Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 09 – “Não Confie em Palavras Enganosas”: Os Profetas e a Adoração

Comentários do Pr. Otoniel Tavares de Carvalho


Texto Central: “Quem então é como Eu? Que ele o anuncie, que ele declare e exponha diante de Mim o que aconteceu desde que estabeleci Meu antigo povo, e o que ainda está para vir, que todos eles predigam as coisas futuras e o que irá acontecer.” (Isaías 44:7 – NVI)

Leitura Bíblica da Semana: Isaías 1:11 a 15; Isaías 6:1 a 8; Isaías 44; 58:1 a 10; Jeremias 7; Miquéias 6:1 a 8.


Introdução

Jesus advertiu a Seus apóstolos e discípulos e, por extensão, a todos nós, os que lemos a Bíblia Sagrada: “Vede que ninguém vos engane” Mateus 24:4. E acrescentou:“Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.” Mateus 24:11. E disse mais ainda: “Porque surgirão falsos cristos [falsos salvadores] e falsos profetas[falsos mestres religiosos] operando grandes sinais e prodígios PARA ENGANAR, se possível, OS PRÓPRIOS ELEITOS [os salvos em Jesus, pela Graça de Deus]” Mateus 24:24, grifos e interpolações nossos. Ora, se Jesus se preocupou em nos dar tal tipo de advertência é porque a mesma de faz extremamente necessária. Esses FALSOS PROFETAS podem vir de duas fontes: (1) uma INTERNA – de dentro da própria igreja nossa; (2) uma EXTERNA, ou seja, de outras igrejas ditas cristãs. Vez por outra aparecem em nosso ambiente adventista vários elementos que se dizem membros de nossa igreja, mas seus ensinos e interpretações proféticas não se harmonizam com a DOUTRINA e o ENSINO geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, conforme seus documentos oficiais ((leia-se o Manual da Igreja, onde estão anotadas as 28 doutrinas cridas e defendidas pela IASD). Também, em nossa obra de evangelização externa, encontramos todo tipo de PROFETA e MESTRE religiosos, fazendo curas, falando línguas estranhas, fazendo exorcismo, ensinando doutrinas confusas, não bíblicas, interpretando as profecias bíblicas de maneira errada. Precisamos estar preparados, pela oração e pelo estudo diário da Bíblia, para saber separar o joio do trigo, a verdade da mentira, ficando sempre ao lado do trigo e da verdade. O profeta antigo já declarou:“O MEU POVO ESTÁ SENDO DESTRUÍDO POR FALTA DE CONHECIMENTO” Oséias 4:6, grifos nossos. Não que esse CONHECIMENTO não exista. Ele existe, pois o Senhor Deus o revelou, por meio dos profetas bíblicos, por meio do Cristo, e por meio dos apóstolos. Mas os que se dizem “povo de Deus” não se apossam dessas revelações, desse conhecimento da revelação, firmando na ROCHA sua casa espiritual. Preferem seguir aos EDIFICADORES de mentira, os quais constroem sua casa espiritual sobre a areia movediça de falsas doutrinas e falsas interpretações da revelação de Deus. “VEDE [ficai atentos, tende cuidado, ficai espertos] QUE NINGUÉM VOS ENGANE” Mateus 24:4, com interpolações e grifos nossos.

A Lição 9 vai tratar deste assunto dos falsos ensinos e dos falsos profetas, com suas revelação que não vêm do Senhor Deus. Fiquem atentos!


Lição de Domingo
Mil Carneiros?
(Deuteronômio 10:12-13; Miquéias 6:1-8)

“Agradar-se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite?” (Miquéias 6:7)

A pergunta acima é muito pertinente para todo aquele que se declara adorador do Deus Eterno? Ela responde à pergunta: “Que quer o Senhor de mim nesse ato de adoração?” Ou: “Qual a maneira mais apropriada para alguém adorar ao Deus Eterno?” Ou, ainda: “O que é mais importante na adoração: o QUANTO eu ofereço; ou o QUÃO envolvido eu estou ao adorar e ofertar ao Senhor?” O mais importante é ADORAR COM QUANTIDADE (quanto de adoração e oferta eu dou?) ou ADORAR COM QUALIDADE (Quão envolvido e comprometido estou com a adoração e com a oferta ou doação?).

Shakespeare, famoso dramaturgo inglês do passado, pôs na boca de um dos seus mais famosos personagens essa questão existencial: ‘SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO!”. No que se refere às sua relação pessoal com Deus, como adorador, a frase acima cai muito bem. Quer dizer: OU VOCÊ É, OU VOCÊ NÃO É, UM ADORADOR DE IAVÉ. Neste assunto não cabe meio termo, ou ser adorador pela metade, ou, ainda, ser mais ou menos adorador. Ou você adora a IAVÉ, o Deus Eterno e Único, ou você não O adora. O resto é conversa fiada. Você pode dar a Deus, ou levar ao templo, milhares de reais em dízimos e ofertas; você pode ir ao templo todo dia; você pode dar estudos bíblicos o dia todo e todos os dias; você pode ler a Bíblia cem ou duzentas vezes na vida; você pode fazer para Deus MUITAS OBRAS BOAS, muita atividade religiosa, como algumas pessoas vão dizer a Jesus no “dia da ira de Deus”: “Em Teu nome não temos nós profetizado? Em teu nome não expelimos demônios? Em teu nome não fizemos muitos milagres?” (Mateus 7:22). Em relação a QUANTO (quantidade de obras) fizeram para Deus, eles ganham de qualquer pessoa. E em relação ao QUÃO? QUÃO apropriadas e segundo a vontade de Deus foram essas OBRAS VOLUMOSAS? QÃO COMPROMETIDOS COM JESUS E COM O REINO DO CÉU estiveram essas pessoas, dentro e fora da IASD? Só Jesus os pode julgar. E Jesus antecipa para nós como julgará algumas dessas obras e alguns desses obreiros: “Então lhes direi explicitamente:“NUNCA VOS CONHECI…”, “APARTAI-VOS DE MIM…” Mateus 7:23. Isto vale para os adventistas e para os não adventistas. A regra é geral, universal, e será aplicada por Deus a todos os adoradores.


Lição de Segunda-Feira
O Chamado de Isaías
(Isaías 6:1-8)

“Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A QUEM ENVIAREI, e quem há de ir por nós?” (Isaías 6:8). Logo a resposta de Isaías ao Senhor foi: “EIS-ME AQUI, ENVIA-ME A MIM” (6:8), Grifos nossos.

A rapidez e prestatividade com que Isaías respondeu ao chamado de Deus foram provocadas pela unção de seus lábios, com brasa viva tirada do altar. Antes disso, Isaías era um israelita comum, como qualquer outro israelita. Depois da ação do Senhor sobre ele, tudo mudou. Isaías se pôs disponível para o Senhor, e IAVÉ o transformou em um dos mais poderosos mensageiros de Deus a todo o povo de Israel.

Hoje, também, muitos cristãos se acham arrolados nos livros de membros de nossa igreja, mas lhes falta a motivação e a vontade de testemunhar de Cristo em sua comunidade ou fora dela. Falta a “dínamis” do Espírito Santo, esse poder motivador e inspirador de uma ação dinâmica em favor da Verdade. Quando o cristão adventista se deixa usar pelo Espírito Santo, então seus lábios e alma são purificados pelo fogo santo que vem de Deus, seus pecados são perdoados, sua preguiça é anulada, e uma nova“dínamis” (poder, força, energia, disposição, ânimo, coragem) se apodera dele, e o faz um inspirado e motivado testemunha do Reino do Céu. E, como Isaías, ele dirá a Deus:“EIS-ME AQUI, ENVIA-ME A MIM!”


Lição de Terça-Feira
Não Tragam Ofertas Inúteis
(Isaías 1:11-15; Isaías 58:1-10)

Isaías foi chamado por Deus para ser profeta em Israel em tempos de crise ética, moral e espiritual. Um tempo de apostasia coletiva. É bom e fácil pregar uma teologia da prosperidade, palavras de autoajuda, uma psicologia motivacional. Porém outra coisa é repreender os pecados de toda uma nação, começando pelo rei, pela nobreza e pela casta sacerdotal, e se estendendo por todo o povo. A reação negativa e irada que um ministério tal provoca põe em risco a vida do profeta, pois a maioria da casta dirigente, da nação e da religião, se volta contra o profeta e contra a mensagem (e também contra quem o enviou com tal mensagem: Deus). Este era o caso de Israel do Sul, o reino de Judá, onde e para quem Isaías profetizou durante todo o seu ministério. A tradição afirma que o rei Manassés ordenou que Isaías fosse posto dentro de um tronco oco de árvore e serrado pelo meio. Tal foi a reação irada do rei e da nobreza, além dos sacerdotes, contra este santo servo de Deus. Leia todo o texto de Isaías 1:1 a 11 e veja a dura mensagem que ele pregou ao rei e ao povo.

“Ouvi a palavra do Senhor, vós, príncipes de Sodoma [a realeza e a nobreza em Judá se degradara moral espiritualmente em tal dimensão, que o profeta os assemelha aos moradores de Sodoma, quando Deus enviou anjos para destruir. Leia Gênesis 19].Prestai ouvidos à lei do nosso Deus, vós, povo de Gomorra [todo o povo de Judá estava-se assemelhando aos moradores de Gomorra, quando anjos de Deus a destruíram por causa de seus pecados. Leia Gênesis 19]. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? -diz o Senhor. ESTOU FARTO [enjoado, enojado, já não sinto prazer com eles] DOS HOLOCAUSTOS DE CARNEIROS [ofertas sacrificiais] e da gordura de animais cevados; e não Me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.QUANDO VINDE PARA COMPARECER PERANTE MIM, QUEM VOS REQUEREU O SÓ PISARDES OS MEUS ÁTRIOS?” Isaías 1:11 e 12, com grifos, interpolações e comentários nossos.

Israel havia multiplicado seus atos de culto. As pessoas continuavam a levar ao templo suas ofertas de sangue, ou ofertas pelo pecado e pela culpa. Pecavam e levavam sua oferta pela culpa. Multiplicavam seus pecados e multiplicavam suas ofertas. Banalizaram até o Plano da Salvação por Substituição, que o Senhor Deus estabelecera desde o Éden. Pecavam desavergonhadamente, e simplesmente iam ao templo e faziam o sacrifício que a lei requeria pela culpa. Mas não havia na mente e na alma do povo de Judá verdadeiro arrependimento pelo pecado e rejeição íntima deste. Toda a adoração que eles davam a Deus por meio de suas ofertas de sangue era uma adoração vã. Deus declarou por boca de Isaías: “NÃO CONTINUEIS A TRAZER OFERTAS VÃS…” Isaías 1:13, grifos nossos. Tais ofertas são “vãs”, ou seja, vazias de significado e não atendem ao propósito para o qual foram estabelecidas por Deus, porque os pecadores que as trazem à presença do Senhor não trazem junto a si mesmos, em humilde e verdadeiro arrependimento e sincero desejo de deixar o pecado. Eles querem SUBORNAR A DEUS com suas ofertas vãs, tornando Deus favoráveis a eles pelo volume das dádivas. Isto é PAGANISMO em essência.

Outro problema sério que Isaías viu no reino de Judá: As pessoas iam ao templo somente como uma formalidade externa. Hoje, também, muitos vão ao templo, até diariamente, e multiplicam seus cultos e reuniões de adoração, mas não aperfeiçoam em termos de qualidade e utilidade essas reuniões de culto. São cultos vazios de conteúdo, prestados por adoradores vazios de fé e comprometimento com Deus. Às vezes os templos estão lotados, mas a alma dos adoradores está vazia de amor, de humildade, de fé, de sinceridade, de doação de si mesmo ao Senhor. Falta-lhes ENTREGA DE SI MESMOS, comprometimento. Estão ali por estar, somente. Estão ali por hábito, por tradição religiosa, porque desenvolveram um hábito de ir ao templo no dia de culto. Mas falta a adoração na alma do cultuador. Falta a entrega. Falta o comprometimento. Falta a resposta de fé de uma alma convertida a Deus.


Lição de Quarta-Feira
Sem Nenhum Valor?
(Isaías 44)

“Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: EU SOU O PRIMEIRO E EU SOU O ÚLTIMO, e além de mim não há deus. Quem há como Eu, feito predições desde que estabeleci o mais antigo povo? Que o declare e exponha perante Mim! Que esse [deus] anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! Não vos assombreis, nem temais; acaso, desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? VÓS SOIS AS MINHAS TESTEMUNHAS. Há outro Deus além de mim? Não, não há outra ROCHA que Eu conheça.” Isaías 44:6 a 8, com grifos e interpolação nossos.

No passado, quando o paganismo dominava as nações do mundo dito civilizado, as nações eram, em sua maioria, politeístas, pois cultuavam muitos “deuses”, os quais não eram deuses coisa nenhuma. Eles eram “deuses” apenas no imaginário daqueles que cultuavam suas imagens e diante delas de ajoelhavam e se prostravam. Deus chamou Israel lá do Egito, terra de politeísmo exagerado e de panteísmo, e determinou a Israel o MONOTEÍSMO, autoproclamando-Se o DEUS ÚNICO. Deus ordenou a Israel: “NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM” Êxodo 20:3. E Moisés proclamou a todo o Israel: “Ouve, ó Israel, O SENHOR NOSSO DEUS É O ÚNICO SENHOR…” Deuteronômio 6:4. Abraão, o pai da nação chamada Israel, seguiu fielmente o MONOTEÍSMO, adorando somente o Deus Único, IAVÉ. Passou essa cultura de adoração para Isaque, e este a passou para seus filhos Jacó e Esaú. Jacó passou a mesma cultura para seus doze filhos, os quais formaram as DOZE TRIBOS que resultaram na nação chamada ISRAEL. No entanto, vivendo em meio a nações e reinos politeístas, os israelitas adotaram para si, muitas vezes, o politeísmo numa forma sincrética: adoravam IAVÉ em mistura com o culto de “deuses” pagãos. Misturam o culto a IAVÉ com o culto aos ídolos mudos. Por causa disso, IAVÉ mandou Seus profetas a ISRAEL, para mostrar a esse povo a loucura que era misturar as coisas neste assunto de adoração, misturando o culto a IAVÉ com o culto aos ídolos mudos, os quais nada mais eram que símbolos de Satanás, o adversário de Deus. Isaías 44:9 a 28 mostra a LOUCURA DA IDOLATRIA. Uma adoração vã, sem valor prático, pois não resulta em SALVAÇÃO para o adorador. É um culto que leva para baixo, para o nada. É um culto com formas exteriores, mas sem conteúdo salvífico.

Hoje, existe a IDOLATRIA DAS COISAS E DAS PESSOAS. Adora-se casas, apartamentos, carros, esportes e esportistas, namorados e namoradas, esposas, esposos e filhos, empresas, títulos universitários, títulos honoríficos, posições sociais, riquezas, propriedades, empregos, fumo, álcool, drogas, música, cantores, dançarinos, televisão, Internet, aparelhos celulares, i-pods, i-pads, i-fones, etc. Há ídolos contemporâneos para todos os tipos e gostos. Ai de ti, casa, cidade ou nação onde esses ídolos modernos -e também os antigos — estão sendo cultuados. Um culto vão, vazio, sem conteúdo espiritual que leve à salvação e santificação do adorador. Um culto a coisas e a pessoas tão vazias quanto o são seus adoradores. Ai de ti, se procedes assim! “AO SENHOR TEU DEUS ADORARÁS, E SÓ A ELE DARÁS CULTO”.


Lição de Quinta e Sexta-Feiras
“Este é o Templo do Senhor, o Templo do Senhor…”
(Jeremias 7:1-10)

Há muitos cristãos, e muitos não cristãos, que são ufanistas, pessoas encantadas com seu sistema religioso, ou seja, com sua denominação religiosa. Analisam sua igreja, sua religião, sua denominação religiosa, e dizem consigo mesmos: “Nossa igreja é poderosa; é a maior igreja do mundo”; ou dizem: “Minha igreja é a mais bem organizada igreja do mundo!”; ou dizem: “Nós somos a maioria, e a maioria sempre vence, ou está certa”; ou dizem: “A minha igreja tem o Espírito, fala línguas, exorcia e cura, então é a única igreja certa”; nós, adventistas, dizemos: “Nossa igreja tem a verdade doutrinária, tem o espírito de profecia em Ellen White, guarda a Lei e o Sábado, não come alimentos imundos, é uma das mais organizadas da Terra, é a herdeira e continuadora da Reforma Protestante inacabada, tem um corpo ministerial bem ajustado, conhece as profecias do fim, aguarda a volta de Jesus, é a igreja remanescente de Deus na Terra, etc., etc., etc.” Ufanismo, vaidade denominacional, orgulho religioso que gera vaidade, exibicionismo e vanglória. Paulo perguntou: “Onde está a nossa JACTÂNCIA [vaidade, orgulho, soberba]?” Romanos 3:27, grifo e interpolação nossos. E Paulo responde: “Por [meio] de que lei [princípio, dínamis, poder]”? Das obras [princípio, força, dínamis, poder, das obras humanas]? Ou pela lei [princípio, força, dínamis, poder, da fé em Jesus]?” Romanos 3:27, com interpolações e comentários nossos.

No reino de Judá (Israel do sul), nos dias de Jeremias (por volta do ano 620AC), muita adoração vazia, vã, estava acontecendo no templo de Jerusalém. As pessoas em Judá amavam seu templo, e se orgulhavam de ter um templo como aquele. Achavam-se pessoas privilegiadas por Deus, pois IAVÉ decidira que Seu templo seria edificado em Jerusalém. Era este um orgulho religioso, uma espécie de ufanismo, de vaidade religiosa. Eles diziam-se a si mesmos: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este…” (Jeremias 7:4), e ficavam cheios de orgulho ufanista do templo e da religião em Israel. No entanto, quando iam ao “templo do Senhor”, não agiam como adoradores sinceros, comprometidos com o Senhor do templo. Adoravam mais o templo e a Lei do que o Deus que dera a Lei e que ordenara a edificação do templo. Mas realizavam naquele templo um culto sincrético, mistura do culto a IAVÉ com o culto aos demônios. Jeremias os repreendeu, dizendo-lhes: “Que é isso? Furtais, matais, cometeis adultério, jurais falsamente [tudo o que a Lei (Êxodo 20:3 a 17) proibia que fizessem], queimais incenso a Baal e andais após outros deuses que não conheceis, e depois vindes e vos pondes diante de Mim nesta casa que se chama pelo Meu nome, e dizeis: ‘Estamos salvos…!’ só para continuardes a praticar essas abominações! Será esta casa que se chama pelo Meu nome um covil de salteadores aos vossos olhos? Eis que Eu mesmo vi isto, diz o Senhor.” Jeremias 7:9 a 11, com interpolações e comentários nossos. E Deus conclui Sua fala a Jeremias, ordenando-lhe: “TU, POIS, NÃO INTERCEDAS POR ESTE POVO [para tentar livrá-los do cativeiro em Babilônio, que o Senhor já determinara, e não em relação à salvação eterna da alma humana], NEM LEVANTES POR ELE CLAMOR, NEM ME IMPORTUNES, PORQUE EU NÃO TE OUVIREI.” Jeremias 7:16, grifos, interpolações e comentários nossos.

Deus já havia determinado disciplinar o reino de Judá em justa medida, sem o destruir por completo, mas com um exílio de setenta anos em Babilônia (leia Jeremias 25:11). Depois dos setenta anos, aconteceria a Judá toda a sequência de eventos revelados pelo anjo Gabriel ao profeta Daniel (leia Daniel 9:24 a 27). Não adiantava mais o profeta Jeremias orar em favor dos judeus rebeldes e irreverentes, pois Deus não iria suspender o decreto de punição com setenta anos de exílio em Babilônia. Orações, sacrifícios, clamores, choro, gritaria e êxtase diante do Senhor, no templo do Senhor, não iria mudar o decreto do Senhor. Nem a intercessão do profeta Jeremias por eles o Senhor Deus aceitaria. Passara o tempo de Graça para eles em relação a ida ao cativeiro em Babilônia, e eles não se arrependeram a tempo. Agora, o que fora determinado pelo Senhor se cumpriria, e nenhuma oração, nem mesmo a oração de um santo profeta, mudaria a decisão de Deus, pois o Senhor declara: “Porque Eu, o Senhor, não mudo…” Malaquias 3:6.

Jamais imagine, em sua alma de adorador, que os decretos do Senhor sobre a penalidade final contra os ímpios, desobedientes e descrentes será sustado por causa de suas orações, gritos, êxtase, ofertas de milhões de reais ou dólares, muitas obras religiosas ou multiplicação de cultos e celebrações. O que o Senhor Deus definiu que fará ao terminar o Tempo da Graça Ele o fará com certeza. Quem tem de se arrepender e oferecer a Deus uma adoração pura, sincera e real tem de fazer isto AGORA, pois este é o tempo de servir ao Senhor com inteireza de coração e alma, seja quem for, adventista ou não adventista. Amanhã pode ser tarde demais para o arrependimento. Lembre-se da mensagem de Deus a Jeremias. Passado o tempo de Graça, nem a oração intercessória de Cristo ao Pai seria ouvida em favor dos pecadores. E nós sabemos que Jesus jamais faria tal oração, porque Jesus e o Pai trabalham em perfeita sintonia.

Quando você for ao “templo do Senhor”, vá de coração aberto e disponível para Deus. Permita que o Espírito Santo unja seus lábios, sua vida, e torne você um completo adorador, adorando ao Senhor “em espírito e em verdade”. Assim agindo, seu culto a Deus será bem aceito no Céu, em nome de Jesus, pela Graça de Deus, e pelo agir do Espírito Santo.


Fonte: http://comentarioes.blogspot.com


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