Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 11 – Em Espírito e em Verdade

Comentários do Prof. Gilberto Brasiliano


Texto Central: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores.” (João 4:23)

Meditação central: A adoração é o reconhecimento da criatura acerca da grandeza do seu criador.


Sábado
Introdução: O mistério do amor

No estudo desta semana veremos que Jesus será o personagem principal do nosso estudo, porque temos muitas coisas a aprender a respeito do nosso salvador. Seu nascimento foi um mistério e continuará sendo até chegarmos à eternidade para sabermos do próprio Deus como foi que um Deus Se tornou um ser humano. Para nós é incompreensível, mas para Deus, tudo foi e é possível.

No passado alguns estudiosos tentaram explorar esse ponto de estudo: Como Jesus se tornou um ser humano? Eles estudaram tudo que podiam pela ótica científica da física, da biologia e da sociologia e afinal, depois de anos de estudo, chegaram à seguinte conclusão: Só pode ter sido um milagre que nem a teologia consegue explicar, mas nos dá uma direção: A única razão para Cristo ter nascido homem, foi o amor de Deus pela humanidade. E, que amor!

Ilustração: O pintor Ambrósio já tinha pintado todos os quadros que imaginava. Apenas um ele não conseguia pintar: um quadro que representasse o que é o verdadeiro amor. Acreditava ter encontrado esse verdadeiro amor em sua noiva, e deu ao quadro os traços da noiva. E esse quadro mereceu o primeiro prêmio. Logo, porém, sofreu grande desilusão em seu amor. Apressou-se, então, para o recinto da exposição onde se encontrava seu quadro, e rasgou-o com as próprias mãos. Como doido andava pelas ruas, dizendo sempre: “Procuro o verdadeiro amor!” Passou-se muito tempo sem que ninguém tivesse notícia do pintor. Tornou-se velho e alvo de zombaria. Um dia o encontraram morto em seu estúdio, diante de um grande quadro, que representava a crucificação de Cristo. O mais comovedor eram os olhos de Jesus, já tomados da sombra da morte próxima, mostrando bondade infinita, e dirigindo para o Céu o olhar súplice. Com o último alento, o pintor escreveu ao pé do formoso quadro: “O Verdadeiro Amor!” Ele morreu com esta verdade no coração, pois só Jesus mostrou esse sentimento por nós.

Como resposta ao amor divino, devemos adorar a Deus de maneira pura, sincera, verdadeira. O estudo desta semana nos conduzirá por alguns momentos vividos por Jesus que nos darão a certeza absoluta de que devemos adorá-Lo.


Domingo
O Cântico de Louvor e Adoração de Maria
(Lucas 1:46-55)

Quando recebemos uma notícia maravilhosa, o que fazemos? Geralmente mostramos nossa alegria contando aos nossos familiares e amigos o que está acontecendo de bom. Agora imagine como Maria recebeu a notícia de que estaria gerando a criatura mais importante do Universo ali no seu ventre! Dentre todas as mulheres que pensavam sobre este assunto e desejavam acolher o bendito fruto do ventre, Maria foi a escolhida sem, contudo, imaginar a abrangência histórica do que lhe ocorreria. Como ela vivia em uma sociedade machista, conservadora e atrasada, a boa notícia foi motivo de alegria e preocupação. Inclusive, quando Jesus nasceu houve muita alegria e todo o Céu se regozijou com o sucesso do nascimento de Jesus.

1. Leia Lucas 1:46-55, conhecido como o cântico de Maria. Qual é o contexto desse cântico? Por que ela estava cantando? Que elementos de louvor e adoração são revelados nessas palavras? Que assunto abordado ao longo do trimestre aparece nessa canção?

Resposta: Com alegria Maria agradeceu a Deus por ter sido escolhida como mãe do salvador. O cântico foi feito durante sua visita à Isabel, mãe de João Batista, confirmando a promessa feita a Abraão e a aliança com Israel.

O louvor sempre tem o objetivo de prestar adoração ao Senhor Deus do céu por bênçãos ou graças alcançadas. Foi por isso que Maria exultou de alegria e adorou a Deus quando o bebê gerado no ventre de Isabel se moveu assim que ela chegou e saudou sua prima como diz o texto de Lucas 1:41,42= “41 Ouvindo Isabel a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre; então, Isabel ficou possuída do Espírito Santo. 42 E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre!” A partir de então Maria acreditou de verdade na realidade de ter sido abençoada e escolhida pelos céus para mudar a história do mundo ao gerar, cuidar, educar e preparar Jesus, o salvador do mundo.

O que Maria não conseguia enxergar era como seria o ministério de Jesus. O profeta Simeão dera-lhe um alerta a respeito do futuro ao dizer-lhe: “Também uma espada transpassará & tua alma”. Quando Jesus com 12 anos sumiu na visita a Jerusalém ficando a conversar com os rabinos, por 3 dias, Maria ficou em extrema agonia imaginando ter perdido Jesus para sempre. Já ali ela começou a perceber o que significaria ter uma espada atravessando sua alma.

“Desde o dia em que ouvira o anúncio do anjo, no lar de Nazaré, entesourara Maria todo sinal de que Jesus era o Messias. Sua doce e abnegada existência assegurava-lhe que Ele não podia ser outro senão o Enviado de Deus” (Desejado de Todas as Nações, 145).

Ilustração: Numa Páscoa, há muitos anos atrás, foi posta em exposição numa galeria de arte em Londres uma famosa seleção de quadros sobre os acontecimentos da Semana Santa; Uma multidão examinava os trabalhos em respeitoso silêncio, quando, de repente, entrou uma menina. Dizem que quando ela viu o impressionante quadro que representava Cristo senda pregado na cruz ali no chão, não pode mais permanecer calada, e perguntou: “Ninguém vai ajudá-lo?” A pequena era Evangeline Booth. Ela passou toda a sua vida ajudando Jesus Cristo através do seu trabalho de socorrer os necessitados e infelizes. Maria dedicou uma vida toda para cuidar de Jesus. Inclusive quando José morreu, ela continuou cuidando dele, até que ele desapareceu por 40 dias para jejuar no deserto. Em todos os momentos ela adorava a Deus pela oportunidade de ter sido a mãe do Salvador do mundo. Sua vida foi um exemplo de abnegação e nos ensina a lição da entrega pessoal se Cristo já nasceu em nossa alma.


Segunda
Adoração e Serviço
(Deuteronômio 11:16; Lucas 4:5-8)

A vida de Jesus contém elementos sobre a adoração que devemos utilizar para termos a devida compreensão do que significa honrar a Deus através da nossa forma de servir ao Senhor Jesus se tornou nosso modelo ao resistir ao diabo no deserto. Foi no momento da tentação de Jesus que o diabo empregou alguns artifícios para tentar levá-lo a desistência do seu objetivo maior que era salvar a humanidade. Sua postura altiva de tentador diante de Jesus dava-lhe uma aparente vantagem dominadora da situação, mas Jesus sabia como refutar seus argumentos através do histórico bíblico inspirado por Ele aos profetas no passado.

“As grandes tentações principais de que o homem seria assediado, Cristo as enfrentou e venceu no deserto” (Meditações Matinais, 1962, pág. 91).

2. Leia atentamente Lucas 4:5-8, especialmente a resposta de Jesus. O que Ele quis dizer ao ligar os verbos “adorar” e “servir” (Almeida Revista e Corrigida)? Como eles estão relacionados?

Resposta: A expressão de Jesus “Só a Deus adorarás e o servirás”, significa “dedicação” ao único que é digno de culto. Só a Deus deve ser a nossa adoração e dedicação.

A ligação entre adoração e servir é muito estreita e se constitui uma proteção contra a idolatria. O próprio Jesus mencionou que ninguém pode servir a dois senhores. Em Mat. 6:24 diz: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a ume desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas “. Ou seja, não é possível adorar genuinamente a Deus se não houver entrega total e se houve essa entrega a pessoa há de servi-lo de coração, realizando sua obra, testemunhando do seu poder, dedicando seus bens, buscando o Espírito Santo e sendo santificado cada dia.

Ilustração: Um bom e corajoso rei da Polônia confessou que devia o seu excelente caráter a um hábito secreto que havia formado. Era filho de um pai nobre, e sempre levava unia pequena foto do mesmo para a qual olhava freqüentemente. Quando entrava numa batalha contemplava a foto do pai, e ficava corajoso e valente. Quando se assentava no trono olhava secretamente a fotografia do seu bom pai, e comportava-se como um bom rei; pois dizia sempre: “Não farei coisa alguma que possa desonrar meu pai.” Seria uma boa lembrança também para um cristão levar no coração a santa vontade de Deus, e a cada passo consultar o Seu querer. Nós também temos um retrato espiritual do nosso Pai Celeste, é a pessoa de Jesus que revelou-nos o Pai, pois disse: Quem vê a mim, vê o pai. Por que não o contemplamos mais através da adoração e ao servi-lo mais fielmente? Ele nos dará força e inspiração para vencermos as tentações e agirmos nobremente em qualquer circunstância de nossa vida

“Todos estão pessoalmente expostos às tentações que Cristo venceu, mas a força é provida para todos no poderoso nome do grande Conquistador Todos devem, por si mesmos, vencer individualmente”. ( No Deserto da Tentação, págs. 75-77).

Ilustração: O homem é semelhante ao rádio, que sendo cercado por uma enorme quantidade de programas, pode captar um dentre os muitos excluindo os demais. Escolhe do aro bem ou o mal; um pode achar coisas agradáveis e boas, enquanto que o outro pode encontrar somente coisas prejudiciais. O homem, do mesmo modo, é cercado de muitas vozes, algumas das quais dizem a verdade, conduzindo-lhe a alma até alturas maiores do que as que antes imaginara. Outras, porém, são más, magoando-lhe a alma, tapando-lhe os ouvidos a ponto de não perceber o caminho verdadeiro e perfeito de Deus. E é o homem somente que pode determinar qual será a voz que deva ouvir. A voz do Espírito Santo nos conduz à perfeita adoração, excluindo todos os ídolos que chamariam nossa atenção porque só a teu Deus adorarás.


Terça
Adorando o que Não se Conhece
(João 4:1-24)

Um escritor cristão ao considerar a questão da adoração disse com muita propriedade o seguinte pensamento: “Muitas vezes, a postura na adoração é nada mais do que impostura”. Thomas Watson. Foi por isso que o Senhor Deus nos deixou inúmeros exemplos para que possamos aprender que acima de qualquer coisa que se faça para se definir qual a melhor forma de adoração, nossa entrega pessoal é o melhor elemento para deixar a adoração da forma que Deus aprecia. As pessoas podem inventar o que quiserem (rituais, oferendas, penitências, fórmulas carismáticas, avivamento gospel), no fundo mesmo o que vai importar é o que Jesus disse para a samaritana: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” – (João 4:24). Isto requer sinceridade de propósitos, coração inundado pela Graça e envolvimento e comprometimento com nosso amado Criador e Redentor.

3. Leia João 4:1-24. Que importante questão sobre adoração Jesus apresentou para a mulher samaritana no verso 21? Por que Ele estava desviando a mente dela dos locais específicos de adoração?

Resposta: Jesus quis dizer que quem tem um relacionamento íntimo com Deus tem a vida transformada e O adora em espírito e em verdade, independente de rituais ou locais específicos.

A adoração verdadeira vinda de um coração transformado pelo amor divino e cheio de obediência é a melhor oferta para Deus. Não adianta nada estar em uma igreja bem decorada ou em um local bonito (uma sala vip) ou numa capela consagrada se o adorador está com mágoa no coração contra algum familiar, membro da igreja ou alguém do trabalho ou está em franca transgressão de algum mandamento do Senhor. Há pessoas que estão até no púlpito compondo a plataforma ou até pregando e com o coração cheio de malícia. A adoração dessa pessoa é vazia, sem efeito e estará até ofendendo a Deus com sua ousadia. O que Deus quer é um coração entregue a Ele e cheio de motivos santificados para a adoração.

Ilustração: Conta-se que nos tempos perigosos em que os mares eram povoados por piratas, eles aprisionaram um navio no qual viajava um cristão chamado Vicente de Paula. Depois de sofrer bastante nas mãos dos piratas, os tripulantes foram vendidos como escravos, inclusive o cristão Vicente de Paula. Este teve como senhor um médico mouro. O cristão inteligente e bondoso como era, conquistou logo o coração do seu senhor, que lhe ofereceu a liberdade e uma vida cheia de honras se ele se tornasse maometano. Vicente de Paula não titubeou, respondendo que preferia viver como escravo a renunciar a sua religião e a adoração ao verdadeiro Deus em, quem confiava plenamente. Não foi isto que aconteceu ao povo de Deus. Israel, para ter honras entre as nações pagãs, adotou sua religião, seus deuses, seus costumes. Foi infiel a Deus, desprezou a direção divina, e tornou-se tão abominável e pecador como todas as nações ao seu redor. Por isso Israel caiu. Cristo conquistou também para nós o direito de sermos nação sua. Ele deseja que façamos como a samaritana, uma entrega pessoal para adorarmos nosso Deus em espírito e em verdade seja onde for.


Quarta
Os Verdadeiros Adoradores
(João 4:23-24)

“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo 4:23).

Temos em muitos momentos da vida de Jesus exemplos de adoração perfeita. Ele esteve no templo, esteve nas sinagogas, esteve no campo, na praia, no meio do mar, no jardim e pode sempre mostrar seu espírito de adorador verdadeiro, glorificando o Pai, buscando poder em oração e levando as pessoas a entender sua missão como prova do amor de Deus pela humanidade. Quando conversou com a mulher samaritana ou com Nicodemos, mostrou a necessidade que todos temos da presença divina para que ocorra a transformação que nos tomará aptos a oferecer ao Senhor nossa adoração verdadeira e aceitável. Leia esta declaração:

“Vede o Filho de Deus curvado em adoração a Seu Pai! Conquanto seja o Filho de Deus, robustece Sua fé por melo da prece, e mediante a comunhão com o Céu traz a Si mesmo força para resistir ao mal e ministrar às necessidades dos homens” (Atos dos Apóstolos, 56).

O adorador è um ministrador de boas novas e conduz outros a encontrar o caminho da salvação e da transformação como Jesus fez com a samaritana e ela com a cidade.

Ilustração: Soldados americanos (náufragos), na II Guerra Mundial chegaram a uma ilha do Pacífico. 0 noticiário era apreensivo e deixava transparecer o grande perigo que os cercava, pois o lugar era tido como habitado por canibais. Felizmente para os soldados, alguns anos antes, missionários tinham chegado àquela ilha pregando o Evangelho e ensinando aqueles nativos quem era o Grande Deus. Muitos se converteram e os que não foram alcançados pela graça deixaram aquele bárbaro costume. Agora a tribo de canibais realizava cultos de adoração que impressionou os soldados de tal forma que muitos saíram daquela ilha com Cristo no coração.

4. Jesus disse que todos os verdadeiros adoradores “adorarão o Pai em espírito e em verdade”. O que esses dois elementos representam, e como devemos aplicar isso à nossa experiência de adoração?Mc 7:6-9

Resposta: Devemos adorar a Deus em “Espírito” (sentimentos puros; emoções santificadas) e em “Verdade” (com a razão, tendo convicção religiosa da doutrina e dos Seus ensinamentos). Nossa adoração deve ser completa, com o coração e com a razão.

A mulher samaritana jamais poderia imaginar que aquele dia ao ir ao poço buscar água, sua vida mudaria. Observe que a adoração é representada por algo que buscamos em uma fonte (que é Deus) onde encontramos Jesus que nos pede algo “dá-me de beber” (simbolizado pela entrega do coração) , mas que no final, apôs essa entrega, nós é que acabamos recebendo o refrigério como a samaritana pediu e recebeu: Dá-me dessa água para que nunca mais tenha sede. E como Jesus conhece tudo sobre nós, ele não nos condena, mas nos perdoa, justifica e nos transforma em instrumentos da sua graça para que santificados por sua presença, possamos abençoar outras vidas com o conhecimento da salvação. Uma pessoa assim é o que Deus procura e aceita como “verdadeiro adorador”.

“A fim de sentirmos a Deus corretamente, precisamos nascer do Espírito divino. Isso purificará o coração e renovará a mente, concedendo-nos nova capacidade de conhecer e amar a Deus. A tais adoradores Ele busca e espera recebê-los e torná-los Seus filhos e filhas” (Meditações Matinais, l989, pág. 46).

Ilustração: Um tarde durante a segunda guerra mundial, uma guarnição de soldados chegou a uma vila no interior da Inglaterra. O ministro ficou feliz porque isto significava mais proteção. Logo procurou o comandante e disse: “Minha igreja está à sua disposição para aquartelar e colocar os soldados dormindo dentro dela”. 0 comandante que era homem religioso disse-lhe: “Senhor, a igreja não alugar de dormir, mas sim de adorar a Deus. Meus homens ficarão anui fora diante de Deus”. 0 verdadeiro adorador reverencia a casa de Deus com amor e temor.


Quinta
Adorando aos Seus Pés
(Mateus 2:11; Mateus 4:10; Mateus 9:18; Mateus 20:20; Marcos 7:7; Lucas 19:37-40; João 9:38)

A adoração só é verdadeira quando o adorador tem certeza do que está fazendo proporcionando a si mesmo o equilíbrio espiritual que a adoração pessoal produz. Uma pessoa consciente da divindade do Senhor Jesus, vai adorá-lo de maneira plena sem reservas ou pensamentos que possam interferir em seu relacionamento espiritual. Quem tem dúvidas sobre a divindade de Jesus não realiza uma adoração genuína. Quem vê Deus como um patrão cruel, um ser que só castiga, tem dificuldades na adoração, Porque adorar é sentir-se à vontade, mas com reverência na presença de Deus. Durante muito tempo algumas pessoas mesmo dentro da igreja têm questionado a divindade do Senhor Jesus. Uns crêem que Ele não é eterno. Outros acreditam que Ele foi criado por Deus em algum momento e aceito como filho. O certo é que nossa igreja tem uma posição muito bem definida que proporciona uma adoração genuína a Jesus. Sobre a divindade de Jesus, lemos em Meditações Matinais, 1992, pág. 75:

“Mas, embora a Palavra de Deus fale da humanidade de Cristo quando esteve na Terra, ela também fala claramente a respeito de Sua preexistência. O Verbo existia como Ser divino, como o eterno Filho de Deus, em união e unidade com Seu Pai”.

5. O que os seguintes textos nos dizem sobre a divindade de Cristo?Mt 2:11; 4:10; 9:18; 20:20; Mc 7:7; Lc 24:52; Jo 9:38.

Resposta: Os relatos mostram Jesus sendo adorado desde que nasceu. Os 3 reis magos, os discípulos, os doentes adoraram Jesus, reconhecendo Sua divindade; Jesus aceitou essa honra.e

Jesus ao ser adorado no Templo, ou em praça pública ou mesmo dentro de uma casa deixava a pessoa à vontade no momento da adoração. Ele nunca impediu qualquer criatura de ajoelhar-se aos seus pés e adorá-lo. Não o fez porque conhecia a sua origem divina e as pessoas precisavam vê-lo como o filho de Deus. Hoje é nosso privilégio também adorá-Lo.

“Os privilégios assegurados aos filhos de Deus são sem limites se estiverem ligados com Jesus Cristo que, pelo universo do Céu e dos mundos não caídos é adorado por todo coração…” Meditações Matinais, 1956, pág. 372).

6. Leia Lucas 19:37-40. O que a resposta de Jesus aos fariseus diz sobre Sua atitude para com aqueles que O adoravam?

Resposta: Eles pediram para Jesus repreender a multidão que O adorava e Cristo mostrou-lhes que o louvor e a adoração lhe eram devidos. Se eles não fizessem isso, as pedras o fariam.

Jesus usou uma força de expressão ao dizer que ao invés das pessoas entoarem o louvor e adorá-lo, as pedras é que fariam isto se eles se calassem, mostrando o quanto Ele é digno de louvor por ter se tornado o nosso salvador, morrendo em nosso lugar na cruz. Como disse Gerald Van: A adoração não faz parte da vida cristã; ela é a própria vida cristã.


Sexta
Conclusão

Ao encerrarmos o estudo dessa semana devemos estar conscientes de que a verdadeira adoração selecionará os verdadeiros adoradores colocando-os na presença divina. Deus procura esse tipo de adorador, cuja vida foi transformada pelo Espírito Santo e cujas atitudes são por assim dizer, um louvor ao criador e redentor. Leia essa declaração da serva do Senhor.

“A menos que aos crentes sejam inculcadas idéias precisas acerca do culto verdadeiro e da verdadeira reverência para com Deus, prevalecerá entre eles a tendência para nivelar o sagrado ao comum. Tais pessoas, professando a verdade, serão uma ofensa a Deus e uma lástima para a religião” (Meditações Matinais, 1989, pág. 285).

“A adoração liberta a personalidade, conferindo uma nova perspectiva à vida, integrando-a às diversas maneiras de viver. Ela ainda traz à vida as virtudes da humildade, lealdade, devoção e retidão de atitude, renovando e reavivando o espírito” (Rosweli C. Long).

Essas virtudes que vem à vida do verdadeiro adorador é resultado da purificação através do Espírito Santo que as produz através da entrega da vida a Deus e da obediência por amor.

Ilustração: Certa família tinha o costume de reunir-se para o culto de adoração diariamente antes de todos saírem para o trabalho Certo dia resolveram mudar se e foram até Paris. Ali, foi-lhes concedido um apartamento com algum quartos e uma sala em comum para todos os hóspedes do andar Uma jovem desconhecida ocupava também aquela sala A família não alterou os seus hábitos de fazer o culto de adoração em família A ilha desta família, porém, sentia-se constrangida no culto, com receio de que a jovem do quarto ao lado, abrisse a porta do seu quarto e os encontrasse ajoelhados em oração. Passaram-se alguns anos. A jovem, filha desta família achava-se uma ocasião em uma reunião social, quando uma senhora estranha se apresentou pedindo que levasse a seu pai os seus agradecimentos. Disse ela: “Achava-me sozinha em Pans e em grandes dificuldades Não tinha a quem consultar e estava em desespero. Mais um passo e eu teria cometido suicídio. Mas todos os dias o seu pai orava na sala. Orava por todos, pelos tentados, pelos tristes – orou por mim mesma. Eu estava também sempre ajoelhada no meu quarto ouvindo e aprendendo a adorar também a Jesus a quem entreguei minha vida. As orações de seu pai deram-me força para viver e me ajudaram a conhecer e adorar a Jesus, como meu salvador e o Deus verdadeiro”.

Jesus é igual a Deus o Pai e mostrou Seu imenso amor ao deixar Sua posição celestial para vir ao mundo condenado pelo pecado. Nossa adoração é, por assim dizer, uma expressão de gratidão pela revelação desse amor por nós e em nós.

“Aquele que era adorado pelos anjos e era a Luz do Céu! Ele poderia ter ido ás aprazíveis residências dos mundos não caídos, à atmosfera pura em que nunca penetrara a deslealdade e rebelião; e teria sido recebido ali com aclamações de louvor e amor. Mas era um mundo caído que necessitava do Redentor” (Meditações Matinais, 1992, pág. 209).

Reconhecendo Jesus como nosso Criador e Redentor e vendo nEle a essência divina poderemos adorá-Lo na beleza da Sua santidade. Louvado seja o seu nome.


“Prostra-se toda a terra perante Ti, canta salmos a Ti; salmodia o Teu nome” (Salmos 66:40).