Pergunta 31: É melhor fazer aula individual ou em grupo?

Diana Goulart: Depende. A aula individual obviamente proporciona um contato pessoal, com o professor dando toda a atenção a você. Ele vai acompanhar cada detalhe, responder a cada dúvida e focalizar cada problema. Se você está preparando um show, ou vai gravar um disco, talvez seja melhor ter aulas individuais. Outra indicação: as dificuldades musicais específicas (por exemplo, com o ritmo ou com a afinação) podem ser resolvidas mais rapidamente numa aula individual. Também é necessário que a aula seja individual quando se tem algum problema na voz (por exemplo, uma tendência a ficar rouco, uma voz muito soprosa, muito fraca, uma extensão muito pequena). Mas atenção: alguns problemas vocais têm que ser avaliados pelo otorrinolaringologista e/ou pelo fonoaudiólogo.

Por outro lado, na aula individual você está em contato apenas com o professor, sendo ele sua única referência. Como existe uma grande distância entre a sua performance e a do professor, podem ocorrer pensamentos como “eu nunca vou conseguir cantar assim”; “ah, canta você, para eu ouvir, porque eu canto muito mal…”. É claro que é tarefa do professor saber lidar com estes sentimentos, compreendendo e diluindo o natural sentimento de “inferioridade” (entre aspas mesmo) do aluno.

Já no grupo, você encontra seus pares. A comparação fica mais favorável. Você vê o crescimento dos colegas, e vê também que todos têm defeitos, problemas, dificuldades. Cada um pode aprender com os erros e com os acertos dos outros alunos – todos participam ativamente do processo de aprendizagem. O professor passa a ser também um orientador, motivando e trabalhando junto com os alunos.

No grupo você tem oportunidade de se expor em todas as aulas a um pequeno “público” especialmente compreensivo e tolerante, pois todos se alternam como público e cantor. Estas mini-apresentações são extremamente gratificantes e representam uma prática fundamental para diminuir a inibição e a timidez.

Outra vantagem é que seus colegas de grupo provavelmente vão trazer sugestões e exemplos de músicas que você não conhecia, enriquecendo o seu repertório.

Além disso tudo, você vai poder fazer exercícios (vocalises) a duas ou mais vozes, ampliando a sua compreensão harmônica e tornando mais precisos o seu ritmo e a sua afinação.


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Diana Goulart é professora de Canto, fonoaudióloga, pesquisadora do canto e palestrante sobre diversos temas ligados à voz e ao canto. Para informações mais detalhadas, visite http://www.dianagoulart.com


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