Resposta às observações feitas ao artigo “O Canto do Senhor”

por: Prof. Vanderlei Dorneles

Olá …!

Como você tomou liberdade de me enviar seu texto, o que eu agradeci, e como se mostrou aberto para debater este tema, tomei a liberdade de ler seu texto recente sobre instrumentos de música e louvor na Bíblia. E também de elaborar algumas considerações sobre partes dele, o que espero você receba com o mesmo espírito simpático que tem tido. Como eu disse numa mensagem recente, todos nós somos irmãos em Cristo, e é bom termos liberdade e consideração mútua enquanto debatemos acerca da Palavra de Deus. Se mantivermos um espírito humilde e receptivo, o Espírito Santo poderá nos guiar à verdade, que é o que desejamos de coração. O amor da verdade, como diz Ellen White, é uma grande virtude cristã, especialmente entre nós adventistas.

Eu creio que você e muitos outros que falam sobre a música de louvor têm esse mesmo sentimento e o desejo de conhecer a verdade. E nisso creio que podemos dizer que estamos no mesmo caminho.

Bem, você fez um texto acerca do já muito comentado transporte da arca para Jerusalém, onde se destacam, em Crônicas, as questões musicais envolvidas nas duas festas preparadas por Davi, com o título “Tambores e os instrumentos do Senhor”. Creio que seu texto teve intenção de responder ou comentar meu artigo “O canto do Senhor”, que está disponível em vários sites e blogs.

Seu argumento principal foi de que o texto de I Crônicas 15:20, que utiliza o termo hebraico al-alamoth seria uma referência às mulheres de Israel em dança com tamborins.

Vou me concentrar neste ponto, mas alguns outros itens podem ser repassados no transcorrer. Um deles é que meu artigo não afirma que os tambores tinham a culpa do fracassado do transporte da arca. Isso não pode ser lido no meu texto. O que está afirmado é que Davi sabia que errou no que diz respeito a quem deveria transportar a arca. O que foi dito é que Davi não corrigiu esse ponto apenas e fez todo o restante igual. Crônicas trata do assunto do transporte da arca num único verso (I Crônicas 15:13), e depois temos quase dois capítulos permeados do tema da música. O ponto principal é que houve uma mudança na música, e isso está claramente narrado em diversos versos como demonstrei. Não se trata do silêncio da Bíblia. É o contrário, ela é clara em afirmar detalhes da música, incluindo os instrumentos, cantores, etc.

O artigo também não fala que certos instrumentos foram proibidos. O que diz é que um grupo específico de instrumentos foi escolhido para a música do templo. E isso fica tão claro para Israel que ao longo de mais de 500 anos, a lista é repetida em diversos textos (I Crônicas 15:16, 19-24, 28, 16:5, 42, 23:5, 25:1, 6, II Crônicas 5:12-13, 29:25-27, Neemias 12:27, Isaías 39:20). A lista é consistente, não havendo qualquer relevante alteração entre os textos.

Tratando especificamente do sentido de al-alamoth, você diz que “a hipótese mais provável é a de que alamoth era na realidade uma melodia hebraica”. Mesmo assim, com base na informação de alamoth (mulheres) tocando tamborins no Salmo 68:25 você conclui que “há uma forte possibilidade de que o Salmo 68 esteja descrevendo em linguagem poética o próprio transporte da arca e do seu reestabelecimento em Jerusalém, especialmente os versos 24-25”.

Você diz que vários comentaristas apóiam esta idéia. Mas aqueles que você cita dizem que “parece evidente que [o Salmo 68] foi composto naquela ocasião festiva e alegre”. Outro diz que “a ocasião do Salmo poder haver sido em um contexto de vitória, na qual a arca é trazida para Sião.” Outro diz “o Salmista descreve um evento feliz, como quando Davi trouxe a arca para Jerusalém”. Outro ainda diz que “Este Salmo pode ter sido cantado na cerimônia do transporte da arca de Quiriate-Jearim a Jerusalém.”

Na verdade, dois deles dizem o que você conclui, mesmo assim dizem que isso é apenas uma possibilidade. Os outros dois dizem que o salmo pode ter tido alguma relação com o evento, como que tivesse sido cantado ali.

A despeito disso, com base nessas evidências fluidas, você conclui: “Se o Salmo 68 de fato baseava-se no transporte da arca da aliança de Quiriate-Jearim a Jerusalém ou estava de alguma maneira relacionado a ele, então não há dúvidas de que o tamborim das alamoth fez parte também da segunda tentativa de trazer a arca.”

O texto de II Samuel 6:20-22 não diz que Davi dançou com as mulheres. Diz que Davi dançou e isso na presença das mulheres. Os dois textos de Crônicas e Samuel são claros em dizer que só Davi dançou.

Mesmo assim, você diz que, “com base no Salmo 68:24-25 e no relato de I Crônicas 15, é seguro concluir que as liras (ou alaúdes) dos levitas (v. 20) tocavam ‘al alamoth‘, a melodia hebraica Alamoth das virgens que dançavam e tocavam tamborins, enquanto as harpas respondiam em estilo antifonal (responsivamente) ou em contracanto, tocando ‘al ha sheminith‘, a melodia Sheminith e marcando também o ritmo antifonal (v. 21). O povo, incluindo as virgens celebravam com seus tamborins e dança, acompanhavam a procissão, cada grupo respondendo ao outro em sua melodia e tessitura vocal e cada qual adicionando seus instrumentos à música. Esta prática de coros antifonais pode ser vista no Salmo 136.”

Todo o seu argumento depende necessariamente da tradução de al-alamoth e de sua possível ligação com o Salmo 68:24-25.

Gostaria de destacar que, com base nessa “possível” tradução e na “possível” ligação com o Salmo 68, você está relativizando as cinco outras referências claras aos instrumentos sem menção de tambores nesse contexto de I Crônicas15 e 16.

Quanto ao sentido de alamoth nesse relato, precisamos considerar que o termo está precedido da preposição al, que significa “em” ou “sobre”, e o substantivo literalmente significa “virgem” ou “donzela”. Mas, por que nenhuma versão faz essa leitura? Muito simples. O texto fica totalmente desconexo, como: “… com alaúdes em voz de virgens“, ou “… com alaúdes em tom de donzelas“, ou ainda “… com alaúdes em virgens“. Na verdade essa tradução literal já sugere o que os tradutores entenderam, o sentido é de uma voz musical, como das virgens.

Lembre-se que tradução não é um trabalho mecânico de simplesmente se trocar palavras duma língua por palavras de outra língua. Tradução é interpretação, principalmente em se tratando do hebraico. No hebraico, alguns verbos estão só implícitos, há frases longas com apenas duas ou três palavras, outras sem sujeito, há diversos substantivos concretos que representam conceitos abstratos, como em I Reis 20:31, onde “cordão” significa “cativeiro”, em outra parte diz “sai-lhes o vento, e eles morrem”. Assim, o tradutor do hebraico precisa deduzir e interpretar freqüentemente.

Tendo isso em vista é que a maioria das versões não traduzem I Crônicas 15:20 com o uso de “virgens”, ou “donzelas”, ou “melodias”, mas por “soprano” ou “agudos”. Assim, a tradução fica coerente com o contexto, uma vez que os versos imediatos tratam de tonalidades dos instrumentos. E é também coerente com a construção e o uso da preposição al, que é “em”. Como você poderia ler um texto como: “… com alaúdes em donzelas”? Fica estranho. Essa estranheza significa para o tradutor que a interpretação está errada.

Os melhores léxicos não dão à palavra alamoth o sentido de “melodia”, mas de “virgem” ou “donzela” como sentido literal, e “soprano” e “falsete” como sentido figurado, que é claramente o caso deste texto de Crônicas, como boa parte das versões o traduzem.

Diante das questões de tradução envolvendo al-alamoth, é evidente que o texto não poderia ser colocado em confronto com os demais versos do mesmo contexto no sentido de inserir aí os tambores de qualquer forma, que é o que você parece estar fazendo. Todos os outros versos do contexto não falam desse instrumento, nem das tais “virgens”.

E quanto ao Salmo 68?

Esse salmo não é objeto de unanimidade entre os comentaristas, que discutem sua autoria, unidade e propósito. O que caracteriza o salmo é a figura de Jeová como “guerreiro”.

O salmo fala da arca, mas não é do evento de Davi. Os versos 1 e 2 retratam a ida da arca à frente de Israel no deserto, citando Números 10:35. Os versos 12 a 17 retratam as vitórias de Deus em favor de Israel numa clara referência à conquista da terra prometida, com o “Sinai” tornando-se santuário (v. 17), e o Sião sendo escolhido em lugar de Basã (v. 15), eventos claros da conquista de Canaã.

Os versos 24-26 em que você baseia a possível ligação com o evento de Crônicas, fala de Deus e não do povo, em primeiro lugar: “Viu-se, ó Deus, o teu cortejo, o cortejo do meu Deus, do meu Rei, no santuário” (v. 24, ARA). “Ó Deus, eles têm visto os teus caminhos; os caminhos do meu Deus, meu Rei, no santuário” (ARC). “É bela a tua marcha triunfal, ó meu Deus e meu rei, quando sais do teu santuário” (SBP). O sentido nesta última versão é que Deus vence os inimigos e e volta vitorioso para o seu santuário.

O sentido de guerra e luta é claro e descarta qualquer ligação com Crônicas. Veja: “Deus parte a cabeça dos seus inimigos” (v. 21), e “para que banhes o pé em sangue, e a língua dos seus cães tenha o seu quinhão dos inimigos (v. 23). Esses são os versos imediatos dos versos (24-25) que você diz referirem-se ao transporte da arca, aquela festa alegre e religiosa.

Com tanto sangue, é difícil de ver nesses versos imediatos ao verso 25 que fala das “donzelas”, uma referência à alegre festa do transporte da arca. No contexto de Crônicas, Deus diz que Davi não faria uma casa para ele exatamente porque Davi era “homem de sangue“.

Assim, este salmo 68 tem sido visto como um salmo que fala das vitórias de Deus em favor de Israel contra inimigos, na conquista de Canaã. E não há uma relação clara entre os eventos que ele reflete e o transporte da arca, a menos que versos sejam tirados do contexto, o que nunca deve fazer o estudioso da Bíblia especialmente em questões controversas.

Se você encontrar outras fontes fora da Bíblia que contradigam as declarações bíblicas, prefira sempre a Bíblia. Essas fontes da tradição têm valor mas só para confirmar o que a Bíblia diz, nunca para dizer o que devemos saber ou entender na Bíblia.

Você tem dito muitas vezes que não há nenhum texto claro que proíba o uso de tambores. Certamente, mas eu nunca escrevi que Deus proibiu os tambores ou outra coisa qualquer nesse contexto. O que está claro na Bíblia e nos textos que escrevi é que Deus indicou um modelo de louvor em substituição ao que Israel fazia. Isso não significa que Deus reprovou o que era feito, mas que ele estava indicando um caminho melhor e mais seguro. Da mesma forma que ele não rejeitou os homens que tinham mais de uma mulher, mas depois ele mostrou que seu povo devia eliminar aquele costume.

Há muitos temas que não estão dados claramente na Bíblia, mas os servos de Deus estudam e chegam à luz revelada. O juízo investigativo não é referido na Bíblia, mas está claro para todos os adventistas que esse juízo está em andamento, sendo uma doutrina capital da fé adventista. A trindade não é afirmada pela Bíblia, a palavra não está na Bíblia. Mas o estudo dos diversos textos mostra que é assim que a divindade existe. Os adventistas entendem que devem evitar o uso de alimentos de origem animal hoje, mas a Bíblia não os proíbe.

Note que a verdade nem sempre é dada “de graça” por Deus. Ellen White até diz que “é plano de Deus dar suficiente evidência do caráter divino de Sua obra para convencer a todos quantos desejam sinceramente conhecer a verdade. Mas ele nunca remove toda a oportunidade de dúvida. Todos quantos desejam pôr em dúvida e cavilar encontrarão ensejo” (Mensagens Escolhidas, v. I, 72, grifado). Jesus mesmo disse que falava por parábolas “para que nem todos entendessem” (Marcos 4:12), e deixa claro que a verdade precisava ser buscada com oração, humildade e estudo. Tem verdade escondidas, que só o “garimpeiro” descobre. Mas quando descobre elas aparecem claramente, sem necessidades de qualquer malabarismo exegético. Ellen White ainda diz: “Os que cavam abaixo da superfície descobrem às escondidas gemas da verdade” (ME, II, 39).

Você não vai encontrar na Bíblia uma proibição de certas coisas da forma como espera.

Outro ponto que gostaria que você pensasse com cuidado é seu artigo a respeito do fanatismo da “carne santa”. Você diz que Ellen White não focaliza a discussão na questão da música, mas apenas no problema teológico, quando fala do assunto em Mensagens Escolhidas (ME). Também diz que ela não está falando dos “últimos dias”, no tempo da volta de Cristo. Ela faz uma profecia acerca da música do movimento da “carne santa”, dizendo que tal liturgia iria voltar nos últimos dias.

Mas na verdade, nos diversos textos em que ela fala sobre o assunto, ela volta toda hora ao problema litúrgico, até mais do que dá atenção ao problema teológico. Veja com cuidado alguns deles, onde grifei certas palavras:

1) “Havia exaltação, com ruído e confusão. Não se podia distinguir uma coisa da outra. Alguns pareciam estar em visão, e caíam por terra. Outros pulavam, dançavam e gritavam. Declaravam que, como sua carne estivesse purificada achavam-se prontos para a trasladação. Isto repetiam e repetiam. Dei meu testemunho em nome do Senhor, manifestando Sua reprovação a essas manifestações” (ME, II, 34).

2) “A maneira por que têm sido dirigidas as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a espíritos refletidos e inteligentes. O Senhor deseja manter em Seu serviço ordem e disciplina, não agitação e confusão” (ME, II, 35).

3) “As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo” (ME, II, 36).

4) “O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso [o ruído] é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo” (ME, II, 36).

5) “Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto“. (ME, II, 37) Veja que ela não fala da doutrina da carne santa, mas do culto .

6) “O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente (ME, II, 37).

7) “Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida” (ME, II, 38).

8) “Alguns [fanáticos depois de 1844] dançavam para cima e para baixo, cantando: “Glória, glória, glória, glória, glória, glória.” Por vezes eu ficava sentada quieta até que eles terminassem, e então me erguia e dizia: “Esta não é a maneira por que o Senhor opera. Ele não causa impressões assim. Precisamos dirigir a mente do povo à Palavra como o fundamento de nossa fé” (ME, II, 42).

9) “Temo qualquer coisa que tenha a tendência de desviar a mente das sólidas provas da verdade tal como se revela na Palavra de Deus. Temo isto; temo isto. Precisamos pôr nossa mente dentro dos limites da razão, não seja que o inimigo penetre de maneira a pôr tudo em desordem” (ME, II, 43).

10) “Cumpre-nos fortalecer nossa posição demorando a mente na Palavra, e evitando todas as esquisitices e cultos religiosos estranhos que alguns seriam muito prontos em pegar e praticar. Caso permitíssemos que a confusão penetrasse em nossas fileiras, não poderíamos libertar disso nossa obra” (ME, II, 44).

11) Sobre um casal de reavivalistas fanáticos, ela diz: “No falar, cantar e em exibições estranhas, que não estão em harmonia com a obra genuína do Espírito Santo, sua mulher está ajudando a introduzir um aspecto de fanatismo que causaria grande dano à causa de Deus, caso lhe fosse permitido qualquer lugar em nossas igrejas” (ME, II, 45).

12) “Meu irmão e minha irmã, tenho uma mensagem para vós: Estais baseados numa falsa suposição. Há muito do próprio eu entretecido em vossas exibições. Satanás entrará com fascinante poder através dessas exibições. É mais que tempo de vos deterdes” (ME, II, 45).

Veja como ela se concentra no problema da liturgia consistentemente. E expressa mais preocupação com esse assunto do que com o problema teológico da “carne santa”, para o qual ela se limita a umas poucas referências. A liturgia é o carro-chefe para do fanatismo. Isso está claro na maneira de ela expressar suas preocupações.

Ellen White fala sobre instrumentos musicais no sentido de recomendar seu uso. E diz: “Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra” (Obreiros Evangélicos, 357). Você cita esse texto, e creio, mas não explica que nesse contexto ela estava orientado igrejas onde havia gente que considerava errado usar instrumento musical, e que Deus só aceitava a voz humana no louvor.

Bem, gostaria de concluir com algumas observações. Tudo que já escrevi sobre o assunto da música, sempre do ponto de vista teológico e bíblico, não significa que considero como membro da igreja que nossa música é “ruído” e “confusão”. Pelo contrário, a música adventista sem dúvida está entre as mais sacras entre todos os evangélicos. Enquanto outras denominações têm caído para uma completa perda da noção da música sacra e do culto de louvor, aceitando tudo que é mundano, a igreja adventista por causa de sua visão profética, tem mantido uma música mais próxima dos padrões divinos. E nessa distinção que está a sua força.

Mas há certas regiões em que nossa igreja tem pendido para um liturgia perigosa.

A igreja brasileira tem mantido uma liturgia mais pura, e isso certamente se deve ao nível de “adventismo” que ainda temos mantido. Quando falo de nível de adventismo, quero dizer que há uma tendência de nos tornarmos evangélicos. Mas nós não somos evangélicos. A igreja adventista é a igreja remanescente. Ela está à frente das demais e precisa estar para cumprir seu papel, do contrário ela se tornará irrelevante. Nossa relevância não consiste de sermos modernos, atuais e esclarecidos ao modelo do mundo. Mas em sermos bíblicos, fundados na Revelação divina em tudo que fazemos, em doutrina e prática.

Assim, meu ponto de vista sobre a música na igreja adventista é mais no sentido de precaução e de uma busca pelo que é ideal, mesmo que não o possamos atingir completamente.

Espero ter sido bem compreendido.

Que Deus continue com você e sua família.


Fonte: http://restaumaesperanca.blogspot.com