“Não Me Julgue!” – O Evangelho da Tolerância versus Disciplina Eclesiástica

Artigos Diversos e Curiosidades Musicais, Debate Sobre a Música na Igreja — 24 de julho de 2012 8:51 pm

por: Dr. Samuel Koranteng Pipim

O evangelho da tolerância é uma tentativa do mundo para ganhar almas e mantê-las na igreja. Aqueles que acreditam neste evangelho criado sob medida afirmam que mais pessoas se unirão à igreja e permanecerão nela se, ao invés de “julgarmos as pessoas,” simplesmente “as aceitemos do jeito que são.” Este evangelho é pregado ainda mais alto quando um membro rebelde é levado a enfrentar a disciplina da igreja.

A base bíblica para este novo evangelho é a afirmação de Cristo em Seu Sermão da Montanha “Não julgueis, para que não sejais julgados”, (Mateus 7:1). Aqueles que abraçaram o evangelho da tolerância insistem que é errado que a igreja exerça disciplina sobre qualquer pessoa. Uma vez que somente um Deus infalível (ou o Espírito Santo) pode realmente julgar alguém, os defensores do novo evangelho afirmam que aqueles que insistem em disciplinar um irmão são hipócritas ou “fariseus”, pois também são pecadores, assim como aqueles que eles estão julgando.

Os adventistas do sétimo dia que acham atraente este evangelho da tolerância o sustentam com as palavras de Ellen G. White. Eles encontram apoio no comentário da Sra. White sobre o Sermão da Montanha: “Cristo não dá aqui permissão, para qualquer homem julgar a outros. No sermão do monte, proíbe fazê-lo. É a prerrogativa de Deus.” (Obreiros Evangélicos, 502). Também citam a declaração de Ellen White a respeito da parábola de Cristo do trigo e do joio (Mateus 13): “Na parábola de Cristo não nos é ensinado que julguemos e condenemos a outros, antes sejamos humildes e desconfiemos do eu.” (Parábolas de Jesus, 74).

Esse artigo analisa brevemente o evangelho da tolerância, argumentando que este evangelho é incoerente, autorrefutável e antibíblico. Além disso, o artigo lança um olhar mais atento sobre Mateus 7:1 e sobre as declarações de Ellen White que são freqüentemente citadas em apoio desta doutrina questionável.

O Evangelho da Tolerância

O evangelho da tolerância argumenta que muitas pessoas pararam de vir à igreja, principalmente porque os membros são muito críticos. Para ser redentora, a igreja deve ser tolerante. Tolerância é equiparada com mente aberta, e quem defende o ensino e práticas bíblicas é visto como um intolerante. Assim, mesmo se uma pessoa está no caminho errado, devemos deixá-la em paz. A igreja não deve discipliná-la.

Há, de fato, alguma verdade na observação que os membros da igreja são muitas vezes hipócritas e muito apressados em julgar seus irmãos e irmãs, quando pecam. Mas os defensores deste ponto de vista erram seriamente quando sustentam que é errado julgar as pessoas que estão em falta. Aqueles que propagam e acreditam neste evangelho da tolerância fazem-no por duas razões principais. Primeiro, eles o confundem (seu evangelho da tolerância), com civilidade, respeito e cortesia. Segundo, muito poucos entendem o que é a verdadeira tolerância.

1. Confundindo Tolerância com Respeito

Meu dicionário define a tolerância como uma “atitude justa e permissiva para com aqueles cuja raça, religião, nacionalidade, etc., diferem da nossa própria.” Tolerância genuína exige que permitamos que a pessoa que abraça crenças que consideramos erradas tenha o direito de fazê-lo. Assim, uma pessoa tolerante é aquela que é cortês e compreensiva. Ele não tem preconceitos contra outras pessoas ou os seus credos e crenças. Nem se intromete ou impõe suas opiniões aos outros. Tolerância, nesse contexto, significa liberdade do fanatismo e de um ponto de vista dogmático.

Esse significado de tolerância (conhecida como “tolerância cívica”) pode ser equiparado a respeito. É uma das virtudes consagradas nas leis e constituições de sociedades civilizadas e democráticas. Respeitamos as pessoas que têm crenças diferentes das nossas. Nós as tratamos de forma cortês e lhes permitimos expressar seus pontos de vista no discurso público, ainda que possamos discordar veementemente deles e lutarmos vigorosamente contra as suas ideias em praça pública.

Mas, embora as pessoas tenham o direito de ter e expressar seus pontos de vista, respeito ou civilidade não deve se confundido com o evangelho da tolerância. Há uma diferença enorme. Enquanto que a tolerância cívica sustenta que todas as pessoas devem ser respeitadas e que suas opiniões devem obter uma atenção cortês, o evangelho da tolerância vai mais longe ao defender que todas as visões e práticas têm igual valor, mérito ou verdade. Tolerar ou respeitar as pessoas (tolerância cívica) é confundido com a tolerar as suas ideias e práticas (o evangelho da tolerância). Segundo este evangelho, nenhuma idéia ou comportamento pode ser contrariado, independentemente de quão educadamente, sem levantar a acusação de ser “crítico”, “intolerante”, “desrespeitoso”, “intolerante”, “extremista” ou alguma outra acusação dura.

Em outras palavras, o que hoje é pregado pelo evangelho da tolerância não é tolerância de forma alguma, mas uma ideologia de pluralismo nos sistemas de crenças, relativismo (vale tudo) na ética e permissividade no comportamento. Muitas pessoas não percebem que a noção de que todos os pontos de vista e práticas têm igual valor não é apenas falso, mas é, francamente, um absurdo.

O senso comum nos diz que algumas visões são patentemente falsas e algumas práticas são claramente erradas. Nenhuma sociedade civil – por mais mente aberta que afirme ser – pode tolerar todo tipo de idéias e comportamentos. Se assim fosse, não haveria necessidade de tribunais e da polícia para arbitrar entre reivindicações rivais. Existem, em cada sociedade, algumas crenças e valores que são inegociáveis. A anarquia é o resultado, quando a sociedade não pode fazer julgamentos sobre o certo e o errado.

O que é verdade com relação à sociedade também se aplica à igreja. Nenhuma igreja cristã pode legitimamente permitir a permissividade no comportamento de seus membros ou o pluralismo em suas crenças. Embora a igreja deva mostrar respeito a todas as pessoas, também deve declarar que existem alguns pontos de vista que estão errados e algumas práticas que não são moralmente aceitáveis. A disciplina eclesiástica é o meio que a igreja emprega para garantir que os seus membros não acreditem em qualquer coisa ou façam qualquer coisa que desejam. Caso contrário, qual seria a necessidade de uma igreja?

O evangelho da tolerância é, portanto, equivocado, se não herético, quando prega um evangelho que confunde o respeito pelas pessoas com tolerância para com suas idéias e comportamento.

2. Confundindo o Significado de Tolerância

A segunda razão principal pela qual o evangelho da tolerância é muito popular é que poucos compreendem a verdadeira natureza da tolerância. Hoje, se pensarmos que as crenças ou o comportamento de alguém está errado, somos considerados intolerantes, fanáticos, ou de mente estreita. As opiniões morais contrárias são rotuladas como “impor suas opiniões sobre os outros.” O problema é que muitos dos que lançam uma acusação de intolerância sobre os outros não compreendem completamente algumas idéias importantes que são inerentes ao conceito de tolerância.

De acordo com o Dicionário Webster do Novo Mundo (2ª edição), tolerância significa permitir ou autorizar, reconhecer e respeitar as crenças e práticas dos outros, sem compartilhá-las, apoiar ou unir-se a alguém ou algo que não necessariamente gostamos. Observe as seguintes idéias que estão implícitas no significado da tolerância.

1. Tolerância não é pluralismo. O evangelho da tolerância toma o fato claramente observável de que há na sociedade uma pluralidade de visões, valores e práticas, e chega à conclusão ilegítima de que todos os pontos de vista têm a mesma importância ou que não existe qualquer maneira justificável de escolher entre eles. Em outras palavras, ele distorce a lógica quando argumenta a partir daquilo que existe ou daquilo que é (pluralidade de pontos de vista) para aquilo que deveria ser (o pluralismo das crenças e da ética). Nesta visão equivocada, alguém que tenta demonstrar que existe uma maneira certa e uma maneira errada é considerado “dogmático” ou “intolerante”.

Mas, embora a tolerância genuína admita que existem muitos pontos de vista concorrentes acerca de crenças e estilo de vida, ninguém tolera tudo. (Observe a reação dos pregadores do evangelho da tolerância quando alguém rouba seus objetos mais valiosos!) Todos nós fazemos juízos de valor com relação à correção ou incorreção de certas idéias e comportamentos – quer se trate de roubar, matar (guerra, aborto, pena de morte), racismo, homossexualidade, divórcio e novo casamento, pornografia. Uma vez que todos afirmam que algumas coisas devem ou não devem ser tolerados, a verdadeira questão não é se uma pessoa é tolerante, mas sim o que está incluído na lista [de práticas toleráveis] desta pessoa e por que.

2. Tolerância implica em desacordo. Hoje, tudo o que temos que fazer para sermos considerados intolerantes é discordar de alguém, especialmente em determinadas questões polêmicas. Quando isso acontece, o evangelho da tolerância rotula a expressão de opiniões contrárias como “impor seus pontos de vista sobre os outros.” Aqueles que discordam de certos aspectos são considerados fanáticos e de mente estreita.

A verdade, porém, é que não podemos tolerar os outros, a menos que discordemos deles. Nós não “toleramos” as pessoas que partilham os nossos pontos de vista. Não toleramos algo que aceitamos ou ao qual somos indiferentes, porque isso não exige nada de nós. Em vez disso, a tolerância é reservada para aqueles que acreditamos estarem errados.

Infelizmente, esse elemento essencial da tolerância – o desacordo – é muitas vezes perdido no debate atual sobre tolerância. Por exemplo, a maioria dos pregadores do evangelho da tolerância “não me julgue” não podem legitimamente ser considerados tolerantes em relação ao comportamento homossexual, uma vez que não têm qualquer objeção a ele. Por definição, a tolerância implica em você não concordar com o que não gosta.

3. Tolerância implica em intolerância. Um paradoxo frequentemente negligenciado no conceito de tolerância é que no cerne da tolerância há um tipo de intolerância. Uma vez que a tolerância exige um desacordo e uma objeção inicial, segue-se que a pessoa menos tolerante é a pessoa que aceita tudo, porque essa pessoa não necessita superar suas objeções internas.

Por conseguinte, não devemos ser intimidados pelo rótulo de “intolerante”. A pessoa mais intolerante é aquela que não tem, ou tem muito poucas convicções sobre qualquer coisa. Em outras palavras, o cristão que crê na Bíblia (aquele que se apega a crenças “dogmáticas”) pode, ironicamente, ser muito mais tolerante do que seu colega do lado oposto, porque existem muito coisas às quais ele se opõe.

4. Tolerância não é impotência ou coerção. Mas, embora a tolerância implique em um certo tipo de intolerância, ela não significa falta ou abuso de poder. Deixe-me explicar brevemente.

Por um lado, se gostaríamos de parar algo, caso pudéssemos, mas não temos forças para fazê-lo, não somos tolerantes, mas apenas impotentes. Muito do que atualmente se disfarça como tolerância não é tolerância genuína, mas na verdade, covardia – o medo de ser impopular nos olhos da nossa cultura relativista.

No contexto da disciplina eclesiástica, muitas das chamadas igrejas tolerantes, que não disciplinam os membros que erram deixam transparecer sua impotência ou falta de fibra moral. A tolerância genuína implica sempre em uma restrição no exercício criterioso do poder legítimo. Pois Deus investiu a igreja com o poder de disciplina (Mateus 18:15-18). “À igreja foi conferido o poder de agir em lugar de Cristo. Ela é o instrumento de Deus para a conservação da ordem e da disciplina entre o Seu povo. A ela o Senhor delegou poderes para resolver todas as questões concernentes à sua prosperidade, pureza e ordem. Sobre ela impôs a responsabilidade de excluir de sua comunhão aos que são indignos dela, que pela sua conduta anticristã acarretam desonra à causa da verdade. Tudo quanto a igreja fizer de acordo com as orientações dadas na Palavra de Deus será sancionado no Céu.” (Obreiros Evangélicos, pp. 501,502).

Portanto, uma igreja genuinamente tolerante não pode deixar de exercer sua autoridade divinamente investida para disciplinar os membros que erram. Esse exercício pode ter uma cura ou impacto redentor na vida dos membros. “O Senhor deseja que Seus seguidores exerçam grande cuidado ao lidar uns com os outros Devem eles levantar, restaurar, curar. Mas não deve haver na igreja negligência da adequada disciplina.” (Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 264).

Mas, embora a tolerância não seja impotência – a falta de exercício criterioso do poder legítimo – também não é abuso de poder. Se exercermos o nosso poder impondo nossos pontos de vista (estejam certos ou errados) sobre os outros, isto não é apenas intolerância, mas coerção.

Ironicamente, igrejas impotentes – aquelas que toleram todos os tipos de crenças e práticas questionáveis – também tendem a serem as mais intolerantes para com os membros fiéis que procuram defender os ensinamentos e estilos de vida bíblicos. Embora estas igrejas se apresentem como sendo de mente aberta, nem sempre recebem bem os pontos de vista bíblicos que são opostos.

A tolerância genuína, em contraste com o evangelho da tolerância, não é nem impotente nem coercitiva. Ela sempre implica uma limitação no exercício criterioso do poder legítimo. Na igreja, a tolerância genuína se manifesta quando ela tolera todas as pessoas em todas as circunstâncias, atribuindo-lhes respeito e cortesia. Mas ela tolera (permite) apenas crenças e comportamentos que sejam biblicamente aceitáveis.

5. Tolerância não é indiferença ou passividade. Devemos fazer uma distinção entre tolerância genuína e a passividade ou a indiferença moral que é inerente ao evangelho da tolerância. Muito do que ocorre em nome da tolerância não é resultado de um julgamento de princípios, é simplesmente indiferença moral. Simplesmente não nos importamos com os outros – com o que eles acreditam e como eles se comportam.

Mas é preciso salientar que qualquer sociedade ou grupo que seja indiferente à verdade está moralmente falido, pois não está disposto a, é ou incapaz de, discernir o certo do errado. Qualquer igreja que se inclina para este nível de indiferença inevitavelmente atrai os juízos de Deus sobre seus membros: “Deus responsabiliza o Seu povo, como um corpo, pelos pecados existentes nos indivíduos entre eles. Se os líderes da igreja negligenciam buscar diligentemente os pecados que trazem o desagrado de Deus sobre o corpo, tornam-se responsáveis por esses pecados.” (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 269).

É por isso que a Igreja Adventista do Sétimo Dia deve levar a disciplina eclesiástica muito a sério. Infelizmente, aqueles que abraçaram o evangelho da tolerância não acreditam na disciplina eclesiástica, nem nas razões para ela.

Razões Para a Disciplina Eclesiástica

Deixem-me citar o nosso Manual da Igreja:

“Entre os pecados graves pelos quais os membros serão sujeitos à disciplina da igreja, acham-se os seguintes:

  1. Negação da fé nos fundamentos do evangelho e nas doutrinas básicas da Igreja, ou ensino de doutrinas contrárias aos mesmos.
  2. Violação da lei de Deus, como a adoração de ídolos, homicídio, roubo, profanação, jogos de azar, transgressão do Sábado e falsidade voluntária e habitual.
  3. Violação do sétimo mandamento da lei de Deus no que se refere à instituição matrimonial, ao lar cristão, e às normas bíblicas de conduta moral.
  4. Violações tais como fornicação, promiscuidade, incesto, prática homossexual, abuso sexual de crianças e de adultos vulneráveis e outras graves perversões sexuais, e o novo casamento de uma pessoa divorciada, exceto do cônjuge que permaneceu fiel ao voto matrimonial num divórcio por adultério ou por perversões sexuais.
  5. Violência física, inclusive violência na família.
  6. Fraude ou deliberada falsidade nos negócios.
  7. Comportamento desordenado que acarrete opróbrio sobre a causa.
  8. Adesão ou participação num movimento ou organização separatista ou desleal (ver pp. 242, 243).
  9. Persistente recusa do reconhecimento da autoridade da Igreja devidamente constituída, ou de submissão à ordem e à disciplina da Igreja.
  10. O uso, manufatura ou venda de bebidas alcoólicas.
  11. O uso, manufatura ou venda de tabaco em qualquer das suas formas para consumo humano.
  12. O uso indevido ou tráfico de narcóticos ou outras drogas.

“A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece a necessidade de exercer grande cuidado para proteger os mais elevados interesses espirituais dos seus membros, assegurar um tratamento imparcial e salvaguardar o bom nome da Igreja.”

“Nalguns casos de transgressão dos mandamentos de Deus, em que o pecador manifesta profundo arrependimento e faz confissão espontânea e completa, dando mostras de se ter operado uma conversão genuína, pode a Igreja administrar a disciplina pondo o transgressor sob censura por um período de tempo determinado.”

“No entanto, em caso de flagrante violação da lei de Deus, que haja trazido opróbrio público sobre a causa, pode a Igreja considerar necessário, mesmo quando tenha havido uma confissão sincera, que o membro seja excluído da Igreja para proteger o bom nome desta e as suas normas cristãs. Mais tarde, quando seja evidente que a vida dessa pessoa é coerente com as normas da Igreja, poderá o transgressor ser novamente recebido no redil após rebatismo. A Igreja não pode permitir-se tratar levianamente este tipo de pecados, nem permitir que considerações pessoais lhe afetem as resoluções. Deve assinalar a sua decisiva e veemente desaprovação dos pecados de fornicação, adultério, todos os atos de imprudência moral e outros pecados graves, ao mesmo tempo que deve fazer tudo quanto lhe seja possível para conseguir a recuperação dos que se desgarraram. Enquanto o mundo se torna cada vez mais condescendente em matéria de moral, a Igreja não pode baixar as normas estabelecidas por Deus.” (Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 17ª edição, pp. 248, 249).

Infelizmente, sempre que o assunto da disciplina eclesiástica surge, os crentes do evangelho da tolerância aparecem com sua doutrina “não me julgue”. Como tentaremos mostrar, se o evangelho da tolerância está seriamente errado, a doutrina “não me julgue”, sobre a qual ele se baseia, é igualmente questionável.

A Doutrina “Não Me Julgue”

A declaração de Cristo em Mateus 7:1: “Não julgueis, para que não sejais julgados,” é, talvez, o segundo verso mais popular da Bíblia (sobrepujado apenas pelo mandamento de Cristo “amai-vos uns aos outros”). Todos nós já ouvimos esta citação “não julgueis” ou “não me julgue” em um momento ou outro. Mesmo aqueles que não vão à igreja já memorizaram este verso, empregando-o em seu benefício quando querem confrontar os cristãos.

Este texto que embasa a doutrina “não me julgue” é tão poderoso que, mesmo quando somos obrigados a falar palavras de repreensão ou crítica, iniciamos nossos comentários dizendo: “Bem, eu sei que não devemos julgar, mas … “. E quando insistimos em julgar as opiniões e o comportamento dos outros, somos confrontados com o comentário: “Quem é você para julgar?”

Poucas pessoas, no entanto, estão cientes de que comentários como “Não me julgue”, ou “Quem é você para julgar?” estão enraizados em um sistema conhecido como relativismo ético. O relativismo não acredita em absolutos morais objetivos e universais – não há padrões de certo e errado. Segundo este sistema, a moralidade é subjetiva, ela muda de pessoa para pessoa, de um lugar para outro, de momento para outro. Uma vez que não existem padrões morais, todos devem ter liberdade para viver como bem entenderem. Na expressão popular de hoje, temos de “viver e deixar viver.” Devemos estar abertos a outras crenças, outras convicções morais e estilos de vida diferentes.

Uma vez que o relativismo ensina que não existem absolutos morais, alega que não podemos justificadamente fazer julgamentos morais ou avaliar as ações e crenças como moralmente certas ou erradas. Nessa visão, qualquer pessoa que tente mostrar que há um caminho certo e um caminho errado é considerada “dogmática” ou “intolerante”. No entanto, essa doutrina relativista de “não me julgue” é incoerente, autorrefutável, e antibíblica. Ela só faz sentido se existirem alguns absolutos morais objetivos.

1. Inconsistente e Autorrefutável

Deixe-me ilustrar a incoerência e o absurdo da filosofia “não me julgue” através de uma conversa que tive com uma amiga a quem vou chamar de Maria. Maria orgulhava-se de ser uma acadêmica Adventista progressista e tolerante até que começamos a discutir a questão da homossexualidade.

“Não tenho nenhum problema com relação a você quando expressa e defende a sua opinião sobre a homossexualidade”, disse ela. “Mas é muito errado julgar.”

“O que há de errado com isso?” Fiz essa pergunta instigante a fim de demonstrar a natureza autorrefutável de sua ética relativista.

“Não é correto julgar as outras pessoas, só Deus pode fazer isso”, disse ela.

E eu disse: “Se é errado julgar as pessoas, Maria, porque você está me julgando” Você é Deus?”

A pergunta a apanhou totalmente de surpresa. Isto expôs a incoerência da filosofia “não me julgue”. Por um lado, nega todos os absolutos morais; por outro lado, quer proclamar seus próprios absolutos e forçá-los sobre mim.

A afirmação “Não é correto julgar as outras pessoas” é, em si mesma, um julgamento moral – o mesmo tipo de julgamento que minha amiga estava negando a mim. Minha resposta fez com que ela parasse por um momento. Quando recuperou a compostura, ela tentou outra abordagem.

“Talvez eu não tenha me expressado bem o bastante”, disse ela. “É correto julgar as pessoas – contanto que você não tente forçar a sua moralidade sobre elas.”

“É essa a sua moralidade, Maria?”

“Sim”.

“Então por que você está forçando s sua moralidade sobre mim?”, eu respondi.

Mais uma vez, minha amiga se viu lutando com a inconsistência da sua doutrina relativista. Em um último esforço, ela disse exasperada: “Escute, Sam, eu não consigo me expressar muito bem, mas tenho certeza que você sabe o que eu quero dizer.”

“Não, Maria, eu não sei o que você quer dizer. Você não consegue se expressar bem, porque a sua ética relativista não faz sentido. É autocontraditória e autodestrutiva. Você contestou a legitimidade de eu fazer um juízo moral sobre a homossexualidade, mas a sua tentativa em si implica um juízo moral – a própria ação contra a qual você está lutando. A verdade é que existem morais absolutos – princípios universais acerca do certo e o errado – pelos quais podemos estabelecer juízos. Mas você é uma relativista, então você não pode nem mesmo dizer que os meus juízos estão errados.”

Cito este diálogo para mostrar que a doutrina “não me julgue” e a filosofia relativista na qual ela é baseada, não tem qualquer sentido lógico. Quando as pessoas dizem, “Não me julgue”, pergunte a eles: “Por que não?” Você vai descobrir que eles não conseguem dar uma razão significativa, porque a doutrina é inconsistente e autorrefutável. Também é antibíblica.

2. Uma Doutrina Biblicamente Questionável

Embora a declaração de Jesus em Mateus 7: 1 seja o texto fundamental para o evangelho da tolerância “não me julgue”, a passagem não ensina que é errado julgar.

Em primeiro lugar, quando Jesus disse: “Não julgueis para que não sejais julgados”, a palavra original que é traduzida aqui como “julgar” é krino. A palavra é usada em uma variedade de sentidos no Novo Testamento. A palavra pode significar:

(i) Pesar cuidadosamente e formar uma opinião ou consideração – como em “Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.” (I Coríntios 10:15.), e em “julgai entre vós mesmos: é conveniente que uma mulher com a cabeça descoberta ore a Deus?” (I Coríntios 11:13).

(ii) Inferir ou tirar uma conclusão, como em “Julgaste bem.” (Lucas 7:43), referindo-se a Simão, a quem Cristo havia perguntado: “Qual deles, pois, o amará mais?” (verso 42).

(iii) Considerar ou levar em conta de uma certa maneira; por exemplo: “Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor…” (Atos 16:15), isto é, “Se me considera ou acredita que sou assim.”

(iv) Levar a julgamento perante um tribunal – como em “Tomai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei.” (João 18:31).

(v) Condenar – como, por exemplo, “A nossa lei, porventura, julga um homem sem primeiro ouvi-lo…?” (João 7:51).

(vi) Desprezar (cf. Romanos 14:3, “Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come”).

Os exemplos acima mostram que o significado básico de krino é fazer juízo de valor. É, no entanto, o contexto do uso da palavra que determina o seu significado exato e se está certo ou errado julgar. Por exemplo, quando Jesus disse em João 7: 24 “Não julgueis pela aparência mas julgai segundo o reto juízo”, o contexto nos diz como julgar – ou seja, não segundo a aparência, mas com justiça.

Também a declaração de Paulo em Romanos 14:3-4 (“Quem come não despreze a quem não come; e quem não come não julgue a quem come; pois Deus o acolheu.” “Quem és tu, que julgas o servo alheio?”) sugere que ele estava condenando um tipo presunçoso de julgamento – o juízo de valor sobre as motivações do outro, que são abertas apenas a Deus.

Assim, para determinar o que Jesus quis dizer quando afirmou em Mateus 7:1: “Não julgueis, para que não sejais julgados,” é importante olhar o contexto em que a passagem é encontrada. Neste caso, são os cinco versos seguintes [de Mateus 7]:

1 “Não julgueis, para que não sejais julgados.”
2 “Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.”
3 “E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?”
4 “Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?”
5 “Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.”

Observe que o verso 1 é inseparavelmente ligado aos próximos quatro versos. Em primeiro lugar, a palavra que inicia o verso 2 (“porque”) indica que o conteúdo do verso 2 é uma continuação do tema do julgamento, iniciado no verso 1, enquanto o “e”, no início do verso 3, e o “ou” no início do verso 4 indicam a mesma coisa. O verso 5 é a aplicação que o Senhor faz do todo. Outro ponto de ligação entre os cinco versos é a tripla menção de “teu irmão” nos versículos 3, 4 e 5. Aqui o Senhor descreve a condição de “teu irmão” e o estado de quem está tentando julgá-lo (“tu”).

Mateus 7:1-5 revela os seguintes fatos relativos ao significado da declaração de Cristo “não julgueis”:

1. Jesus não está colocando um fim ao ato de exercer julgamento; Ele está falando contra a julgar os outros de maneira hipócrita. A imagem verbal hiperbólica, mas muito bem humorada, de uma pessoa com uma viga em seu olho tentando remover um cisco do olho de outra pessoa, pretende ilustrar este ponto. Nosso Senhor está ensinando que quando temos problemas graves em nossas próprias vidas, não temos nada que ficar arrogantemente criticando aqueles cujos problemas são muito menos graves.

2. Jesus não está dizendo que nunca devemos julgar as pessoas; ao contrário, devemos julgá-los – depois de haver examinado a nós mesmos. Observe o versículo 5: “Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.” Em outras palavras, depois que tivermos cuidado da viga que está no nossos próprios olhos, então – e só então – podemos tratar da serragem no olho de alguém. Essa cautela se destina diminuir a nossa pressa em julgar. Os acusadores da mulher apanhada em adultério são uma ilustração deste ponto (João 8:1-11).

3. Jesus não está dizendo que devemos deixar definitivamente de julgar, porque somos pecadores; mas que devemos fazê-lo, especialmente quando a condição dos outros é mais grave do que a nossa. Observe que Cristo não diz que se tivermos serragem em nossos olhos não podemos ajudar a pessoa com uma viga em seu olho. Se o nosso problema é só serragem, devemos ajudar por todos os meios aqueles que julgamos ter problemas maiores!

3. O Verdadeiro Significado de “Não Julgueis”

Como se vê, Mateus 7:1, o texto fundamental para o evangelho da tolerância “não me julgue”, não diz que todo julgamento deve cessar. Não está dizendo que não deveria haver julgamentos dentro da igreja quando surgem questões de disciplina eclesiástica. Devemos julgar, e o fazemos, quando um irmão ou irmã erra ao abraçar crenças e padrões de vida que são incompatíveis com o reino de Deus. O ponto da passagem de Mateus 7:1 é que, quando fazemos esses julgamentos, devemos ser muito cuidadosos na maneira como o fazemos.

Em outras palavras, Jesus indica que devemos julgar. Se o problema é uma viga ou um pouco de serragem, devemos ajudar os nossos irmãos e irmãs em dificuldades. Mas devemos fazê-lo de maneira apropriada. Nosso Senhor está advertindo contra a nossa hipocrisia em apontar rapidamente falhas de menor importância, enquanto não nos preocupamos com os nossos próprios pecados graves. Cristo está dizendo que, se julgamos aos outros desta maneira hipócrita, seremos julgados por um Deus que vê o que fazemos em segredo.

Paulo defendeu o mesmo ponto, quando escreveu: “Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.” (Romanos 2:1). Aquele que acusa aos outros naquilo que permite em si mesmo, é imperdoável e condena a si mesmo. Natã trouxe a mesma mensagem a Davi em II Samuel 12:1-11.

De fato, no Sermão do Monte Cristo ensina a humildade e a paciência no nosso relacionamento para com todos os que erram. Ele ensinou a mesma lição na parábola do joio e do trigo.

Paciência, Não o Evangelho da Tolerância

Contrariamente às alegações do evangelho da tolerância, a parábola de Cristo em Mateus 13:24-30 não pode ser usada para justificar a doutrina relativista do “não me julgue.” Sua declaração no versículo 30: “Deixai crescer ambos [o trigo e o joio] juntos até à ceifa” não serve de sustentação para a alegação de que a Igreja não tem direito de julgar ninguém, nem de condenar suas crenças erradas e má conduta. Em vez disso, a parábola apela para que seja exercido extremo cuidado sempre que tentarmos disciplinar pessoas – para evitar que em nossa pressa cometamos erros graves.

1. Não Julgue os Motivos. Devemos ter cuidado para não julgar o caráter e ao motivos das pessoas. Fazemos bem em não arrogar para nós mesmos o que só Deus pode fazer – ler o coração e os motivos das pessoas. Em Parábolas de Jesus, Ellen White adverte:

“Dói aos servos de Cristo ver misturados na congregação crentes falsos e verdadeiros. Anseiam fazer alguma coisa para purificar a igreja. Como os servos do pai de família, estão dispostos a arrancar o joio. Mas Cristo lhes diz: ‘Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa.’ Mateus 13:29 e 30.”

“Cristo ensinou claramente que aqueles que perseveram em pecado declarado devem ser desligados da igreja; mas não nos confiou a tarefa de ajuizar sobre caracteres e motivos. Conhece demasiado bem nossa natureza para que nos delegasse esta obra. Se tentássemos desarraigar da igreja os que supomos serem falsos cristãos, certamente cometeríamos erro. Muitas vezes consideramos casos perdidos justamente aqueles que Cristo está atraindo a Si. Se devêssemos proceder com essas pessoas segundo nosso parecer imperfeito, extinguir-se-ia talvez sua última esperança. Muitos que se julgam cristãos serão finalmente achados em falta. Haverá muitos no Céu, os quais seus vizinhos supunham que lá não entrariam. O homem julga segundo a aparência; mas Deus vê o coração. O joio e o trigo devem crescer juntos até à ceifa; e a colheita é o fim do tempo da graça.” (Parábolas de Jesus, pp. 71-72).

Observe que, segundo a Sra. White, “Cristo ensinou claramente que aqueles que perseveram em pecado declarado devem ser desligados da igreja.” Para poder fazer isso, precisamos saber como tomar decisões corretas, com discernimento espiritual. As Escrituras repetidamente nos advertem a discernir entre o bem e o mal (Hebreus 5:14). Malaquias 3:18 exorta-nos a discernir entre o justo e o ímpio, entre aquele que serve a Deus e os que não o fazem. Ezequiel 44:23 nos diz que devemos ensinar às pessoas a diferença entre o santo e o profano, levando-os a discernir entre o impuro e o puro. O apóstolo João nos convida a discernir entre o espírito da verdade e o espírito do erro (I João 4:6). E Paulo nos ordena a defender a verdade e a rejeitar a mentira (Romanos 1:25), pois nenhuma mentira provém da verdade (I João 2:21).

Mas, ao contrário do testemunho irrefutável da Escritura, o evangelho da tolerância “não me julgue” nos ensina a não estabelecer limites entre idéias e práticas certas e erradas. Ele nos convida a não discriminar ou tentar pesar o valor de diferentes crenças e estilos de vida. Porém, como podemos ser salvos se não discernirmos entre o bem e o mal, o certo e o errado? A falha em exercer este poder de julgamento pode ser não apenas espiritualmente fatal, mas podemos levar outros a se perderem também. É por isso que a Escritura nos diz para examinarmos tudo cuidadosamente e retermos o que é bom, abstendo-nos de toda forma de mal (I Tessalonicenses 5:21-22).

Assim como a declaração de Jesus em Mateus 7:1 no Sermão da Montanha, esta parábola sobre o trigo e o joio não está dizendo que não devemos julgar de maneira alguma, mas sim que devemos ter muito cuidado sempre que tentarmos disciplinar pessoas. A parábola nos adverte a conhecermos os limites de nossas capacidades humanas de discernimento. Não podemos conhecer o coração e os motivos dos outros. Estes se inserem na competência de Deus. Só Deus pode julgar o caráter e os motivos. Temos de ser cuidadosos.

2. Seja Paciente. [O livro] Parábolas de Jesus traz outra lição importante nesta parábola, a lição da longanimidade ou paciência ao lidar com os que erram: “Há nas palavras do Salvador ainda outra lição, uma lição de maravilhosa longanimidade e terno amor. Como o joio tem as raízes entrelaçadas com as do bom trigo, assim falsos irmãos podem estar na igreja, intimamente ligados com os discípulos verdadeiros. O verdadeiro caráter desses pretensos crentes não é plenamente manifesto. Caso fossem desligados da congregação, outros poderiam ser induzidos a tropeçar, os quais, se não fosse isto, permaneceriam firmes.” (Parábolas de Jesus, p. 72).

É somente neste contexto de longanimidade que a Sra. White nos exorta a não condenar ou julgar os outros. “O Redentor não quer perder uma única pessoa. Sua experiência com Judas é relatada para mostrar Sua longanimidade com a corrompida natureza humana; e nos ordena sermos pacientes como Ele o foi. Disse que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja. Apesar da advertência de Cristo, têm os homens procurado arrancar o joio. … Na parábola de Cristo não nos é ensinado que julguemos e condenemos a outros, antes sejamos humildes e desconfiemos do eu.” (Ibid., pp. 73-74).

Conclusão

Não podemos afirmar saber os verdadeiros motivos e motivações daqueles que abraçaram o evangelho da tolerância e sua doutrina relativista do “não me julgue”. Mas uma coisa é certa: Tanto a Bíblia quanto Ellen White deixam abundantemente claro que a Igreja tem o dever de julgar crenças e práticas errôneas. A questão não é não julgar qualquer pessoa. Trata-se do extremo cuidado que devemos exercitar quando julgamos ou disciplinamos aqueles que erram. A declaração a seguir captura qual deve ser a nossa atitude quando somos chamados a exercer esta obrigação divina:

“Ao lidar com os que erram, não devemos recorrer a medidas severas; meios mais suaves terão um efeito muito maior. Utilize meios mais suaves com maior perseverança, e mesmo se não tiverem êxito, espere pacientemente; nunca apresse a questão de exclusão de um membro da igreja. Ore por ele, e veja se Deus não atuará no coração do pecador. A disciplina tem sido largamente pervertida. Aqueles que possuem eles mesmos caracteres muito deficientes têm sido muito apressados em disciplinar a outros e assim toda a disciplina tem se tornado motivo de desdém. Paixão, preconceito e parcialidade, lamento dizer, obtiveram abundante espaço para exibição, e a disciplina adequada tem sido estranhamente negligenciada. Se aqueles que lidam com os que erram tivessem o coração cheio do leite da bondade humana, que espírito diferente prevaleceria em nossas igrejas. Que o Senhor possa abrir os olhos e abrandar os corações daqueles que têm um espírito severo, não perdoador e implacável para com os que pensam de maneira errada. Tais homens desonram seu cargo e desonram a Deus. Eles entristecem os corações de Seus filhos, e obriga-os a clamar diante de Deus em sua aflição. O Senhor certamente ouvirá o seu clamor, e os julgará por essas coisas.” (Review and Herald, 14 de maio de 1895).


Fonte: http://www.drpipim.org

Traduzido por Levi de Paula Tavares em Abril de 2011

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