Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 11 – Em Espírito e em Verdade

Comentários de Maria José F. Vieira


Texto Central: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores.” (João 4:23)


Estamos no final do trimestre e da lição sobre adoração, que nos convidou continuamente a adorar “Aquele que fez o céu, a terra, o mar e todas as fontes de água” (Apocalipse 14:7). Cada vez mais, este brado sobre a proclamação do evangelho eterno nos convida a reconhecermos Deus como O único que tem as mãos ao leme da história deste mundo conturbado, apesar de muitas vezes, parecer que estamos num barco sem rumo.

Maria, a mãe de Jesus é citada na lição e podemos aprender com ela, a humildade. Apesar de todas as dificuldades que Maria passaria, ela aceitou a tarefa de ter o Salvador do mundo em seu ventre e ainda proclamou “a minha alma engrandece ao Senhor” (Lucas 1:46) e sentiu-se bem-aventurada. Reconheceu Seu filho como o próprio Deus e o cumprimento das escrituras sagradas. No livro “O Desejado de Todas as Nações”, pag. 145, está citado o seguinte: “Desde o dia em que ouvira o anúncio do anjo, no lar de Nazaré, entesourara Maria todo sinal de que Jesus era o Messias. Sua doce e abnegada existência assegurava-lhe que Ele não podia ser outro senão o Enviado de Deus”.

Reconhecer Jesus como o único Intercessor, Salvador e digno de adoração, foi a postura da própria Maria, uma mulher especial, que conhecia as escrituras e que se curvou perante o Salvador do Universo.

Aprendemos com Jesus sobre adoração, quando após Seu batismo, foi levado ao deserto para um preparo especial ao que viria. Após 40 dias de entrega do Seu corpo, mente e espírito, em total solidão, não entregou Seu Eu aos desígnios de Satanás. Ele manteve-se firme à Sua missão e propósito e não perdeu o foco da Salvação da humanidade, pois confirmou “Está escrito: Ao Senhor, teu Deus adorarás e só a Ele darás culto” (Lucas 4:8).

Jesus sabia que o mundo dependia da Sua vida. Jesus só pôde suportar tudo isto pela comunhão que tinha com Seu Pai. “O Pai entregou o mundo a Seu Filho para que Ele o redimisse da maldição e desgraça da falha e queda de Adão. Unicamente através de Cristo poderia o Senhor manter comunhão com o homem. Cristo voluntariamente Se propôs manter e vindicar a santidade da lei divina”.(No Deserto da Tentação, pag. 24)

Devemos ter a certeza de que jamais seremos tentados acima do que conseguiremos suportar, se estivermos, e apenas assim, em comunhão contínua com Deus por meio do nosso intercessor Jesus, que é o real sentido da adoração. Quando não estamos com Ele, tomamos decisões não tão boas e mesmo erradas, pois não permitimos que a voz do Espírito Santo instrua-nos qual o caminho melhor, especialmente para não perdermos a vida eterna. “Nosso Salvador mostrou perfeita confiança de que Seu Pai celestial não iria deixá-Lo sofrer a tentação acima do que Ele poderia, dando-Lhe força para suportar e dar-Lhe-ia a vitória se Ele pacientemente enfrentasse a tentação a que estava sujeito” (No Deserto da Tentação, pag. 61).

A lição cita que é “muito mais fácil fazer da religião uma série de fórmulas, tradições e atos exteriores do que morrer diariamente para o eu e se render ao Senhor com humildade e fé” (pag. 136). Isto é o que Jesus nos ensina no encontro com a mulher samaritana. Ela buscava a água, mas nunca estava saciada; até o dia que encontrou Jesus, a Água da vida, em quem depositou toda sua adoração. E pelo fato de ter sido transformada, proclamou esta mensagem a outros. Jesus conhecia o coração daquela mulher e apesar de todos os maus caminhos que havia seguido, ele sabia que no íntimo da sua alma, havia a necessidade de um Salvador. Ela o adorou ao lado do poço e reconheceu nEle, o único a quem se deve render a glória. Um coração transformado, que se entrega ao poder do Espírito Santo para operar esta reforma, é a mais preciosa oferta que podemos entregar a Deus.

Jesus conhece cada coração e cada necessidade. Ele sabe o passado, o presente de cada um de nós e oferece um futuro com Ele, independentemente do que tenha ocorrido na nossa vida. Jesus busca continuamente a cada um de nós para O adorarmos, “em espírito e em verdade” (João 4:23). A lição cita Marcos 7:6-9: “Bem profetizou Isaias a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas, que são preceitos de homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens”.

Isto nos leva a pensarmos na nossa adoração. Deus gosta do nosso coração entregue a Ele para que seja transformado e moldado à semelhança de Seu caráter. Quando não sabemos como adorar ou aonde ir, ou como permitir que o Espírito Santo nos transforme , devemos responder como Cristo respondeu: “Está escrito”.

As Escrituras Sagradas, e somente elas, tem as respostas aos questionamentos desta vida e traçam o caminho a seguir por meio de Jesus.

A lição aborda a Divindade de Jesus, que é o único digno de adoração. Mesmo entre os que não faziam parte do povo, que deveria anunciar a primeira vinda de Cristo, existiam adoradores sinceros, que reconheceram o poder e a divindade de Jesus (os reis magos, os discípulos, os doentes). Jesus aceitava a adoração como aceita hoje de todo coração sincero que O procura e que Ele mesmo busca (João 4:23).

Jesus se fez homem e é o eterno Emanuel, Deus conosco. Temos o privilégio de conhecer Jesus por meio do estudo da Bíblia. Ela descortina os segredos da humanidade e do momento que passamos em que o pano de fundo é o conflito entre o bem e o mal. Não devemos temer, pois temos um Deus que reconhece nossas fraquezas, pois “se tornou homem e habitou entre nós, cheio de graça e verdade” (João 1:14).

A lição termina com o Evangelho de Lucas 19:37-40, em que os fariseus pedem para que Jesus repreenda a multidão que O está adorando. Mas, a resposta de Jesus foi pronta, como sempre, e nos convida a pensarmos na nossa missão de proclamar ser Ele o único digno de adoração: “Ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão”


Fonte: http://iasdmoema.org.br/escolasabatina.html


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