 de abril de 1885. “Se os pensamentos são errados, os sentimentos serão errados; e os pensamentos e sentimentos reunidos compõem o caráter moral.” Captaram a mensagem? Eles estão dizendo que pensamentos e sentimentos reunidos compõem o caráter moral. Então, se ouvimos coisas que moldam nossas emoções e pensamentos a música é bastante moral. Amém? É simples assim. Se está moldando nossos pensamentos, emoções e sentimentos, trata-se de um componente bastante moral.

Para os que argumentam que a música é amoral, não há jeito moral de avaliar o que ela faz em nossa vida. Tal declaração é negligente e imprudente. Aos que estudam o assunto cientificamente, na Bíblia e no Espírito de Profecia, sabemos que tal declaração é falsa. A música é bastante moral. Se me move a influências e ações satânicas, é bastante moral. Se me move a querer estar com Deus ou me eleva a algo edificante, é bastante moral. Amém?

“Quando decidimos que, como cristãos, não temos obrigação de restringir nossos pensamentos e sentimentos…” – Não tem nada a ver o que eu escuto. Se a letra fala de Jesus, e se chama música cristã eu escuto o que quiser. Não preciso restringir meus pensamentos e sentimentos. Não tem problema! Será mesmo? De acordo com a profetisa, e não eu, “Quando decidimos que, como cristãos, não temos que restringir nossos pensamentos e sentimentos, somos levados à influência de anjos maus, e invocamos a presença e o controle deles.” Como reagimos a isso? Isso nem precisa ser interpretado. Está claro!

Mas vamos ler o que diz e aplicar à música. Se digo que posso ouvir qualquer coisa, ou ver o que quiser. Não é somente a música. Esses princípios são universais na caminhada com Deus. A realidade é que se não restringimos tais pensamentos, mas permitimos que a música nos leve a qualquer lugar indevido, somos levados à influência de anjos maus. Não é o que diz? E invocamos a presença e o controle deles. Em outras palavras: possessão. Eu não quero isso! Pelo demônio. Adoraria ser possuído por Deus. Ele me ama. Amém?

Criou Deus a música para influenciar nossos pensamentos e sentimentos? Com certeza! Não há nada de errado se uma obra musical influencia você e toca suas emoções. Só precisamos ter cuidado com o que isso está fazendo. Conheço gente que quando está triste ouve música triste?! Não é mesmo? Sejam honestos. Partiram seu coração, você está deprimido e triste. E você passou a ouvir música triste? O que há de errado com a gente? Deveríamos ter o antídoto! Está triste, escute música alegre. Amém? Mas, não, sejamos solidários na dor. E há as que dizem: “Ele partiu meu coração, meteu um punhal no meu peito.” E quando ouvimos música, nós mesmos nos perfuramos. Estamos nos matando, emocionalmente falando. Alguém se identifica com isso? Nem mesmo usamos a música de um jeito sadio. É preciso muito cuidado!

Será que Satanás deixou a música de lado? Claro que não! Se achamos que Satanás deixou a música de lado, somos ingênuos e estamos muito enganados. O diabo não deixou a música de lado. Ele vai fundo nisso e tem criado muita confusão.

“The Enjoyment of Music” é um livro excelente escrito por Joseph Machlis, onde ele escreve: “O ritmo é o elemento da música mais intimamente associado ao MOVIMENTO CORPORAL [sensual, carnal], à ação FÍSICA. Quando repetidos, seus padrões mais simples [que é exatamente o que faz o rock] conseguem ter um efeito hipnótico em nós.”

“The Power of Sound” “Estudos e pesquisas demonstram que ritmos fortes de tambores com mais de três ou quatro batidas por segundo colocam a mente em um estado de estresse. Independente se o ouvinte goste ou não da música. Quando a mente está num estado de estresse…” – Não importa se emocionalmente reagimos à música. De fato, nosso cérebro está sendo atacado. “Independente de gostar ou não da música. Se a mente está num estado de estresse, ela vai liberar opioides – um grupo de hormônios que funcionam como morfina, para ajudá-lo a voltar ao equilíbrio normal.”

O cérebro e sua fisiologia, ao perceber o ataque e a agitação… Os dois hemisférios, se preferir. É o que acontece. Eles ficam fora de equilíbrio e agitam-se um contra o outro. O corpo quer saber o que o está atacando. Então libera esse hormônio que atua como morfina. E adivinha o que acontece? Mesmo ouvindo música “pesada”, estamos recebendo doses como morfina. É o que acontece. “Esses opioides, quando provados muitas vezes, são viciantes e o ouvinte busca a sensação da ‘droga’ outra vez. (É por isso que as pessoas vão de músicas menos para mais pesadas.)”

Começa com o rock leve, pois ainda agita. “É leve!” Talvez emocionalmente ou audivelmente seja algo leve. Mas neuro e fisiologicamente falando ainda é sentida como um ataque. O cérebro não gosta disso. E há motivos pelos quais não dá para tratar hoje. Mas os analisamos no seminário de 12 horas. Então, a gente recebe o estresse, estamos sendo “atacados”, e liberamos essa morfina, esses opioides. Com o passar dos tempos, ficamos viciados nessa sensação e passamos da música leve a mais pesada para obter o mesmo efeito.

Além disso, “Os fortes ritmos de tambores liberam gonadotrofinas no corpo (hormônios sexuais), que aumentam a excitação sexual”. Como cristão, não deveríamos ser cuidadosos quanto ao que entra em nosso corpo? Se você pudesse tomar um comprimido que aumenta a excitação sexual… Há alguns por aí. Se você é um cara solteiro, seria prudente ingerir algo assim? Sim ou não? Se você é pai, seria prudente deixar seus adolescentes tomar tais comprimidos e andar por aí sexualmente excitados? Quer saber? A música errada é esse comprimido. E se estamos ouvindo tipos errados de música com tambores fortes, síncopes, ritmos, o que vamos analisar em instantes, será liberado o opioide, essa dose de morfina, mas também a gonadotrofina. Nós dizemos aos jovens para se manterem puros, mas permitimos que ouçam coisas que os imbui quimicamente de hormônios sexuais. A música pode ser seu melhor amigo ou seu pior inimigo. Estão entendendo? Faz sentido?

Continuando. “A música grave alta e estrondosa tem um efeito similar e é fácil saber porque os rapazes preferem esse tipo de música, pois estimulam a liberação de opioides, estimulam seus hormônios, ou os dois!” Meus filhos, de 12 e 14, não escutam essas porcarias. De maneira nenhuma! Já é muito difícil ser cristão em 2012. É sério! Já perceberam isso? É muito mais difícil crescer como cristão hoje do que há 10 ou 20 anos. Há 20 anos nem havia Internet. Hoje, no celular, dá pra ver e ouvir qualquer coisa pelas ondas do ar. O diabo é chamado de príncipe da potestade do ar.

É importante notar que a música serve a um propósito. Mensagens aos Jovens, p. 291. “A história dos cânticos da Bíblia está repleta de sugestões quanto aos usos e benefícios da música e do canto. … corretamente empregada…” – Quer dizer que a música pode não ser devidamente empregada. Amém? “… corretamente empregada, é um precioso dom de Deus, destinado…” – Por um Designer, e Seu nome é Jesus Cristo. “… destinado a elevar os pensamentos a coisas mais altas e nobres, a inspirar e enaltecer a alma”. Se ouvimos algo contrário à destinação original de Deus, usamos a música de um jeito que nunca foi o planejado por Deus. Faz sentido?

Vamos ver rapidamente a história. Desde 1450 até 1960 e vai ser isso. Geralmente, no seminário, passamos 3 horas nisso. Vou passar somente 8 minutos com vocês. Mas passamos 3 horas de história audível desde 450 a.C. até 2012. E trazemos Justin Bieber, Taylor Swift e todos esses artistas novos desta época. Analisamos tudo metodicamente. É engraçado. Em cada gênero musical… Vejo os idosos ao chegarmos à década de 40 ou 50 lembrando-se de seus tempos. Na década de 60 ou 70, o mesmo. Nos anos 80, os de minha idade se identificam. E chegamos a Justin Bieber e a reação é: “Não!” Este seminário de música vai tocar no calcanhar de todos. Incluindo o meu.

Analisemos a Renascença. “É o ‘Renascimento’: muitas mudanças no modo de se criar música Os compositores se preocupavam com 3 áreas da música: sacra, secular e instrumental.” Vamos ouvir um trecho sacro da Renascença.

Sacra? Linda, não é mesmo? Agora, apertem os cintos. Vamos à música secular dessa época.

Do que estão rindo? Isso é música secular da Renascença. O ponto é que a música era muito similar e com um propósito. Até a música secular era amplamente criada por funcionários da igreja. E servia ao propósito que Deus destinou para a música. Com o tempo, mudamos o uso da música. Nessa época, as músicas eram “semelhantes em natureza, e tinham ritmos e melodias suaves e agradáveis com fraseados equilibrados”.

Nessa época da história, a América não tinha sido descoberta. Era tudo música europeia. Quando descobriram a América, trouxeram sua música, basicamente, a clássica. À medida que a América crescia, surgiram gêneros diferentes, que não temos tempo para ouvir aqui, e pelos anos 1800 na América, ao se desenvolver ainda mais, uma mancha em nossa história: “Escravos da África vendidos a comerciantes brancos na América do Norte. Trouxeram consigo da África, suas práticas ritualísticas religiosas conhecidas como vudu, amplamente envoltas em tambores tribais”.

O motivo pelo qual falamos isso é que a América se tornou um caldeirão para uma explosão musical. E começamos a exportar ao mundo nossa nova música e todo mundo ficou louco por ela. Aconteceu na América. Se fosse na Europa, falaríamos disso. Se fosse com o grupo mexicano ou asiático, falaríamos disso. Não estamos aborrecidos com os africanos. Só estamos mostrando a história e como ela aconteceu. Estão todos me entendendo?

John H. Steel, especialista em cultos religiosos pagãos, escreveu em seu livro “The World of the Unexplained”: “O seguidor do vudu busca incorporar um LOA (deus inferior) em si…” – Quando estive na Suécia, o presidente da Associação Africana estava lá conosco. Estava ensinando isso por 10 dias. Depois disso, ele veio falar comigo me pedindo para ir ao Quênia para ensinar isso por lá, porque tudo o que eu dizia era exatamente a realidade de lá. “O seguidor do vudu busca incorporar um LOA (deus inferior) em si retorcendo-se e saltando numa dança, enquanto tambores tocam ritmos complexos.” Tem uma palavra-chave aí. “Quando o ritmo certo é achado para um LOA individual…” – Chamaríamos isso de ‘demônio’. “… o dançarino o recebe e o demônio entra em sua alma. A religião é estritamente dionisíaca. Em outras palavras, muito sensual.

Três coisas que sempre haverá em ritos pagãos ou cultos ritualísticos: 1) Drogas, que afetam a mente, 2) música polirrítmica, ou música com ritmos complexos e 3) sempre haverá sexo. Sexo, drogas e rock and roll. Já ouviram essa expressão? Interessante.

Sabem de onde vem o nome “Rock and Roll”? Alguma ideia? Será que tem raízes sadias, belas e valorosas? Não! Com a explosão dessa mistura de música americana “branca” e essa nova música “africana”, elas começaram a se unir. E começaram a desenvolver o blues, rhythym and blues, e deu luz a isso que chamamos de rock and roll. Há um DJ que cunhou o termo “Rock and Roll”. Ele percebeu que os jovens ouviam esse tipo de música e fazia com que eles se envolvessem em coisas impróprias, intima e sexualmente falando, com outra pessoa, no banco de trás do carro de seus pais e isso fazia o carro balançar [rock] e se agitar [roll]. Só a título de informação. Vamos adiante.

Dr. Richard Hodges continua: “Os tocadores de tambor geralmente arrastam os pés ou balançam o corpo na dança como impulsos para ajudá-los a manter o contato com a batida principal, principalmente quando o ritmo é sincopado.”

No seminário completo, falamos muito sobre isso. Aqui só vou dar algumas ilustrações verbais rápidas. O que significa “síncope”? Em primeiro lugar, a síncope não é algo do diabo. Os conservadores vão querer me expulsar, mas ouçam-me primeiro. A síncope não é do diabo. Síncope é como o tempero do feijão. Quem gosta de tempero no feijão? Todo mundo! Claro! Mas quem gosta de derramar todo o saleiro no feijão? Ninguém? Por quê? Como é que fica o feijão? Ele se perde por completo! Numa música, a síncope só é apropriada um pouco aqui ou ali, se é que desejamos colocá-la. Assim como temperar um feijão.

Mas o que é a síncope? Numa música com tempo normal, tipo quatro por quatro, e o acento estiver no primeiro tempo, temos algo assim: “CRISto tem aMOR por mim COM certeza eu CREIo assim…” Isso é compasso 4/4 com acento no primeiro tempo. De fato, se você quiser tocar um tarol, não teria problema nenhum. “Christian Berdhal disse não ter problemas com tambores?!” Sim. “No ASI?!” Isso mesmo. Mas também estudei o assunto e você não vai refutar isto.

De fato, você pode tocar uma música, tipo marcha. Um tambor para marcar a cadência de marcha. O tempo forte é o primeiro, e, possivelmente, o terceiro. “CRISto tem aMOR por mim COM certeza eu CREIo assim” Como cantam as criancinhas: “CRISto tem aMOR por mim COM certeza eu CREIo…”- Viram? Está no 1o. e 3o. tempos. É natural!

Olha o que acontece quando, em vez de: “CRIS-to tem a-MOR por mim”, nós mudamos do 1o. para o 2o. tempo. Ouçam isto: “Cris-TO tem amor POR mim Com CER-teza eu crei-O Assim Por A-mor de mim MOR-reu…” Vocês ouviram a diferença?

Indo pro 3o. tempo. “Cristo TEM amor por MI-m Com cer-TE-za eu creio as-SI-m Por a-MOR de mim mor-RE-u…”

No 4o. tempo. Essa é a mais difícil pra mim. “Cristo tem A-mor por mi-IM Com certeZA EU creio assi-IM” Só fizemos passar de… Desculpem. A gente faz tantos em sequência que fica um pouco difícil.

Passando o acento do 1o. e 3o., para o 2o., 3o. ou 4o. tempos. E aí começa a bagunça, que chamamos de síncope. Em uma de minhas músicas no CD de Natal, tem a música “Povos Cantai” e há síncope em um lugar, mas é somente um acento. O problema vem quando… Podemos colocar energia e interesse numa música se colocarmos um acento aqui e outro ali. Faz sentido? Entendam isso.

O que o diabo faz é pegar a síncope, que faz o córtex pré-frontal entrar em curto-circuito, o lobo frontal moral. Põe você em um padrão cerebral alfa e toda informação que vem, entra sem ser discernida no momento. Sabiam disso? Os elementos polirrítmicos põem a parte frontal do cérebro em curto. Toda informação que entra… Fazem filmes e programas assim. Você entra em um padrão de curto… Não é bem curto-circuito, mas é o jeito mais fácil de falar. E você entra num padrão alfa, sem analisar as informações que entram. Não seria assustador ficar vendo ou ouvindo coisas erradas, sem analisar nada? Entra direto e muda nosso caráter. Já lemos isso. “… quando o ritmo é sincopado”.

Juntando as ideias. A síncope bagunça a acentuação. Eu sei que é uma explicação curta. É como abrir uma grande caixinha de surpresas. Leve o DVD e saberá mais. Não falo para vender, mas para informar. Amém? “Durante os rituais que ainda ocorrem no Congo e Yorubaland, as camadas intricadas de toques de tambores ritmados são consideradas a fonte primária…” – De quê? De forças divinas? “… de forças ocultas.”

Eles descobriram que são os níveis polirrítmicos e ritmos complexos que são batidos. Não importa… Tenho um slide que costumo mostrar… No Japão, Europa, América, na parte das culturas pagãs, todas elas têm os elementos polirrítmicos. Não importa o local de onde veio. Não é um problema africano; mas mundial. Amém?

Vamos ouvir amostras de vudu. [AMOSTRAS DE VUDU – DO ANTIGO AO CONTEMPORÂNEO] Isso é vudu de verdade. Ouvem as camadas? Aí vem outro mais atual. Mas ainda é vudu. Vamos voltar a este aqui. E este aqui. Este é bem moderno, tirado do iTunes. Não sei o que dizem, e nem quero saber. Vudu de verdade. A fonte das forças ocultas. O que fazemos é embalar tudo com uma letra diferente e chegamos à explosão dos anos 50.

Na década de 1840: “Muitos africanos vieram a Cristo com permissão para ter suas igrejas. Uns se afastaram de vez dos tambores…” – Louvado seja Deus! “… outros os levaram consigo em sua nova fé. Cantavam os mesmos hinos que os brancos mas com gritos, tocando contrarritmos em tambores, cabaças e troncos. Por fim, isso trouxe o surgimento do movimento da carne santa Os congregantes ainda queriam possessão; só que a chamavam de ‘Espírito Santo'” Não parece loucura? Em vez de serem possuídos por um LOA ou demônio, trazemos isso para o culto da igreja e queremos ser possuídos pelo “Espírito Santo”. A gente se debate no chão, fala em línguas, Estão captando a mensagem? Não é interessante? Igual aos adoradores pagãos. Só que agora acontece na casa de Deus. E se chama “Espírito Santo”. Vamos voltar a isso.

E esse rapaz entra em cena. Seu nome é Aleister Crowley. “Fundou a filosofia religiosa de Thelema.” Ele alega que a entidade “Aiwass” lhe disse para escrever esse livro específico da lei. Nesse livro da lei… A propósito, essa seria a raiz da igreja satânica, e vocês logo verão isso. Lá diz: “Faze o que tu queres será o todo da Lei”. Esta é a lei: “Faça o que quiser.” Esta é a lei: “Faça o que quiser!” Sabiam que essa é a lei? Não de acordo com Deus. Amém? Porque Deus nos orienta a falar: “Não a minha, mas a Tua vontade seja feita na terra e no céu”. E no meu iPod. E na minha TV. Não seja feita a minha vontade, mas a Tua.

A filosofia satânica é totalmente contrária. É fazer o que você quiser, sem se importar com os outros. Veem a dicotomia? Os lados opostos? Isso é bem interessante. “Desejava usar a música para introduzir a ‘nova era’.” Era o surgimento da era de aquário. Na década de 60 e 70. Quem conhece o Espírito de Profecia vai se arrepiar agora. “Desejava usar ‘um exército de jovens’ para doutriná-los com ‘Faze o que tu queres’.” Citação direta de seu livro. Ele quer doutrinar nossos jovens. E vocês já foram jovens. Ele quer doutrinar todos nós. Quer ajudar-nos a ser discípulos seus; e não de Deus.

E temos esses caras. Uma mescla dos ritmos africanos, que já falamos, e essa filosofia “Faze o que tu queres”. E temos a síntese de duas culturas que, por fim, dão luz a grupos como Bill Haley and the Comets. “Em 1954 começaram a escrever músicas de sucesso. Como banda de brancos, usando formas derivadas dos negros, ousaram entrar no rock and roll.” Então, introduzimos outros instrumentos, como a guitarra elétrica. Na verdade, qualquer instrumento pode ser tocado indevidamente, com síncopes e elementos polirrítmicos. Então, trazem a guitarra elétrica. Mesmo o jeito que Bill Hailey canta a música que ouviremos, é de natureza polirrítmica.

Tem algo que temos que entender. No ambiente tribal, há um grupo de pessoas que tocam todos esses tambores. Não tenho tempo para dar-lhes toda a história. Por fim, criaram um instrumento, o kit de tambores – ou bateria. Permitia que alguém se sentasse no que chamam de “trono”, e com 4 membros pode tocar o que, antes, era preciso uma tribo. Não se esqueçam disso. Podiam tocar as batidas polirrítmicas e sincopadas com uma só pessoa nesse kit de tambores.

Chegam ao lugar onde buscamos essa experiência “superior” até mesmo em nossa música, e achamos que estamos indo a um lugar incrível, mas não vamos a um lugar, vamos com alguém que está nos possuindo. Isso é forte, e eu sei, mas é preciso estudar. Essa coisa toda pode ser muito perigosa! E também pode ser a melhor das bênçãos. O diabo trabalha mais forte onde pode agarrar mais gente.

Nos 50, 60 e 70, a música se tornou diferente do planejado por Deus. Drogas, rebelião e total indiferença por qualquer autoridade em alta, e, por fim, a música ousou glorificar abertamente o diabo. Logo trataremos disso.

Acho que já ouviram isso. Ouçam os elementos polirrítmicos. Ouçam. Tudo polirrítmico, até o jeito de cantar. A coisa toda é polirrítimica. -“Mas é divertido, Christian!” – Lamento, e concordo. Já ouvi muita música dos anos 50, 60 e 70. Eu gostava mais das dos anos 40 e 50. O problema é que emocionalmente podemos reagir de um jeito, neuro e fisiologicamente reagimos diferente, e é bem perigoso.

“Faze o que tu queres” está em alta. Nós decidimos o que acontece. Nós decidimos o que fazemos. O que fumamos. O que escutamos. Nós decidimos o que vestir. Como falamos. Como agimos. Aonde vamos.” E “Faze o que tu queres” se torna “Faça do seu jeito”. É a filosofia do diabo só que numa linguagem diferente. Não é interessante?

A juventude ficou envolta nessa rebelião revolucionária. “Faze o que tu queres” permeou essa era, principalmente, nos 60 e 70. Logo, ninguém questionava nada ou ninguém, nem se seguia a ninguém. E alguns dos elementos satânicos em certos grupos foram ocultos. Por exemplo, nos Beatles. Não temos muito tempo agora. Os Beatles foram apresentados pela mesma gravadora que os Rolling Stones. A mesma gravadora servia os dois grupos. Se você é um rebelde, sirva-se aqui. Ouça esta música. Rolling Stones. Se for um “mocinho”, ouça os Beatles. Eles só querem “pegar na mão”. Eles até usam paletó e gravata pretos. Taí a reforma de vestuário. Eram só músicas divertidas, mas começaram a ficar sombrias. Temos muitas informações sobre os Beatles. E, lamento informar, mas não passam no teste.

Mas, vamos ouvir isto. Nem é preciso pensar para saber de onde vieram os Rolling Stones, porque o carro-chefe do disco é “Compaixão pelo Diabo”. O diabo precisa de compaixão? Não, claro que não! Acompanhem a letra e ouçam como começa a música. Digam-me o que é isto. O que é isto? O próprio vudu. Vocês nunca imaginaram. Acompanhem. Ouçam. Adeus córtex pré-frontal.

“Permita-me apresentar-me / Sou um homem de posses e bom gosto / Estou por aí há muitos, muitos anos / Já roubei a alma e a fé de muitos / Estive lá quando Jesus Cristo / Teve seu momento de dúvida e dor / Garanti que Pilatos lavasse as mãos / E selasse seu destino / Prazer em conhecê-los / Espero que adivinhem meu nome/”

Direto do inferno. Na mosca. Dito por minha irmã mais velha que sabe das coisas. Digam-me se Deus planejou músicas assim. Sem chance! Isso tem sido usado pelo diabo para propagar suas ideias e forçar a nossa conversão. Isso é blasfêmia.

Shu Ching Século VI antes de Cristo. “Para mudar hábitos…” – A propósito, as pessoas sabem disso há muito tempo. “Para mudar hábitos e costumes das pessoas, não há nada melhor que música”. Anton LaVey sabia disso. Ele “pega o bastão de Crowley e cria a Igreja de Satanás ‘oficial'”. Escreveu ‘A Bíblia Satânica’.” O “Faze o que tu queres será o todo da Lei”, de Crowley, se tornou a filosofia e doutrina oficiais da Igreja de Satanás. A tela não ajuda, mas tentem ver. Mas isso se chama o Sigilo de Baphomet. É um pentagrama invertido, com olhos, chifres, orelhas e barbicha de um bode. Trata-se do símbolo do próprio diabo. Na verdade, este é símbolo do diabo. Ou assim. Assim. Este é o diabo. Estes são os chifres. É isso o que significa. Isso não é “Eu te amo”. Esse é diferente: Eu/Te/Amo. Mas este é o símbolo do diabo.

O que me repulsa é que em muitos concertos “cristãos” crianças e cantores ficam acenando os símbolos do diabo. E muitos nem sabem o que fazem. Há 12 anos que faço concertos e eu garanto, nunca vi ninguém acenar o símbolo do diabo em meus concertos. Por quê? Porque a música não tem a linguagem corporal satânica.

“Lavey diz: ‘Vamos levá-los a um lugar onde se esqueçam da lógica…” – Aqui é onde temos raciocínio lógico. No córtex pré-frontal, que, nos DVDs, passamos mais de 1 hora falando de como funciona o cérebro. “Vamos levá-los a um lugar onde se esqueçam da lógica e só façam o que quiserem.” O que está errado com os elementos polirrítmicos na música sincopada que ouvimos é que ela tira o córtex pré-frontal, joga isso pra lá, e agora fazemos o que sentimos que devemos fazer. Isso é bem interessante.

Num artigo: “Alta tecnologia nas frequências baixas”, o repórter Jason Sneed escreve sobre um grande clube. “DJ Lorin, ou Bassnectar, representa a onda de sucesso dos DJs. Toca mixes incríveis em pistas de dança dos EUA e em outros países. Seus shows têm a sensação futuro-primitiva de total rebeldia resultante da unidade tribal de envolvimento do público.” Em outras palavras, quando ele toca, tudo vira uma tribo. Vamos ouvir. Vocês vão se impressionar.

Lembram desse clipe de vudu? Foi o primeiro que tocamos. Ou o segundo. Eu estava preparando este seminário com a guia de Deus. Eu uso um software de edição de áudio chamado ProTools. Eu tinha uma faixa e coloquei este clipe aqui. Essa é a música de Bassnectar. É música de balada. Fazem todas essas coisas. Pensem nisto. Em quantas baladas tocam Mozart? Por que não? Porque Mozart deixa a mente intacta, mas essa coisa, não! De repente, você começa a beber, o que também mexe com o lobo frontal, e sem notar, começa a falar baixaria e olhar para mulheres estranhas. A Bíblia diz isso. Deus me disse: “Toque essa música, e, em outra faixa, coloque o vudu por cima e veja o que acontece”. Será que casam? Eu vou dizer quando o vudu entrar. Digam-me vocês. Preciso dizer alguma coisa? É vudu sobre vudu moderno.

Nos 80, a música teve um conteúdo mais sexual. “Faze o que tu queres” se tornou “Viva e deixe viver”. Mesma filosofia. Quem viveu nessa fase? “Faça do seu jeito”. Quase todos vivemos isso. Mas é a mesma filosofia diabólica.

Nos 90, o conteúdo se tornou bastante explícito. E, pela primeira vez, havia rótulos de advertência nos discos, dizendo: “Contém material explícito”. Isso nunca tinha acontecido. Um pouco nos 80. Mas antes disso, nunca com conteúdo explícito.

Nos anos 2000, vimos pessoas como Marilyn Manson. Esse roqueiro pegou dois de seus ídolos, Marilyn Monroe, o primeiro nome, e Charles Manson, o assassino, e juntou os nomes: Marilyn Manson. Ele diz: “Não sei se alguém já entendeu o que queremos… Atrair as pessoas. Uma vez dentro, passamos nossa mensagem.”

Quer dizer que o diabo tem discípulos e apóstolos? Claro que sim. E são bem patrocinados. Espero que vocês não estejam enchendo os bolsos deles. Encham a casa do tesouro de Deus. “Espero ser lembrado como alguém que colocou um fim ao cristianismo”. “Se alguém se mata por nossa música, é menos um estúpido no mundo.” Ele acrescenta: “Eduquem melhor seus filhos, ou eu os educarei”. Citações diretas.

I Tessalonicenses 5:21,22 diz: “Examinai tudo. Retende o bem. Abstende vos de TODA a aparência do mal.” Seria o Death Metal uma aparência do mal? Essa é fácil! Claro que sim! E quanto ao Death Metal Cristão? A propósito, existe isso! Agora é que o coração sai pela boca. Death Metal Cristão. Death Metal… Cristão?! Não tem algo de errado nisso? É um paradoxo. Exato! É como “mega bonsai”. Mega… bonsai. Não encaixa. “Inteligência militar”… Brincadeira.

O fato é que não há como ter Death Metal Cristão. Rap Cristão. Screamo Cristão. Tecno Cristão. Como assim?! O diabo sabe que somos tolos e ingênuos o bastante. Igual a um monte de ovelhinhas. Seguindo umas às outras até cair no abismo. Ele sabe que se colocar 7 letras depois de qualquer coisa, a gente compra até charuto cristão. A palavra de sete letras é: CRISTÃO. E pornografia cristã? Seria permitido? E cerveja cristã? Isso, sim, seria permitido! É cristã! Talvez pareça ridículo para vocês. Concordo. Mas parece que a música tem passe livre. Pois ninguém vai me julgar pelo que eu escuto.

Muitos concordam que cerveja é um paradoxo. Mas dizer que vocês não deveriam ouvir uma droga que faz com que você tenha reações físicas e neurológicas como quem usa drogas, aí já seria exagero?! Como é que é? Exagero nenhum. Isso é afastar-se do mal, e é sabedoria de Deus.

Que tipo de música glorifica a Deus? Em seu kit ao lado de vocês – vou pegar um aqui – há um cartão dentro do catálogo. É um presente para vocês. Se precisarem de mais, temos mais ao fundo e podem levar. Podem colocar na carteira, na bolsa. Se quiser, pode colocar bem aqui. Também será útil. Temos que garantir que nossas escolhas musicais passem no teste deste cartão antes de entrarem em ouvidos cristãos. Temos um teste musical. Temos esse acróstico: M-U-S-I-C. Se acabar, falem com nosso ministério Shepherd’s Call ou liguem para +1(505)286-5522 e forneceremos mais para vocês. (ou clique aqui)

M-U-S-I-C. O “M” {Meaningful) representa Significativa – não banal. O “U” (Uncontaminated) representa Incontaminada – não mundana. O “S” (Spiritual) representa Espirital – não carnal. O “I” (Inspiriting) representa Inspiradora – não degradante. O “C” (Clear) representa Clara – não confusa/camuflada.

Falemos de “Significativa – não banal”. Ouçam esta música e digam-me se banalizamos o evangelho. Esta é uma música cristã. Banalizamos o evangelho ou ela é significativa?

“Estive pensando outro dia / E se os desenhos se salvassem / Eles começariam a louvar de um jeito novo…” – Elementos polirrítmicos. “Fred e Wilma Flintstone cantando laba-daba-duia.”

Eu me alegro com a reação. Vocês riem. Porque é cômico. É significativa ou banal? Banal. Fazendo piada do evangelho. Como assim desenhos salvos?! Ir a Jesus para ser salvo é uma escolha pessoal. É um dom do céu. Não é para desenhos animados. Estamos banalizando, mas é engraçado, e as crianças adoram. A música continua e outros desenhos falam outras bobagens. Pra mim, isso é incrível. Entendam de onde vem isso.

Stan Moser, dono da Word Records, maior selo de música cristã do mundo. Também fundou a Amy Grant. CEO da Star Song Records, outra gravadora cristã enorme. Também é pioneiro e diretor do MCC. Movimento da Música Contemporânea Cristã. E ele diz isto após muitos anos de MCC: “Para ser franco, a maioria da música que existe hoje é insignificante… Há um abismo crescente entre o MCC e a igreja. Entre o que realmente ocorre no mundo real do ministério, ou até mesmo no ministério da música da igreja, e o que estamos fazendo no MCC”.

Esse é o cara que começou tudo isso. Um dos pioneiros principais que diz haver graves problemas. Não têm nenhuma conexão com a igreja nem com o ministério da música. Quem estará por trás disso tudo?

Agora o “U” para Incontaminada – não mundana. Digam se isso é mundano. Teria vindo do céu? É incontaminada? Ou seria mundana? Quando fazemos isso, além de tocar os maus exemplos, também tocamos os bons para vermos e ouvirmos a diferença. Não há tempo para isso agora. Incontaminada ou mundana?

“Olha isso, eu digo isso / Faça o que quiser / Minha missão é colocar / Jesus Cristo em evidência / Isso importa / Você nem sabe o nível que tenho / Pode parar.”

Como se faz para andar com isso? Preciso ter cuidado. É sério, há duas semanas estive no hospital. Louvo a Deus por estar andando diante de vocês. Mas tenho que atentar para certos movimentos. Incontaminada ou mundana? Claro que mundana! Não se pode ter uma letra “de Jesus”… Como era mesmo? “Vou colocar Jesus Cristo em evidência”. “Não se importe… Pode parar.” Blablablá. Nem o conteúdo da letra glorifica a Deus, hoje em dia. É mundana, e não incontaminada.

Obreiros Evangelísticos, p. 357. “Em seus esforços para atrair o povo…” – Essa é a alegação. “Precisamos atrair as pessoas. Precisamos soar como eles e dar-lhes algo a que estão acostumados.” A resposta está E-RRADA. De jeito nenhum! Por quê?

Amigos, não temos que dar o que eles já têm. Temos que dar-lhes algo diferente. Ser a alternativa à porcaria que há lá fora. Mas se soamos, parecemos e agimos como eles, do que vamos alimentá-los? Temos que ser um povo diferenciado. Dando à trombeta o sonido certo, não o sonido mundano como os outros. Isso é fácil!

Por que “retirar-se do mundo”? Não cresci adventista, fui convertido. Quando crescia, no mundo, tinha acesso ao que quisesse. Vocês acham que, ao Espírito Santo começar a atrair meu coração, eu queria o que o mundo já me dava? Não, pois não me acrescentaram nada. Fui a várias igrejas. Uma delas, pentecostal. Apesar de haver pessoas amáveis e maravilhosas, e que amam a Deus, quando entrava lá e via a festança que faziam, com representações e teatro, com Satanás e Deus lá na frente… Eu era ator e não podia crer que isso pertencia a casa de Deus. Será que essa música é daqui, mesmo? Eu saí de lá. Não queria isso. E vim a achar uns cristãos conservadores humildes que tinham algo diferente.

Agora eu vou direto ao ponto. Talvez nunca mais fale no ASI. Lamento. Se eu entrasse em alguma igreja adventista do 7o. dia, hoje, será que eu deixaria o local? Em algumas delas, sim! Amigos, essa é a realidade. Talvez não saibam por viverem sempre no mesmo local. Eu viajo o mundo todo por Deus. Eu vejo e escuto. Já estive em igrejas, no púlpito, que quando a música começou, pedi licença para sair e orar. O que vou fazer? Pela graça de Deus, apresento este seminário.

“Em seus esforços para atrair o povo, os mensageiros de Deus não devem seguir os métodos do mundo.” [Obreiros Evangelísticos, p. 357] E ponto. Ou, se preferirem: “Ponto final”. É isso! Temos que dar-lhes uma alternativa, e não tentar soar como eles.

Revista Time. Isso parte meu coração, pois é uma revista mundial. E até eles veem o problema. Os artistas do MCC são “idênticos, ao não ser pela letra, aos artistas seculares.” Ao olhar para eles, eles se vestem iguais, falam iguais, agem iguais, vestem-se iguais. Tudo o que fazem é igual. Mas eles têm música “cristã”. A revista diz que não. Nem a música é diferente, “a não ser pela letra”.

Hoje em dia, nem a letra é abertamente cristã. Está tão ambígua que não dá para identificar. Deveríamos saber se a música é ou não cristã? Querem uma novidade? A música cristã não é para o mundo. A música cristã é para o cristão. A música mundana é para o mundo. Eu mesmo já tive esta percepção.

Qual o problema em criar uma música que cruza fronteiras e vai ao mundo secular? Que há de errado nisso? Se faço uma música adequada e ela entra no mercado secular, não seria incrível? Seria, mas não deveria ser minha meta. Minha meta é ministrar ao povo de Deus. Por quê? Escutem bem. Como são discernidas as coisas espirituais? Espiritualmente.

Eu já ouvi a música do mundo. E quando acordei pra tudo isso, comecei a tocar outras músicas e fiquei surpreso ao notar que tinha ouvido isso toda minha infância sem saber que era música cristã. Por quê? Porque quando se fala que o diabo está na sua cola, isso não faz sentido. É só uma expressão. Não tem nada de mal, porque ainda se não entende – por ainda não ser cristão, criado em um lar secular – que há um diabo de verdade que quer roubar sua alma. Você não sabe do grande conflito. Não sabe dessas coisas. Eu não serei convertido por uma música cristã, como alguém do mundo. Não vai acontecer, a menos que Deus já esteja operando nessa alma por meio do Espírito Santo. Está fazendo sentido? Nossa meta não deveria ser converter o mundo com nossa música; mas, por meio do Espírito Santo, converter o mundo pela Palavra.

“S” para Espiritual – não carnal. É espiritual ou há uma sensualidade estimulando a carne? A música sussurra ao ouvido de um jeito muito íntimo e impróprio? Ouçam como esta mulher canta a Cristo como a um amante.

“Preciso dizer / Você não sai da minha cabeça / Eu sei, no passado, eu falhei / Mas hoje eu quero dizer / Eu te amo, te amo / Preciso de você.”

Ela está cantando para Cristo. Será que estava mesmo? Devemos amar a Cristo. Amém? Mas não nesse sentido. Vocês me entendem? Até a música tinha um fundo sincopado retardando. Até o som grave do baixo parecia reproduzir a linguagem corporal da canção. Concordam comigo? Ela parece ir deitar-se num piano de cauda em um bar ou numa boate. Deus nos livre que essa mulher se levante pra cantar isso na igreja!

Temos que ter cuidado com a música que escolhemos, sobretudo, no culto de adoração a Deus, na casa de Deus, pois podemos fazer alguém cair e pensar coisas pecaminosas, bem no culto divino. Imagine essa mulher cantando isso no culto divino. A minha mente trará coisas de um passado que não me orgulho. E eu deveria adorar a Deus! “Você não sai da minha cabeça…” – Deus tenha misericórdia!

Anthony Campolo. Ele escreve sobre o Festival da Criação, um festival musical cristão. Tipo, um “Woodstock” dos cristãos. Esse é outro assunto. É tipo um “Woodstock” para cristãos de todo o mundo. Não existe mais, pelo que ouvi. Foi em 1997, quando ele escreveu sobre isso. Eles vêm e tocam todo tipo de música. Isso é o que ele diz sobre essas incríveis bandas cristãs.

“Estar nos bastidores de bandas famosas antes de entrarem no palco é totalmente assustador…” – Não parece um bom testemunho. “… o egocentrismo, a linguagem que usam, o ódio pelos outros… mas na hora do show, sobem ao palco e dizem: ‘Estamos todos unidos em Cristo e no amor que compartilhamos'”.

Tenho muito mais informação do que somente esta sobre o que realmente ocorre: drogas, adultério, palavrões de todos esses grandes artistas e bandas. Por quê? Amigos, reflitam nisto: A música que escrevem está moldando o caráter deles. “Mas não vai me impactar.” Ah, vai sim! Claro que sim! Tem que impactar! Foi projetada para isso.

“I” para Inspiradora – não degradante. Digam-me se é inspiradora ou degradante. Está inspirando você a pensar em Cristo e coisas celestiais? Está elevando e enobrecendo seus pensamentos? Ou está degradando tudo e só desviando seu foco?

“Em estado de coma / Nunca me levantarei / Sem uma overdose / De você / Eu não quero viver / Não quero respirar / A não ser que você esteja ao meu lado / Você alivia a dor que sinto.”

A sensação é a mais “hardcore” e satânica possível. “Não quero acordar sem uma overdose de você.” Ele usa termos do tráfico, e une isso a uma relação com Cristo?! Isso é repugnante.

Ao analisar um concerto de “Audio Adrenaline e DC Talk”, “Uma batida grave muito alta e incessante foi a marca predominante de ambas as bandas a noite toda.” “Os músicos de Adrenaline levantaram a multidão ao agitar a cabeça…” – Não me parece adoração, nem louvor a Deus. “Os músicos de Adrenaline levantaram a multidão ao agitar a cabeça, e saltar pelo palco ao som de sua música hard rock, praticamente não havia autocontrole perto do palco. A multidão parecia ‘drogada’ com a música alta.”

Jesus veio para dar paz. Veio nos oferecer calmaria em meio à tempestade. Ele não veio para criar mais caos em nossa vida. E caso haja caos, com Sua permissão, Ele nos ajuda e teremos paz ao passar pelo caos. Mas hoje trazemos o caos ao nosso iPad, iPod, fones de ouvido, em nossos carros, no trabalho, no elevador.

Já notaram que a música de elevador mudou? Antes era uma música calma. Sabe por quê? Porque muitos têm medo de elevador. Psicologicamente, pensaram em tocar músicas suaves para acalmá-las. Aí você escuta essa música leve, e o medo diminui. As pessoas morrem de medo de elevadores, por claustrofobia. Há 3 semanas, peguei um elevador e a música era pesada. Eu achava que íamos cair. Algo proibido vai acontecer aqui. Vamos cair no buraco! Até a música do elevador está mudando hoje em dia. Antes, a música ajudava a gente, agora, não tem importância. É um convite a ir ao abismo com eles.

Editor da Revista MCC… Essa é a revista do Movimento da Música Contemporânea Cristã. Eu assino para saber o que dizem. Veja o que eu li: “John Styll”, o editor, queixou-se de que “Algumas músicas ‘cristãs’…” – Ele mesmo usa aspas. “… de hoje são tão desprovidas de conteúdo espiritual que ninguém entende seu significado, somente as mentes muito férteis.”

Testemunhos para a Igreja, vol. 1, p. 506. “A música é o ídolo adorado por muitos professos cristãos… Satanás não faz objeções à música, uma vez que a possa tornar um canal de acesso à mente dos jovens…” – Acha que o diabo está vivo e ativo? Está sim! Acha que ele joga “pra valer”? Com certeza! Isso não é brincadeira. Não dá pra jogar de novo. “Tudo quanto desviar de Deus a mente… serve aos propósitos do inimigo. Ele atua através dos meios que mais forte influência exerçam…” – Se unirmos o que lemos, vemos que Satanás pode usar muito bem a música, contanto que para seu benefício. É um dos meios mais fortes que ele usa “para manter o maior número possível numa aprazível absorção, enquanto se acham paralisados por seu poder.”

De fato, estão mentalmente paralisados. Não conseguem discernir o certo do errado, pois o tipo errado de ritmos e batidas causa curto no lobo frontal, entrando no padrão alfa, como vimos. O diabo sabe do que faz, e é muito bom nisso. Ah, ele era o regente dos céus. Sabe um pouco de música! Hoje, reunimos milhares de pessoas nessas igrejas. Dezenas de milhares de pessoas. Não as levamos a adorar a Deus, abrindo-lhes a Palavra e permitindo que o Espírito Santo converta a alma. Mas deixamos que suas emoções tomem conta de si. Alimentamos suas emoções e elas sentem a Deus no culto de adoração. Elas sentem a presença de Deus. Isso não para nunca.

Agora temos catedrais, enormes, com 43.500 membros como a de Lakewood, de Joel Osteen. O que não mostram é os cânticos antes do culto. Têm de levar as pessoas a um estado onde voltarão no outro domingo. É preciso ter essa experiência emocional. Entendam isso. Trata-se de uma experiência fabricada do Espírito Santo. É fabricada, manipulada. Tem que voltar lá para sentir isso. Eu deveria poder orar em qualquer lugar e dizer: Senhor, não me sinto perto de Ti. Eu creio, mas ajuda meu coração descrente. Não sinto o Senhor perto de mim, mas eu creio. Se não ensinarmos as pessoas a terem comunhão com Cristo e o Espírito Santo vivendo nelas, e que creiam ainda que intelectualmente, como vai ser quando sentirem que Deus não está por perto? Não vai ser!

O fato é que temos que ser cuidadosos em nossos cultos de adoração pois se introduzirmos algo errado, fabricaremos uma falsa sensação que pode ser vista como a presença de Deus ou do Espírito Santo. Está fazendo sentido para vocês?

Vamos avançar um pouco mais. E se o diabo, que de fato é músico, colocar no teu ouvido esse tipo de música, e agora você acredita que isso é a voz do Pastor? “As ovelhas ouvem Sua voz”, não é? O problema é que talvez estejamos ouvindo o pastor errado, pois isso nos faz sentir desse jeito. Creio que o diabo vai usar música no fim dos tempos ao personificar Jesus. E muitos, pela música, dirão: “Este é meu Deus, a quem esperava”. A Bíblia diz: “Não vá! Se disserem que está ali, não vá!” “Mas eu sinto o chamado. Escutei essa música a vida inteira.” E vierem seus cantores favoritos tocando suas canções favoritas e impróprias? “Esse tem que ser Deus!”

Estão vendo o quadro como um todo? Isso tem consequências eternas. O que ouvimos no carro, na igreja, o que deixamos as crianças ouvirem, nos ajudam a andar com Deus, ou a andar com o diabo e nosso eu. Escutamos músicas de meditação assim. A ideia é a tal oração contemplativa. A propósito, tudo isso caminha junto. E cantamos músicas assim. Cantamos isso por 20 minutos. Estou sentindo a Deus. O transe vai vir agora. “Cantemos mais uma vez.” Adeus córtex pré-frontal. Agora estou pronto para receber o que pregarem à minha mente. E agora eu sinto a presença de Deus.

Amigos, no final dos tempos, podemos confiar em nossos sentimentos? Devemos andar por fé, e não por vista ou emoções. Estamos terminando.

“A mente humana se fecha após 3 ou 4 repetições de um ritmo, melodia ou progressão harmônica. Além disso, a repetição excessiva faz com que as pessoas percam o controle dos pensamentos. A repetição rítmica é usada por pessoas que estão tentando forçar certos valores em sua música.”

Já vi ministros de música bem intencionados me falarem: “Qual é o problema de usar a música assim? Vamos dar-lhes a boa mensagem em nossa letra. O que há de errado?” Será que Deus usa de trapaça e curto-circuitos para nos hipnotizar e colocar Sua verdade em nós? Claro que não! Não usamos os métodos do diabo para ensinar o evangelho de Cristo. Tem que ser uma escolha voluntária. Com inteligência e intenção dizemos: “Estou escolhendo servir a Deus”. E não servir a Deus roboticamente. Agora reunimos milhares de jovens com essas sensações e emoções. E sentem que estão sentindo a Deus, que é a presença do Espírito Santo. Tudo isso em meio a shows de rock.

Já ouviram falar da música: “Dias de Elias”? São estes os dias de Elias? Com certeza! Mas isso quer dizer que é hora de fazer uma festança daquelas? Significa arrepender-se de pecados, converter-se e servir a Deus de todo coração, mente e alma. E levar isso a outros, amém?

Ouçam. Este é o culto da igreja. Chegou a hora de sentir a Deus. Este é um culto divino. “Estes são os dias de Elias Pregando a palavra de Deus” E a música continua. Nessa toada. Aí vem o meio da música. “Ele vem…” – Elementos polirrítmicos. “Voando sobre as nuvens / A trombeta eu posso ouvir…” – Já era! Mas estamos adorando a Deus! “Dizendo que já vem a salvação…” – Ouvem os elementos polirrítmicos? O que isso tem a ver com Cristo? Que imagem de Deus isso traz à mente? Um Deus santo? Não! Um Deus baladeiro. Eu não sirvo a um Deus baladeiro. Eu sirvo a um Deus santo. A quem eu não sou digno de Sua presença, nem mesmo de costas. Tirai as sandálias! Não vou tirar as sandálias! Vou fazer a festa na tua casa, Deus! Ouçam os tambores. Todos polirrítmicos. Já era córtex pré-frontal. Caso ainda haja algum córtex pré-frontal ativo, vamos fazer um mantra por 3 minutos. “Não há Deus como Jeová”. Jesus, em sinto Tua presença aqui. “Não há Deus como Jeo… Ahh…. “Que culto maravilhoso! Senti a presença de Deus!” Que imitação barata!

Alguém já ouvir falar de Rick Warren? Escreveu “Uma Igreja com Propósitos” e “Uma Vida com Propósitos”. “A adoração não tem nada a ver com o estilo, volume ou andamento de uma música.” “Deus ama todos os tipos de música porque Ele inventou todas…” – Se eu pudesse… O fato é que… Continuando… “… rápidas e lentas, altas e suaves, antigas e novas. Talvez você não goste, mas Deus gosta.” Citação direta desse homem. Falso profeta. Eu dizia: “Falso profeta de Deus”, mas não. Apenas, falso profeta.

Orientação da Criança, p. 355. “Houve uma grande mudança, não para melhor mas para pior, nos hábitos e costumes do povo com relação ao culto religioso…” – O contexto é o culto religioso. “As coisas sagradas e preciosas, destinadas a prender-nos a Deus, estão quase perdendo sua influência sobre nosso espírito e coração, sendo rebaixadas ao nível das coisas comuns. A reverência que o povo antigamente revelava para com o santuário onde se encontrava com Deus, em serviço santo, quase deixou de existir completamente. Entretanto, Deus mesmo deu as instruções para Seu culto elevando-o acima de tudo quanto é terreno.”

Não é para estimularmos a carne. A adoração não diz respeito a nós, mas a Deus. Não é egocêntrica. Não é para preencher o meu ego. Deve ser teocêntrica. Centrada em Deus. Quando nos atemos ao que vamos extrair do culto. Como nos sentiremos. A adoração é dar a Deus a honra e o louvor que Ele merece. Louvado seja Deus.

Continuando. Perdão, minha citação agora. No decorrer da história da igreja, há exemplos gritantes de permitir ao paganismo, ídolos e costumes dentro da igreja a fim de fazer uma ponte para os pagãos. Infelizmente, sempre os pagãos venciam a igreja, e não o contrário. Tentáculos da música pagã chegaram aos nossos dias e espero que, como eu, você não queira nada pagão junto com a adoração a Deus. Louvado seja Deus. Gravem este momento.

Há muitos lá fora indo a essas igrejas enormes. Tantas, que nem consigo ficar de olho em todas em minha pesquisa. Tem essas pessoas indo ter essas experiências emocionais, e muitas delas ficarão lá, a despeito da mediocridade de tudo. Mas outras sabem que o cristianismo não pode ser só isso. Precisam de algo diferente, precisam de alimento. Estão fartas de sentimentalismo. Precisam de algo capaz de transformar a alma e o coração. Muitas vão deixar essas igrejas sem saber que é de Cristo que carecem. Ninguém fala de Cristo, a não ser como um cara legal, que nos dá tudo o que queremos, contanto que ofertemos mais, pois Deus nos dará mais.

Com tudo isso acontecendo, essas pessoas saem e concluem que o cristianismo também não funciona. Amigos, precisamos ser a alternativa quando essa debandada acontecer. Já começou.

As pessoas que iniciaram essas igrejas diferentes de hoje, notaram que não funciona assim. Eles atraem milhares de pessoas, mas não conseguem mantê-las. Tem que ficar trazendo mais, pois não é possível mantê-las. Isso não funciona. A única coisa que funciona é uma conexão íntima com Cristo, o Justo. E vê-Lo como nosso Salvador. Eu quero ser um daqueles, espero que você também, que quer estar lá, em minha igrejinha no campo onde moro, quero ser essa alternativa. Quero que alguém diga: “É isso o que eu buscava!”

Enquanto gravávamos o seminário de 12 horas, uma jovem me disse que frequentava a Igreja do Nazareno. E era isso que tocavam por lá. Ela me perguntou: “A sua igreja crê nisso?” O programa foi lindo nesse dia. Cantaram os Nebbletts, as irmãs Cadet, tocando lindas músicas antes de começarmos o seminário. Ela perguntava se essa era a nossa música. Eu disse que na minha igreja, sim. Ela disse que queria passar a frequentar a minha igreja. Acho que tinha 12 ou 14 anos. Em um seminário louco sobre música, ela entendeu que não adorava a Deus. Uma jovenzinha entende.

Última pergunta. “C” para Clara – não confusa. Vamos ter um medley de canções. Faça-se esta pergunta. Alguém já ouviu a música: “Quão Grande És Tu”? Alguém tem problema com o conteúdo da letra dela? Claro que não! É linda! Um dos meus favoritos em todo o hinário.

Peguei um dos hinos mais conhecidos e uni trechos de vários cantores. O que quero que percebam é se vocês se distraem em algum momento quando os gêneros musicais começam a mudar. Seu espírito é de adoração, sendo levado a Deus? É a música usada adequadamente? No início, ela é. Mas vejamos o que acontece depois. O argumento é que somente a letra importa. “Senhor meu Deus, quando eu, maravilhado / Fico a pensar nas obras de Tuas mãos / Estrelas mil…” – Adorável? “… a cintilar no espaço…” – Adequada? “De Teu poder…” – Estamos pensando em Deus? “… em manifestação…” – Mudando. “Então minh’alma canta a Ti, Senhor:…” – Algo de errado? De fato, não. Não é minha favorita, mas não viola nada. “Quão grande és Tu!…” – Mudou. “Então minh’alma canta a Ti, Senhor:…” – Que tal essa aqui? “Quão grande és Tu!…” – Não estão tão certos? “Quão grande és Tu!” “E ao vir Jesus / Em resplendor e glória / Para levar-me ao lar…” – Estamos adorando? A música já desligou você de Deus? Com certeza! “Prostrar-me-ei em gratidão infinda…” – Isso é um hino?! “E exclamarei: Quão grande és Tu, meu Deus! / Então minh’alma canta a Ti, Senhor:…” – Desculpem. Não é essa a vontade que dá? Talvez não tão bobo assim. “Quão grande és Tu! / Quão grande és Tu! / Então minh’alma canta a Ti, Senhor:…” – Balada romântica! “Quão grande és Tu! / Quão grande és Tu!…” – Que tal essa aqui? “Quão grande és Tu! / Quão grande és Tu, meu Deus! / Então minh’alma canta a Ti, Senhor:…” – O seu coração acelerou? “Quão grande és Tu! / Quão grande és Tu!”

Não deixe que ninguém lhes diga que é só a letra que importa. “Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo… O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo… Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto” (Maranata, p. 237; Mensagens Escolhidas, v. 2, pp. 36-37).

Mas se eu já me envolvi com isso? Se estou numa igreja onde há essas coisas erradas acontecendo? E se fiz escolhas erradas e tenho músicas inadequadas em meu celular? Ou no iPod, no meu carro? Se escuto as estações de rádio erradas? Senhor, se eu fiz todas essas escolhas equivocadas?

“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Salmos 46:10) “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8:1). Nunca abrace nada que seja uma substituição barata da verdadeira ligação com Deus. O Espírito Santo derramado em sua vida.

Oremos. “Pai querido, passamos tão pouco tempo juntos. Queria que tivéssemos mais tempo. Oro para que, se tivermos feito más escolhas, e todos já fizemos, ajude-nos, Senhor, a lançar fora o diabo, e colocá-lo fora de nosso lar, fora de nosso carro, fora das igrejas, Senhor. Rogamos-Te que venha e purifique nossa alma. Senhor, eu te dou acesso irrestrito à minha mente, ao meu coração. A tudo que tenho. Senhor, vem e faça-se a Tua vontade. Não mais o que eu quero, pois minhas melhores escolhas me trouxeram aqui, fora da Tua presença, Senhor. Oro para que nos salve. Venha logo para que não morramos. Em nome de Jesus, amém.


Tradução: Hander Heim – Fatos Incriveis – Sob encomenda de Música Sacra e Adoração


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