Histórias de Hinos do Hinário Adventista – Nr. 010

Histórias de Hinos 10 de julho de 2012 11:29 pm

Louvemos O Rei

Letra: Robert Grant (1779-1838) – baseada em versos de William Kethe, publicados no Saltério de Genebra em 1561

Título Original: O Worship the King

Música: Atribuída a Johann Michael Haydn (1737-1806), com arranjos de William Gardiner; publicada em Sacred Melodies – II (Melodias Sacras), (London: 1815)

Texto Bíblico: Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor. Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver. (Salmo 146:1 e 2)


Utilize este controle para ouvir o hino (formato MIDI):


Sir Robert Grant deu à igreja um hino de primeira grandeza com “Louvemos o Rei”. O hino é baseado no Salmo 104, mais uma livre impressão do pensamento, de que uma paráfrase. Em qualidade literária, imagens, ritmo e estilo , é um hino admirável. Foi publicado pela primeira vez em “Christian Psalmody” de Edward Bickersteth em 1883. A paráfrase do Salmo 104 de Kethe foi o que inspirou este hino a Grant. Inicia-se assim:

“Louve minha alma o Senhor, fale bem do Seu Nome
Ó Senhor nosso grande Deus, qual é Tua aparência,
Assim passando em glória, quão grande é Tua fama,
Honra e majestade em Ti brilham intensamente.”

H. Augustine Smith sugere que o Samo 104 e o hino “Louvemos o Rei” são, ambos, comentários sobre os seis dias da criação em Gênesis. É interessante traçar este paralelo. Através do hino há títulos de divindade que são ricos de sugestões escriturísticas: “Rei”, “Escudo”, “Defensor”, “Ancião de Dias”, “Criador”, “Autor”, “Amigo” e “Redentor”.

A melodia “Lyons” vem de Johann Michael Haydn, um irmão mais novo de Franz Joseph Haydn. Michael Haydn era um violonista de sucesso, pianista, organista, regente de coro, e compôs consideráveis músicas para a igreja. Franz Joseph considerava a música para a igreja de seu irmão, superior a sua própria.

Melodias desta natureza não deveriam ser cantadas de forma apressada e animada, com marcação estrita de compasso, mas de uma forma mais livre, no estilo tradicional. A meia nota no fim de cada uma das quatro linhas poderia ser mantida por três tempos, e com isso o efeito seria melhorado. Em melodias como esta um ritmo mais flexível, intensifica a beleza do hino.


Veja a partitura cifrada deste hino

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