Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 11 – Em Espírito e em Verdade

Auxiliar do Professor

Texto-chave: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” João 4:23

O aluno deverá…

Saber: Como o ministério de Cristo e Seu exemplo destacam os temas da verdadeira adoração, em contraste com as práticas da falsa adoração.

Sentir: A essência da adoração a Deus em espírito e em verdade.

Fazer: Ir além do ritual e da forma exterior, e beber profundamente da água viva que Jesus promete dar, enquanto adoramos e crescemos em nosso relacionamento com Deus.

Esboço:

I. Saber: Cristo e a adoração

A. Como a oração de Maria reconheceu a ocasião significativa do cumprimento das promessas de Deus ao Seu povo?

B. Como Cristo tornou claros os limites da adoração durante Suas tentações no deserto?

II. Sentir: Em espírito e em verdade

A. Como a mulher samaritana, junto ao poço, tentou usar as diferenças na adoração para colocar de lado a revelação de Cristo a ela? Como fazemos o mesmo hoje?

B. O que Cristo identificou como fórmula inadequada para a verdadeira adoração?

C. O que é necessário para adorar de uma forma que agrade a Deus?

D. Como podemos manter o equilíbrio entre espírito e verdade em nossa adoração?

III. Fazer: Água viva

A. O que precisamos fazer para beber profundamente da água viva que Jesus oferece?

B. Qual é a função da água viva na adoração verdadeira?

Resumo: Pelo seu exemplo, Cristo reforçou a necessidade da supremacia de Deus em nossa afeição e serviço, bem como a importância de adorar em espírito e em verdade.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Conceito-chave para o crescimento espiritual: Quando gastamos tempo com as histórias de Jesus, descobrimos o verdadeiro assunto da nossa adoração, e encontramos o que Ele ensinou sobre adoração.

Só para o professor: Recolha exemplos de como Jesus tem sido banalizado de diferentes maneiras. Se possível, traga alguns deles para comentar com a classe, ou imprima cópias desses tipos de coisas em sites da Internet. Exemplos poderiam incluir miniaturas de Jesus no papel de personagens seculares, esculturas, camisetas, músicas, ou exemplos de pessoas usando Jesus para justificar algum tipo de ação ou escolha que, obviamente, parece contradizer o que Jesus ensinou. Tente dissuadir os membros da classe de criticar coisas em que outros cristãos encontram significado. Em vez disso, concentre-se em exemplos que parecem evidentemente comerciais ou triviais. Dirija a discussão conforme a sugestão abaixo, procurando levar os alunos a ter mais discernimento, ao reconhecer os aspectos positivos e negativos na forma pela qual Jesus é retratado em várias culturas.

Atividade de abertura: Peça que os alunos sugiram exemplos de como Jesus é banalizado em diferentes culturas do mundo, até mesmo na cultura da Igreja. Compartilhe os exemplos coletados e comente com a classe sobre as possíveis motivações dos vários itens analisados. Parece que Jesus é muito comum em diversas culturas do mundo, mesmo em algumas que não são claramente “cristãs”. Para muitos, Jesus Se tornou um personagem ridículo, e para outros, uma oportunidade de marketing. Mas esse tipo de interesse em Jesus é diferente da verdadeira adoração. Por exemplo, quais são os aspectos positivos que pode haver em alguém vestindo uma camiseta que fale de Jesus? Por que adoração é algo diferente e maior do que isso? Conclua essa discussão, introduzindo as histórias de como pessoas que realmente se encontraram com Jesus responderam a Ele.

Compreensão

Só para o professor: Esta seção traz a oportunidade de considerar aspectos da adoração por meio de histórias da vida e de ensinos de Jesus.

Comentário Bíblico

I. Um cântico sobre Jesus (Lucas 1:46-55.)

Mesmo antes de Jesus nascer, a boa notícia de Sua vinda impeliu Maria a louvar a Deus por Sua bondade, Seus atos na história, Sua intervenção na vida dela, e esperança de salvação em Jesus. Maria foi visitada por um anjo com uma mensagem pessoal e uma tarefa para ela (Lucas 1:26-38), mas ela reconheceu rapidamente que essa notícia era parte do plano maior e das ações de Deus ao longo da história. Sua expressão de adoração demonstrou a profundidade de sua compreensão de que algo grande estava acontecendo, e de que ela teve o privilégio de desempenhar um papel nesse evento.

Pense nisto: O que chama sua atenção no cântico de Maria? Você acha que esse cântico foi espontâneo, inspirado, ou talvez cuidadosamente composto? Por quê? E que diferença isso pode fazer no nosso modo de lê-lo?

II. Tentado a “Adorar” (Lucas 4:5-8.)

A segunda tentação de Jesus, registrada em Lucas 4 (Apocalipse 11:15).

Pense nisto: Jesus poderia ter achado essa tentação atraente? Por quê? Quando nos lembramos das promessas que temos para o futuro, como a de Apocalipse 11:15 (não importando nossa situação atual), o que muda em nossa perspectiva sobre a adoração?

III. Jesus fala sobre adoração (João 4:1-24.)

Quando Jesus respondia questões que eram de tema de discussões teológicas de Seus dias, Ele muitas vezes evitava as perguntas, preferindo, em vez disso, reformular a conversa e dar a Seus ouvintes uma nova maneira de encarar o tema. Um desses exemplos é encontrado em João 4:19-24, em que a mulher samaritana levantou a discussão sobre o lugar em que Deus poderia ser verdadeiramente adorado. Jesus explicou que nossa forma de adorar, a atitude com a qual adoramos, são muito mais importantes do que o lugar. Ele lembrou à mulher que Deus é acessível a todos os que verdadeiramente O buscam. Mas Jesus também demonstrou que fazer as perguntas certas é mais importante do que responder às questões menores, que podem facilmente nos distrair.

Pense nisto: O que você acha que Jesus quis dizer quando falou sobre adorar “em espírito e em verdade”?Quais são algumas das perguntas pelas quais poderíamos ser distraídos?

IV. Adorando a Jesus como Deus (Mateus 2:11; 4:10; 9:18; 20:20; Lucas 5:8; 19:37-40; 24:52; e João 9:38.)

Durante todo o ministério de Jesus, várias pessoas experimentaram momentos em que perceberam que Jesus era realmente Deus, e sua resposta natural foi adorá-Lo. Embora Jesus geralmente não incentivasse isso publicamente, Ele também não desencorajou os que foram impelidos a Lhe responder dessa forma. Imagine como deve ter sido irresistível perceber que essa pessoa que eles haviam conhecido significava muito mais. Uma compreensão similar, de que estamos na presença de Deus, deve também nos levar a adorar esse mesmo Jesus.

Pense nisto: Como você explicaria as ocasiões em que Jesus pediu às pessoas que mantivessem silêncio sobre Ele, em contraste com as vezes em que Ele aceitou adoração e louvor?

Como podemos ter uma experiência com Jesus de forma semelhante à que aconteceu com os que tiveram o privilégio de andar e falar com Ele, direta e fisicamente?

Aplicação

Só para o professor: Visto que Jesus é o centro de nossa adoração, compreender o que Ele disse sobre esse assunto e como Ele o praticou, é vital para desenvolver uma vida de adoração saudável, individualmente e como Igreja. É interessante que Jesus aparentemente não tenha dito muita coisa sobre a adoração diretamente, e tenhamos apenas relatos ocasionais de Seu envolvimento com o que poderíamos reconhecer como adoração. Mesmo assim, Ele levou uma vida de adoração e serviço a Deus, Seu Pai, e constantemente conduzia outros ao Senhor, o que é a essência da adoração.

Perguntas de aplicação

1. Considerando outros aspectos da Bíblia e a importância da adoração na vida da nossa igreja, podemos pensar que a adoração teve um papel relativamente pequeno na vida de Jesus? Explique sua resposta.

2. Como podemos comparar a adoração na vida e nos ensinos de Jesus com a adoração na vida da Igreja hoje?

3. Você acha que a adoração é mais eficaz ou atrativa quando é espontânea, ou quando é cuidadosamente planejada? Por quê? Quais são as vantagens da adoração espontânea? Quais são as vantagens da maneira mais planejada de adoração?

4. Como somos tentados a praticar formas de adoração que nos afastam de Deus? Como evitar isso?

5. Você acha que Jesus estava dizendo para a mulher junto ao poço que os lugares de culto não são importantes? De que maneira os lugares dedicados à adoração podem ser úteis ou inúteis?

6. Como podemos fazer com que os cultos e outras atividades da igreja sejam realizados “em espírito e em verdade”?

7. Partilhe sua lembrança de um momento em que você reconheceu Jesus como Deus, Salvador, alguém que o ama e cuida de você. Como você reagiu na ocasião? Como você responde a essa percepção hoje?

8. O que significa ter Jesus como o centro de nossa adoração? Como podemos ter certeza de que essa é uma realidade?

Criatividade

Só para o professor: Estas atividades são destinadas a motivar os alunos a adorar a Deus de forma diferente, como exaltá-Lo de forma escrita e buscar na sua região lembranças de Jesus e razões para louvá-Lo.

Sugestões de atividades individuais

Distribua papel e caneta e peça que os alunos componham canções de louvor a Deus, por Suas ações na vida deles e do mundo, no estilo do cântico de Maria, em Lucas 1. Isso pode ser escrito em poesia, prosa, ou música, usando as palavras introdutórias do cântico de Maria como ponto de partida e sugestão: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois Ele…”

Se os alunos estiverem dispostos a partilhar suas “canções”, separe um tempo para ler algumas delas, como oração final pela classe.

Sugestões para atividades em grupo ou equipe

Planeje com a classe uma caminhada em uma área natural do bairro ou da região. Isso poderia ser feito durante o sábado à tarde ou em outro momento. Durante a atividade, mantenha uma atitude de oração e caminhe tranquilamente, tendo a consciência da presença de Deus e atenção aos ecos de Deus no mundo que nos rodeia. Procure sugestões à oração ou louvor, enquanto o grupo caminha, parando para indicá-las ou reconhecê-las. Lembre-se: muitas vezes Jesus usou imagens e histórias do mundo natural para ilustrar como é o reino de Deus. Depois de um tempo específico, termine os momentos de adoração com orações em grupo e, talvez, partilhem uma refeição juntos, ou converse com os colegas, no lugar em que caminharam.