Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 12 – Adoração na Igreja Primitiva

Comentários de Maria José F. Vieira


Texto Central: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.” (I Coríntios 13:1)


Depois que Jesus ressuscitou e ascendeu aos Céus, deixando a ordem aos discípulos para que fossem e pregassem as boas novas da salvação, a igreja começou a crescer. Muitos judeus se tornaram cristãos, mas ainda não tinham um entendimento completo do Reino de Deus.

Alguns achavam que Jesus voltaria em breve para estabelecer um reino na Terra. O conhecimento deles era imperfeito, como o nosso também é, pois as coisas de Deus são discernidas pelo Espírito

Por este motivo, ocorreram desentendimentos e problemas, apesar de todos desejarem a companhia de Jesus em seus corações. Eles passaram por muitas provas e dúvidas, como nós passamos também. Mas, isto não importa. No momento certo, teremos o entendimento e poderemos ser usados de forma mais completa na causa de Deus. O que os primeiros discípulos fizeram e que nós devemos fazer, é adorá-Lo, apesar das dúvidas e conflitos.

A lição descreve a pregação de Pedro após o Pentecostes. Ele ficou cheio do Espírito Santo e sua pregação foi tão poderosa que milhares se converteram. O discípulo que havia negado Jesus, que era um pescador simples e cuja fé titubeava frequentemente, tornou-se um poderoso instrumento nas mãos de Deus quando citou as Escrituras. Não devemos esquecer jamais esta lição de Pedro, inspirada por Deus: a pregação da Palavra é o mais importante e não fazer isto é deixar a Voz de Deus em segundo plano e não será possível chegar ao reavivamento. No livro, O Retorno da Glória, Randy Maxwell escreve que “o reavivamento é a ressurreição da morte espiritual iminente. É a reconquista do nosso primeiro amor. É a igreja amando a Deus mais do que a si mesma”.

Isto que os discípulos conseguiram após quedas, desentendimentos, pois, afinal, se estamos aqui, adorando ao Criador, foi porque pessoas inspiradas por Deus se tornaram Seus os porta-vozes, mesmo em meio às dificuldades.

Paulo, ao pregar aos gregos no Areópago, usou as teorias filosóficas e em meio ao templo ao Deus desconhecido, ele encontrou pessoas vazias, que tiveram dificuldade de entender a salvação em Cristo Jesus. Os que creram foram em número reduzido, pois o paganismo infestava suas mentes com idéias contrárias à entrega total a Jesus. Paulo progressivamente pregou o Evangelho de forma mais eficaz e atingiu o coração dos ouvintes.

Isto também é uma lição para nós. Devemos conhecer a pessoa a quem falaremos de Jesus e não citar doutrinas que muitas vezes são de difícil entendimento. O centro da pregação e da nossa vida é Jesus. Por meio dEle, as palavras fluirão e atingirão as pessoas sedentas por melhor conhecer o Deus Criador e Redentor.

Paulo pregou de forma mais incisiva e conclui no final que a história de Cruz é loucura. E se pensarmos de forma mais reflexiva, é mesmo uma loucura, porém, é a única saída para a morte eterna e adquirir a vida eterna pelo sacrifício de Jesus na cruz. Paulo em I Coríntios 2:14 cita “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura…” Entretanto, Jesus nos convida para sermos chamados filhos de Deus “Portanto, já não és mais escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro, tudo isso, por graça de Deus” (Gálatas 4:7).

A lição termina com o “hino” ao amor que está em I Coríntios 13. O amor foi e é a única forma de resolução de conflitos. Se somos filhos de Deus, pelo Seu poder e pelo sacrifício na Cruz, somos irmãos em Cristo. Os discípulos viveram situações difíceis na Igreja primitiva, pelas diferenças de opiniões e pelas diversas culturas que entraram progressivamente. Nos capítulos 12 e 14 de I Coríntios vemos Paulo chamando para a unidade da Igreja, oração, ordem no culto, dons espirituais, pois havia conflito e confusão de idéias. Por este motivo, Paulo convida a olhar para Jesus, pois Ele é amor. Ele então escreve o capítulo 13, que deve ser lido e relido, pois nos impele a aprendermos a inverter de lugar com as pessoas para tentar compreendê-las e amá-las. Isto não é fácil e só pode ser conseguido pelo poder de Deus.

O dia em que o entendimento da grandiosidade do que Jesus fez na cruz e que por este acontecimento estamos unidos por Cristo, as desavenças diminuirão. O “eu próprio” diminuirá para que Jesus seja exaltado.

A Igreja primitiva venceu barreiras e hoje estamos aqui, pregando a loucura da cruz. Podemos dizer que esta é a mais bela loucura que podemos incutir na nossa mente e pedir para que o Espírito Santo nos mostre o caminho a seguir. Com certeza, neste caminho, está incluso o dom supremo, que é o amor.

Que por meio deste dom, possamos amadurecer espiritualmente, para que em breve não “O vejamos como que por espelho, obscuramente, mas face a face” (I Coríntios 13:12).


Fonte: http://iasdmoema.org.br/escolasabatina.html


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