Rock, Revolução e Satanismo – Parte III

por: Orlando Fedeli

O ritmo e seus efeitos

A tudo isto reponder-nos-ão alguns roqueiros, insistindo, que nada disto lhes interessa. O que apreciam no Rock, o que querem ouvir – mesmo que as letras pregarem submissão e obediência – é o ritmo. Só o ritmo lhes importa. E, segundo eles, o ritmo não transmite idéias.

Platão não concorda, pois afirma que há ritmos moles e frouxos que devem ser banidos (Platão, República III). Também o anarquista e roqueiro Jerry Rubin não aceita que o ritmo não transmite idéias. Ele escreveu: Elvis [Presley] despertou nossos corpos, mudando-os completamente. O Hard-Rock animal que guarda seu segredo no “beat” enérgico (esta repetição de pulsações regulares combinadas com ritmos sincopados é a base do Rock) penetrava ardorosamente no interior de nosso corpo; o ritmo arrebatador fazia surgir todas as paixões que estavam comprimidas (…) O Rock marcou o princípio da Revolução” (Apud Luc Adrian – Hard Rock, la danza del diablo – Revista Jesus Cristus – No. 26 março/abril 1993 – pág. 8)

E. R. Dodds, mostra como o ritmo do tambor do culto de Baco tinha um efeito físico e psicológico espantoso nas bacantes, que influenciadas pelo ritmo do tambor e pelo som da flauta – pareciam loucas. “Uma tradição délfica recordada por Plutarco sugere que o ritmo ,por vêzes, produz uma verdadeira perturbação de personalidade (…) Em muitas sociedades, talvez em todas as sociedades, há pessoas para as quais, como nota Mr. Aldous Heixley, “as danças rituais permitem uma experiência religiosa que é mais satisfatória e convincente do que qualquer outra… É com seus músculos que muitas pessoas obtém mais facilmente o conhecimento do divino” (E. R. Dodds, The Greeks and the irrational, Univ. of California Pres, Berkley and Los Angeles, 1963, pág. 232- 233)

…segundo um sábio maometano, “aquele que conhece o poder da dança, reside em Deus”, mas o poder da dança é um poder perigoso. Como outras formas de autocapitulação, é mais fácil começar do que acabar com ele. Na extraordinária loucura de dançar que periodicamente invadiu a Europa do século XIV ao século XVII, as pessoas dançavam até cair – como o dançarino no Bacchal 136 ou o dançarino no vaso (grego) de Berlim (No. 2471) e jazia inconsciente pisoteado por seus amigos”.(E.R. Dodds, op. cit., pág. 271 à 272)

Frank Zapper, músico de Rock, afirma: “Dei-me conta de que esta música se apodera dos jovens, porque o seu forte bater corresponde aos grandes ritmos do corpo humano”. (Mons. R. Williamson, op. cit., pág. 27)

Walter Matt escreve: “O martelamento da música Rock visa intencionalmente excitar sexualmente os ouvintes, sobretudo os jovens certamente. Disto pode-se dar uma breve explicação. A música Rock quase não tem melodia, e o texto quase não tem senso – bom senso – (Às vezes tem sentido horrível e espantoso). Resta o elemento essencial: o ritmo, e nosso corpo é sensível a ele. Aos membros da “American Psychiatric Association”, o Dr. Howard Hanson declarou:

“Primeiramente, ainda que considerando tudo o mais, quanto mais o movimento ultrapassa em velocidade o ritmo do pulso e sobe além do ordinário, mais também se acresce a tensão emotiva”. (W. Matt, op. cit., pág. 5)

Ele cita ainda as observações de Alice English Monsarrat, segundo a qual, com o ritmo do Rock (…) pode-se produzir sobre não importa qual organismo humano uma desintegração histérica, como se notaria numa pessoa que quisesse precipitar-se, com raiva, em duas direções opostas, ao mesmo tempo (…). Tem-se experiência disso em psiquiatria: é precisamente o conflito de emoções criado pela ação de dois estimulantes com percussões divergentes que conduz a nossa clínicas, em grande número, irrecuperáveis destroços de humanidade”. (W. Matt, op. cit., pág. 6)

Monsenhor Richard Williamson chega às mesmas conclusões, quando explica os efeitos do ritmo do Rock:

“Dirigindo com cuidado a seqüência dos ritmos, diz John Phillips, do grupo “Mamas and Papas”, pode-se induzir a histeria no seio do auditório. Nós sabemos fazê-lo. Qualquer um sabe fazê-lo. E para provar o que diziam, eles causaram um motim num concerto em Phoenix, Arizona!”(Mons. R . Williamson – in Semper no. 2 Revista da Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, Portugal, pág. 28)

Em outra citação dada por Mons. Williamson se informa que: “A título de exemplo de análise médica do processo pelo qual o ritmo pode “quebrar” o corpo, os médicos observam que o sistema nervoso autônomo do corpo humano é banhado pelo líquido cérebro-espinal, o qual possui um pulsação dirigida em parte pela glândula pituitária, aquela que governa todo o corpo. Esta glândula influi sobre quase todos os processos vitais do corpo, dirigindo, por exemplo, a secreção dos hormônios das glândulas endócrinas do corpo. Se, portanto, ela for desgovernada pelas vibrações do “beat” (batida do Rock), a glândula pituitária arrastará consigo todo o sistema nervoso, que por causa disso, ficará subvertido. Ora, daí pode se imaginar uma excreção anormal dos hormônios sexuais, por exemplo, o que explicaria os movimentos eróticos das danças do “Rock”. O ritmo e a dança constituem os meios para atingir o sistema nervoso. Possuo filmes que demonstram que os ritmos primitivos de uma tribo primeva do Quenia, e um grupo de músicos no interior de um sala de danças em Londres, produzem as mesmas emoções de transe”, disse o Dr. Willian Faragut na Royal Society of Medicin”(…).

“Além disso, o “beat”, estimulando a secreção do hormônio epinefrina, faz diminuir no sangue o cálcio de grande importância para dirigir os sistema nervoso, e o açúcar, único alimento do cérebro. Daí os nervos ficarem esgotados e o cérebro desarranjado, após um concerto de Rock. Esta forte estimulação da sensualidade, e concomitante depressão da inteligência e da razão desemboca no erotismo e na violência; ora este suicídio da razão tende ao suicídio propriamente dito”(Mons. R. Willianson, op. cit., pág. 28-29)

O padre Regimbal afirma que o “beat” pode produzir uma aceleração da pulsação cardíaca e um aumento da taxa de adrenalina; ele pode provocar não só um bem estar sexual, mas também uma excitação que pode ir até o orgasmo”. (Pe. Regimbal, op. cit., pág. 26)

Esse autor traz importantes observações acerca dos efeitos do ritmo do Rock. Ele cita um trabalho do Dr. Bob Larson e de uma equipe médica de Cleveland, que examinou cerca de 200 pacientes, ouvintes habituais de Rock. Diz então do Dr. Larson:

“Notou-se que essa música podia ter efeitos físicos espantosos: alterações da pulsação e na respiração, aumento de secreção das glândulas endócrinas, em particular da glândula pituitária que regula os processos vitais no organismo. Quando a melodia sobe, a laringe se contrai; quando ela desce, ela se relaxa.

“O metabolismo de base e a taxa de açúcar no sangue se modificam no decorrer de uma audição. Pode-se pois considerar que é possível “tocar” o organismo humano como se ele fosse um instrumento musical, e, de fato, certos compositores de música eletrônica se tem proposto manipular o cérebro provocando um “curto-circuito” nas faculdades conscientes, exatamente como o faz a droga. O ritmo predominante no Rock e na Pop Music inicialmente condiciona o corpo, depois estimula certas funções hormonais do sistema endócrino”. (Dr. Bob Larson, apud Pe. J. P. Regimbal, op. cit., pág. 32)

Note-se que, segundo o Dr. Larson, o Rock tem um efeito semelhante ao provocado pelas drogas.

Dessa mesma obra, queremos dar outra citação importante:

O célebre músico terapeuta Adam Knieste, no relatório de um estudo que durou dez anos sobre os efeitos da música Rock escreveu: “O problema central causado pela música Rock nos pacientes que tratei decorre claramente da intensidade do barulho que provoca hostilidade, esgotamento, narcisismo, pânico, indigestão, hipertensão e uma estranha narcose. o Rock não é um passatempo inofensivo, é uma droga mais mortal do que a heroína, e que envenena a vida de nossos jovens”. (Pe. J. P. Regimbal, op. cit., pág. 33)

Confirma então o Dr. Knieste o que dissera o Dr. Larson e ainda com mais ênfase: “o Rock é uma droga pior que a heroína.”

Ainda da obra citada do Pe. Regimbal extraímos conclusões tiradas pelos médicos Drs. Mac Rofferty, Gramby Blaine, Barnard Saibel, Walter Wright, Frank Garlock, Tom Allen e outros mais. Segundo esses médicos o Rock, com seu ritmo literalmente alucinante, provocaria nos ouvintes, entre outros efeitos:

“Modificações das reações emotivas, indo da frustração à violência incontrolável”.

“Sobre-excitação neuro sensorial produzindo euforia, sugestibilidade, histeria e mesmo alucinação”.

“Sérias perturbações de memória”.

“Estado hipnótico ou cataléptico que transforma a pessoa numa espécie de zumbi ou robô”.

“Estado depressivo indo até à neurose e à psicose”.

“Tendências suicidas e homicidas”.

“Auto mutilação, auto imolação e auto punição”.

“Impulsos irresistíveis de destruição e vandalismo”.

(Pe. J. P. Regimbal, op. cit., pág. 33)

Durante o I Congresso Mundial sobre Pré-Natal, em Granada, foram apresentados estudos mostrando que a música de Madona, por exemplo, favorece a ocorrência de aborto, motivo pela qual a Cruz Vermelha aconselhou as mulheres grávidas que forem a concertos de rock a ocupar as últimas fileiras. (O Estado de São Paulo, pág. 15, 18- III-93)

São bem conhecidas as ações a que se entregam os jovens uns contra os outros, e sem razão alguma, nas danceterias. Hoje em dia são também conhecidos muitos grupos de Rock que destroem totalmente a cara aparelhagem de som que usaram, no final de seus “concertos”. A prática do “mosh” – roqueiro que levado pela euforia, já não se contém e se joga no ar, caindo sobre os outros – é outra prova dessa falta de domínio que leva à violência e a atos incontroláveis.

Em suma, os efeitos fisiológicos e psicológicos do ritmo do Rock levam os jovens, como é de conhecimento público, a atitudes imorais que os cantores de Rock preconizam pelas letras de suas canções e pelos exemplos de suas vidas, tais como:

– Perversões sexuais e pornografia
– Uso de droga
– Revolta contra toda lei contra toda autoridade
– Violência
– Suicídio
– Crime e parricídio


Fonte: http://www.montfort.org.br


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