Conselhos Sobre Música e Adoração – Parte 9

Música e Adoração

Organizado por: Leandro Dalla Bernardina Santos

“O conceito de reverência geralmente é considerado em termos de comportamento no templo. Atos como mascar chicletes, conversar durante o culto ou entrar e sair da igreja são geralmente considerados atitudes irreverentes”. (OSTERMAN – O que Deus diz sobre a Música, 53)

Porém, no campo musical, tudo é válido. Há muito perdeu-se o senso da presença de Deus e, conseqüentemente, a reverência quando alguém se dirige à frente para cantar. Podemos até desenvolver uma intolerância aos excessos, e geralmente é o que acontece. Contudo, nossa irreverência no cantar tem tomado características cada vez mais sutis que, uma vez acostumados, não tardará muito e chegaremos a aplaudir os excessos e respondermos a eles com um sonoro ‘Amém!’.

“O povo [israelita] deveria receber a impressão de que todas as coisas ligadas ao culto de Deus, deviam ser consideradas com a maior reverência. Suas pessoas e vestes deviam estar livres de impurezas”. (WHITE – Patriarcas e Profetas, 310)

“Poucos são os que estão buscando com intenso interesse viver toda [a] luz [que receberam]. A Testemunha Fiel e Verdadeira observa e nota com pesar que nem um em vinte está preparado para a trasladação.

Dos dezenove restantes, uns não conseguem viver sem bifes e churrascadas; outros sem café, mate e coca; outros sem cinema, telenovelas; outros sem luxo e moda; e grande parte deles sem ‘rock’ e música popular, coisas todas que não encontrariam no Céu. Seu gosto e apego a estas coisas, e outras tantas, os desqualificam para o ambiente do Céu e da Nova Terra.

Apesar de saberem que o caráter e os gostos não serão transformados pela ressurreição ou trasladação, não estão preocupados em já se acostumarem aqui com as coisas celestes. De tanto permitirem que sua mente e sensibilidade sejam queimadas com a música mundana de hoje, ‘as vozes dos anjos e a música de suas harpas não lhes agradariam. Para sua mente, a ciência do Céu seria um enigma’. Baterias, guitarras, saxofones, contrabaixos, sintetizadores em ritmos loucos fizeram com que seus conceitos de beleza descessem tanto que são agora incapazes de apreciar a beleza dos coros celestes.

Os que se sentiam mal na igreja em presença de música popular religiosa, agora se deliciam com a música sacra. Aqueles que se apegaram ao gosto pela música híbrida e desvirtuada, não achariam a música do Céu ‘legal’, e por isso lá não estarão“. (ARAÚJO – Música, Adventismo e Eternidade, 78 e 79)

“Mesmo com toda [a] luz [que Deus nos concede], o que tem acontecido com a Igreja Adventista? Abundante material condenável tem sido composto, traduzido, adaptado, arranjado, usado, executado e apreciado; Encontros Jovens tem até mudado de nome para Cultos Jovens, mas têm baixado, em geral, cada vez mais seu nível musical; tem havido intensa exploração comercial de música popular religiosa em gravações, quer estrangeiras, quer nacionais; líderes de influência têm, às vezes, estimulado aberrações musicais; programas de comunicação em massa e evangelismo oficiais da igreja têm se conduzido de forma a trazer, além de confusão no discernimento, um clima de franca permissividade para o lado errado da música; sermões têm sido prejudicados pela qualidade das mensagens musicais de caráter popular; grandes concentrações, Congressos e Reuniões Campais têm-se transformado em Festivais de Música Popular Religiosa, além das famosas ‘Femupop’ com nome de ‘Femusa’;

Quadro desolador!!! Mas não totalmente sem esperança, pois ainda resta uma vasta maioria de membros, pastores e líderes inconformados, que não dobraram seus joelhos a Baal. Ardorosos pregadores, por vezes, têm apelado aos responsáveis pela música nas igrejas: ‘Não tragais fogo estranho diante do altar’.

O grande perigo, entretanto, está em este grupo todo permanecer passivamente assistindo aos avanços audaciosos da pseudo música sacra, ou seja, da música popular religiosa na igreja”. (ARAÚJO – Música, Adventismo e Eternidade, 46 e 47)

“Ah, se nossos olhos cegos de laodiceanos pudessem ver tudo o que Deus vê e que Satanás bem sabe, nós que normalmente somos zelosos em não ter uma dieta cárnea, com café e outros estimulantes para não estimularmos as paixões carnais inferiores, jamais permitiríamos ser massageados e fascinados pela música popular, que é muito pior, quer dentro ou fora da igreja.

Podemos assim facilmente compreender como um dom tão sublime como a música, que pode ser uma bênção se devidamente usado, pode também ser causa de perdição se usado para o mal.” (ARAÚJO – Música, Adventismo e Eternidade, 30 e 31)

“Os pré-requisitos para o ministério da música [para os israelitas] eram o treinamento e o preparo. Esta solene responsabilidade não era atribuída de modo descuidado a qualquer um. Hoje, porém, este nem sempre é o caso. Tenho presenciado ou experimentado situações em que a música de alguns cultos na igreja foi deixada inteiramente ao acaso. Em tais situações, músicos voluntários agendados não assumiram suas responsabilidades e vieram despreparados ou chegaram tarde ou nem apareceram. Há situações em que até somos capazes de identificar essas pessoas que podem ser excepcionalmente talentosas, mas se tornam arrogantes e incapazes de serem ensinadas, e o espírito de orgulho que desenvolvem torna-as indisponíveis para o serviço, exceto para ocasiões especiais ou quando o número de ouvintes é grande… Também prevalece a competição entre os músicos”. (OSTERMAN – O que Deus diz sobre a Música, 56)

“Que passos tenderiam a ir solucionando o problema da má qualidade de música nas igrejas e nos lares? Seria o de pôr um pastor responsável em cada Divisão, União e Campo para ver se controlam a disseminação do material nocivo? E se eles próprios não souberem discernir entre o que é aceitável ou não, e, tendo seu gosto já pervertido, forem ‘chegadinhos ao pop’? O resultado será ficar na mesma ou piorar. Seria mais ou menos como colocar um pastor para dirigir um hospital ou uma indústria. Que falta faz um bom preparo musical nos seminários de teologia!”. (ARAÚJO – Música, Adventismo e Eternidade, 67)

“No passado o povo de Deus não foi beneficiado com os Arões ‘flexíveis servidores de ocasião’. Hoje parece que muitos, mesmo pastores, se acostumaram a conviver com a música popular religiosa no lar, na escola e na igreja. Não querem se indispor com algum compositor ou intérprete bajulados, temem tornar-se antipáticos aos jovens, a algum administrador, evangelista ou líder JA ‘chegadinho ao pop’; às vezes não sabem, não conhecem e acabam também desenvolvendo o gosto e se esquecem da responsabilidade.

É porém dever de quem lidera saber que música é aceitável e qual não; jamais diminuir a importância do assunto; entender que o gosto nem sempre é guia seguro; e, sobretudo, saber que ‘pais cristãos e líderes da igreja prestam um grande desserviço aos jovens quando obscurecem a distinção entre a música aceitável e a não aceitável, e toleram uma baixa qualidade de música e apresentação dentro do contexto da igreja, ‘a fim de manter os jovens na igreja””.(ARAÚJO – Música, Adventismo e Eternidade, 60 e 61)

“Sinto-me alarmada ao testemunhar por toda a parte a frivolidade de jovens, moços e moças, que professam ter a verdade. Parece que Deus não está em suas cogitações. Têm a mente cheia de tolices. Sua conversa não passa de um falar vazio, frívolo. Tem ouvido agudo para a música, e Satanás sabe que órgãos excitar, animar, absorver e encantar a mente, de modo que Cristo não seja desejado. Falta o anseio espiritual da alma, a busca do conhecimento devido e de crescimento na graça” (WHITE – Mente, Caráter e Personalidade, vol.1, pág. 316)

A excelência em música implica em qualidade, perícia, exatidão e preparo. Se tivéssemos a oportunidade de nos apresentarmos ao presidente dos EUA ou qualquer outro dignitário, gastaríamos horas preparando-nos para a ocasião. Contudo, isso nem sempre é o caso quando se refere ao preparo para a obra na casa do Senhor. Deveria Deus, o doador dos talentos, ser tratado com menos respeito?

Muitos utilizam fatos bíblicos para justificarem suas atitudes em relação à música e, por incrível que pareça, à dança na igreja. Por exemplo, “o capítulo 15 de Êxodo relata o canto e a dança de Miriam com seu tamborim e das mulheres que a seguiam. Este costume perdurou ainda durante muitos séculos entre os hebreus. Com isto, querem hoje alguns justificar a dança social mista, como fazem certas denominações religiosas após o culto. (…)

Pensemos porém no seguinte: onde Miriam aprendeu este costume? De quem o aprendeu? Era esta a melhor maneira de alegrar-se perante Jeová e louvá-lO? Foi dentro de um recinto, santuário ou igreja?

Tanto Moisés como Miriam estavam familiarizados com a corte egípcia, seus rituais religiosos e suas festas. Na ocasião ela fez o que sabia: o costume egípcio.

Às vezes pensamos no povo de Israel saindo do Egito, como o ‘povo de Deus’, todos gente ‘fina’, asseada e educada. Puro engano! Eram imensa massa humana, heterogênea, ignorante, sem cultura, práticos em fazer tijolos e lidar com barro, grosseiros, sujos e sem higiene, a ponto de Deus ter de estabelecer por lei para eles o que os gatos fazem por instinto ao enterrarem suas próprias fezes (Deut. 23:13, 14). Moisés tinha que ensinar praticamente tudo a estes que vinham de longa escravidão. Não é de se admirar que fosse o homem mais manso da terra…

Ao pé do Monte Sinai eles também dançaram, embebedaram-se, comeram e folgaram, despiram-se e se corromperam numa festa ao Senhor. Deus tolerou e aceitou a primeira dança junto ao mar, pois não conheciam coisa melhor, mas não deu para tolerar a segunda. O Egito ainda estava no coração deles.” (ARAÚJO – Música, Adventismo e Eternidade, 34)

“Não é, portanto, suficiente crer que o Espírito Santo esteja inspirando tudo o que se faz em matéria de música religiosa; se não estiver de acordo com as instruções divinas, não será absolutamente resultado da inspiração do Espírito. É fácil ver, então, que qualquer pessoa que queira ter discernimento deve procurar conhecer tudo o que for possível da luz que Deus já derramou, e passar a olhar as coisas como Deus as olha. O Espírito de Deus guiará a toda verdade estas pessoas bem intencionadas.

Passou muito da hora de, como igreja e indivíduos, humilharmo-nos diante de Deus rogando Seu colírio para aclarar nossa visão obscurecida”. (ARAÚJO – Música, Adventismo e Eternidade, 63 e 64)

“Outra verdade que ressalta é que perante Deus é melhor um culto sem música, do que tê-lo com música que não presta”. (ARAÚJO – Música, Adventismo e Eternidade, 52)


Capítulo 10

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