Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 12 – Adoração na Igreja Primitiva

Comentários de Gilberto G. Theiss


Texto Central: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.” (I Coríntios 13:1)


Sábado

É importante falar de adoração no contexto em que vivemos atualmente. Deus é o Senhor do Universo e também de nossas vidas. No entanto, também é importante falar a respeito de falsa adoração uma vez que, Satanás pretende atrair para si toda a atenção possível e fazer com que as pessoas e até mesmo os próprios cristãos adorem a Deus de uma maneira bem aborrecível. Em outras palavras – chamamos isso de falsa adoração.

A igreja primitiva, assim como qualquer outro povo do passado, teve grandes dificuldades e obstáculos em seu crescimento. A falsa adoração trilhou nas divisas da igreja cristã. Claro que no primeiro século a igreja desfrutou de um momento triunfante e sustentou a verdade bravamente com punho de aço. Mas infelizmente a partir do segundo século a igreja enfrentou grandes problemas até a crise se estabelecer definitivamente a partir do terceiro século. Interessante notar que, Satanás não se cansa em tentar atrapalhar os planos de Deus. Poderíamos dizer que ele talvez seja o ser mais motivado e positivista que já existiu, pois, de maneira incansável acredita em seus planos e luta por eles como se fossem invencíveis. Mesmo sendo derrotado ele se levanta com energia inabalável como se tivesse vencida a guerra anterior. No entanto, como já bem profetizado, no final de tudo, somente o amor prevalecerá definitivamente. Esse amor é Deus…


Domingo
Muitas “Provas”
(Atos 1:1-11)

As provas para a igreja cristã em seu princípio não foram das melhores. Os discípulos viveram pela fé, abandonaram muitas coisas de sua vida cotidiana e viveram inteiramente por uma função que lhes trazia escárnio, vergonha e desprezo por parte dos conterrâneos de seu tempo. Claro que, para eles, não era vergonha ser o que eram, mas muitos dentre a sociedade e do meio político os tratavam assim. Não eram assalariados, não possuíam plano de aposentadoria e ainda foram cruelmente perseguidos por professarem o nome de um grupo de pessoas encaradas como ameaçadores da paz, do governo e do politeísmo de seus dias. Que belo exemplo para muitos de nós hoje! Muitos cristãos vivem no aconchego de sua sala enfrente a uma televisão de 20 ou 40 polegadas gozando do melhor da vida enquanto pouquíssimos labutam com a pregação do evangelho. Deus nos chama para fazermos mais e não menos do que estes homens do passado fizeram. Precisamos olhar com mais amor e compaixão pelas pessoas desenganadas por Satanás e fazer valer o chamado que Deus nos fez com sussurros ao nosso coração e consciência. Eles enfrentaram a própria morte para dar sustento ao crescimento da obra e conclusão da pregação do evangelho. Olhando para o passado e projetando o nosso presente, que futuro queremos para nós mesmos em meio a grande e ou gigantesca obra que precisa ser feita no mundo? O que você e eu poderíamos sacrificar um pouco mais em nossa vida para, com mais vibração, nos envolver nesta guerra pela verdade e pela humanidade perdida?

No desenrolar da narrativa de hoje podemos ver como Jesus foi compassivo com eles. Diante de tamanho esforço e dedicação, Jesus os presenteou com o poder dos céus capacitando-os com grandioso poder. Deus pretende fazer o mesmo por aqueles que hoje sacrificam-se pela obra de Deus. Ninguém que de alguma maneira não esteja envolvido com a obra de Deus receberá a chuva serôdia. Deus não revestirá de poder os preguiçosos e indolentes de nosso tempo. Pense nisso!


Segunda-feira
A Pregação da Palavra
(Atos 2:14-41)

A lição de hoje toca em um assunto muito interessante e muito negligenciado por mensageiros leigos e ministros do Senhor. Talvez estejamos vivendo no tempo das historinhas. A palavra de Deus tem sido deixada de lado e a exposição da palavra tem se baseado mais em historinhas e vida pessoal. Os nossos cultos tem sido um problema sério nos dias de quarta feira e andando nesta mesma direção estão os cultos de domingo. O grande problema é que, muitos membros trabalham duro durante o dia e o cansaço tem sido tão grande que valeria a pena ir a igreja se o orador pregasse algo transformador e renovador. Infelizmente muito tem perdido o ânimo de ir a igreja nestes dias, pois, sabem que entraram na igreja para tirar um belo cochilo. Não estou fazendo uma crítica à igreja em si, mas aos tantos pregadores que assumem os púlpitos para pregar qualquer coisa menos a PALAVRA. Estou trazendo isto à tona porque tem isso essa a reclamação de muitos dos membros. Precisamos voltar as origens e começar a gastar um pouco mais de tempo em preparar mensagens que leve o povo e refletir na vida como um todo. Pedro, como narrado em Atos 2, pregou uma mensagem profética, cristocêntrica e poderosa. Ele, movido pelo Espírito Santo falou levou os olhos, o coração e a consciência do povo direto para a Bíblia. Outra lição importante é pregar a palavra de Deus através de nossos atos, palavras e pensamentos. Tudo em nós refletirá na mensagem se ela é real ou não. Pense nisso!


Terça-feira
Paulo no Areópago
(Atos 17:15-34)

Paulo, nesta experiência em Atenas, não deixou de pregar a Palavra de Deus. Na verdade o seu discurso fez com que refletissem a respeito da vida, da criação e da perfeita lógica da existência de um Deus todo poderoso. É verdade que ele não usou o Pentateuco para construir o seu discurso, mas fez uso da eloquência e da própria retórica dialética dos gregos com o objetivo de construir na mente deles o conflito necessário que os fizesse duvidar de suas próprias crenças e dar crédito ao que a verdade da palavra de Deus ensina.

Arrependimento, juízo e ressurreição eram a nota tônica de seus ensinamentos. Aliás, que outra coisa pode ser mais importante que isso? Jesus é a essência desta norma e religião. Sem arrependimento jamais me achegarei até Cristo. Jamais serei alcançado pela graça. Paulo enfrentou a sabedoria dos atenienses e discursou com classe diante dos filósofos de sua época. Como conhecedor da filosofia construiu seus argumento a favor da verdade levando muitos ao pés da verdade e de Cristo. Fez uso da revelação natural – a natureza até poder inserir a revelação especial – Jesus Cristo. Sua eloquência era capaz de confundir muitos gregos de sua endeusado conhecimento até torná-los cativos de um conhecimento muito superior – o da palavra de Deus.


Quarta-feira
Adoração “Contrária à Lei”
(Atos 18:1-16)

Infelizmente esta foi e é uma realidade em nossos dias. A lei é justa, santa e boa, mas não pode ser maior que o seu legislador. É exatamente isto que as vezes acontece com alguns, fazem da lei sua âncora para o sustento da religião quando na verdade deveria ser o amor. Sempre costumo dizer que, se o amor não transformar, nada mais o fará. Não estou tentando ensinar que a lei não é importante, pois de fato ela é. Mas, infelizmente, muitos fazem da lei do seu escudo de defesa e o seu canhão de ataque. Se Jesus não for a essência de nossa religião e se Ele não for a essência da lei, tudo perderá o devido sentido e o que deveria ser uma bênção para nós acaba se tornando uma aberração. A verdadeira adoração jamais será contra a lei e nem a lei contra a adoração, mas é possível tornar a religião um fardo vivido sobre a lei. Quando a lei toma o topo do pódio a misericórdia, compaixão e o amor perdem sua beleza e poder. Todas as coisas precisam se conciliar uma à outra agindo mutuamente como resposta ou consequência do viver em Cristo somente. Como bem ilustrou o autor da lição, “qualquer culto que não nos leva diretamente à cruz está equivocado”. Pense nisso!


Quinta-feira e Sexta-feira
O Amor Supera Tudo
(I Coríntios 13)

As igrejas por onde Paulo passou e outras em que se comunicou através de cartas, foram igrejas cheias de problemas sérios. A igreja de corinto foi uma dessas igrejas difíceis e cheias de problemas diversos. Se achamos que algumas de nossas igrejas hoje são problemáticas, é porque não conhecem direito o pé de guerra e problemas morais existentes em muitas das igrejas daquele tempo inclusive a igreja de Corinto. Entretanto, é interessante notar como Paulo buscou tratar alguns problemas existentes em Corinto. Ele tratou de questões importantes de forma eloquente e teológica, mas, fez questão de apelar aos valores mais profundos da fé cristã – a amabilidade entre os irmãos. Quando qualquer sentimento toma conta do coração humano que não seja amor, intolerância, competição, problemas familiares, intrigas, porfias e problemas de natureza moral podem ganhar espaço mesmo nas igrejas mais aparentemente consagradas. Sem amor é impossível viver sob a esfera espiritual ensinada por Jesus quando aqui esteve. Ele deu exemplo de abnegação pelo mais sofrido ser humano e ensinou através da prática o lugar do amor na vida dos que professam ser seus seguidores. Parece poético falar sobre este assunto, mas, lembre-se que, sendo poesia ou não, se este poderoso princípio não reinar em nossas vidas, jamais veremos a face daquele estará em breve assentado no trono em sua segundo vinda, a não ser para ser consumido. Pensei nisso!


Leitura Adicional


Fonte: http://gilbertotheiss.blogspot.com


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