Deus Como Músico

por: Gilberto Theiss

Textos: I Crônicas 23:5; II Samuel 23:1, 2; II Crônicas 29:25

Música sacra, sinônimo de beleza, encanto e de poder. Em tudo a música parecer estar presente. Os pássaros cantam, os grilos cantam, os sapos cantam, e até o vento faz soar o canto quando em choque com algum obstáculo. Um estudo feito por geneticistas apresentou que até o DNA contém estruturas musicais. Enfim, parece que o autor de toda a criação, propositalmente, inseriu música em cada partícula de sua obra. O homem não poderia ser diferente, pois foi dotado com a capacidade de criar, apreciar e de se emocionar com a música. Tudo isto indica um fato grandioso, Deus é o autor e o maior de todos os músicos. Tudo que Ele trás à existência, de alguma forma parece ter alguma essência de música.

A lição de hoje traça o exemplo do rei Davi, um música por excelência que reconheceu a grandeza de Deus em seus louvores. Ele sabia que Deus era a verdadeira razão de suas habilidades e das canções que produzia. No Antigo Testamento, não apenas Davi, mas todo e qualquer músico possuía talentos outorgados por Deus. A liturgia era composta por músicas e louvores definidos pelo Senhor. Este fato demonstra que Deus apreciava e aprecia ser adorado através da boa música.

No templo havia um grandioso coral composto de 4 mil vozes que levantavam louvores a Deus e centenas de instrumentos de corda. A música ali parece ter sido uma poderosa ferramenta de adoração. Todos os detalhes seguiram os parâmetros estabelecidos pelo Criador. Claro que, no templo, a música não era mais aquela trazida por Israel quando esteve no Egito. Deus, aos poucos, foi tirando os costumes pagãos e mundanos da liturgia de Israel, e para a inauguração do santuário, todo e qualquer mundanismo parece ter sido dissociado da boa música estabelecida para o templo e pelo próprio Deus. Até os instrumentos musicais utilizados no templo seguiram um critério divino e não humano (II Crônicas 29:25,26).


Fonte: http://gilbertotheiss.blogspot.com.br