Conselhos Para a Adoração Congregacional

Especial Liturgia — 17 de outubro de 2013 3:00 am

Trechos selecionados do Guia para Ministros

A adoração congregacional pede o melhor e mais cuidadoso planejamento, e quanto melhor for o planejamento, mais confortável e restaurador será o culto. Embora o propósito do planejamento não deva ser o estabelecimento de formatos rígidos, deve prover uma sequência suave dos elementos do culto. O pastor é responsável pela adoração sabática e deve recrutar o auxílio dos líderes da igreja tanto na preparação como na execução do programa, envolvendo-os como coordenadores do culto e membros da comissão de adoração. No planejamento do culto, atente para os seguintes itens:

Preparo da congregação. Quando o povo entra no templo, pode haver algum movimento e conversação. Um prelúdio musical gravado ou executado ao vivo é um convite à meditação e à reverência. O período de saudações e anúncios pode servir para direcionar a atenção dos presentes a uma atitude de adoração. Tais anúncios devem focalizar a vida da igreja, evitando que sejam promocionais ou campanhas de levantamentos de fundos. Que os anúncios criem uma atmosfera de afeto e companheirismo. Então, encerre-os com um chamado à adoração.

Cânticos. O cântico congregacional e a música especial são partes vitais da experiência de culto. Com a grande variedade de gostos musicais e tradições refletidas nos diferentes grupos etários, nas características da igreja e experiências culturais, a tentativa de estabelecer padrões e fórmulas rígidos para a música aceitável, frequentemente pode se tornar um ato inócuo e divisor. Porém, é fato incontestável que a música escolhida deve refletir os princípios e ensinos bíblicos.

Oração. No culto, existem várias oportunidades para oração. Cada uma tem propósito e significado específicos, que devem ser considerados com antecedência e ser refletidos na linguagem usada na oração. “Não se exigem orações verbosas, com caráter de sermão, e que são fora de lugar em público” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 179). “Um ou dois minutos é tempo suficiente para qualquer oração habitual” (Ibid., Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 581).

Invocação. O culto é normalmente iniciado com uma oração invocatória, reconhecendo a presença de Deus e exaltando-O.

Oração pastoral. Feita em seguida ao hino de louvor congregacional, essa oração inclui louvor e gratidão a Deus por Sua graça e Suas bênçãos, confissão de pecado e busca de perdão, pedidos gerais e específicos por direção, graça e misericórdia curativa, intercessão nos assuntos da igreja, na comunidade, no país, e comprometimento no serviço. A congregação se ajoelha para essa oração, a menos que o ambiente não facilite essa postura.

Ações de graças. Essa oração pode ocorrer antes ou depois do ofertório. Normalmente curta, inclui louvor pelas bênçãos recebidas pela congregação como um todo ou individualmente.

Bênção. O propósito dessa oração é despedir a congregação com a bênção de Deus. Ela não é um resumo do sermão nem ocasião para pedidos específicos que já devem ter sido abordados na oração pastoral. É uma oração breve e pode ser uma declaração de bênção contida nas Escrituras.

Ofertas. O apelo para as ofertas precisa enfatizar uma motivação espiritual. Deve ser breve, reverente e inteligente. Mais que uma campanha para arrecadar fundos, a oferta é oportunidade para que a congregação expresse louvor a Deus devolvendo a Ele um dízimo de Suas bênçãos, e entregando-Lhe ofertas de apreciação por Sua graça mantenedora.

Sermão. A pregação permite que a congregação ouça a mensagem do Senhor através das Escrituras. O sermão deve ser sempre centralizado na Bíblia. Sermões bíblicos não apenas incluem a Bíblia, mas começam com ela. Os pregadores bíblicos vão primeiro à Bíblia na preparação de sua mensagem. A pregação bíblica não procura um texto que concorde com o que o orador deseja dizer, mas busca descobrir o que a Bíblia diz. Conforme foi visto, o culto de adoração apresenta quatro ações básicas da parte dos adoradores: cantar, orar, doar e pregar. Elas contribuem para a experiência de adoração pessoal num ambiente corporativo. Tal culto enfatiza tanto a transcendência como a imanência de Deus. O Senhor é grande e está ali; Ele está acima de nós e está entre nós.


Fonte: Revista Ministério, julho/agosto 2013, p. 2


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