Principais Compositores Medievais

por: Clarindo Gonçalves de Oliveira

Léonin (c. 1163 – c 1201 )
Pérotin
Guido d’Arezzo (995 – 1050)
Philippe de Vitry (1290 – 1361)
Guillaume de Machaut (1300 – 1377)
John Dunstable (1385 – 1453)

Léonin (c. 1163 – c 1201 )

Desde o início da construção da catedral de Notre Dame, em 1163, Paris tornou-se um importante centro musical. Nesta cidade, as partituras de organum alcançaram um elevado estágio de elaboração, graças a um grupo de compositores pertencentes à “Escola de Notre Dame”. Apenas o nome de dois destes compositores chegou até nossos dias: o de Léonin e o de Pérotin.

Léonin foi o primeiro mestre do coro da catedral e escreveu muitos organa ( plural de organum). O organum é a primeira manifestação da música polifônica, com duas ou mais linhas melódicas. As primeiras composições neste estilo (sec. IX) eram formadas por um cantochão (vox principalis), ao qual era acrescentada uma outra voz, em um intervalo de quarta ou quinta superior, chamada de vox organallis, duplicando a voz principal.

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Pérotin

Compositor francês, a quem se atribui a criação da polifonia a quatro vozes. Pérotin foi o sucessor de Léonin e trabalhou em Notre Dame de 1180 até cerca de 1225, na função de mestre de coro. Revisou muitos organa anteriores e fez modificações nas partituras, a fim de deixá-los mais modernos. Pérotin enriqueceu estes organa, acrescentando-lhes mais vozes. Assim, a um organum duplum, ele poderia acrescentar uma terceira voz ou até mesmo uma quarta voz.

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Guido d’Arezzo (992 — 1050)

Guido D’Arezzo foi um monge italiano e regente do coro da Catedral de Arezzo (Toscana).

Foi o criador da notação moderna na pauta antiga, encerrando com o uso de neumas na História da Música, e batizou as notas musicais com os nomes que conhecemos hoje: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si (antes,ut,re,mi,fa,sol,la e san), baseando-se em um texto sagrado em latim do hino a São João Batista:

Ut queant laxit (Com o passar do tempo o Ut foi substituido pelo Dó)
Ressonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum
Solvi polluti
Labii reatum
Sancte Ioannes

Que significa:

“Para que teus servos,
possam ressoar claramente
a maravilha dos teus feitos,
limpe nossos lábios impuros, ó São João.”

A Guido d’Arezzo é também atribuída a invenção da “Mão Guidoniana”, um sistema mnemônico usado para o ensino da leitura musical, em que os nomes das notas correspondiam a partes da mão humana.

O sistema de Guido d’Arezzo sofreu algumas pequenas transformações no decorrer do tempo: a nota Ut passou a ser chamada de dó, para facilitar o canto com a terminação da sílaba em vogal, derivando-se provavelmente de Dominus (Senhor, em latim) e a nota si (por serem as inicias em latim de São João: Sancte Ioannes), novamente facilitando o canto com a terminação de uma vogal.

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Philippe de Vitry (1291-1361)

Philippe de Vitry nasceu em Vitry, Champagne (França), em 31 de outubro de 1291. Foi poeta, teórico, diplomata, secretário dos reis Carlos IV e Filipe VI. Acumulou as prebendas de cônego (Cambrai, Verdun, Soissons, Saint-Quentin) e veio a ser bispo de Meaux (1351), cidade onde morreu, em 2 de junho de 1361.

O seu célebre tratado Ars nova musicae (c.1325) expõs os princípios da revolução musical que se operou na França e deu-lhe o nome. Em Florença, nascia um movimento análogo, mas desenvolvido num sentido diferente. Não parece que na formação técnica francesa da ars nova tenha havido intervenção da influência da escola florentina: Philippe de Vitry teve um papel de pioneiro e pode ser considerado o criador do moteto isorrítmico, de que Machaut nos legou os mais belos exemplos. Na obra de Philippe de Vitry, só pode ser identificada, com certeza, uma dezena de motetos.

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Guillaume de Machaut (1300 – 1377)

Compositor e poeta francês. Cônego da catedral de Reims, foi secretário de João de Luxemburgo, rei da Boêmia. Sua obra musical é considerada um dos pontos culminantes da arte do século XIV. Guillaume de Machaut é autor de poemas líricos, baladas, danças, motetos e da famosa Messe Notre Dame, a primeira missa polifônica.

Guillaume de Machaut é considerado o maior músico da Ars Nova , período que compreende toda música composta entre 1300 até 1600. O estilo da Ars Nova é mais expressivo e refinado, seus ritmos mais flexíveis e a polifonia mais evoluída.

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John Dunstable (1385 – 1453)

Compositor, astrônomo e matemático inglês. Foi o incentivador da Ars Nova na Inglaterra. Sua produção é principalmente religiosa: Motetos, hinos, antífonas e missas. Depois de esquecido durante séculos, foi valorizado modernamente pela sua qualidade de invenção melódica. Em sua obra destacam-se os motetos Veni SancteSpiritus e Quam pulchra es.

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Fonte: http://www.oliver.psc.br