Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 097

Meu Divino Protetor

Letra: Charles Wesley (1707-1788)

Título Original: Jesus, Lover of My Soul

Música: Simeon Butler Marsh (1798-1875)

Texto Bíblico: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se projetem para o meio dos mares; ainda que as águas rujam e espumem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Salmo 46:1-3)


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1. Meu divino Protetor, quero em Ti me refugiar,
Pois as ondas de terror ameaçam me tragar!
Quase estou a perecer! Dá-me a Tua proteção!
Pois guardado em Teu poder, não receio o furacão!

2. És amparo, meu Jesus ! Sem alento venho a Ti.
Não me deixes sem a luz que ilumina a senda aqui.
Eu confio em Teu amor e na Tua compaixão;
És meu forte defensor; que me ampare Tua mão.

3. Graça imensa em Ti se achou, para tudo perdoar;
Sangue Teu se derramou, nele quero me lavar.
Fonte és de todo bem; dá-me sempre de beber!
Confortar minh’alma vem; quero em Teu amor viver.


Um supremo hino de um dos maiores escritores, é este de Charles Wesley.

Henry Ward Beecher disse dele:

“Preferiria ter escrito este hino de Wesley… a ter a fama de todos os reis que se assentaram sobre a terra. É mais glorioso. Tem mais poder.”

George Duffield disse:

Se algo na vida cristã, que expresse alegria e tristeza, aflição e prosperidade, vida e morte – é este hino”.

O Dr. Louis F. Benson fez esta apreciação:

“Estamos tratando do hino predileto do idioma: o favorito do letrado e do iletrado, do altivo e do humilde… o segredo do seu apelo apóia-se na beleza poética que qualquer homem sente sem analisá-lo, e numa obra tão perfeita, que o faz querer cantar, simplesmente porque desperta nele o espírito de cântico mais do que o sentimento de reflexão.”

Charles Wesley escreveu cerca de 6.500 hinos durante sua ativa carreira, juntamente com seu irmão John. Ambos viajaram pela Inglaterra, Gales, Irlanda, pregando e evangelizando numa época quando a Inglaterra necessitava de reavivamento.

H. Augustine Smith diz deste hino:

“Como literatura, tem concisão, melodia, intensidade e completo espírito de um lírico genuíno… Se alguém o ler sem pensar no cântico, ainda é influenciado por sua melodia própria. Seus efeitos são obtidos pelos meios mais simples e diretos. Das duzentas e trinta e seis palavras do poema, apenas trinta e seis não são monossílabos. As imagens são vividas e rapidamente delineadas, seu movimento é suave e melodioso, os versos são inflamados com vida. É um cântico perfeito e imortal.” “Lyric Religion,” pág. 195 (Com permissão de Fleming H. Revell Co).

Provavelmente a mais conhecida melodia para este hino é “Martyn” de Simeon Buckley Marsh, um professor de música americano, de Sherburne, N.Y.. Compôs “Martyn” em 1834, uma melodia de extrema simplicidade e um tanto monótona na harmonia. Muitos preferem a melodia “Hollingside”, composta por John Bacchus Dykes e publicada primeiro em “Hymns Ancient and Modern” em 1861.

Fonte: Histórias de Hinos e Autores – CMA – Conservatório Musical Adventista


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