História da Música – A Gênese

por: Fábio Lindquist

Desde os imemoriais tempos primórdios da História (ou até incluindo o que chamamos de “Pré História”) o Homem cultiva a arte da Música. Podemos afirmar, sem sombra de dúvida, que a mais antiga das Artes é a Música, pois antes que o ser humano pudesse pintar, esculpir, escrever ou projetar algo, ele já podia produzir e apreciar os sons. O primeiro instrumento musical foi a própria voz humana.

Sabemos, com base nas Sagradas Escrituras, que a música surgiu primeiramente nas Côrtes Celestiais. Sua função era honrar e louvar a Deus.

Quando Deus criou Adão e Eva, os dotou de musicalidade inata. A primeira experiência musical do casal foi a música dos Anjos. Com certeza essa foi a música mais pura e perfeita já ouvida por nós humanos.

Adão e Eva possivelmente também produziam suas próprias músicas, em louvor ao Criador, e também para seu deleite próprio.

Após a Queda, o Homem já não tinha mais um contato direto com Deus e seus santos Anjos. Mas a música se perpetuou na vida do Homem. Não sabemos exatamente como era essa música, mas é possível que boa parte da pureza e perfeição inicial se perdeu, como tudo neste mundo após o pecado.

Se a Humanidade ante-diluviana era mais o menos homogênea, após o Dilúvio tudo mudou. A grande catástrofe enviado por Deus alterou completamente o relevo da Terra, separou os continentes, mudou o clima, os hábitos alimentares de homens e animais.

Com a confusão das línguas na Torre de Babel, o Homem se espalha pela face da Terra. Passa a habitar regiões desérticas, densas florestas, ilhas soladas no meio de oceanos, etc. E passa a exercer uma grande habilidade natural: a adaptação ao meio ambiente. O isolamento geográfico e a adaptação ao meio vão gerar grandes alterações no ser humano, não apenas no seu estilo de vida, mas em sua biologia. Foi assim que surgiram e se desenvolveram as etnias humanas, classificadas em caucasiana, negróide, australóide, mongolóide, etc. Ou seja, os brancos, os negros, os amarelos (orientais), os vermelhos, etc.

Essa grande variedade de meios vai gerar uma grande variedade de estilos de vida, de etnias e de graus de desenvolvimento. Enquanto alguns povos se desenvolvem enormemente, chegando ao estágio de grandes civilizações, com grande desenvolvimento tecnológico, com sistema político-social avançado, com o domínio da Arte (música, pintura, escultura, literatura, arquitetura) e da Ciência (matemática, física, medicina); outros estacionam (ou até regridem, no espaço de poucas gerações) num estágio de desenvolvimento bastante primitivo.

Povos que um dia foram capazes de construir embarcações capazes de levar famílias através de milhares de quilômetros mar adentro, séculos (ou até milênios) depois foram encontradas isoladas em ilhas, incapazes de construir algo além de rudimentares canoas de pesca. E foram encontrados por homens munidos de avançadas embarcações de metal, movidos a propulsão mecânica (a vapor), nos séculos XIX; e a óleo combustível, no século XX.

Em plena era moderna, ainda havia (e ainda há) seres humanos vivendo de um modo primitivo; “como na pré-história”, disseram alguns pesquisadores.

Neste trabalho a ênfase é dada ao Ocidente, em especial à Europa. É usual começarmos pelo período da Antiguidade Clássica, das civilizações greco-romanas. Neste período já havia um grande “abismo” entre os povos.

Enquanto os gregos e romanos eram muito desenvolvidos, moravam em grandes cidades com construções avançadas de pedra e alvenaria, com ruas calçadas, aquedutos, instrumentos musicais como órgão de tubo, harpas, liras, flautas, trombetas de metal, etc; havia as tribos chamadas de “bárbaras”. Esses povos bárbaros ainda viviam em sociedades tribais, se vestiam com peles, viviam da caça e da agricultura de subsistência, moravam e cabanas primitivas.

E antes desses existiram na Europa povos mais primitivos ainda, como evidenciam os achados arqueológicos, como as pinturas rupestres nas cavernas, os artefatos de ossos, pedra lascada, etc.

No mundo todo se encontrou vestígios da presença de povos primitivos. E ainda hoje há povos de modo de vida semelhante, como os ianomâmis, os aborígines australianos (que ainda habitam em cavernas, no deserto australiano), os povos antropófagos da África, da Oceania e da Ásia. Eles ainda andam nus, (ou se vestem com peles ou folhas), fazem fogo com paus e pedras, caçam com armas rudimentares, apenas coletam o que a natureza oferece, não possuem qualquer forma de escrita, sua língua é simples e com um vocabulário limitado. Esse modo de vida permaneceu inalterado por centenas e milhares de anos, devido ao isolamento destes povos. Como não possuem escrita ou meios de registrar sua história, eles contam sagas de geração a geração, através de lendas.

Se verificou que possuem uma relação de interdependência muito forte com a natureza, a ponto desta ser deificada por eles. É observando os animais que eles aprendem muita coisa.

Em suas andanças pela Natureza, esse homem primitivo se deleitava com os melodiosos gorjeios dos pássaros, com a variada gama de sons (grunhidos, relinches, urros, rugidos, uivos, latidos, miados, mugidos…) produzidos pelos mais diversos animais. Podia apreciar também o “assobio” do vento, o “tamborilar” da chuva, o “sussurro” do riacho, o “crepitar” da fogueira, entre outros.

O homem também podia produzir (e reproduzir) muitos sons, de intensidade, alturas, timbres e “texturas” diferentes. Com o arranjo desses elementos, criou suas próprias linhas melódicas vocais. Essa habilidade foi desenvolvida ao longo do processo de desenvolvimento da comunicação (não confundir com desenvolvimento da fala). O modo de comunicação primitivo foi o tronco comum do qual, no campo sonoro, se destacaram dois ramos distintos: a linguagem verbal e a música. ( SCHURMANN, 1985)

É importante observar que, dentro do âmbito da música, muitas articulações sonoras se desvincularam da sua original função comunicativa, para funcionar como instrumentos de trabalhos mágicos e religiosos. A função mágica, sendo mais antiga que a religiosa, provavelmente dominava não apenas as manifestações musicais, mas também as pinturas rupestres das paredes das cavernas.

Segundo SCHURMANN, essas representações, quase exclusivamente de animais, caracterizam-se por um naturalismo surpreendente e, pelo que tudo indica, serviam a uma prática de magia.

Cria o Homem primitivo que a produção da imagem de um animal contribuiria diretamente para a aquisição de poder sobre o mesmo. É muito provável que a música tenha sido tão naturalista quanto a pintura, e que imitando o relinchar de um cavalo, o homem julgasse apossar-se não apenas do relinchar, mas também do próprio cavalo.

A íntima relação entre a música e a religião na sociedade humana é reconhecida como um fenômeno universal. A música é uma das únicas comuns a todas as culturas. Em todo o mundo a música está relacionada à religião; na maioria das culturas, a música acompanha ou é veículo para a adoração.

Nas práticas religiosas, a música era a linguagem mágica do Homem primitivo na sua invocação aos deuses, aos espíritos e as forças da Natureza, através de uma melodia cantada. Pode ser usada tanto para expressar gratidão como para acalmar uma divindade enraivecida, até o ponto de exercer uma influência mágica e controladora sobre a mesma. Servia para elevar a consciência humana ao místico, ao mítico, ao cósmico, ao sobrenatural. (STEFANI, 2002)

Essas melodias cantadas também assumiriam um importante papel na prática de contar estórias. Era por meio de tais estórias que se mantinham vivos os valores éticos indispensáveis para a estrutura social da época, e se louvavam a memória de deuses e heróis, narrando façanhas notáveis e enaltecendo a bravura, a lealdade, o espírito aventureiro e a coragem. Com o desenvolvimento dessas canções/poemas, a música se afasta de sua função produtiva, e toma um caráter mais artístico, lúdico, de integração social. (SCHURMANN, 1985)

Ao longo de suas atividades diárias, o Homem descobriu também que, ao bater paus, pedras (e posteriormente metais) uns nos outros, podia produzir sons. Verificou que materiais diferentes, de rigidez e tamanhos variados produziam sons variados na mesma medida, muitas vezes nas mesmas tonalidades que ele produzia com sua voz. Sugiram assim os instrumentos de percussão.

O Homem também percebeu que ao soprar em sua zarabatana de caça, se produzia um som característico, como um assobio, e que zarabatanas de comprimentos e diâmetros diferentes produziam sons de alturas diferentes. Ao puxar e fazer vibrar a corda de seu arco de flecha, também se produzia um som. Da manipulação destas propriedades sugiram então os primeiros instrumentos de sopro e os de cordas. Muitos outros instrumentos musicais surgiram e evoluíram ao longo da História, outros desapareceram sem que hoje tenhamos contato com eles. Mas o gosto do ser humano pela música permanece inalterado.

De toda essa riqueza musical da Antigüidade, apenas se tem uma vaga idéia, através da música dos povos primitivos que ainda se encontram na Terra. Mas a noção exata de como esta seria se baseia em pura especulação. Assim como a Pré História só passou a ser chamada de História a partir da invenção da escrita, a música desse período se perdeu devido à falta de uma escrita musical. A notação musical só foi desenvolvida no século IX, por um monge, e se desenvolveu até a que se conhece e se usa hoje na escrita de músicas na forma de partituras.

Obviamente, quando se fala sobre a música “pré-histórica”, não se pode julgar a partir de um conceito atual de música. Este conceito mudou bastante com o passar das eras. O conceito clássico diz que “música é a arte de combinar os sons de maneira agradável aos nossos ouvidos”. O conceito Romântico diz que “música é a arte de manifestar os diversos afetos de nossa alma mediante os sons”.

Neste século, com o fim de um único estilo dominante, onde a cada dia nascem dezenas de novos estilos musicais, dizemos apenas que “música é a arte de combinar sons e silêncio”, conceito que se aproxima muito do que era a música para o Homem primitivo. A música mais moderna e tecnológica, a chamada música eletrônica, é predominantemente percutida e dançante, tal qual uma música tribal.

A música tem o poder de despertar as mais variadas sensações em seus ouvintes. Pode servir de estímulo; por isso muitas vezes uma pessoa ouve uma canção e se sente sintonizada com ela e consigo mesma, e se sente melhor e consegue trabalhar melhor. Pode servir como ativadora da memória, nos fazendo lembrar de eventos passados, tristes ou felizes; pode nos associar a pessoas, eventos, lugares, datas especiais. Pode relaxar, excitar, alegrar, deprimir.

A música funciona como estímulo a comportamentos em diversos casos. Depende do caráter da música, mas o ambiente, o estado de ânimo e a vontade, o gosto pessoal e o conhecimento musical também influenciam muito. Os sons são muito ambíguos. O som estridente de uma guitarra excita quem aprecia músicas no estilo “Heavy Metal”, mas pode aborrecer algumas pessoas. O som suave de um piano enternece o apreciador de música erudita, mas pode incomodar outros que não apreciam tal música. O mesmo vale para qualquer instrumento ou estilo musical. E mesmo para pessoas que apreciam estilos variados, uma determinada música pode lhe agradar ou desagradar, dependendo da ocasião, lugar, hora do dia, estado emocional, etc.

Num filme, por exemplo, a música não é apenas um fundo; ela acompanha, comenta, descreve e reforça as diferentes situações. É difícil de nos lembrarmos da trilha sonora de um filme quando acabamos de assisti-lo, mas com certeza nos lembraremos das cenas mais marcantes. E estas cenas são marcantes graças ao reforço da trilha sonora. Uma cena romântica nunca desperta a mesma emoção sem uma linda melodia a acompanhá-la. Uma cena de ação não produz a mesma adrenalina sem uma música poderosa de fundo. Uma cena de suspense ou terror não provocará tanto medo sem uma lúgubre e aterradora trilha sonora. Diversos estudos foram realizados neste sentido. Diversas pessoas assistiram cenas de romance, ação, comédia, suspense e terror, primeiramente com as trilhas originais, depois com as trilhas trocadas, e por último sem som algum. As sensações despertadas foram as mais diversas possíveis.

Ao contrário, num concerto de música erudita, as pessoas assumem uma postura de escuta direta e imediata, concentrada exclusivamente na música. A música não serve para algo, ela é um fim em si mesma.

A música tem diversos níveis de sentido. Os sons são pensados pela mente como qualquer outra realidade: simples ou complexa, contínua ou descontínua, repetida, variada, etc. Estes são os primeiros significados. A música pode ser sentida em vários sentidos: códigos gerais de percepção, práticas sociais, técnicas musicais, estilo, obra, etc. Mas isso não só quando escutamos concentradamente, mas também quando cantamos, tocamos, jogamos, dançamos, estudamos música. Somos capazes, com os sons, de produzir sensações em diversos níveis.

Quando tentamos definir a música, podemos simplesmente dizer que é uma seqüência de sons, de tons de altura definida, organizados melódica, harmônica e ritmicamente, e de acordo com o timbre. Muitos dizem que música é uma ciência exata, definida pela matemática e pela física.

A música é a arte que tem a maior possibilidade de se libertar de toda expressão de um determinado conteúdo, para se contentar com uma simples sucessão de justaposições, modulações, contrastes e harmonia, e assim se encerrar nos limites do domínio puramente musical dos sons. Mas, nestas condições, a música permanece vazia e sem significado, e visto que lhe falta um dos principais elementos de qualquer arte, o conteúdo e expressão, não pode ser então colocada entre as artes propriamente ditas. Mas quando o elemento sensível dos sons serve para exprimir o espiritual de uma maneira mais adequada, a música se eleva ao nível de uma verdadeira Arte.

Há música desde que o som se organize no tempo; mas que sons pode-se considerar música? É aqui que começa o arbitrário. Todos que produzem som fazem música: pássaros, animais, homens de todas as etnias, o vento, o mar. Mas não com os mesmos sons. Cada povo possui uma maneira de fazer e escutar música. Isso acompanha a formação, a cultura e a própria história de cada povo. Através da música uma sociedade expressa sentimentos de maneiras características, por isso cada cultura possui uma forma de expressá-los. A arte tem sido repetidamente definida por estudiosos do ocidente e do oriente como uma expressão sensorial da cosmovisão de um povo ou de uma cultura.

Pessoas numa sociedade estruturada de maneira única desenvolvem uma música igualmente única. Deve ser a estrutura social que forma o estilo musical. A música não é uma linguagem que descreve como uma sociedade parece ser, mas uma expressão metafórica de sentimentos associados com a maneira que a sociedade realmente é. Porque as pessoas criam a música, elas reproduzem na estrutura básica de sua música a estrutura básica de seus próprios processos de pensamento. (STEFANI, 2002)

Merriam, um antropólogo cultural, caracteriza a música através da seguinte definição: “O som musical é o resultado de processos comportamentais humanos que são modelados pelos valores, atitudes e crenças das pessoas que compartilham uma determinada cultura. O som musical não pode ser produzido exceto por pessoas para outras pessoas, e embora possamos separar os dois aspectos (o aspecto sonoro e o aspecto cultural) conceitualmente, um não está realmente completo sem o outro. O comportamento humano produz música, mas o processo é contínuo; o comportamento é amoldado para produzir som musical, e assim, o estudo de um converge para o outro”.

Conclui-se com isso que em qualquer tempo ou lugar, a música será sempre uma arte extremamente rica e difundida, apesar de carregar esse caráter de abstração em seu próprio conceito. Entender o que a música é ou representa é tão importante quanto ouvi-la, e não faz com que a escuta se torne insignificante, mas atenciosa, e ajuda a fazer a música passar pelo exercício essencial de contextualização, o que distancia todo o mal gerado pela ignorância.

Aqui estamos estudando a evolução da música, primordialmente a música ocidental, ao longo da História. Aparentemente esta intensa mutabilidade é um fenômeno tipicamente ocidental. Nas culturas orientais, predominantemente pagãs, a música tem se preservado a mesma por milênios. Nestas culturas, devido à crença de que os ancestrais se juntavam em rituais de adoração comuns, era fundamental que a música e as danças se mantivessem tão antigas quanto possível para que fossem compreendidas por todos os ancestrais e facilitasse sua participação. Uma das funções da música também era revelar a imutável essência eterna do universo. Então, seria natural que, uma vez criada, tal música resistiria às mudanças com o passar do tempo. Mesmo uma religião estritamente monoteísta, como o islamismo, também preserva diligentemente uma forma própria de expressão musical. Por que então a música ocidental mudou tanto?

Uma organização religiosa (ou mesmo política) incute uma ideologia, um conjunto de valores e, talvez, cria uma ação ritual tal como uma liturgia ou uma atitude em relação a um modo de vida como parte de sua filosofia. Embora nada específico seja dito ou escrito sobre as artes, há um estímulo natural em descobrir a expressão artística implícita, adequada a essa ideologia.

Mas os valores que os homens dos séculos passados respeitavam não parecem, hoje, importantes. Essa modificação radical da significação da música se processou nos últimos dois séculos com uma rapidez crescente. E ela se fez acompanhar de uma mudança de atitude frente à música contemporânea, aliás, frente à arte em geral, porque, como a música era parte essencial da vida, ela tinha que nascer necessariamente do presente. Ela era a língua indizível do homem, e só os contemporâneos poderiam entendê-la. Devia ser sempre criada com o novo, da mesma forma que os homens deviam construir para si novas moradas que correspondessem a um novo modo de existência, a uma nova modalidade de vida espiritual. Da mesma forma, já não era capaz de compreender, nem de utilizar a música das gerações passadas.

Por que então buscar saber da música antiga? Porque a música sofreu milhares de transformações que a distanciam de seu ouvinte contemporâneo. Por isso surgiu a canção, que é uma tentativa de “humanizar” o som, tornando-o mais compreensível. A música tem de ser antes de tudo bela. Muitos ainda não estão preparados para o experimentalismo da música contemporânea. Por isso buscam na música antiga a beleza e a harmonia tão almejadas.

Mas a música simplesmente bela jamais existiu; pois beleza é um conceito subjetivo e abstrato; é um componente de toda e qualquer música, mas não pode ser o critério determinante, pois isso significa ignorar os outros componentes. Se reduzirmos a música ao belo, tornando -a apenas um componente agradável da vida cotidiana, fica impossível compreender-mos a música em sua totalidade.

Quanto mais as pessoas se esforçarem para aprender a música antiga, mais perceberão que ela ultrapassa a beleza e o quanto ela inquieta, pela diversidade e riqueza de linguagem; e só assim reencontrarão a música contemporânea, aquela que constitui a cultura de hoje, e a prolonga.

Ao passarmos pelas etapas cronológicas da História da Música, estaremos abordando os períodos artísticos, e os estilos característicos de cada período.

O estilo tem sido descrito de diversas formas: “um modo característico de fazer algo”, uma “generalização do particular”, ou “um modo de vida”. O estilo é usado como produto ou método da ação e da escolha humana. É uma réplica do modelo, um conjunto particular de características. (STEFANI, 2002)

Inúmeros fatores determinam o estilo musical em sua relação tempo-espaço, ou seja, de acordo com o lugar e a época, conforme veremos nos capítulos a seguir.


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