Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 11 – Em Espírito e em Verdade


“No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade” (João 4:23).

Prévia da semana: Pelo seu exemplo, Cristo reforçou a necessidade da supremacia de Deus em nossa afeição e serviço, bem como a importância de adorar em espírito e em verdade.

Leitura adicional:Deuteronômio 11:1-16; Lucas 1:46-55; João 4:1-24; Patriarcas e Profetas, p. 528, 3º parágrafo.


Domingo
Casa Publicadora Brasileira - Introdução

Em direção a Deus

O islamismo é uma das religiões mais crescentes no mundo. Os muçulmanos adoram Alá cinco vezes por dia: pouco antes do amanhecer, ao meio-dia, no meio da tarde, ao pôr do sol e ao anoitecer. Eles começam seu ritual de adoração lavando o rosto, as mãos (em direção aos cotovelos) e os pés. Vestem roupas específicas, recitam alguns versos do Alcorão e se unem em um conjunto de movimentos: levantam os braços acima da cabeça, dizendo “Deus é grande”, fecham as mãos e se prostram numa esteira até que suas faces a toquem. Após repetir esse ritual, terminam sentados com os pés dobrados para trás, enquanto recitam orações pessoais. Fazem tudo isso voltados para a direção da Caaba, o templo sagrado para os muçulmanos em Meca, na Arábia Saudita. Orar em direção a Meca é um ato tão importante do ritual que, se alguém não o faz, sua adoração não é considerada válida e a pessoa precisa reiniciá-la.

Recentemente, houve uma discussão entre os muçulmanos na Indonésia quanto à validade de sua adoração,uma vez que a direção para a Caaba havia sido alterada devido a um terremoto. Na época em que esse texto foi escrito (março de 2010), uma equipe de especialistas estava analisando o caso em busca de possíveis soluções a ser sugeridas ao Departamento de Religião.

O islamismo não é a única religião que exige que os seguidores orem voltados para uma determinada direção. Em Daniel 6:10, vemos que Daniel orava três vezes por dia voltado para Jerusalém, mesmo quando foi ameaçado pela pena de morte. Os judeus e os samaritanos tinham lugares diferentes de adoração – os judeus em Jerusalém, e os samaritanos em um monte perto de Sicar (João 4:5, 20).

Como adoramos ao nosso Senhor? Jesus disse que devemos adorar nosso Pai em espírito e em verdade (João 4:23, 24). Adoramos o Senhor não voltados a uma determinada direção, não em uma montanha santa ou em um templo sagrado. Nossa adoração não pode ser restringida a uma direção, a comportamentos exteriores ou cerimônias. A fim de adorarmos a Deus corretamente, precisamos nascer do Espírito divino, que purificará e renovará nosso coração e mente. Podemos nos achegar a Deus, conversar com Ele a qualquer hora, em qualquer lugar, não importando qual seja nossa condição. Nosso Pai nos receberá como estamos. Nesta semana aprenderemos como adorar a Deus em espírito e em verdade.

Mãos à Bíblia

1. Leia Lucas 1:46-55, conhecido como o cântico de Maria. Que elementos de louvor e adoração são revelados nessas palavras? Que assunto abordado ao longo do trimestre aparece nessa canção?

Esse cântico de louvor e adoração está repleto de alusões e imagens tiradas do Antigo Testamento. Podemos ver Maria dando glórias ao Senhor e reconhecendo Sua liderança, não apenas em sua vida, mas também entre seu povo. Sua alusão a Abraão é claramente uma referência à aliança que o Senhor fez com Seus filhos. Ela louvou a Deus por Suas promessas. Vendo esperança para si e para seu povo no futuro, demonstrou gratidão e adoração.

Daniel SaputraPalembang, Indonésia


Segunda
Casa Publicadora Brasileira - Exposição

Adoradores “em espírito e em verdade”

Princípios da adoração (Êxodo 7:16; Deuteronômio 11:1-16).A adoração que exalta a santidade de Deus é um traço distintivo entre Seu povo e o resto do mundo. Após os israelitas terem sido escravos no Egito por 400 anos, o Senhor os chamou, em meio a hábitos idólatras, para adorá-Lo e voltar a ser Seu povo (Êxodo 7:16). Moisés trabalhou diligentemente para reintroduzi-los na presença do verdadeiro Deus, o único digno de ser adorado. Por meio desse líder, novamente Deus ensinou Seu povo a adorá-Lo.

Leia Deuteronômio 11:1-16. Esses versos nos ensinam dois importantes princípios sobre adoração. (1) “O amor é o princípio no qual toda adoração e serviço a Deus devem estar baseados. O amor a Deus torna os deveres uma alegria.”1 (2) “A abundância das coisas desta vida […] pode levar a pessoa superconfiante a se tornar sem fé para com o grande Doador desses dons.”2

Integridade e fé (Daniel 3). Vários séculos depois,igualmente encontramos Deus buscando pessoas que O adorassem fielmente. A integridade e a fé demonstradas por Sadraque, Mesaque e Abede-Nego,ao se recusarem a adorar o ídolo glorioso construído pelo rei Nabucodonosor,é um exemplo para todos nós. “Por que apenas esses três homens não se inclinaram diante da imagem e disseram a Deus que não era isso o que pretendiam? Eles estavam determinados a nunca adorar outro deus, e corajosamente tomaram seu partido. Como resultado, foram condenados e levados à execução. Não sabiam se seriam libertados do fogo; tudo o que sabiam é que não se prostrariam nem adorariam ao ídolo” (The Life Application Study Bible, NVI, p. 1481).

Em espírito e em verdade – Parte 1 (João 4:1-24). A conversa de Jesus com a mulher samaritana nos ensina que “não é onde, mas como alguém adora que conta”3, que os verdadeiros adoradores são “aqueles cuja adoração provém do coração, em lugar do culto que consiste essencialmente de rituais formais conduzidos em algum lugar particular.”4 Adorar a Deus “em espírito e em verdade” (João 4:23) é adorá-Lo de maneira sincera, “com as mais elevadas faculdades da mente e emoções, aplicando os princípios da verdade ao coração.”5O profeta Miqueias também nos ensina uma grande lição sobre a adoração em espírito e em verdade. No capítulo 6, verso 8, ele esclarece: o que Deus realmente requer do homem é que “pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus”. Assim, aprendemos que nem o tamanho, nem a suntuosidade de uma igreja são suficientes para produzir uma congregação que adore de forma espiritual e verdadeira. Na verdade, mediante a transformação de nossos corpos em templos habitados pelo Espírito Santo (Romanos 12:1; I Coríntios 3:16), seremos capacitados para adorar a Deus como Ele deseja que façamos.

Em espírito e em verdade – Parte 2 (Lucas 1:39-55). Maria, mãe de Jesus, nos dá um excelente exemplo do que significa adorar a Deus em espírito e em verdade. Nos versos 46-48, testemunhamos sua alegria por ter sido escolhida por Ele. Note igualmente sua humildade quando ela se referiu à sua condição, no verso 48. Aqui, ela também se autodenominou uma serva de Deus. Nos versos 49 e 50, reconheceu o poder, santidade e misericórdia do Senhor. Nos três versos subsequentes, continuou esboçando contrastes entre o que o ser humano valoriza e o que Deus valoriza. Os versos 54 e 55 encerram a “canção” de Maria “numa nota de gratidão pela fidelidade eterna de Deus para com o Seu povo escolhido.”6 Alegria. Humildade. Reconhecimento do caráter e dos valores de Deus. Gratidão. Tudo isso nos ajuda a adorar verdadeiramente ao Senhor, de coração – em espírito e em verdade.

1. The SDA Bible Commentary, v. 1, 2. ed., p. 989.2. Ibid, p. 991.3. The SDA Bible Commentary, v. 5, 2. ed., p. 940.4. Ibid.5. Ibid.6. Ibid., p. 686.

Pense nisto

1. O que Lucas 19:37-40 nos ensina sobre a adoração “em espírito e em verdade”? 2. Assim como Maria, considere sua própria vida e o que Deus tem feito por você. Como o reconhecimento do papel de Deus em sua vida o ajuda a adorar “em espírito e em verdade”? 3. Considerando o texto de hoje, que tipos de igrejas deveríamos construir, e como deveríamos mantê-las?

Mãos à Bíblia

2. Leia atentamente Lucas 4:5-8, especialmente a resposta de Jesus. O que Ele quis dizer ao ligar os verbos “adorar” e “servir?” Como eles estão relacionados?

Basicamente, servimos àquilo que adoramos. Por isso, é importante que adoremos somente o Senhor. É difícil imaginar alguém que adora o Senhor com fé, submissão, humildade, amor e respeito, ao mesmo tempo em que serve a outros “deuses”, sejam quais forem suas formas. Adoração é uma proteção contra a idolatria. Quanto mais adoramos a Deus, mesmo em nossa devoção particular, mais protegidos somos contra a atitude de servir ao eu, ao pecado e a todas as outras forças que disputam nossa adoração.

Victor Joe SinagaPalembang, Indonésia 


Terça
Casa Publicadora Brasileira - Testemunho

A atmosfera do Céu

“Deus nos convida para uma adoração com coração sincero. A porta para a luz e um conhecimento inteligente da verdade está disponível a todo sincero trabalhador para Deus. Para que a adoração seja aceitável, precisa ser oferecida em fé e esperança, e a vida precisa estar em harmonia com isso. Deus requer a devoção do coração, mente, alma e força. Nossos mais nobres poderes devem ser usados para Sua honra. Nossos pensamentos devem estar de acordo com Sua vontade; nossas afeições, santificadas para Seu serviço.”*

“Muitos que escutam os ensinos de Cristo dizem: ‘Homem algum jamais falou como esse Homem.’ Suas palavras, que confortavam, fortaleciam e abençoavam o necessitado, eram como pão para a alma faminta, mas amargas aos escribas e fariseus. Em resposta à afirmação da mulher samaritana de que seu pai havia adorado naquela montanha, mas que os judeus diziam que Jerusalém era o lugar em que os homens deveriam adorar, Cristo disse: ‘Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São esses os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade'”(Sabbath School Worker, 1º de dezembro de 1894).

“[Em] nossas reuniões deve […] imperar a própria atmosfera do Céu. Orações e discursos não devem ser longos e enfadonhos, apenas para encher o tempo. Todos devem espontaneamente e com pontualidade contribuir com sua parte e, esgotada a hora, a reunião deve ser pontualmente encerrada. Desse modo será conservado vivo o interesse. Nisso está o culto agradável a Deus. Seu culto deve ser interessante e atraente, não se permitindo que degenere em formalidade insípida. Devemos dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, viver para Cristo; então Ele habitará em nosso coração e, ao nos reunirmos, Seu amor em nós será como uma fonte no deserto, que a todos refrigera, incutindo nos que estão prestes a perecer um desejo ardente de sorver da água da vida” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 609).

* Carta143, 1904, p. 3, 4 (enviada a Marian Davis, em 28 de abril de 1904).

Mãos à Bíblia

3. Leia João 4:1-24. Que importante questão sobre adoração Jesus apresentou para a mulher samaritana no verso 21? Por que Ele estava desviando a mente dela dos locais específicos de adoração?

Jesus desejava mostrar à mulher que a verdadeira adoração vai muito além das formas exteriores e locais de culto. Queria que ela entendesse que um relacionamento pessoal com seu Criador e Redentor certamente era o fundamento da adoração, e não as formas e tradições de sua fé, as quais se haviam desviado da verdadeira religião dos judeus.

Maria Soeharto ManaluJacarta, Indonésia


Quarta
Casa Publicadora Brasileira - Evidência

Frustrando os planos de Deus

Ao longo desta semana, temos estudado vários princípios que ajudam o povo de Deus a adorá-Lo em espírito e em verdade. Como esses princípios se apresentaram na vida de Sansão? Primeiramente, lemos que “ele cresceu, e o Senhor o abençoou” (Juízes 13:24). Isso nos lembra do verso sobre Jesus em Lucas 2:52: “Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça […]”.

Na história de Sansão, percebemos que, em pelo menos três oportunidades, o Espírito do Senhor o ajudou a fazer grandes coisas –Juízes 14:6, 19; 15:14, 15; 16:28-30. No entanto, não demorou muito para que ele se enchesse de orgulho por causa de suas habilidades e força, e deixando de depender de Deus e dos princípios para estabelecer um relacionamento efetivo com o Senhor. Também se esqueceu de que sua força e sucesso eram dádivas dadas por Deus, e não méritos próprios.

O texto a seguir relaciona a situação de Sansão com a que vivemos hoje: “O cuidado providencial de Deus estivera com Sansão, a fim de que ele pudesse estar preparado para realizar a obra que fora chamado a fazer. Mesmo no princípio da vida esteve cercado de condições favoráveis para a força física, vigor intelectual e pureza moral. Mas, sob a influência de companheiros ímpios, deixou o apego a Deus, que é a única salvaguarda do homem, e foi arrastado pela onda do mal. Aqueles que no caminho do dever são levados à prova podem estar certos de que Deus os guardará; mas, se os homens voluntariamente se colocam sob o poder da tentação, cairão mais cedo ou mais tarde” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 568).

A vida de Sansão é a evidência de que o orgulho em nossas conquistas faz-nos cair como presa da tentação e impossibilita a adoração a Deus “em espírito e em verdade”. “Deus tem um plano para cada vida. No entanto, tal plano não impede a livre escolha. Os homens devem ainda escolher se seguirão o plano original de Deus ou não. A experiência de Sansão é uma ilustração de como um homem pode frustrar completamente o elevado destino planejado para ele”(The SDA Bible Commentary, v. 2, 1a ed., p. 383, 384).

Mãos à Bíblia

Depois de afastar a mente da mulher samaritana dos locais específicos de adoração, Jesus falou-lhe sobre “os verdadeiros adoradores”.

4. Jesus disse que todos os verdadeiros adoradores “adorarão o Pai em espírito e em verdade”. O que esses dois elementos representam, e como devemos aplicar isso à nossa experiência de adoração?Marcos 7:6-9

Jesus estava chamando a samaritana para uma forma equilibrada de adoração, que procede do coração, que é sincera e profundamente sentida, que nasce do amor e temor para com Deus. Não há nada de errado com as emoções na adoração; afinal, nossa religião nos convida a amar a Deus (I João 5:2; Marcos 12:30),e o amor não pode ser separado das emoções. Ao mesmo tempo, Deus pede que Seus adoradores O adorem “em verdade”. Ele revelou Sua vontade, Sua lei e Sua verdade; espera que acreditemos nessa verdade e a ela obedeçamos.

Osvald TarorehJacarta, Indonésia


Quinta
Casa Publicadora Brasileira - Aplicação

Adorando de coração

Nesta semana, estamos estudando sobre a maneira de adorar a Deus com um coração cheio de amor. O lugar para adoração foi, por muito tempo, um assunto de rivalidade entre os judeus e os samaritanos. Em resposta à mulher samaritana, Jesus disse: “Creia em Mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém” (João 4:21). Ele queria ensinar a ela que não são necessariamente o lugar e as cerimônias exteriores que conduzirão as pessoas à comunhão com Deus, mas sim o culto prestado por amor a Cristo (verso 24). Para aprendermos a adorar dessa maneira, vamos considerar a vida de Cristo.

Prepare seu coração. Jesus nos deixou um excelente exemplo, levantando cedo e orando sozinho num lugar tranquilo (Marcos 1:35). O culto verdadeiro acontece quando, por meio da oração, preparamos nosso coração para adorar. Peçamos ao Espírito Santo que purifique nosso coração, renove nossa mente e nos dê capacidade de conhecer e amar a Deus.

Mantenha uma atmosfera de adoração. Quando Jesus viu o pátio do templo transformado em um lugar de comércio, ordenou: “Tirem estas coisas daqui! Parem de fazer da casa de Meu Pai um mercado!” (João 2:16).

Faça de Deus o motivo exclusivo de sua adoração. Em resposta à tentação de Satanás, Jesus disse: “Retire-se, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a Ele preste culto'” (Mateus 4:10). Nada nem ninguém, além de Deus, deve ser o objeto de nossa adoração.

Respire profundamente do amor de Deus. Para vivermos, precisamos respirar profunda e continuamente. De idêntica maneira, se queremos adorar a Deus com coração cheio de amor por Ele, precisamos continuamente viver na atmosfera de Seu amor e graça, em constante comunhão com Ele.

Pense nisto

Em qual desses quatro pontos você precisa se concentrar mais? Prometa fazê-lo agora e peça a Deus que o ajude em seu empenho.

Mãos à Bíblia

5. O que os seguintes textos nos dizem sobre a divindade de Cristo?Mateus 2:11; 4:10; 9:18; 20:20; Marcos 7:7; Lucas 24:52; João 9:38

6. Leia Lucas 19:37-40. O que a resposta de Jesus aos fariseus diz sobre Sua atitude para com aqueles que O adoravam?

Precisamos reafirmar um tema abordado neste trimestre: é muito importante que Jesus seja o centro e o foco de nossa adoração. Cada música, cada oração, cada sermão, tudo o que fazemos deve dirigir nossa mente para Cristo. A adoração que nos deixa com um sentimento de admiração, amor e reverência para com nosso Senhor é a única, sem dúvida, agradável aos Seus olhos.

Yonata BastianSeul, Coreia do Sul


Sexta
Opinião

A arte de adorar

Em um sábado pela manhã, a adoração foi o tema de nossa devoção matinal em família. Discutimos como o culto verdadeiro é uma arte aprendida, como é uma atitude do coração que continuamente reconhece Deus e valoriza Seu caráter.

A verdadeira adoração nos dá nova perspectiva pois nos tira do domínio da opressão do pecado e nos coloca sob o domínio do poder, sabedoria e amor de Deus – o domínio da verdade eterna.1

O culto é um momento especial para nos concentrarmos completamente em nosso Criador, celebrando o que Ele fez por nós. Quando adoramos, lembramo-nos de que Ele nos criou e nos redimiu do pecado. A adoração também nos ajuda a lembrar que Ele continuamente nos guia ao longo de nossa jornada para o Céu. Ajuda-nos a ser gratos por Sua obra extraordinária em nossa vida. A adoração não se refere a nós. Trata-se de Deus e somente dEle. A verdade revelada na Bíblia nos leva a adorar a Deus de acordo com Sua vontade, não conforme a nossa.

A bondade e a graça de Deus devem nos motivar a expressar livremente nosso amor e lealdade a Ele. Isso pode significar que os mais reservados precisam se expor mais em suas práticas de culto, enquanto que os demasiadamente expressivos precisam ser um pouco mais reservados, de maneira que escutem o que Deus tem a lhes dizer. Os que são excessivamente expressivos, a ponto de correr o risco de perder a beleza do silêncio, devem aprender com os que possuem um estilo mais reflexivo.2

Nossa adoração nos traz à luz da presença de Deus e nos lembra quem Ele realmente é. O culto verdadeiro altera radicalmente nossa visão do mundo. Se pensávamos que nossas lutas eram reais e nosso Deus poderia ser ilusório, descobrimos, por meio da adoração, que nosso Deus é real e nossas lutas é que são ilusórias.3

1 Chris Tiegreen;The One Year Walk With God Devotional; “The Art of Worship” (devocional para o dia 23 de janeiro).2 Marvin Williams; Our Daily Bread; “Make a Joyful Shout” (20 de dezembro de 2009).3 Ibid.

Mãos à obra

1. Coreografe movimentos de adoração ou use a linguagem de sinais (libras) para acompanhar o hino “Quão Grande És Tu”(HASD, nº 34). 2. Colecione pensamentos e versos bíblicos sobre adoração. Escolha uma forma adequada de compartilhá-los com seus amigos (colagem, marcador de página, criação de um blog sobre adoração, etc.). 3. Compare os cultos realizados em três épocas diferentes e note, em cada situação, os elementos da adoração mais significativos pra você. 4. Pinte um quadro que represente o modo pelo qual você irá adorar a Deus no Céu. 5. Converse com seus amigos sobre maneiras de criar experiências significativas de culto. 6. Ore cinco vezes ao dia e observe o impacto dessa atitude em sua vida.

Fritz e Joice ManurungJacarta, Indonésia