Ellen White Era Contra a Bateria na Música Sacra? – Uma Resposta – Parte 08

Conclusão

Conclusão

Voltando à pergunta título desse estudo, “Ellen White Era Contra a Bateria?” Primeiramente, é fundamental reiterar que os “tambores” na visão se referiam estritamente ao surdo e tamborins da Carne Santa e não à bateria moderna, como foi amplamente demonstrado acima.

No entanto, considerando-se que a bateria utiliza de “tambores”, podemos responder a pergunta com ‘sim’ e ‘não’. Ela seria sim contra a bateria (e qualquer instrumento musical) se esta se tornar um fim em si mesma na música e no culto, causando “ruído e confusão”, auxiliando um culto e música caóticos que se tornam um “choque aos sentidos” e um “laço” de Satanás para promover heresias teológicas e tudo o que é “estranho” na adoração. Ou ela não seria contra a bateria ou percussão em geral se estas forem usadas em obediência ao Salmo 149 e 150, de maneira hábil, como parte de um contexto musical equilibrado, onde os instrumentos, cantores e congregação participam em “espírito e em verdade”, “com entendimento”, facilitando assim um louvor contrito e ao mesmo tempo exultante e “energético” a Deus.[lxxxviii]

Portanto é seguro concluir que Ellen White não promoveu a proibição indiscriminada da percussão ou de nenhum instrumento musical quando usados habilmente por músicos embuídos do espírito do culto. Ela condenou sim o mal uso desses instrumentos no culto caótico, ruidoso e hipnotizante que acompanhava as heresias carismáticas e excessos do movimento da Carne Santa.

Implicações secundárias deste estudo se referem à ausência de preferência a estilos ou princípios de composição musical nos escritos de Ellen White, exceto em se tratando de qualidades desejáveis da música na adoração que podem ser compartilhadas tanto pela música sacra clássica (ou erudita) quanto pela música cristã contemporânea e seus respectivos instrumentos.[lxxxix]

Conclusão

De maneira geral, a conclusão à qual o articulista chega neste trecho é surpreendentemente correta e óbvia, apesar das flagrantes distorções de exegese cometidas no decorrer do artigo. Isso destaca ainda mais o confuso emaranhado argumentativo, que no final das contas, levou a uma conclusão contrária a toda a linha de raciocínio defendida pelo articulista durante a exposição.

É necessário destacar que, embora Ellen White, ao escrever a Carta 132, de 1900, ao irmão S. N. Haskell não estivesse se referindo especificamente à bateria moderna, entendemos que a aplicação neste caso é perfeitamente válida. Na verdade, demonstramos que a aplicação não apenas é válida, mas ganha uma ênfase ampliada, no mínimo por dois motivos:

Primeiro porque as possibilidades sonoras da bateria moderna sobrepujam em muito as possibilidades sonoras do “surdo e [dos] tamborins da Carne Santa“. Segundo, a expressão “imediatamente antes do fim da graça” aplica-se, por motivos óbvios, muito mais diretamente ao nosso tempo presente do que se aplicava ao final do século XIX e início do século XX.

Esta aplicação só poderia deixar de ser verdadeira, conforme o próprio articulista sugere, quando e se a bateria moderna deixar de ser composta por tambores e instrumentos de percussão correlatos. Exatamente por este motivo, o próprio articulista admite (por força da obviedade) como válida a resposta “sim” à pergunta retórica que dá título ao seu artigo.

Apesar de esta conclusão aventar a possibilidade de utilização da bateria ou outros instrumentos de percussão de maneira equilibrada e de forma que enriqueçam o espírito de adoração durante o culto, não é este o tipo de utilização que temos visto comumente ocorrendo, mesmo em nosso meio. Há felizes e raras exceções, as quais confirmam a regra geral. Assim, embora esta seja uma situação plausível, talvez não seja viável, a não ser que contínua e severa vigilância seja exercida – ações que, em um ambiente de fraternidade e amor cristãos, são totalmente repugnantes.

Seria possível, a médio e longo prazo, com muito trabalho e perseverança, realizar uma profunda conscientização e reciclagem de conhecimentos e da compreensão dos princípios e critérios envolvidos por parte de todos os responsáveis pela música, sonorização, mídia e demais ferramentas contribuintes para o louvor em nossos cultos.

Outro ponto de interesse é que no último parágrafo deste trecho o articulista cita as qualidades desejáveis da música apropriada, conforme Ellen G. White, mas não as expressa. Conforme já destacamos acima, estas características exigem que a música sacra seja “suave e pura” (Educação, p. 167) ou “em tons claros e suaves” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, p. 143). Além disso, cita ainda que o canto deve ser “como a melodia dos pássaros, dominado e melodioso” (Evangelismo, p. 510). De maneira geral, ela orienta que o culto “deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na presença pessoal de Deus mesmo.” (Testemunhos Seletos, vol.2, p. 195)

À vista destas características, mesmo sem levar em conta toda a argumentação proposta nesta réplica, a resposta para o título deste artigo é mais favorável para a opção “Sim”, ou para a opção “Não”?

Concluímos também que, no que tange aos aspectos escatológicos da mensagem à Carne Santa, o uso da passagem fora de seu “tempo e lugar” tem levado a interpretações extremas como a proibição da percussão na música e culto adventistas, algo que Ellen White a nunca intencionou.

Historiadores da igreja Adventista sugerem que a música e o culto adventistas se tornaram “constrangidos” ou “cuidadosamente planejados”[xc] por causa da Carne Santa e acabaram caindo no outro extremo, a formalidade, que Ellen White condenou veementemente.[xci] O professor adventista Arthur Patrick conclui que:

…a evidência aponta para a necessidade de uma interpretação mais cuidadosa do assunto (bateria na música) do que simplesmente exortar à proibição da mesma que tem-se visto em reavivamentos adventistas – que não é mais lógica do que a proibição de órgãos na história cristã primitiva … Instrumentos musicais são destituídos de moralidade inerente; porém a maneira como os usamos pode ter influências morais.

O uso da bateria para Ellen White tem os mesmos problemas de se usar música. Há que se concordar que o problema não é a música em si, e sim música inapropriada. Os adventistas precisam ler o Salmo 150, bem como as advertências sobre estilo de música, a despeito da escassez das mesmas nos escritos de Ellen White.[xcii]

A conclusão à qual o articulista chega com relação à escatologia da mensagem de Ellen G. White só é possível, dentro dos parâmetros da lógica, quando desprezamos o fato de que a profecia tem um desdobramento futuro, referindo-se ao período “imediatamente antes da terminação da graça.

Demonstramos ainda que os tempos verbais utilizados referem-se, sem sombra de dúvida, a um tempo futuro ao período contemporâneo de Ellen G. White, sendo que esta certeza é confirmada pelo texto onde ela escreve que “Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro…“.

Finalmente, vimos que o evento profético escatológico principal é a “terminação da graça“, sendo que a repetição das experiências extáticas são apenas um sinal da proximidade deste evento. Considerando que estamos mais perto da “terminação da graça” do que a época de Ellen White, a aplicação para os nossos dias tem primazia em relação a uma aplicação específica para a época dela.

Mas, ao fazermos uma análise puramente escatológica, não conseguimos compreender a restrição do articulista a esta profecia em particular. As profecias são dadas para que o povo de Deus seja advertido e permaneça vigilante. Vimos que as profecias podem ser condicionais e que, embora as profecias escatológicas devam se cumprir de maneira inexorável, elas não precisam se cumprir em nossas vidas.

Do segundo parágrafo deste trecho, podem ser tiradas duas conclusões:

Primeira, um culto “cuidadosamente planejado” não precisa e nem deve tornar-se “constrangido” (seja lá qual for a interpretação dada pelo articulista a esta expressão) ou formal. Pelo contrário, o planejamento deve existir exatamente para evitar esses problemas. Tanto é assim que estas características são condenadas “veementemente” por Ellen G. White, conforme destaca o articulista.

Segunda, o fato de historiadores constatarem que as advertências de Ellen G. White acerca das manifestações “estranhas” em Indiana levaram a igreja a ter um culto mais planejado e centralizado nos aspectos racionais (Romanos 12:1-2), em vez da excitação aos sentidos verificada pelos sectários da Carne Santa, confirma o que declaramos acima como sendo a posição histórica da IASD em não aceitar a percussão em seus cultos.

O texto de Arthur Patrick, copiado pelo articulista, é bastante equilibrado. Já defendemos estes mesmos critérios no trecho anterior de nossa réplica. Porém, a última frase do texto de Patrick ressalta o ponto que estivemos destacando em toda a nossa argumentação: “a maneira como os usamos [os instrumentos] pode ter influências morais.”

Se reconhecermos que os instrumentos têm influências morais, cabem então algumas perguntas: caso a bateria e outros instrumentos de percussão sejam considerados como passíveis de serem usados em nossos cultos, de que maneira eles serão usados? Como esta classe de instrumentos pode contribuir para as características desejáveis da música cristã (“suave e pura”, “em tons claros e suaves”, “como a melodia dos pássaros, dominado e melodioso”, etc…), conforme os textos de Ellen G. White citados no trecho anterior? Como poderemos resolver os problemas levantados durante a nossa argumentação? Enfim, tendo por base as experiências já feitas com a sua utilização, qual tem sido e qual será a influência moral exercida por esta classe de instrumentos em nossos cultos?

Aliás, se deixarmos de lado por um momento a argumentação teórica, e partirmos para uma análise mais prática e pragmática das aplicações da bateria na música evangélica em geral, e adventista em específico, não resta dúvida que o tipo de música produzido, de maneira geral, é absolutamente mundano. Prova disso é que muitas vezes, quando as canções são cantadas em alguma língua estrangeira que não conhecemos, não podemos discernir se trata-se de uma canção mundana, ou se é evangélica (incluindo, sempre, os adventistas).

Outra prova disso, ainda mais contundente, é observarmos que os “não-crentes”, aqueles que não estão familiarizados com as músicas “de igreja”, muitas vezes se põe a dançar quando ouvem estas mesmas músicas em locais externos à igreja, ou encontros gospel – e deve ser destacado que não se trata da dança de júbilo que Davi dançou, mas das mesmas danças sensuais e mundanas as quais são cotidianamente executadas em bailes, festas, shows de televisão, etc.

Sem dúvida o desejo de seguir o conselho inspirado é louvável. Porém, o zelo desmedido da interpretação que não leva em conta o “tempo e lugar”, a verdadeira intenção e o cerne da mensagem do Espírito de Profecia, barateia suas visões criando interpretações extremas sobre um determinado assunto. E os que buscam um equilíbrio na questão da música objetivando assim um culto menos formal e mais vibrante pela inclusão do “cântico novo” e novos instrumentos, são rechaçados pelos “tambores” de Indiana.

Jan Paulsen, presidente da Associação Geral dos Adventistas em sua página de diálogo com jovens adventistas “Let’s Talk” (Vamos Conversar) diz sobre a percussão:
Podemos dizer sobre qualquer instrumento que não depende do tipo do instrumento mas como ele é utilizado. Em algumas igrejas na África Ocidental, por exemplo, um tambor de mão tradicional pode ser o único acompanhamento que os cantores têm para louvarem a Deus. Na Indonésia, um instrumento tradicional de percussão feito de bambu – o Angklung – pode ser o instrumento utilizado para a adoração.[xciii]

E sobre estilos de música que usam a percussão ele diz:

Aqueles entre nós que estão acostumados com a música muito clássica temos que reconhecer que há um grande número de nossos membros, especialmente os das gerações mais jovens que, de maneira bastante significativa e consagrada, são capazes de expressar seu louvor e testemunho através da música que é mais moderna. Em Melbourne na semana passada, a música que eu ouvi foi em grande parte muito bonita, mas tinha um toque bem moderno.[xciv]

O Dr. David Newman, pastor da igreja Adventista New Hope em Maryland, EUA, relata o que acontece em sua igreja:

As emoções têm seu lugar, instrumentos musicais têm seu lugar. Uma ferramenta pode construir ou destruir. … Na igreja em que sou pastor, cantores e uma banda instrumental com bateria lideram um louvor vibrante todo sábado, cantando o que há de melhor na música cristã contemporânea. Não há “balbúrdia e ruído”, tudo é feito com decência e ordem. Os membros são abençoados e Deus é exaltado.[xcv]

Toda a argumentação do articulista no primeiro parágrafo deste trecho gira em torno de interpretar a revelação profética levando em conta o “tempo e lugar“. Segundo o seu ponto de vista, apenas ele (e, obviamente, os que com ele concordam) consegue realizar esta interpretação corretamente. Assim, qualquer outra interpretação divergente da sua é “extrema“.

Durante toda a nossa argumentação nesta réplica, demonstramos de forma clara que a posição histórica da igreja foi de oposição ao uso de instrumentos de percussão na adoração; como o próprio articulista admitiu, grandes pensadores e teólogos da igreja, do passado e da atualidade, se posicionaram firmemente nesta mesma linha. Demonstramos também que o texto da carta ao irmão Haskell, constante em Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 36-39 sempre foi interpretado pela IASD da mesma maneira como nós o interpretamos. Além disso, demonstramos e desmascaramos diversas falácias, distorções e equívocos na linha argumentativa do articulista.

Como vimos, a questão de “tempo e lugar” envolve a expressão “antes da terminação da graça“. Além disso, Ellen G. White, ao falar sobre a repetição dos eventos de Indiana, utiliza todos os verbos no tempo futuro. Tendo isto em mente, cabe a pergunta: quem não está levando em conta o “tempo e lugar“? Seria quem vê esta repetição ocorrendo em um momento futuro à autora, próximo ao final da história deste mundo? Ou seria quem entende que ela está se referindo estritamente à época de 1900, e mais especificamente, a um evento já ocorrido quando o texto foi escrito (mesmo quando ela escreve “hão de ocorrer no futuro“)?

Certamente que o leitor atento, que nos acompanhou até este ponto, saberá encontrar a resposta. Saberá também, por conseqüência, distinguir se a busca pela introdução de novos elementos, de tendência fortemente mundanizante, na adoração é uma posição de “equilíbrio” ou de falta dele.

Sem levar em conta os aspectos culturais, que já discutimos acima, ao falar sobre o uso dos instrumentos de percussão em outros países, o articulista consegue, utilizando um pequeno trecho de um discurso de um líder da igreja, introduzir neste ponto dois argumentos falsos em um único parágrafo, a saber:

O estilo musical produzido por instrumentos de percussão em cultos ocorridos na África Ocidental, ou na Indonésia, nada tem a haver com os efeitos carismáticos produzidos pela bateria do culto ocidental; mas ele, além de fazer esta insinuação, ainda menciona a prática daquelas regiões como servindo de justificativa para que se utilize livremente a bateria em nossos cultos – a despeito de termos instrumentos mais adequados para este propósito.

Outro ponto fundamental a ser considerado, é que em regiões dominadas por cultos pagãos, como na África, nossos irmãos possuem, de maneira muito clara, a distinção entre os ritmos utilizados nos cultos pagãos (onde os tambores são elemento central, utilizado para possessão dos espíritos), e os ritmos utilizados nos cultos feitos ao Deus Criador. Sabemos, por relatos pessoais de irmãos oriundos destas áreas, que os africanos conhecem muito bem, desde pequenos, os efeitos dos tambores nos cultos. Até por questões de condicionamento cultural, o tambor – da maneira como é usado nos cultos pagãos – jamais seria usado no culto a Deus. A comparação para eles é simplesmente inconcebível.

Esta comparação equivale a dizer a um irmão europeu que no Brasil adoramos ao som de samba, frevo, forró e axé – uma vez que estes são ritmos da raiz cultural brasileira – e que este “fato” justificaria que o nosso irmão europeu os utilizasse em sua adoração. Mas a falácia desta afirmativa é dupla: Primeiro, porque nós sabemos que, quando um brasileiro se converte, ele abandona as práticas mundanas anteriores e passa a adotar práticas apropriadas para um representante do céu. Sabemos, por vivência, que estes ritmos não são usados em nossos cultos. Isto nos leva ao nosso segundo ponto falho – ainda pior do que o primeiro – que é utilizar um pressuposto falso para induzir outros, que não conhecem a realidade, ao erro.

Apesar de respeitarmos os líderes de nossa denominação, devemos ter em mente que não são as práticas amparadas e/ou adotadas por eles que constituem a nossa norma de prática cristã. Cabe atentarmos para as solenes advertências destacadas nos textos abaixo, as quais nos alcançam com todo o seu peso.

Quantas vezes em nossos próprios dias é o amor aos prazeres disfarçado por uma “aparência de piedade”! II Timóteo 3:5. Uma religião que permite aos homens, enquanto observam os ritos do culto, entregarem-se à satisfação egoísta ou sensual, é tão agradável às multidões hoje como o foi nos dias de Israel. E ainda há Arãos flexíveis, que ao mesmo tempo em que mantêm posições de autoridade na igreja, cederão aos desejos dos que não são consagrados, e assim os induzirão ao pecado.” (Patriarcas e Profetas, p. 317)

E ainda o anelo de conformar-se às práticas e costumes mundanos existe entre o povo professo de Deus. Afastando-se eles do Senhor, tornam-se ambiciosos dos proveitos e honras do mundo. Cristãos acham-se constantemente procurando imitar as práticas dos que adoram o deus deste mundo. Muitos insistem em que, unindo-se aos mundanos e conformando-se aos seus costumes, poderiam exercer uma influência mais forte sobre os ímpios. Mas todos os que adotam tal método de proceder, separam-se desta maneira da Fonte de sua força. Tornando-se amigos do mundo, são inimigos de Deus. Por amor à distinção terrestre, sacrificam a indizível honra a que Deus os chamou, honra esta de mostrarem os louvores dAquele que nos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. (I Pedro 2:9)“. Patriarcas e Profetas, p. 607

Se trabalharmos para criar excitação do sentimento, teremos tudo quanto queremos, e mais do que possivelmente podemos saber como manejar. (…) Importa não considerar nossa obra criar excitação. Unicamente o Espírito de Deus pode criar um entusiasmo são. Deixai que Deus opere, e ande o instrumento humano silenciosamente diante dEle, vigiando, esperando, orando, olhando a Jesus a todo momento, conduzido e controlado pelo precioso Espírito que é luz e vida.” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 16-17)

O peso destas declarações aplica-se de maneira especial sobre nós, o povo dos últimos dias, por estarmos nos momentos finais da história deste mundo e termos sobre os ombros grandes responsabilidades escatológicas, de quem Deus espera a proclamação, com grande poder, de Suas três mensagens angélicas.

Na visão de Ellen White, não é plano de Deus que Sua igreja oscile entre os extremos do culto formal, que ela condenou como sendo um “mal”[xcvi] e o emocionalismo desvairado do carismatismo; também não é Seu plano vê-la dividida, entre tradicionais e progressistas, jovens e os de idade, veteranos na fé e calouros, aqueles que acham sua predileção musical aceitável e a outra, suspeita e ameaçadora, aquele instrumento aceitável e este, profano. Esta ênfase em diferenças de opinião nos distancia cada vez mais da “unidade na diversidade”[xcvii], sentimento imprescindível da igreja que adora. (Salmo 133:1).

Qual seria então o meio termo? Ao dirigirmos em uma rodovia cuja sinalização indica que a velocidade máxima é de 100 Km/h, deveríamos imprimir ao nosso veículo a velocidade de 120 ou 130 Km/h, porque alguns estão dirigindo a 160 Km/h? O policial ou os encarregados pela análise do recurso da multa (que muito certamente viria) aceitariam o argumento que estaríamos dirigindo na velocidade média, calculada entre os veículos mais lentos e os mais rápidos?

Se pedíssemos para 100 pessoas definirem um ponto de equilíbrio acerca de qualquer assunto (exceto as ciências exatas), cada um deles nos daria uma impressão diferente. Portanto, o único equilíbrio que devemos aceitar é aquele preconizado pela palavra de Deus.

O Pr. Jorge Mário, em um discurso à turma de formandos do curso de Teologia em 2005 no UNASP campus II, expressou-se da seguinte maneira:

Prudência e entendimento. Perceberam que eu não usei a palavra equilíbrio? Ela é perigosa. Ela é usada de maneira errônea, para justificar uma série de coisas ruins.

Para decidirmos como será a nossa adoração, deveríamos ter como padrão as esquisitices cada vez mais insólitas do neo-pentecostalismo para que, ao fugirmos das aberrações mais grotescas e abraçar as aberrações menos repugnantes, possamos nos gabar deste feito, supondo que assim estamos no meio termo? Mesmo levando em conta o fato de que muitas práticas correntes da adoração adventista já sofrem com as influências carismáticas há um bom tempo, poderíamos supor que isso legitima essas práticas em relação à vontade de Deus, tendo em vista o nosso arcabouço doutrinário e teológico?

Em vez de termos a Revelação (a saber, a Bíblia e os escritos de Ellen G. White) como nossa guia enquanto igreja, olharemos às outras denominações e mesmo as pessoas ao nosso redor para definirmos nossa liturgia e forma de culto? É óbvio que a adoração possui um componente horizontal, mas aqui não estamos mais falando de cultura e sim de princípios.

Portanto, é cristalino a qualquer pessoa que devemos fugir do “emocionalismo desvairado do carismatismo“, como coloca o articulista, mas não podemos tentar utilizar este desvairamento como parâmetro, uma vez que encontramos suficientes instruções na Revelação para, se quisermos, se aceitarmos, se nos rendermos a essas instruções, pautar por elas a nossa adoração.

Para meditação ao leitor preocupado em conhecer e compreender a vontade de Deus, apresentamos o último parágrafo do texto inspirado que estivemos analisando neste artigo, no qual a serva do Senhor declara:

Todo sincero pesquisador da Palavra ergue o coração a Deus, implorando o auxílio do Espírito. E descobre em breve aquilo que o leva acima de todas as fictícias declarações do pretenso mestre, cujas teorias fracas e vacilantes não são apoiadas pela Palavra do Deus vivo. Essas teorias foram inventadas por homens que não aprenderam a primeira grande lição de que o Espírito e a vida de Deus Se encontram em Sua Palavra. Caso houvessem recebido no coração o elemento eterno contido na Palavra de Deus, veriam quão débeis e inexpressivos são todos os esforços para arranjar algo novo que cause sensação. Eles necessitam aprender mesmo os elementares princípios da Palavra de Deus; teriam então a palavra de vida para o povo, que distinguirá em breve a palha do trigo, pois Jesus deixou Sua promessa com os discípulos.” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 39 – ênfase acrescentada).

O articulista afirma que “Ellen White nunca apoiou interpretações extremas de seus escritos em nenhum assunto” e devemos concordar veementemente com esta afirmação. Porém ao aplicar esta afirmação ao debate em questão, somos forçados a concluir que declararmos que ela seria a favor de algo que não existia em sua época – ou seja, a bateria – é uma interpretação não apenas extrema, mas também completamente equivocada de seus escritos.

Vamos analisar o outro lado do espectro, ou seja, o culto formal. O articulista sugere, ou melhor, insinua que um culto onde não seja utilizada a bateria é um culto formal, o que seria o outro extremo. Deveríamos então supor que a igreja adventista, em toda a sua história, só apresentou a Deus cultos formais? Sim, a pergunta é pertinente pois, como já vimos, a história indica que este não foi um ponto de contenda até o advento do Rock e seus derivados.

Pelas suas citações anteriores depreendemos que, na visão do articulista, sem a bateria os cultos serão sempre “formais” e “constrangidos“, e que esta postura é extremismo, o que seria mau. Por outro lado, utilizando a bateria, teremos cultos mais “vibrantes“, o que seria bom. Sem entrar no mérito do significado específico aplicado aos termos acima, chegamos a ter a impressão que o articulista está sugerindo que tudo depende da bateria, tanto seu empenho em criar uma defesa para o seu uso, mesmo que à custa de distorcer completamente um texto inspirado.

Se for este o caso, então podemos inferir que para termos um culto aceitável a Deus e edificante aos adoradores, tudo depende de termos o equipamento certo, o instrumento certo, o clima certo. Qual seria, então, o papel do Espírito Santo na adoração? Vejamos o que Ellen G. White diz a este respeito:

Religião não é limitar-se a formas e cerimônias exteriores. … Para O servirmos devidamente, é mister nascermos do divino Espírito. … Esse é o verdadeiro culto. É o fruto da operação do Espírito Santo. É pelo Espírito que toda prece sincera é ditada, e tal prece é aceitável a Deus. Onde quer que a alma se dilate em busca de Deus, aí é manifesta a obra do Espírito, e Deus Se revelará a essa alma. A tais adoradores Ele busca. Espera recebê-los, e torná-los Seus filhos e filhas.” (O Desejado de Todas as Nações, p. 189)

Se o verdadeiro culto é um dom do Espírito, será que o Espírito Santo realmente precisa de tambores para que possa se manifestar? Se respondermos afirmativamente a esta pergunta, não estaremos comparando funcionalmente o Espírito Santo aos mesmos espíritos que se manifestam nos rituais de Umbanda e Candomblé e que são incitados à incorporação através do uso de tambores?

Se fosse este o caso, seria fácil resolver todo o problema da mornidão laodiceana e do pouco poder do alto: bastaria criarmos excitação popular através dos ritmos repetitivos e sincopados, para que a igreja tivesse o “poder”.

Ora, não é exatamente este o argumento do “emocionalismo desvairado do carismatismo“, do qual o próprio articulista nos adverte para que nos afastemos? Este argumento é exatamente o cumprimento do que está descrito no texto que estamos analisando neste artigo, ou seja, que a utilização de tambores e músicas que produzem excitação se repetirá…

“… imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 36)

Assim como estão estabelecidos na Bíblia e no Espírito de Profecia os princípios de separação entre o sagrado e o profano em tudo que oferecemos a Deus, esta separação também se aplica na música de adoração. Nesta música há harmonia, melodia e ritmo naturais, envolvendo de maneira equilibrada as emoções (espírito) e a mente (verdade). O ritmo marcado, repetitivo ou sincopado, que induz a fortes reações físicas e excita a sensualidade foi, ao longo do tempo, utilizado na música secular e no culto pagão, ou seja, foi introduzido por Lúcifer após o pecado se inserir na terra com objetivo de inibir a ação da mente e estimular a influência das emoções e do prazer.

Uma vez que tambores, pratos e outros instrumentos de percussão não produzem tons definidos, mas apenas ruídos – sendo, portanto, incapazes de fazer harmonia e melodia – podemos afirmar que a bateria, por suas próprias características, tem grande dificuldade em participar de forma a agregar valor positivo na música de adoração a Deus. O argumento de que esta participação seria possível, abrindo mão de muitos de seus recursos, inclusive da marcação de acentuações de um ritmo repetitivo e sincopado, embora seja viável, do ponto de vista teórico, não encontra ressonância naquilo que observamos na prática, nas denominações que aceitam este instrumento em seus cultos.

Seria, então, a bateria um instrumento demoníaco, cuja própria presença (ou mesmo seu som, em play-backs) profanaria o nosso culto a Deus? Definitivamente não! Mas, diante da miríade de problemas com esta classe de instrumentos, apontados nesta réplica, é prudente levarmos em consideração os conselhos abaixo:

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” (I Coríntios 6:12)

Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.” (I Coríntios 10:23)

A Palavra de Deus aconselha os cristãos a não se conformarem aos padrões corrompidos deste mundo hostil a Deus e à Sua vontade (Mateus 5:13; João 17:14-16; Romanos 12:1-2; Filipenses 2:14-16; Tiago 4:4; I Pedro 2:11-12; I João 2:15-17). É evidente que Deus nos dá, em Sua misericórdia, o livre arbítrio; podemos, portanto, escolher seguir estas ordens divinas ou não.

A serva do Senhor continua sua advertência – e esta advertência ressoa até nossos ouvidos hoje – dizendo:

O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo. É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças das instrumentalidades satânicas misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 36)

A Igreja Adventista do Sétimo Dia considera este texto como sendo “inspirado”, ou seja, uma mensagem de Deus para o Seu povo, em qualquer tempo e lugar.

Com relação à “unidade na diversidade“, citada pelo articulista, é interessante notar que as pessoas que buscam advertir contra esses desvios, com base em claras revelações de princípios divinos e na lógica, são chamadas de extremistas e acusadas de causarem divisão entre os irmãos. Uma vez que a união é uma meta básica do cristianismo, esta é uma acusação grave.

Mas ela não deveria nos surpreender, já que Elias foi chamado de “perturbador de Israel” e tantos outros no decorrer da história – como, por exemplo, Lutero – foram acusados de buscar a divisão, quando seu objetivo era compreender e viver a vontade de Deus. Porém uma coisa estes homens tinham em comum: movia-lhes o senso de urgência em denunciar o erro, buscando verdadeiro avivamento e reforma entre o povo de Deus.

É claramente evidente que nunca foi o plano de Deus que a sua igreja fosse dividida em facções, que se acusam e se rotulam mutuamente. A união fraterna é a poética mensagem do Salmo 133. Porém, se vamos analisar a divisão que observamos nos dias atuais, Será necessário conhecer a fonte desta divisão.

O Apóstolo Paulo preocupava-se muito com este problema na igreja primitiva. Em I Coríntios 12: 12-31, ele faz uma prédica sobre este assunto, comparando a igreja a um corpo, onde todos os membros devem operar para o bem comum. Porém, este texto não esclarece a origem das divisões. O contexto maior são os dons do Espírito, no sentido de que os diversos dons dados pelo Espírito Santo servem, todos eles, para a edificação do corpo de Cristo.

Em um texto anterior, Paulo diz: “Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?” (I Coríntios 3:3). Este texto aponta a carnalidade e a mundanidade (“segundo os homens“) como causa e conseqüência (num ciclo vicioso, um processo auto-alimentado e destrutivo) das divisões na igreja.

O mesmo apóstolo Paulo indica a fonte primária deste processo, numa linguagem profética:

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” (II Timóteo 4:3)

Vemos, portanto, que esta divisão é proveniente de pessoas que vão atrás de seus próprios caminhos, seus próprios conceitos, professando buscar “novos rumos” para a igreja e recusando-se arrogantemente a seguir os princípios que historicamente nortearam o povo de Deus, citados poeticamente por Jeremias como “as veredas antigas“. É interessante notar que os dois textos de Jeremias quue falam das “veredas antigas” tratam exatamente do assunto que estamos lidando aqui: distorções na adoração e doutrinas de homens:

Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele” (Jeremias 6:16).

Contudo o meu povo se tem esquecido de mim, queimando incenso à vaidade, que os fez tropeçar nos seus caminhos, e nas veredas antigas, para que andassem por veredas afastadas, não aplainadas” (Jeremias 18:15).

O próprio apóstolo Paulo nos informa sobre como podemos remediar esta situação e chegar à tão almejada unidade, tanto em objetivos quanto em métodos. Ao analisarmos a cura por ele proposta, o primeiro ponto que vemos é que este unidade demanda esforço pessoal:

Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.” (Efésios 4:3 – NVI)

Vejamos a continuação do discurso de Paulo sobre a unidade:

E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.” (Efésios 4:11-13 – NVI)

O texto acima indica que a unidade plena, a unidade que nos capacitará a vivermos juntos por toda a eternidade, só chegará com a maturidade espiritual, que é conseguida paulatinamente, através da edificação do corpo de Cristo em todos os sentidos. É importante notar que esta edificação ocorre quando damos ouvidos aos “pastores e mestres” que, de maneira inspirada, têm conduzido a igreja por toda a sua história. Portanto, quando cada um busca a sua própria interpretação, utilizando de todos os sofismas e falácias para tentar embasar suas convicções distorcidas pela carnalidade e mundanidade, este propósito não pode ser alcançado.

Devemos notar ainda que o apóstolo deixa muito claro qual é o real propósito desta “unidade da fé“:

O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo.” (Efésios 4:14 – NVI)

Cabe, então a pergunta: Qual é o sentido de “unidade” que importa para Deus? Unidade a qualquer custo? Aceitar sacrificar princípios para evitar conflitos e assim manter a suposta unidade? Ora, se as próprias Escrituram nos dizem que “a amizade com o mundo é inimizade com Deus” (Tiago 4:4), então uma “unidade” dentro destes pressupostos seria contrária ao princípio Bíblico. O texto abaixo, do livro Primeiros Escritos, nos ajuda a compreender qual é o sentido da unidade desejada por Deus:

“Perguntei ao anjo se ninguém havia escapado. Ele me mandou olhar em direção oposta, e vi um pequeno grupo viajando por um caminho estreito. Todos pareciam estar firmemente unidos, ligados pela verdade, em companhia ou grupo. Disse o anjo: “O terceiro anjo está unindo-os, ou selando-os em grupos para o celeiro celestial.” Este pequeno grupo parecia atribulado, como se tivesse passado por duras provas e conflitos. E parecia assim como se o sol tivesse surgido por trás de uma nuvem, iluminando-lhes o rosto e dando-lhes um aspecto triunfante, como se sua vitória estivesse quase alcançada.” (Primeiros Escritos, p. 85 – ênfase acrescentada)

Ressaltamos aqui o motivo desta união abençoada: “Unidos, ligados pela verdade“. Qualquer união estabelecida por algum outro motivo diverso acaba por tornar o grupo assim reunido em algo que se assemelha a um clube esportivo, ou partido político: não se tem nenhum benefício espiritual.

O que nos falta é o poder do alto. Precisamos mais fé e mais comunhão pessoal, o que permitirá o derramamento do Espírito Santo abundantemente sobre a igreja. Como resultado, sermos mais abertos e receptivos à voz de Deus, o que nos capacitará para recusar e desmascarar a operação do engano e do erro. Reconheceremos a ação de Deus em nossas vidas e assim, a alegria do céu brotará em nossos corações; cantaremos os hinos do hinário com mais vigor, seremos um povo feliz – mas não barulhento; seremos um povo militante; andaremos com Deus como Enoque, em simplicidade e obediência.

Já vimos, em textos anteriormente citados, que Ellen G. White descreve a música executada no Céu pelos anjos e que será executada pelos salvos na nova terra como sendo perfeita, com harmonia, melodia, clara e suave. Ela diz ainda que precisamos aprender aqui na terra a louvar a Deus com esta música. Vejamos os textos abaixo:

Caso estejamos realmente jornadeando para lá, o espírito do Céu habitará em nosso coração aqui. Mas, se não encontrarmos prazer agora na contemplação das coisas celestiais; se não temos qualquer interesse em buscar o conhecimento de Deus, deleite algum em deter os olhos no caráter de Cristo; se a santidade não exerce a menor atração sobre nós – podemos estar certos de que é vã nossa esperança do Céu.” (Visões do Céu, p. 64)

Ao guiar-nos nosso Redentor ao limiar do Infinito, resplandecente com a glória de Deus, podemos apreender o assunto dos louvores e ações de graças do coro celestial em redor do trono; e despertando-se o eco do cântico dos anjos em nossos lares terrestres, os corações serão levados para mais perto dos cantores celestiais. A comunhão do Céu começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica de seu louvor.” (Educação, pp. 161-168)

Que esta pátria incorruptível seja o nosso objetivo e foco, até o momento em que seremos transformados plenamente, à perfeição de Cristo. “…e assim estaremos sempre com o Senhor.” (I Tessalonicenses 4:17)


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Parte 07 – Um Convite ao Equilíbrio