Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 11 – Em Espírito e em Verdade

Comentários de Ellen G. White


Texto Central: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores.” (João 4:23)


Sábado à Tarde

O Mestre enviado pelo Céu, nada menos que o próprio Filho de Deus, veio à Terra para revelar aos homens o caráter do Pai, a fim de que O adorassem em espírito e em verdade. Cristo revelou aos homens o fato de que a mais estrita adesão a cerimônias e formas não poderia salvá-los; pois o reino de Deus é de natureza espiritual. Cristo veio para semear o mundo com a verdade. Nas Suas mãos estavam as chaves de todos os tesouros da sabedoria, pôde abrir portas à Ciência e revelar jazidas de conhecimento não descobertas, se fosse isso essencial à Salvação. Apresentou aos homens exatamente o contrário das representações do inimigo em relação ao caráter de Deus, e neles procurou gravar o amor do Pai, que “amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Acentuou aos homens a necessidade da oração, do arrependimento, da confissão e do abandono do pecado. Ensinou-lhes a honestidade, a clemência, a misericórdia e a compaixão, ordenando-lhes a não amarem apenas os que os amavam, mas os que os odiavam e os maltratavam. Nisto, Jesus estava a revelar-lhes o caráter do Pai, que é longânimo, misericordioso e piedoso, tardio em iras, e grande em beneficência e verdade. Os que aceitaram os Seus ensinos estavam sob o protetor cuidado dos anjos, comissionados para fortalecer e iluminar, a fim de que a verdade pudesse renovar e santificar a alma. – Fundamentos da Educação Cristã, p. 177.


Domingo
O Cântico de Maria de Louvor e Adoração

A única esperança de redenção para a nossa raça calda está em Cristo; Maria só podia encontrar a Salvação mediante o Cordeiro de Deus. Não possuía em si mesma nenhum mérito. O seu parentesco com Jesus não a colocava para com Ele em posição diferente, espiritualmente, da de qualquer outra pessoa. Isto está indicado nas palavras do Salvador. Ele torna clara a distinção entre a Sua relação para com ela como Filho do homem e como Filho de Deus. O laço de parentesco entre eles não a coloca, de maneira alguma, em pé de igualdade com Ele. – O Desejado de Todas as Nações, p. 113.

Deus não faz uma estimativa do valor das nossas dádivas para a Sua causa pela sua quantidade em dinheiro; Ele tem em conta os nossos motivos. É o serviço feito de coração que toma a dádiva valiosa. Quando a Majestade do Céu Se tomou num bebê, e foi confiado a Maria, ela não tinha muito para oferecer pelo precioso dom. Levou ao altar apenas duas rolas, a oferta designada para os pobres; mas foram um sacrifício aceitável ao Senhor. Não podia apresentar tesouros raros como os sábios do Oriente, que foram a Belém para os depor diante do Filho de Deus; ainda assim, a mãe de Jesus não foi rejeitada devido à insignificância da sua dádiva. Foi a voluntariedade do seu coração que o Senhor tomou em consideração, e o seu amor tornou a oferta suave. Assim também Deus aceitará a nossa dádiva, mesmo que seja pequena, se for o melhor que temos, e se for oferecida por amor a Ele. – Review and Herald, 9 de Dezembro de 1890.

Cristo demonstrou o maior respeito e amor para com a Sua mãe. Embora ela falasse frequentemente com Ele, e tentasse que Ele fizesse como os Seus irmãos desejavam, Ele nunca lhe demonstrou a mínima falta de devoção. Os Seus irmãos não podiam levá-l’O a mudar os Seus hábitos de vida. Ele sabia que não havia nada de errado em pensar nas obras de Deus, em mostrar simpatia e ternura para com os pobres, os sofredores e os desafortunados. Ele tentou aliviar os sofrimentos tanto dos homens como dos animais mudos. Maria tinha-se sentido muito perturbada quando os sacerdotes e os príncipes foram ter com ela para se queixarem de Jesus; mas paz e confiança vieram sobre o seu coração atribulado quando o seu filho Ihe mostrou o que as Escrituras diziam sobre as Suas práticas. Por vezes, ela vacilava entre Jesus e os Seus irmãos, que não criam que Ele fosse enviado de Deus; mas o que ela via era suficiente para lhe mostrar que Ele tinha um caráter divino. Ela viu-O dar a Sua vida pelos outros, indo ao encontro das pessoas onde quer que elas estivessem. Ela viu-O crescer em graça e conhecimento, e em favor com Deus e o homem. – The Youth’s Instrctor, 12 de Dezembro de 1895.


Segunda-Feira
Adoração e Serviço

[Lucas 4:5-8 citado.]

Assim, o poder terreno foi oferecido a Cristo sob a condição de que prestasse homenagem a Satanás. Que contraste entre a forma como o nosso Salvador enfrentou este teste e a forma como os homens o enfrentam. A esperança de ganhar poder no mundo, através da riqueza ou da posição, leva-os a prestarem serviço ao deus deste mundo. O amor às riquezas controla as suas afeições, e o que Satanás não conseguiu receber do Redentor do mundo, ele consegue facilmente através dos homens. Até mesmo aqueles que têm o seu nome escrito nos registros da igreja, que ocupam posições de confiança como seguidores de Cristo, sacrificarão principias, rejeitarão a sua experiência religiosa, simplesmente para obter algum cobiçado tesouro terrestre.

Não há razão para que o homem caia como presa nos enganos do inimigo. Cristo venceu para beneficio do homem, e, se este se colocar sob a liderança do Capitão da sua Salvação, também ele pode ser um vencedor. O problema é que os homens não querem submeter-se a Cristo. Eles saem das fileiras do Rei Emanuel, e colocam-se nas fileiras do inimigo. Dedicam todas as suas forças à acumulação de riquezas ou outro qualquer tesouro terrestre, e têm outros deuses diante do Senhor dos exércitos. – Signs of the Times, 12 de Janeiro de 1891.

O olhar de Jesus repousou por um momento na glória que estava a ser apresentada diante d’Ele; mas desviou o olhar e recusou ver o espetáculo hipnotizaste. Ele não colocaria em risco a sua integridade constante ao perder tempo com o tentador. Quando Satanás solicitou homenagem, despertou a indignação divina de Cristo e Ele não pôde mais tolerar a presunção blasfema de Satanás, nem sequer permitir que permanecesse na Sua presença. Aqui, Cristo exerceu a Sua autoridade divina e ordenou que Satanás desistisse. “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás” (Mateus 4:10). Satanás, no seu orgulho e na sua arrogância, tinha-se declarado o governador permanente do mundo por direito, o possuidor de todas as suas riquezas e glórias, exigindo homenagem de todos os que nele habitavam, como se ele tivesse criado o mundo e todas as coisas que nele existiam. Ele disse a Cristo: “Dar-Te-ei a Ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lucas 4:6). Procurou fazer um contrato especial com Cristo, transferindo de uma vez por todas para Si todos os Seus direitos, se Ele o adorasse.

Este insulto ao Criador fez com que a indignação do Filho de Deus o repreendesse e o expulsasse. Satanás tinha-se orgulhado a si mesmo, na primeira tentação, de ter escondido tão bem os seus verdadeiros propósitos e caráter, de tal modo que Cristo não o reconheceu como o chefe rebelde caldo que Ele já tinha derrotado e expulso do Céu. As palavras de Cristo: “Vai-te, Satanás” (Lucas 4:8) evidenciaram que ele tinha sido reconhecido desde a primeira tentação, e que todas as suas artes de engano não tiveram nenhum êxito sobre o Filho de Deus. Satanás sabia que se Cristo tivesse de morrer para redimir o homem, o seu poder terminaria após algum tempo e ele seria destruído. Assim sendo, o plano que arquitetou visava impedir, se possível, a conclusão do grande trabalho que fora iniciado pelo Filho de Deus. Se o plano de redenção do homem falhasse, ele referia o reino que então requeria, e, se fosse bem sucedido, iria gabar-se de que reinaria em oposição ao Deus do Céu.

Quando Jesus deixou o Céu, deixando lá o Seu poder e a Sua glória, Satanás alegrou-se. Pensou que o Filho de Deus tinha sido colocado sob seu poder. A tentação do santo par no Éden tinha sido tão fácil que ele esperava que, com a sua astúcia e poder satânicos, venceria até mesmo o Filho de Deus e salvaria a sua vida e o seu reino. Se ele conseguisse tentar Jesus a afastar-Se da vontade do Seu Pai, como fez na sua tentação a Adão e Eva, então o seu objetivo seria atingido. – Review and Herald, 1 de Setembro de 1874.


Terça-Feira
Adorar o que Não Se Conhece

O Seu desejo era erguer os pensamentos da Sua ouvinte acima de questões de formas, cerimônias e controvérsias. “A hora vem”, disse, “e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura os que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade”.

Aqui é declarada a mesma verdade que Jesus expusera a Nicodemos, quando disse: “Aquele que não nascer de cima, não pode ver o reino de Deus.” João 3:3 (margem). Não é por procurarem um monte santo ou um templo sagrado, que os homens são postos em comunhão com o Céu. Religião não é limitar-se a formas e a cerimônias exteriores. A religião que vem de Deus é a única que leva a Ele. Afim de O servirmos devidamente, é necessário nascermos do divino Espírito. Isto purificará o coração e renovará a mente, dando-nos nova capacidade para conhecer e amar a Deus. Comunicar-nos-á obediência voluntária a todos os Seus preceitos. Este é o verdadeiro culto. E o fruto da operação do Espírito Santo. E o Espírito que inspira toda a prece sincera que é aceitável a Deus. Onde quer que alguém vá em busca de Deus, ai é manifesta a obra do Espírito, e Deus revelar-Se-á a essa pessoa. Ele busca tais adoradores. Espera recebê-los e tomá-los Seus filhos e filhas. – O Desejado de Todas as Nações, pp. 146, 147.

A forma e a cerimônia não constituem o reino de Deus. As cerimônias tornam-se numerosas e extravagantes, quando se perdem os principias vitais do reino de Deus. Mas não é forma e cerimônia o que Cristo requer. Ele almeja receber da Sua vinha frutos de santificação e altruísmo, atos de bondade, misericórdia e verdade.

Aparelhamento faustoso, ótimo canto e música instrumental na igreja não convidam o coro angelical a cantar também. A vista de Deus estas coisas são como os ramos da figueira infrutífera, que só mostrava folhas pretensiosas. Cristo espera frutos, principias de bondade, simpatia e amor. Estes são os principias do Céu, e, quando se revelam na vida dos seres humanos, podemos saber que Cristo, a esperança e a glória, está formado em nós. Uma congregação pode ser a mais pobre da Terra, sem música nem ostentação exterior, mas se ela possuir esses princípios, os membros poderão cantar, pois o gozo de Cristo está na sua alma, e esse canto podem eles oferecer como oblação a Deus. – Evangelismo, pp. 51 1, 512.

A igreja de Deus na Terra é uma com a igreja de Deus no Céu. Os crentes na Terra, e os que no Céu nunca caíram, formam uma igreja. Cada ser celestial está interessado nas assembléias dos santos, que na Terra se reúnem para adorar a Deus em espírito e verdade, e na beleza da santidade. No pátio interior do Céu, eles ouvem os testemunhos das testemunhas de Cristo no pátio exterior da Terra, e os louvares e as ações de graças que provem da igreja aqui embaixo são incluídos no hino celestial, e o louvor e o regozijo ressoam pela corte celestial, porque Cristo não morreu em vão pelos filhos caídos de Adão.

Enquanto os anjos bebem da fonte de origem, os santos na Terra bebem das puras correntes que procedem do trono de Deus, alegrando a cidade de Deus. Oh, se todos pudéssemos dar-nos conta da proximidade do Céu com a Terra! Quando os filhos nascidos na Terra não o sabem, têm os anjos de luz como seus companheiros; pois os mensageiros celestiais são enviados para ministrar com aqueles que serão herdeiros da Salvação. Uma testemunha silenciosa guarda cada alma que vive, procurando conquistá-la e atraí-la para Cristo. – Signs of lhe Times, 6 de Junho de 1895.


Quarta-Feira
Os Verdadeiros Adoradores

A mulher de Samaria disse a Cristo: “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.” Jesus respondeu: “Crê-Me que a hora vem, em que, nem neste monte, nem em Jerusalém, adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos, porque a Salvação vem dos Judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim O adorem. Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade” (João 4:20-24).

Um Deus de santidade infinita não aceita uma oferta desprovida de animo. Aqueles que O adoram devem adorá-l’O em espírito e em verdade, caso contrário essa adoração não tem valor. Deus não pactua com isso, pois as suas pretensões são vãs.

Estas palavras continuam a ecoar. Elas contêm verdade que é universal, que é uma luz para todos os crentes e uma condenação para todos os descrentes. Mas elas eram particularmente adequadas para a nação Judaica. Os serviços religiosos dos Judeus tinham degenerado da adoração espiritual para um mero formalismo. “Em vão Me adoram”, disse Cristo, “ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15:9). Os orgulhosos amantes dos prazeres estavam tão absorvidos com as suas próprias expectativas e desejos ambiciosos que não tinham qualquer inclinação para as palavras do grande Mestre. Ele não incentivou os seus projetos terrenos; nunca elogiou ou louvou a sua inteligência; e as Suas palavras não eram agradáveis para a sua alma em ligação com o mundo. – Review and Herald, 18 de Março de 1897.

Jesus falou como Alguém que tem conhecimento e autoridade. A denúncia que lançou contra os Judeus condenou o seu formalismo e a sua hipocrisia. As Suas severas repreensões e a Sua denúncia do formalismo têm hoje a mesma força que tinham nos dias dos Escribas e Fariseus, e aplicam-se àqueles que têm forma de piedade, mas negam o seu poder. O Deus da santidade infinita não pode aceitar o serviço exterior como adoração espiritual. Aqueles que adoram a Deus devem adorá-l’O em espírito e em verdade, ou o seu serviço será vão. Deve haver realidade nas cerimônias religiosas, ou elas não passam de pretensões, abominações vazias. Mas, embora Jesus tenha repreendido os sacerdotes e os mestres religiosos pelo seu formalismo e pela sua hipocrisia, quão tolerantes e ternas eram as Suas lições para os pobres, os oprimidos, os aflitos e os desanimados. Os sacerdotes e os príncipes, os Escribas e os Fariseus, destruíram as pastagens vivas, e contaminaram as fontes da água da Vida. Com os seus falsos preceitos confundiram a compreensão, e obscureceram aquilo que era claro. Foram maus representantes de Deus por causa da sua dureza de coração, da sua impureza, do seu orgulho e do seu egoísmo. Fizeram de Deus, no Seu todo, Alguém igual a eles. A sua mente estava obscurecida e poluída pelas suas obras ímpias. Devido à sua decadência religiosa, não conseguiam discernir nada que tivesse a ver com o reino espiritual de Cristo. Ao rejeitarem as mensagens de misericórdia que o Senhor da luz e da glória lhes trouxera, tomaram-se, na sua resistência obstinada, insensíveis. Tinham abundantes evidências do caráter divino e da missão de Cristo, e as crescentes evidências só lhes teria aumentado a culpa. Achando-se sábios, tomaram-se loucos. Tal como os homens fazem hoje em dia, também eles o fizeram naquela altura, e usaram a inteligência que Deus lhes tinha concedido para estigmatizar com falsidade a Sua verdade eterna. – Sabbath-School Worker, 1 de Dezembro de 1894.


Quinta-Feira
Adorar a Seus Pés

Só Cristo era capaz de representar a Divindade. Aquele que tinha estado na presencia do Pai desde o inicio, Aquele que era a imagem expressa do Deus invisível, era o único que podia realizar esta obra. Nenhuma descrição verbal poderia revelar Deus ao mundo. Através de uma vida de pureza, uma vida de confiança e submissão perfeitas à vontade de Deus, uma vida de humilhação a qual até mesmo o mais elevado serafim celestial teria tentado evitar, o próprio Deus tinha de ser revelado à humanidade. Para o fazer, o nosso Salvador revestiu de humanidade a Sua divindade. Usou as faculdades humanas, pois só pela sua adoção poderia ser compreendido pela humanidade. Apenas a humanidade poderia alcançar a humanidade. Ele viveu o caráter de Deus através do corpo humano que Deus Lhe preparara. Abençoou o mundo, vivendo na carne humana a vida de Deus, mostrando assim ter o poder para unir a humanidade à divindade. – Review and Herald, 25 de Junho de 1895.

Em Cristo está reunida toda a glória do Pai. N’Ele está toda a plenitude corporal da Divindade. Ele é o resplandecer da glória do Pai, e a imagem expressa da Sua pessoa. A glória dos atributos de Deus está expressa no Seu caráter. O Evangelho é glorioso porque é composto pela Sua justiça. E Cristo revelado, e Cristo é o Evangelho personificado. Cada página das Escrituras do Novo Testamento brilha com a Sua luz. Cada texto é um diamante, tocado e iluminado pelos raios divinos.

Não devemos louvar o Evangelho, mas louvar Cristo. Não devemos adorar o Evangelho, mas o Senhor do Evangelho. Cristo é, por um lado, uma representação perfeita de Deus, e, por outro, um exemplo perfeito da humanidade sem pecado. Assim, Ele combinou a divindade e a humanidade. – Comentários de Ellen G. White, SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 907.

Os Fariseus foram obrigados a desistir dos seus esforços para acalmar o entusiasmo do povo. Todas as suas discussões serviam apenas para aumentar o seu fervor. O mundo nunca antes tinha visto um cortejo triunfal como este. Não se assemelhava ao dos famosos conquistadores da Terra. Não fazia parte daquela cena nenhuma comitiva de miseráveis cativos, como troféus de glória real. Mas, à volta do Salvador encontravam-se os gloriosos troféus das glória real. Mas, à volta do Salvador encontravam-se os gloriosos troféus das Suas obras de amor pelo homem pecador. Estavam ali os cativos, a quem resgatara do poder cruel de Satanás, louvando a Deus pela sua libertação. Os cegos a quem restituíra a vista iam à frente, conduzindo o cortejo. Os mudos, cuja lingual soltara, entoavam os mais altos hosanas. Saltavam de alegria os coxos curados por Ele, sendo os mais ativos a quebrar os ramos de palmeira e a agitá-los diante do Salvador. As viúvas e os órfãos exaltavam o nome de Jesus pelos atos de misericórdia que lhes dispensara. Os leprosos que tinham sido limpos por uma palavra Sua, e salvos de uma morte viva, estendiam as suas vestes incontaminadas no Seu caminho, e saudavam-n’O como Rei da Glória. Aqueles que, pela Sua voz mágica, tinham sido despertados do sono da morte estavam entre a multidão. Lázaro, cujo corpo provara a corrupção no sepulcro, agora restaurado à plenitude da forca da varonilidade gloriosa, conduzia o humilde animal que o seu Salvador montava. – Panfleto: Redemption: or the Teachings of Christ, the Anointed One, pp. 120, 121.


Sexta-Feira
Leitura Adicional

O Desejado de Todas as Nações, “Deus Connosco”, pp. 11-17.


Fonte: Publicado originalmente em http://www.adventistas.org.pt/Evangelismo/Artigos.asp?ID=645


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