Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 10 – Adoração: Do Exílio à Restauração

Comentários do Pr. Albino Marks


Texto Central: “Vocês têm plantado muito, e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada.” (Ageu 1:6 – NVI)


Sábado
Introdução

Quando Deus tirou o povo de Israel do Egito e o levou para a terra de Canaã, a sua permanência e prosperidade foi condicionada a adoração. Se fossem fiéis a Deus e o adorassem e servissem como o único Senhor, Ele os cumularia de bênçãos espirituais e materiais. Se O abandonassem para adorar os deuses dos povos subjugados ou vizinhos, seriam enviados para o exílio para povos com deuses estranhos.

O santuário e posteriormente, com o reinado de Salomão, o templo, que foi uma réplica suntuosa da Tenda construída no deserto, era o centro do encontro e da adoração a Deus. O problema que se criou, foi o que podemos chamar de infalibilidade e inviolabilidade do templo. A sua permanência e prosperidade na terra da promessa, passou a ser relacionada com a estrutura do templo. Como passaram a crer que o templo não poderia ser destruído, a sua permanência na terra e a sua prosperidade estavam asseguradas

Abandonaram o concerto firmado com Deus e passaram a praticar um sistema de adoração de coração dividido. Enquanto em alguns pontos continuavam relativamente em harmonia com Deus, contudo, mais centralizado na magnífica estrutura do templo, a grande parte da adoração passou a ser dirigida para outros deuses.

Como transferiram a sua confiança para a estrutura erigida por mãos humanas, quando deviam confiar nAquele que os libertara da escravidão de um povo que adorava falsos deuses, Ele os entregaria novamente ao domínio de outro povo voltado para deuses falsos.

Como rejeitaram a liderança amorosa e justa do Deus vivo e verdadeiro, tornariam a sentir a pesada mão de homens dominados por sentimentos opressores, egoístas e maus, na terra do exílio.

Pense:“O Senhor trará de um lugar longínquo, dos confins da terra, uma nação que virá contra vocês como a águia em mergulho, nação cujo idioma não compreenderão, nação de aparência feroz, sem respeito pelos idosos nem piedade para com os moços”.– Dt 28:49 e 50 – Nova Versão Internacional.

Desafio:“Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus, o povo que ele escolheu para lhe pertencer”.– Sl 33:12 – Nova Versão Internacional.


Domingo
“Filho do Homem, Você Viu…?”
(Ezequiel 8)

O profeta Ezequiel foi levado para o exílio da Babilônia com a segunda leva de cativos no ano 598 a.C. quando Nabucodonosor levou o rei Joaquim. No sexto ano de seu exílio recebeu uma visão de Deus de como estavam as condições espirituais em Jerusalém. Zedequias, fora colocado por Nabucodonosor como governador de Judá e estava vivendo seus últimos anos de reinado. Em 586 a.C. Jerusalém foi destruída.

A apostasia lentamente foi corrompendo o verdadeiro espírito de adoração ao Deus Criador. A adoração caiu para as práticas mais abomináveis e repugnantes para Deus. Adoravam ídolos e os astros, de modo especial o sol.

Em nossa cultura não temos este direcionamento em nossa adoração. Mas que dizer das práticas dominantes de nossa época chamando a atenção para a somatolatria, ou a idolatria do corpo. Coloca-se em destaque o sensualismo do corpo, especialmente o feminino. Evidencia-se também as formas do corpo, tanto femininas como masculinas, para despertar a atenção.

Uma prática muito usada, mas condenada por Deus, transformou-se em verdadeira adoração de figuras e desenhos os mais exóticos em todas as partes do corpo.“Não façam… tatuagens em si mesmos. Eu sou o Senhor”.– Lv 19:28 – Nova Versão Internacional.

Quando questionamos as ordens de Deus para a nossa conduta espiritual, podemos cair nas armadilhas de Satanás e adorar as próprias idéias. Jesus foi tentado pelo diabo para tomar decisões em detrimento do que está escrito.

Pense:“Adoraram o dragão, que tinha dado autoridade à besta, e também adoraram a besta, dizendo: ‘Quem é como a besta? Quem pode guerrear contra ela?'”– Ap 13:4 – Nova Versão Internacional.

Desafio:“Jesus respondeu: ‘Está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus, e só a ele preste culto'”.– Lc 4:8 – Nova Versão Internacional.


Segunda-feira
Adorando a Imagem
(Daniel 3; Jeremias 29:10-14; Ageu 1)

Quando os judeus voltaram do exílio babilônico, uma das primeiras coisas que fizerem foi“reconstruir o altar do Deus de Israel, para nele se oferecerem holocaustos.”– Ed 3:2. – Bíblia de Jerusalém.

Este acontecimento ensina a grande lição de que o maior entrave entre Deus e o homem é o pecado. O altar é o lugar onde o homem se reconcilia com Deus, confessando e abandonando os seus pecados e recebendo o perdão.

O relato de Esdras acrescenta outro detalhe importante. Depois de haverem edificado o altar os filhos de Israel se entregaram na edificação do templo. (Ed 3:7-13.)

O templo é o lugar onde o homem entra em comunhão íntima com Deus; onde desenvolve o relacionamento de companheirismo, de amizade. É o lugar onde adora a Deus.

Como o diabo não quer que o homem adore a Deus, ele criou muitos problemas no andamento das obras. As dificuldades geraram o desânimo. Os judeus abandonaram a construção do templo, deixaram de adorar a Deus e entregaram-se ao cuidado de seus interesses pessoais.

O apóstolo Paulo ensina que nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Ensina também que os problemas estão em nosso íntimo, onde se travam verdadeiras batalhas espirituais e morais.

Meu irmão, como está o templo de seu corpo, e quem ou o que ocupa o altar do seu coração? Enquanto o altar do coração está em ruínas, porque a presença do Espírito Santo não é desejada; enquanto o templo da alma está abandonado, porque Cristo não é verdadeiramente adorado e glorificado; enquanto no trono do coração, o relacionamento com Ele é ocasional, não pode haver alegria na adoração e na salvação.

Pense:“Eu os aconselho a obedecerem somente às instruções do Espírito Santo. Ele lhes dirá aonde ir e o que fazer, e assim vocês não estarão fazendo sempre as coisas erradas que a natureza pecaminosa de vocês quer que façam. Por que nós por natureza gostamos de fazer as coisas ruins que são justamente o oposto das coisas que o Espírito nos manda fazer; e as coisas boas que desejamos fazer quando o Espírito nos domina, são justamente o oposto dos nossos desejos naturais. Estas duas forças dentro de nós estão lutando constantemente uma contra a outra, a fim de ganharem o domínio sobre nós, e os nossos desejos nunca estão livres de suas pressões”.– Gl 5:16 e 17 – Bíblia Viva.

Desafio:“Prostituição, imoralidades, lascívia, libertinagem, inimizades, ódio, brigas, luta, ira, acessos de raiva, ambição egoísta, ciúmes, queixas, críticas, inveja, discussões, discórdias, desunião, divisões ferozes e coisas semelhantes”.– Gl 5:19-21.


Quarta-feira
Onde Estão Agora os Seus Antepassados?
(Zacarias 1:1-6)

Com a queda da Babilônia em 539 a.C, chegou ao fim o período de exílio dos judeus. Para dar cumprimento à promessa do fim do cativeiro“o Senhor tocou no coração de Ciro”,(Ed 1:1), e este proclamou o decreto no primeiro ano do seu reinado depois de conquistar Babilônia, o ano 538 a. C., concedendo liberdade à todos os judeus que quisessem retornar para a sua terra natal, pudessem fazê-lo. Não foi Ciro quem teve a brilhante idéia de proclamar um decreto em favor do povo judeu. Foi Deus mediante o Espírito Santo quem atuou junto ao monarca tocando o seu coração.

Quando, porém, iniciaram a obra de reconstrução do templo, os inimigos de Judá, começaram uma campanha sistemática de hostilização para impedir que a reconstrução fosse levada avante, tentando frustrar o propósito de Deus. (Ed 4:1 e 5).

Dario confirmou a continuidade das obras com novo decreto no ano 519 a. C. (Ed 6:8-12). Sob a inspiração deste segundo decreto os trabalhos tomaram impulso e“o templo foi concluído no terceiro dia do mês de adar, no sexto ano do reinado de Dario”.– Ed 6:15 – Nova Versão Internacional. Em harmonia com esta declaração o templo foi concluído no ano 515 a. C.

O problema que se gerou nestes 21 anos entre o decreto de Ciro e o de Dario, foi o desânimo dos judeus para reconstruir o seu lugar de adoração. O profeta Zacarias, para despertar o povo pergunta:“Onde estão agora os seus antepassados”.Como eles, agora, haviam se afastado dos planos de Deus, e praticamente todos morrera no exílio.

Pense:“Mas eles puseram Deus à prova e foram rebeldes contra o Altíssimo; não obedeceram aos seus testemunhos. Foram desleais e infiéis, como os seus antepassados, confiáveis como um arco defeituoso”.Sl 78:56 e 57 – Nova Versão Internacional.

Desafio:‘”Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro'”.– Jr 29:11 – Nova Versão Internacional.


Quinta-feira
A Oração de Neemias
(Neemias 1)

No estudo de ontem compreendemos que a reconstrução do templo enfrentou grandes dificuldades em face da oposição dos inimigos dos judeus. No entanto, o templo foi reedificado e concluído em 515 a.C. Porém, a destruição que Nabucodonosor fez na cidade e nos muros, continuou sem ser tocada, por muitos anos. Somente com o decreto de Artaxerxes em 457 a.C. estas partes destruídas receberam atenção. Mas, novamente a oposição interrompeu os trabalhos.

A reconstrução da cidade ficou paralisada provavelmente por mais de dez anos. Foi sob estas circunstâncias que Neemias fez a sua oração de interseção perante Deus. Suplicou por perdão e identificou-se com os pecados do povo. Daniel já havia agido da mesma maneira quando o cativeiro babilônico chegara ao fim. (Dn 9:4-6).

Recordando as promessas e advertências de Deus em relação à fidelidade ou infidelidade ao concerto, Neemias pediu a Deus para que atuasse no coração de Artaxerxes, tornado-o solícito para o pedido que faria ao rei. Isto, já no ano 445 a.C., passados 13 anos.

Toda a angústia de Neemias expressa em sua oração de interseção e pedido de perdão, transparece no seu diálogo com o rei,:“Com muito medo, eu disse ao rei: Que o rei viva para sempre! Como não estaria triste o meu rosto, se a cidade em que estão sepultados os meus pais está em ruínas, e as suas portas foram destruídas pelo fogo?… E respondi ao rei: Se for do agrado do rei e se o seu servo puder contar com a sua benevolência, que ele me deixe ir à cidade onde meus pais estão enterrados, em Judá, para que eu possa reconstruí-la”.– Ne 2:2-5 – Nova Versão Internacional.

Pense:“Confesso os pecados que nós, os israelitas, temos cometido contra ti. Sim, eu e o meu povo temos pecado”.– Ne 1:6 – Nova Versão Internacional.

Desafio:“Senhor, que os teus ouvidos estejam atentos à oração deste teu servo e à oração dos teus servos que têm prazer em temer o teu nome”.– Ne 1:11 – Nova Versão Internacional.


Sexta-feira
Estudo Adicional

A autora ao longo das lições do trimestre tem levantado a questão da cultura dos diferentes povos. Até onde a cultura pode ser aceita por aquele que decide viver como testemunha de Cristo e quando ela deve ser rejeitada?

O profeta Amós fez esta advertência para seus dias:“Busquem o bem, não o mal, para que tenham vida. Então o Senhor, o Deus dos Exércitos, estará com vocês, conforme vocês afirmam”.– Am 5:14 – Nova Versão Internacional.

“Busquem o bem para que tenham vida”. No Éden, a vida estava relacionada com a prática do bem. O bem estava relacionado com a expressão da vontade de Deus. Enquanto o homem, criado à semelhança de Deus, vivesse em harmonia com a expressão da vontade de Deus, ele receberia vida da fonte de vida que é a fonte do bem.

Se praticassem o mal, declarou-lhes Deus:“certamente morrereis”.

Logo, buscar o bem, que é a proposta do profeta Amós para o povo de Israel, encontra seu antítipo no relacionamento que Adão e Eva mantinham com Deus no jardim do Éden, antes de sua desobediência.

O Evangelho é o poder de Deus para mudar o caráter, a conduta e a cultura, implantando o bem e destruindo o mal. A cultura do mal não pode conviver com o Evangelho do Bem. Não é possível servir a dois senhores: o Evangelho do Bem e a cultura do mal.

Como saber, no mundo em que vivemos, o que é o Bem e o que é o mal? As condições são bastante complicadas. Deus diz que nas culturas mundanas, ao mal chamam bem e ao bem chamam mal. Como estabelecer a diferença e saber o que é aceito por Deus e o que é rejeitado? Na Sua Palavra Deus é claro e definido.

Pense:Para Israel, que estava no cativeiro babilônico, por meio do profeta Ezequiel, Deus questionou a conduta do povo:“E vocês saberão que eu sou o Senhor, pois vocês não agiram segundo os meus decretos nem obedeceram às minhas leis, mas se conformaram aos padrões das nações ao seu redor”.– Ez 11:12 – Nova Versão Internacional.

Desafio:“Não procedam como se procede no Egito, onde vocês moraram, nem como se procede na terra de Canaã, para onde os estou levando. Não sigam as suas práticas. Pratiquem as minhas ordenanças, obedeçam aos meus decretos e sigam-nos. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês”.– Lv 18:3 e 4 – Nova Versão Internacional.


Fonte: http://www.escolanoar.org.br


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