O Cântico Congregacional e o Ministério da Palavra – Parte 1

A Forma da Adoração, O Ministério da Música na Igreja Local — 28 de dezembro de 2012 7:45 am

A Música e a Palavra

por: Leonard R. Payton

A igreja tem passado por modismos de urgências. Um passeio casual por qualquer livraria cristã a cada poucos anos demonstra de maneira satisfatória este padrão.

O assunto do momento há cerca de duas décadas era se o anticristo pousaria ou não na União Soviética. Agora tais livros podem ser comprados em sacolões de desconto dos distribuidores de livros cristãos.

Francis Schaeffer falou da tendência à paz e enriquecimento pessoal, antecipados por ele ao observar que o idealismo do final dos anos 1960 estava deixando de cumprir suas promessas. Vimos este hedonismo predito em nosso país alcançar um pico máximo nos anos 1980 e na comunidade cristã este fenômeno desencadeou um dilúvio de literatura de auto ajuda. Houve programas cristãos com doze passos para cada vício imaginável e cinquenta outros além destes. Os prolíficos autores da psicologia cristã só foram superados pelos autores de contos de romance os quais, aliás, parecem estar criando a nova tendência para as publicações cristãs. Nós batizamos institucionalmente o rock’n’roll nos anos 80; agora estamos ungindo contos de Arlequim nos anos 90.

Tão motivador quanto psicologia, guerra espiritual e contos de romance cristãos, provavelmente nada mais tem inflamado tanto a igreja atualmente quanto a música de adoração. Somos uma cultura virtualmente [1] formada por nossa música, e a igreja visível não está imune a esta tendência. De fato, a igreja frequentemente parece abraçá-la com prazer. Allan Bloom disse que "embora os estudantes não tenham livros, com toda certeza eles têm música." [2] Em minha própria pesquisa em quarenta catálogos e anúncios de colégios cristãos encontrei muito mais imagens de um walkman do que representações da cruz. Se estas escolas são um indicador confiável – e suspeito que sejam – um corolário razoável da observação de Bloom pode ser expresso como "Embora os cristãos não conheçam suas Bíblias, eles certamente têm suas preferências na música de adoração."

Somos um povo definido por nossa música. Lutamos por ela em nossas igrejas. Mudamos de congregação por causa do estilo da música de adoração, com pouca preocupação a respeito de qual seria a teologia da nova ou da antiga congregação. Denominações inteiras se envolveram em problemas por causa do estilo da música de adoração, sem um resultado agradável à vista.

Nós, como diretores de música e ministros de louvor, somos principalmente administradores de uma multiplicidade de atividades com exigências cada vez maiores por diversidade. Alguns de nós estamos intoxicados pelo aparente poder que exercemos. Afinal de contas, música bem executada, espetáculos com grandes grupos musicais e grandes públicos assistindo, tocam algum tipo de desejo por glória em todos nós. A vida pós-moderna é muitas vezes tão cinza e fútil que alegremente escaparíamos para a glória do quarto capítulo do Apocalipse a cada Domingo. [a] Exigimos que a música sirva a este objetivo e, se não pudermos fabricar essas condições por nós mesmos, gastaremos consideráveis somas em tecnologia, na esperança de alcançar pelo menos uma glória virtual.

Não existe nada de intrinsecamente errado com uma música bem executada, os grandes grupos musicais e a audiência de grandes públicos. Mesmo assim, existe um segundo grupo de músicos de igreja que sente que estamos em um trem desgovernado indo direto para uma ponte quebrada. Faço parte deste último grupo e o meu propósito principal com este ensaio é encorajar as autoridades eclesiásticas e os leigos conscientes a que reflitam com sobriedade sobre a crise que está diante de nós e insistir, dentro de suas esferas de influência, para que sejam buscados princípios bíblicos abrangentes em apoio a cada detalhe da música de adoração. De fato, a crise é que as autoridades eclesiásticas, embora reconhecendo que a música é importante para a vida congregacional, geralmente não conseguem ver que seu papel bíblico a coloca diretamente dentro do ministério da Palavra como parceira da pregação. Pois, como o apóstolo Paulo nos disse, a forma como a palavra de Cristo habita ricamente em nós, com toda a sabedoria, é que ensinemos e admoestemos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais e que cantemos a Deus com gratidão em nossos corações com salmos, hinos e cânticos espirituais. [3]

Nós, os músicos da igreja, provavelmente não iremos liderar o avanço nesta obra, simplesmente porque corremos por sete dias em uma esteira perpétua, ficando com nossas línguas de fora. Há pouco tempo para sair dessa esteira e, de fato, esta pode ser a maneira que muitas das nossas congregações subconscientemente preferem que seja. A preocupação de nossas congregações é que as façamos sentirem-se de uma determinada forma quando vêm à igreja. Na incerteza desenfreada do mundo pós-moderno, o entendimento dos membros da igreja é que eles desejam estabilidade na vida da igreja (embora afirmemos que desejamos diversidade). Se nós, os músicos da igreja, pararmos por um momento, percebendo o quanto a música está inserida no ministério da Palavra, poderíamos alterar as nossas práticas de uma forma que iria perturbar o bem estar geral.

A tarefa de trazer princípios bíblicos abrangentes para a música de adoração será difícil, porque a alfabetização musical da nossa cultura está no nível mais baixo de todos os tempos, embora ouçamos mais música em nossa existência diária do que já o fizemos em qualquer cultura anterior à nossa. Temos que entender tanto de Bíblia quanto de música. O músico com uma aljava cheia de habilidades musicais estará na melhor posição para implementar as mudanças necessárias. Simplesmente não existem substitutos para as habilidades musicais desenvolvidas arduamente, e elas só ocorrem após milhares de horas contínuas de estudo. [4] Se quisermos recuperar a autoridade das Escrituras em nossa adoração, então devemos também recuperá-la na nossa música, a qual é um elemento importante da adoração centralizada em Deus, e que está em conformidade com o princípio sola scriptura. Da mesma forma como os reformadores do século dezesseis deram uma maior atenção a esta área, assim também devemos proceder. De fato, foi Martinho Lutero quem disse, "Não deveríamos ordenar jovens como pregadores, a menos que sejam bem exercitados na música." Este, é claro, é o mesmo Lutero que era tão inflexível acerca da restauração da pregação bíblica. Ele não via uma divisão nítida entre o papel da música na adoração e a pregação ou entre o papel do músico da igreja e do pregador.

A divisão nítida entre o canto congregacional e a pregação deve-se mais ao trabalho de Ulrico Zuínglio, o qual, através de uma exegese muito peculiar de Mateus 6:6-7, posteriormente erradicou todos os cânticos da adoração comunitária em Zurique. Ele argumentou que orar no quarto queria dizer orar em silêncio e que o cântico congregacional era um tipo de oração pervertida. [5] Portanto, o canto congregacional deveria ser suprimido.

Obviamente, Jesus não estava dizendo nada disso. Pelo contrário, Jesus nos ordenou a orar sem nos preocuparmos com como os outros podem nos ver Além disso, Jesus disse, "É assim que vocês devem orar: ‘Pai nosso que estás nos céus, …’". [6] Se Zuínglio estivesse correto, seríamos presenteados com o espetáculo bizarro de nos escondermos sozinhos em nossos quartos, fingindo que somos, se alguma maneira, plurais.

Uma vez que Zuínglio abraçou esta compreensão grosseira de Mateus 6:6-7, foi compelido a forçar tudo o que o restante das Santas Escrituras dizia a respeito da adoração comunitária através do mesmo espremedor de alho. Assim, ele fala acerca de Colossenses 3:16 que "Aqui Paulo não nos está ensinando a resmungar e murmurar nas igrejas, mas nos mostra o verdadeiro cântico que é agradável a Deus, que cantemos o louvor e glória de Deus não com nossas vozes, como os cantores judeus, mas com nossos corações." [7] Zuínglio diria isso na cara de Hemã, Etã e Asafe, os músicos líderes dos Salmos canônicos? [ver I Crônicas 15:17-19]

Colossenses 3:16 realmente diz que devemos cantar com graça em nossos corações. Segue-se então que tal cântico é uma questão de imaginação silenciosa, como Zuínglio gostaria de nos fazer acreditar, um mero sentimento sem ligação com o mundo físico, real? Zuínglio deveu muito de seu espírito reformador e da maneira como tratava as Escrituras a Erasmo, que criou uma "antítese radical entre carne e espírito, forma e conteúdo." [8] Chamemos este movimento pelo seu nome correto, a saber, Gnosticismo. A adoração constituía em tornar-se um evento etéreo, não físico, despojado de participação corporal, tanto quanto possível. Seguiu-se naturalmente que o canto congregacional desapareceu, os sacramentos foram reduzidos a meros símbolos, e a pregação tornou-se a existência e a finalidade da adoração comunitária.

O legado de Zuínglio é enorme, até os dias de hoje. Costumamos tratar todos os componentes de nossa adoração comunitária como questões periféricas em torno da uma função muito importante, o sermão. Isto se demonstra na falta de arte em nossos edifícios, nossa música, todas as nossas comunicações. Ela possui um ethos gnóstico, desumanizante. Ainda chego ao ponto de postular que os excessos do movimento carismático e do Pentecostalismo poderiam muito bem ser atribuídos diretamente a ele, pois em última instância o ser humano grita: "Não, eu sou um ser humano – com coração, alma, mente e força!" Nossa paixão em ver a pregação como a razão para a adoração comunitária, como o ministério da Palavra, em exclusão de leitura extensiva das Escrituras e do cantar de salmos, hinos e cânticos espirituais, lançou a praga carismática sobre nós. Este mal foi realmente causado por nós mesmos e precisamos nos arrepender dele em vez de zelosamente confessarmos os pecados de nossos irmãos carismáticos como estamos acostumados a fazer.

Não, Lutero estava correto: Não há divisão nítida entre pregação, a leitura das Escrituras, e o cântico de salmos, hinos e cânticos espirituais. Suspeita-se que os teólogos de Westminster podem ter reconhecido isso quando disseram:

"A leitura das Escrituras com o temor divino, a clara pregação e a consciente audição da Palavra, em obediência a Deus, com compreensão, fé e reverência, cantando salmos com graças no coração; como também a devida administração e digna recepção dos sacramentos instituídos por Cristo, todas estas são partes do culto religioso ordinário a Deus." [9]

Tudo isso é de grande importância, e o pregador que gasta muito tempo para preparar um sermão enquanto busca lidar ao mesmo tempo com outros detalhes de culto congregacional em um par de horas está no caminho para o insucesso. Falo como músico: os pastores confiam demais nos músicos e fazem deles discípulos muito pouco. O músico com uma teologia livre geralmente toma decisões teológicas que entram em conflito com o trabalho do pregador. Não confie nos músicos, ensine-os! Os músicos podem ser os discípulos mais estratégicos que o pastor possui.

Além disso, o pregador que planeja quarenta e cinco minutos para a pregação e cinco minutos para o canto congregacional perde a catequese do coração, que é o canto congregacional. A menos que o adorador esteja cantando continuamente aquilo que o pregador está continuamente pregando, as palavras do pregador serão de pouco efeito. O pesadelo de qualquer pregador é que o adorador ouça o sermão, acene com a cabeça de modo aprovador, diga “Ótimo sermão, pastor!” e siga com a sua vida, sem qualquer alteração de estrutura de crença ou ética. O problema é que eles podem ouvir uma pregação boa, bíblica, mas a Palavra de Cristo não habita ricamente dentro deles, porque isso não é a função atribuída à pregação. A pregação é proclamatória, e nós imploramos fervorosamente ao Espírito Santo para que "perfure os corações" dos ouvintes para que o evangelho possa penetrar e fazer efeito. Foi de maneira correta, portanto, que Calvino incorporou uma oração por iluminação imediatamente antes do sermão. [10] Mas a iluminação significa que algum objeto irá brilhar, e se a palavra de Cristo não habitar em nós ricamente, há muito pouco para iluminar, em primeiro lugar. Uma boa pregação é como um carro e um bom cântico congregacional é como a chave. Sem a chave, o automóvel não tem mais utilidade do que um flamingo rosa de plástico no gramado da frente. Como somos tentados a fazer uma ligação direta neste carro, o que Finney chama de "utilização de meios devidamente constituídos”! [11]

Quero ser muito claro tanto sobre aquilo que pretendo dizer como também sobre o que não pretendo dizer. Quero dizer que o canto congregacional é um guerreiro amigo no ministério da Palavra, juntamente com a pregação. Não quero dizer que a pregação deveria ter um perfil mais baixo em nossas igrejas. Ao contrário, eu afirmo que já temos uma visão muito baixa da pregação, para não mencionar o canto congregacional. Usamos a música para a engenharia emocional, não para o ensino e admoestação como a Bíblia manda. Então, quando o pregador vê uma congregação espiritualmente desidratada, sente-se compelido a explicar profusamente, convencer, vender o evangelho, em suma, produzir uma colheita por seus próprios esforços em um terreno não preparado. Quando isso acontece, perdemos a proclamação vigorosa do evangelho. O ato de ouvir o evangelho no culto coletivo é, afinal, o meio normativo pelo qual o Espírito Santo tem a intenção de atingir o seu povo. Ao vermos uma igreja lânguida e impotente, aplicamos o "uso correto de meios constituídos" e erguemos uma paraigreja. Sentindo a falha dessa medida, nos transformamos em seguida em um comitê de ação política com base religiosa. Estamos assolados por esta espiral descendente porque não temos guardado a Palavra de Deus em nossos corações para que não pequemos contra Deus (Salmos 119:11). Em suma, a Sua Palavra não habita em nós ricamente.

As Escrituras e a Música

Se fôssemos perguntar às pessoas qual é o propósito da música na adoração, creio que as respostas seriam tão variadas quanto se pedíssemos para darem o nome de seus times de beisebol favoritos. Contudo, a Bíblia dá ordens de marcha claras nesta área, bem como uma infinidade de exemplos aplicados. Parte da confusão surge de uma questão peculiar de tradução. Colossenses 3:16 diz: "A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração." Outras traduções, como a Nova Versão Internacional, retiram a expressão "salmos, hinos e cânticos espirituais" de "ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros ", colocando-a direta e exclusivamente em conjunto com o "cantando ao Senhor com graça em vosso coração". Dependendo da leitura casual que alguém faça do texto, o conceito de música de adoração pode variar consideravelmente.

A verdadeira pista, no entanto, não está tanto na ordem das palavras, mas sim nas palavras "salmos, hinos e cânticos espirituais." Aqui temos de pensar um pouco sobre os pretendidos leitores do primeiro século. Os destinatários deste livro são "santos e irmãos fiéis em Cristo, que estão em Colossos" (1:2). No final do livro (4:16), Paulo ordena que os colossenses passem a carta para a igreja em Laodicéia. A igreja de Éfeso também estava familiarizada com a formulação de "salmos, hinos e cânticos espirituais" (Efésios 5:19). Em cada um dos casos, não apenas Paulo lhes escreveu em Grego, mas eles eram leitores principalmente gregos, e seu Antigo Testamento mais provável teria sido a Septuaginta, que rotula os 150 Salmos, de maneira alternativa, como "salmos", ou "hinos", ou “cânticos espirituais”. Tomado por si só, esse detalhe fala fortemente a favor da velha prática Reformada de cantar o Saltério inteiro em uma base regular, uma prática que poderíamos fazer bem em reconsiderar.

Certa vez, examinei o repertório inteiro da música de adoração de uma congregação à qual servia, tendo herdado um grande catálogo, o qual eu pesquisei, colocando cada cântico em uma das três categorias: (1) ensino, (2) admoestação, e (3) cantar com gratidão em nossos corações para Deus. Dos cerca de 400 cânticos de louvor e hinos, descobri que a maioria deles se encaixa na categoria três, com cerca de trinta na categoria um, e menos de dez na categoria dois. Isso pode refletir um pouco do nosso espírito americano, aquela noção de que somos livres e que ninguém pode ficar nos dizendo o que fazer, muito menos um líder de louvor. Um novo gnosticismo tem se insinuado entre nós, convencendo-nos que se sentir bem é um componente indissociável da ortodoxia, e que a admoestação – pelo menos em minha própria experiência – raramente faz com que nos sintamos bem. [12] Ela não se encaixa naquilo que Kenneth A. Myers chama de "orthopathos." [13]

Depois de haver tropeçado nesta característica da dieta de música de adoração da minha congregação, fui para os 150 Salmos para ver quais proporções dessas categorias ele conteria. Com a minha aculturada confiança inquestionável na ciência moderna, e mais especialmente na disciplina de Estatística, [14] li os Salmos com três marcadores coloridos na mão. Usei um para o ensino, outro para a admoestação, e outro para a gratidão a Deus. Estudiosos da Bíblia mais hábeis do que eu poderão antecipar o que encontrei: Simplesmente não havia maneira de separar as categorias. Considere o Salmo 103. A forma de "bendizermos o Senhor" é relatar uma longa lista de bênçãos: Ele perdoa todas as nossas iniqüidades, Ele sara todas as nossas enfermidades, Ele redime nossa vida da perdição; Ele coroa-nos de benignidade e de misericórdia, Ele satisfaz a nossa boca com coisas boas, etc.

Mais adiante neste Salmo, torna-se claro que essas bênçãos são dadas àqueles que temem o Senhor. Analisado em seu conjunto, temos um cântico de gratidão a Deus que nos ensina sobre a provisão de Deus e ainda nos adverte a temer ao Senhor. Esta é a natureza da verdadeira música de adoração bíblica. A glorificação de Deus e a edificação dos santos ocorrem simultaneamente. Note aqui que a música de adoração funciona como parte integrante do ministério de ensino. A pregação do púlpito tem maior poder de explicar o texto de forma lógica, mas a música tem um poder maior para inculcar o texto, para levar o texto a outras partes do ser do ouvinte.


Notas Bibliográficas

[01] – É justo falar de grande parte da nossa experiência musical como ‘virtual’ porque a maior parte dela vem a nós através de gravações, que podemos re-experimentar exatamente da mesma forma um número ilimitado de vezes. (voltar)

[02] – The Closing of the American Mind (New York: Simon & Schuster, 1987), 68. (voltar)

[03] – Colossenses 3:16. (voltar)

[04] – Poucos adultos serão capazes de realizar este estudo. Devemos começar com nossos filhos, e cristãos que estejam adotando a educação clássica estão na melhor posição para resolver esta crise. A música é uma das sete artes liberais. No entanto, apresso-me a acrescentar que estamos falando aqui principalmente de teoria musical como uma disciplina matemática, não no sentido da execução ou da apreciação da música. Alguma habilidade de execução musical básica é necessária para uma interação significativa com a teoria da música. Isso incluiria a leitura à primeira vista e habilidades básicas no teclado. Muitos músicos da igreja hoje são deficientes na leitura à primeira vista ou nas suas habilidades no teclado, e a maioria tem apenas um conhecimento passageiro das riquezas da teoria musical. (voltar)

[05] – Charles Garside, Zwingli and the Arts (New Haven: Yale University Press, 1966), 40. (voltar)

[06] – Mateus 6:9. (voltar)

[07] – Ulrico Zuínglio, Interpretation and Substantiation of the Conclusions (350, 2-6) como citado em Garside, ibid., 45. (voltar)

[08] – Ibid., 37. (voltar)

[09] – Confissão de Fé de Westminster XXI .5 (Atlanta: Comitê de Educação Cristã e Publicações, 1990). (voltar)

[10] – Cf. Bard Thompson, Liturgies of the Western World (Cleveland: William Collins Publishers, 1979), 199. (voltar)

[11] – Charles Finney sustentava que o reavivamento não era um milagre do Espírito Santo, mas sim a conseqüência natural da "correta utilização de meios." Quando não vemos a pregação dar os resultados que achamos que deveria dar, somos tristemente tentados da mesma maneira a alterar os outros componentes do culto comunitário, como meios para alcançar um fim. Muito acerca do movimento de crescimento de igrejas pode ser compreendido dessa forma. (voltar)

[12] – O antigo gnosticismo era uma heresia escorregadia que fugia de qualquer definição. No mínimo, entanto, o gnosticismo engloba um conhecimento secreto, um conhecimento que é obtido de forma mais intuitiva do que objetiva. Para uma boa exposição do Gnosticismo, ver o livro de Peter Jones The Gnostic Empire Strikes Back (Phillipsburg: Presbiteriana e Reformada, 1992). (voltar)

[13] – All God’s Children and Blue Suede Shoes (Wheaton: Crossway, 1989), 186. Myers nota, um pouco ironicamente, que "os evangélicos parecem ter mais em comum com relação às armadilhas sentimentais associadas à fé do que em definir o que é a natureza da fé." Em outras palavras, o que os evangélicos têm em comum é um tipo de gnosticismo. (voltar)

[14] – A disciplina da Estatística é a lei canônica inconteste do movimento de crescimento de igrejas. (voltar)


Autor

O Dr. Leonard Payton serviu como músico-chefe da Igreja Presbiteriana do Redentor em Austin, Texas, desde janeiro de 1996. Recebeu seu mestrado e doutorado da Universidade da Califórnia, San Diego, e fez estudos avançados na Alemanha. Contribuiu para o livro A Crise Evangélica Vindoura (Moody, 1996), e é um colaborador freqüente com opiniões e artigos para o periódico Reformation & Revival Jornal.

Traduzido por Levi de Paula Tavares em Dezembro de 2012


Notas do Tradutor

[a] – Sendo o autor um evangélico, é natural que cite o Domingo como dia de adoração, ao invés do Sábado do sétimo dia, conforme o 4º mandamento. (voltar)


Fonte: http://www.the-highway.com/articleJuly98.html


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