Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 12 – Adoração na Igreja Primitiva

Comentários do Prof. Gilberto Brasiliano


Texto Central: “Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.” (I Coríntios 13:1)

Meditação central: Na verdadeira adoração, os homens… pouco pensam nas formas de adorar; porque seus pensamentos estão em Deus.


Sábado
Introdução: Uma igreja em crescimento

Nossa vida como igreja nos dias de hoje tem suas múltiplas funções tanto no ângulo espiritual (consagração dos membros, reavivamento) como no eclesiástico (normas e condutas, formação e consagração de pastores) como também no sentido de missão (evangelismo, educação e temperança) e no social (relacionamentos, liberdade religiosa, jovens, família, ministério da mulher). Com tudo isto, sabemos que não é fácil, humanamente falando, coordenar todos os pontos e dar à igreja uma idéia de crescimento e uma motivação para envolvimento e cooperação. Graças a Deus, Sua mão poderosa tem inspirado nossos dirigentes e podemos dizer “Louvado seja Deus”, por tudo que eles tem feito em conjunto com a igreja para o crescimento e o avanço que vemos hoje em todas as áreas de atuação.

Imagine agora a igreja primitiva quando começou suas operações, o quanto dependeu do poder divino para equacionar todas as questões envolvidas com a pregação do evangelho e o recebimento dos milhares de membros (judeus ou não) que eram agregados em cada pregação. Além de cuidar da parte devocional, do louvor e da adoração a Deus, era preciso dispensar tratamento fraternal a todos e envolvê-los em solene adoração. Fazer isto em uma sociedade extremamente radical e preconceituosa era, por assim dizer: Um milagre divino.

Ilustração: Depois da Segunda Guerra mundial foi muito comovente ver como Jesus uniu as pessoas. Em uma igreja americana, em um culto de adoração a Deus, era possível ver no mesmo banco assentados e louvando ao Senhor, um japonês, um americano e um alemão. As diferenças estavam aniquiladas pelo sangue de Jesus e a igualdade diante de Deus estava evidenciada nesta adoração solene que eles prestavam naquele momento. Antes eram inimigos mortais produzidos pela guerra insana, agora debaixo da mensagem da cruz, poderiam morrer pelo evangelho. Assim, cremos que só Deus uniu a igreja primitiva em amor.

Vejamos nesta lição como a igreja primitiva obteve crescimento pelo poder de Deus e como poderemos obter sabedoria para ajudar nossa igreja a alcançar o mesmo grau de poder através da atuação do Espírito Santo em nós.


Domingo
Muitas “Provas”
(Atos 1:1-11)

Nosso hábito de avaliarmos vida e desempenho nos leva sempre a fazermos análises e comparações espontaneamente. Se olharmos a vida de Jesus como missionário, pregando 3 anos e meio com uma equipe de 12 obreiros, poderemos ficar desapontados, porque quando Jesus subiu ao céu, deixou uma igreja de mais ou menos umas 30 a 50 pessoas, entre discípulos e alguns amigos. Para um evangelista que trabalhou 3 anos e meio pregando e curando, é muito pouco, do ponto de vista humano. Do ponto de vista divino o que interessava era a qualidade da semente que iria dar fruto para a eternidade e hoje o cristianismo ocupa praticamente o mundo todo. O sucesso, porém, despertou a atenção do inimigo.

“A história da igreja primitiva testificou do cumprimento das palavras do Salvador. Os poderes da Terra e do inferno arregimentaram-se contra Cristo na pessoa de Seus seguidores” (História da Redenção, 320).

1. Leia Atos 1:1-11. Que verdades importantes encontramos ali sobre a segunda vinda de Jesus, batismo, Espírito Santo e missão?

Resposta: Jesus preparou-os para o batismo de poder (dom do Espírito Santo) que os habilitaria para a missão de realizar a obra de anunciar em todos os cantos da Terra sua 2ª vinda.

Na obra de Deus deve haver sempre o poder do Espírito Santo motivando a direção da igreja e os membros, para a realização da missão. Por isso as palavras de Zacarias são apropriadas para esse tempo, pois dizem assim: “Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” (Zacarias 4:6).

2. Observe especialmente os versos 3 e 6. Quanto mais, a respeito da verdade, os discípulos tinham que aprender?

Resposta: Mesmo depois da ressurreição os discípulos ainda estavam confusos com as profecias (não compreendiam). Jesus apresentou muitas provas de Sua ressurreição; eles não entenderam o tempo da profecia. Por isso precisavam do Espírito Santo.

Assim como Jesus Se preocupou em dar provas aos discípulos sobre Sua divindade e missão profética, não nos deixará sem orientação nesse momento da história da igreja e do mundo. Estamos no limiar da Segunda Vinda de Cristo e o preparo da igreja e de um povo que aguarde Jesus é de suprema importância e Deus nos comissionou para isto. Nossa tarefa é amar o Senhor, louvar o Seu nome, exaltar Seu poder e prestar-Lhe adoração.

Ilustração: Visitando uma fábrica de bússolas, um estudante curioso notou grande número de aparelhos novos e polidos. Alguns tinham as agulhas apontadas para a direção norte e, mudando-se a posição da bússola, a pequena agulha voltava-se sempre para a mesma direção. Outros tinham as agulhas todas paradas, não se mexiam: eram bússolas inúteis. Qual a explicação? O fato é que as primeiras estavam imantadas e as outras não. Da mesma forma, quando o amor de Cristo é comunicado a nós pela adoração, ficamos cheios do Seu poder, nossa vida apontará sempre para o rumo de Deus.


Segunda
A Pregação da Palavra
(Atos 2:14-41)

Na vida cristã entre tantas coisas que realizamos como parte da adoração ao Senhor a pregação da Palavra tem um peso muito grande para a salvação. A pregação aconselha o pecador, muda sentimentos, produz auto-análise e opera conversões pelo poder divino.

Ilustração: Certa vez, um ministro da Ilha de Tonga, no Pacífico, emocionou seiscentos jovens universitários. Contou-lhes a história da redenção de seu povo da ignorância e do canibalismo para o gozo da cidadania do reino de Deus somente pela pregação da Palavra. Hoje, cerca de 98% são membros da igreja. Mostrou a sua bandeira, com uma borda vermelha, o centro branco, com uma cruz vermelha e uma Bíblia ao fundo. Aquela bandeira era o símbolo da salvação para ele e para seu povo. Ele dizia: “Agora, ao invés de rituais pagãos, temos cultos de adoração onde a Palavra é lida para alimentar a nossa alma. Por isso Louvamos a Deus”.

3. Leia o sermão de Pedro no dia de Pentecostes (At 2:14-41). Como ele apresentou temas importantes, como as Escrituras, doutrina, profecia, Cristo, o evangelho, e a salvação? Por que esses assuntos são tão essenciais na pregação?

Resposta: Ao pregar, Pedro mostrou que o Pentecostes era o cumprimento da profecia do profeta Joel 2; também confirmou a morte e ressurreição de Jesus como cumprimento da profecia de Davi, no Salmo 16.

Assim que Pedro terminou de pregar de forma ousada, os judeus tiveram uma reação de preocupação desta forma: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:37 e 38). Foi de grande poder a pregação de Pedro combinando profecia, evangelho, realidade e salvação. Ótimo resultado!

4. Quais foram os resultados da pregação daquele culto de adoração, conforme Atos 2:41? Que lição podemos tirar desse relato para nossas reuniões de sábado?

Resposta: Quase 3 mil pessoas batizadas com uma pregação inspirada e um apelo direto. Nossos cultos precisam ter essa dinâmica e os pregadores devem realizar mais apelos para a salvação dos adoradores.

Ilustração: Em uma igreja após o culto de adoração, as pessoas cantaram o hino final e se prepararam para a saída. Na porta, um rico senhor apertou a mão do jovem pregador e disse: “Foi o maior sermão que já ouvi em minha vida, só faltou uma coisa”. “O que faltou no sermão?”, quis saber curioso o pregador. O homem apertou-lhe a mão mais uma vez e disse: “Faltou o apelo que faria eu me entregar a Jesus hoje. Lembre-se pregador: Um sermão sem apelo é como um contrato sem assinatura, não tem muita validade”. O homem saiu rapidamente para a rua e no dia seguinte amanheceu morto, vítima de ataque cardíaco.


Terça
Paulo no Areópago
(Atos 17:15-34)

Quando pregamos, nem sempre conseguimos atingir o ideal imaginado, porque não sabemos de que forma o Espírito Santo está atuando nos corações, nem quais são os fatores que estão conflitando nos corações e mentes naquele momento da Palavra. Por isso Jesus comparou a pregação da Palavra com a experiência do Semeador jogando as sementes e elas caindo em terrenos de diferentes tipos. Pedro, por exemplo, pregou no Pentecostes e teve um auditório receptivo e que correspondeu ao apelo. Já o apóstolo Paulo, que pregou em muitos lugares, teve ouvintes dos mais diferentes tipos, que responderam diferente dos ouvintes de Pedro e Jesus.

Ilustração: Um missionário que realizava pregações em muitos lugares do mundo preparou em uma cidade americana uma conferência para mil pessoas. Na noite inicial caiu uma tempestade e só um rapaz franzino compareceu ao salão de conferências. O missionário ficou perplexo e pensou em despedir o rapaz e fechar o salão. Deus, porém, tocou no seu coração e ele resolveu pregar somente para aquele rapaz. Pregou com entusiasmo como se o auditório estivesse com 500 pessoas. Ao final, fez o apelo e o moço, convencido da sua condição de pecador, entregou o coração a Jesus. O missionário ficou feliz com a decisão do moço e anos mais tarde ele viu o resultado daquela pregação abençoada, pois o moço era Billy Graham, o maior pregador do século 20, que levou milhares de pessoas aos pés de Cristo. É de grande importância a pregação no momento da adoração a Deus. São palavras que direcionam para Deus e a vida eterna.

5. Leia a pregação de Paulo aos atenienses, em Atos 17:15-34. Qual foi a diferença entre o testemunho de Paulo ao povo de Atenas e a mensagem de Pedro ao seu público, no dia de Pentecostes?

Resposta: Paulo fez uma pregação rodeando o assunto para falar de Jesus – disse que os pagãos procuravam encontrar nos ídolos algo que nem conheciam ainda, ou seja, o Deus verdadeiro e a esperança da ressurreição. Pedro foi direto e disse o que pensava (que Jesus era o Messias judaico); fez um apelo e teve sucesso.

Pedro falou a um auditório que já conhecia ou tinha ouvido as profecias sobre o Messias e, por isso, ele podia citá-las, pois o povo sabia do que se tratava. Paulo não podia citar nada, por estar em uma cidade voltada a deuses pagãos. Por isso que aqueles que creram foi um número reduzido.

“A pregação da palavra deve apelar para a inteligência, e comunicar conhecimento, mas cumpre-lhe fazer mais que isso. A palavra do pastor ou pregador, para ser eficaz, tem de atingir o coração dos ouvintes” (Obreiros Evangélicos, 52).

Ilustração: Um converso da fé muçulmana, velho e cego, habitante das ilhas Andamã, pouco sabia acerca da Bíblia. Quando um obreiro indiano o visitou, encontrou o velhinho muito perturbado. “Que será de mim quando eu morrer?”, perguntou com ansiedade. O obreiro inspirado pregou ao velho cego sobre a salvação em Jesus, abriu a Bíblia e leu muitas promessas confortadoras, arrematando com a promessa da ressurreição e um apelo ao coração. O rosto do velho iluminou-se de esperança e, radiante, disse: “Oh, eu quero ter parte na primeira ressurreição!”. E assim foi conduzido ao conhecimento para depois batizar-se.


Quarta
Adoração “Contrária à Lei”
(Atos 18:1-16)

Quando falamos em “adoração” o que nos vem à mente de imediato? O santuário que Moisés fez no deserto? Ou o povo adorando diante do templo em Jerusalém? Pode ser que o pensamento nos traga à lembrança um belo culto de sábado com um coral cantando e um pregador eloqüente falando um bonito sermão. Tudo isto simboliza adoração, mas não encena o sentido final do termo adoração. Afinal o que é a verdadeira adoração?

“O verdadeiro conhecimento de Jesus Cristo guiará tua mente… na direção certa. Comunica a inspiração da verdadeira adoração. É a comunhão da alma com Aquele que lhe é vida. Ao vir em contato com Ele, a mente é atraída para o centro de Sua vida, e inspirada com a essência de Sua santidade.”

Então a verdadeira adoração é ter o conhecimento de Jesus e ter comunhão de alma com Ele. Isto significa ter a vida dirigida por Cristo, para pedir perdão, se arrepender, amar a Deus, amar o próximo e ajudar outras pessoas a encontrarem a salvação. Com isto aprendemos que a adoração não salvará ninguém, mas há pessoas que vão à igreja com o firme pensamento de que estando no culto, tudo ficará em ordem com Deus como num passe de mágica.

6. Leia Atos 18:1-16. Que acusação foi apresentada contra Paulo, e o que isso nos diz sobre adoração?

Resposta: Paulo foi acusado de ensinar as pessoas a adorar a Deus de uma forma contrária à tradição dos judeus, porque pregava sobre Jesus. O maior erro é adorar a Deus de acordo com a lei e rejeitar a Cristo, que é o sentido e essência da lei.

Paulo dividiu as opiniões dos judeus em Corinto porque, ao pregar sobre Jesus, teve uma boa receptividade da parte de muitas pessoas sinceras, mas teve também oposição, porque ao falar em Jesus, provocou descontentamento nos judeus tradicionais que o rejeitavam em função do que eles chamavam de Lei. Na verdade era uma questão de cegueira espiritual, uma vez que a Lei cerimonial apontava para Jesus como Cordeiro de Deus e, a Lei moral teve em Jesus o seu mais perfeito cumpridor. E sem Jesus não existe adoração verdadeira. Porque só Ele nos santifica e nos dá motivação para o crescimento espiritual.

Ilustração: Existe uma parábola contada por um filósofo dinamarquês. É a história de um grupo de gansos que freqüentavam uma Igreja evangélica. Todos os cultos lá se iam eles, bamboleando, naquele conhecido e engraçado andar de ganso, até a igreja. O pastor-ganso pregava sempre o mesmo sermão: “Meus irmãos, não precisamos andar sobre a terra, presos a este lugar. Podemos alçar nossas asas e voar até as regiões mais distantes, subir até os climas mais abençoados”. A gansarada toda dizia: “Amém!”, em altas vozes. Terminado o culto, lá se iam os gansos, bamboleando, de volta para suas casas. Ouviam a mesma mensagem todos os cultos, diziam amém a ela, e continuavam na mesma. Era uma adoração sem objetivos.

Isto quer nos mostrar que este é um problema que não se restringe só àquela igreja dos gansos, mas à nossa Igreja também, talvez a todas. A diferença entre o que dizemos no culto e o que fazemos lá fora é gritante. A verdadeira adoração nos transforma por causa da presença do Pai que nos abençoa, de Jesus que nos santifica e do Espírito Santo que nos dá entendimento. O resultado é um cristão verdadeiro com a mente renovada e uma vida santificada.


Quinta
O Amor Supera Tudo
(I Coríntios 13)

Dentro de um padrão de igreja perfeita em adoração, consagração dos membros, objetivo missionário e resultados, você colocaria a igreja primitiva como modelo? Se compararmos com a igreja que freqüentamos hoje, qual receberia a melhor nota de desempenho: a sua igreja ou a igreja primitiva? Para que não fiquemos desanimados vale a pena saber que toda igreja que trabalha muito, tem resultados espirituais, membros consagrados, torna-se um alvo para o inimigo. A igreja primitiva foi muito bem, mas a história do passado voltou a se repetir e a igreja foi perdendo o seu vigor espiritual, necessitando de outro Pentecostes para reavivá-la.

“Quando se corrompeu a primitiva igreja, afastando-se da simplicidade do evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o Espírito e o poder de Deus; e, para que pudesse governar a consciência do povo, procurou o apoio do poder secular” (O Grande Conflito, 443).

Uma das igrejas que mais ficou corrompida naquele tempo foi a igreja de Corinto que deixou o mundanismo invadir a vida religiosa e, além disso, permitiu discussões teológicas e brigas que a dividiu ainda mais.

7. No meio de seu discurso aos coríntios acerca dos problemas deles, Paulo apresentou o famoso capítulo de 1 Coríntios 13. Qual é a mensagem essencial ali? Como podemos aplicá-la à nossa vida e à nossa experiência de adoração?

Resposta: Paulo quis mostrar que sem amor nada do que fazemos terá valor; nem a nossa adoração, nem relacionamentos, nem doutrinas, nem doação de bens ou sacrifício pessoal, pois o amor é o centro de tudo.

Tudo que fazemos para Deus, para o próximo ou para nós tem que estar interligado com o amor. A pessoa pode pregar maravilhosamente bem, mas se não tiver amor pela Palavra e pelos ouvintes, será como um robô falando. Pode ter o dom de curar, de ministrar conselhos, mas sem amor, será como um papagaio treinado. A adoração sem amor é um ritual frio e insensível e Deus não aceita nada sem amor, porque o amor supera tudo.

Ilustração: Quando Romney, o grande artista inglês, era jovem, enamorou-se de uma senhorita e se casaram: porém a sua paixão foi maior pela sua arte. Um dia soube que outro pintor famoso dissera que era uma lástima o fato de Romney haver se casado, porque tinha talento para chegar a ser um grande artista e não poderia subir muito devido a ter que cuidar de sua esposa. Ao ouvir isto Romney separou-se de sua jovem esposa e foi para Londres. Pintou vários quadros de pessoas da mais alta posição social de toda a Inglaterra, produzindo assim, pinturas tão notáveis que valiam muitos milhares de dólares. Isto fez com que ele adquirisse renome e fama em Londres por algum tempo; porém suas pinturas não tinham vida, mas mostrava um coração frio por falta de amor. Um dia ele adoeceu e juntando todas as suas coisas voltou para sua esposa, que havia deixado no norte da Inglaterra. Ela o recebeu e cuidou dele ternamente até que morresse. Alguém disse, então, que o espírito de amor que sua esposa manifestou, foi de maior valor que todas as pinturas feitas por ele. Muitos professam ser de Cristo, porém, deixam e desfazem os Seus planos. Afinal voltam e morrem nos braços de Cristo, o qual, apesar de tudo, nunca os deixa, mas com eles fica através dos anos.


Sexta
Conclusão

Ao encerrarmos o estudo dessa semana devemos ter em mente que todas as lições são válidas quando temos uma visão voltada para o crescimento espiritual através das experiências que outros viveram e nos deixaram como exemplo de conduta e resultados obtidos. A experiência da igreja primitiva foi grandiosa em seus efeitos com a direção do Espírito Santo e nos ensinou que se quisermos ter sucesso como igreja, temos que pedir a Deus a mesma direção.

“Assim será sempre, quando o Espírito de Deus toma posse da vida. Assim foi na igreja primitiva; e, ao ver-se na igreja de hoje que, pelo poder do Espírito os membros retiraram suas afeições das coisas do mundo, e se dispõem a fazer sacrifícios a fim de que seus semelhantes possam ouvir o evangelho, as verdades proclamadas terão poderosa influência sobre os ouvintes” (Atos Apóstolos, 71).

Quando andarmos pela fé apoiando-nos inteiramente em Deus, nossa adoração será plena porque será feita através de um espírito consagrado e é isto justamente o que Deus procura em cada adorador. Porém, ao nos unirmos nesse ideal, o Senhor enviará o Espírito Santo para nos dirigir como igreja e, então, os resultados serão para deixar admirado até o diabo. O que sentimos boje, no entanto, é que muitos não conseguem alcançar um nível espiritual mínimo para ajudar a igreja a se consagrar para a grande obra a ser realizada. Muitos dizem: Não temos condição, ou ainda, temos muitos pecados e Deus nunca nos ouvirá ou ainda de forma mais lamentável dizem: “Onde está esse poder que nunca aparece?” É como se estivéssemos sobre a fonte de todo poder e morrendo sem energia espiritual.

Ilustração: Há anos um navio à vela, partindo da Europa em demanda de um porto sul-americano, encontrou tantas adversidades que a travessia retardou-se além de todo cálculo, e a água potável de bordo, não obstante todo cuidado escasseou, faltando completamente. Algumas horas depois de acabada a última gota, o navio parado lá pelas alturas do Equador, avistou no horizonte um barco a vapor. Quando o mesmo já se achava a distância conveniente para uma comunicação, fizeram sinais, telegrafando e falando da sua condição desesperadora: “Estamos morrendo de sede!”. Logo foi imensa a admiração! A resposta que no mesmo instante veio para o navio sem água até parecia uma zombaria: “Água doce aí mesmo. Desçam os baldes!” Ignoravam que se achavam na poderosa corrente oceânica do Rio Amazonas, e que, em vez de águas salgadas, estavam cercados de água doce. Água doce com fartura infinita! Pode ser, meu irmão de viagem para a eternidade, que sua alma esteja bradando: “Cadê o poder do Espírito Santo na igreja?”, e você está desconhecendo totalmente que a doce corrente do amor de Deus está lhe cercando por todos os lados. Desça os baldes!

Oremos a Deus pedindo que nos abasteça com Seu poder e que nos faça instrumentos do Espírito Santo para que a obra tenha um avanço que permita a Jesus retornar a esta Terra o quanto antes. Como a igreja primitiva, podemos abalar este mundo com a terminação da obra.


“Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das tuas asas” (Salmos 17:8).


“Prostra-se toda a terra perante Ti, canta salmos a Ti; salmodia o Teu nome” (Salmos 66:40).