Ellen G. White e a Música na Igreja / Estudos Bíblicos: Adoração

Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 07 – Adoração nos Salmos

Comentários de Ellen G. White


Texto Central: “Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos. A minha alma anela, e até desfalece pelos átrios do Senhor, o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo”. (Salmos 84:1 e 2 – NVI)


Sábado à Tarde

Os salmos de Davi passam por toda uma série de experiências, desde as profundezas da culpabilidade consciente e da condenação própria, ate à fé mais sublime e a mais exaltada comunhão com Deus. O registro da sua vida declara que o pecado apenas pode trazer ignomínia e desgraças, mas que o amor e a misericórdia de Deus podem alcançar as maiores profundidades e que a fé erguerá a alma arrependida para que participe da adoção de filhos de Deus. De todas as afirmações contidas na Sua Palavra, é isto um dos mais fortes testemunhos da fidelidade, da justiça e do concerto misericordioso de Deus…. Gloriosas são as promessas feitas a Davi e a sua casa, promessas essas que visam as eras eternas e que encontram o seu cumprimento total em Cristo. – Vidas que Falam (Meditações Matinais, 1971), p. 187.

Davi, na beleza e no vigor da sua jovem varonilidade, estava a preparar-se para assumir uma elevada posição, entre os mais nobres da Terra. Os seus talentos, como dons preciosos de Deus, eram usados para exaltar a glória do Doador divino. As suas oportunidades para a contemplação e meditação serviam para o encher daquela sabedoria e piedade, que o tornavam amado de Deus e dos anjos. Contemplando as perfeições do seu Criador, desvendavam-se perante sua alma mais claras concepções de Deus. Eram esclarecidos assuntos obscuros, aplanadas dificuldades, harmonizadas perplexidades, e cada raio de nova luz causava novas explosões de êxtases, e mais suaves antífonas de devoção, para a glória de Deus e do Redentor. O amor que o movia, as tristezas que o assediavam, os triunfos que o acompanhavam, tudo era assunto para o seu ativo pensamento. E, ao ver o amor de Deus em todas as providências da sua vida, o seu coração palpitava com mais fervorosa adoração e gratidão, a sua voz soava com mais magnificente melodia, a sua harpa era dedilhada com alegria mais exultante, e o jovem pastor avançava de força em força, de conhecimento em conhecimento, pois o Espírito do Senhor estava com ele. – Patriarcas e Profetas, p. 586.


Domingo
Adoremos o Senhor, o Nosso Criador

O dever de adorar a Deus baseia-se no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a sua existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, o Seu direito a reverencia e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas do Seu poder criador. “Todos os deuses dos povos são coisas vás; mas o Senhor fez os céus” (Salmo 96:5). “A quem pois Me fareis semelhante, para que lhe seja semelhante?, diz o Santo. Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas” (Isaías 40:25, 26). “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a Terra, e a fez; … Eu sou o Senhor, e não há outro” (Isaias 45:18). Diz o salmista: “Sabei que o Senhor é Deus: foi Ele, e não nós que nos fez povo Seu” (Salmo 100:3). “Ó, vinde, adoremos, e prostremo-nos; ajoelhemo-nos diante do Senhor que nos criou” (Salmo 95:6). E os seres santos que adoram Deus nos Céus declaram porque é que Lhe é devida esta homenagem: “Digno ás, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas” (Apocalipse 4:1 1). – O Grande Conflito, pp. 363, 364.

A observância do Sábado é uma linha divisória entre aquele que serve Deus e aquele que não O serve. É o grande memorial de Deus para o fato de, em seis dias, ter criado os céus e a Terra, e “ao sétimo dia descansou e restaurou-Se” (Êxodo 31:17). É o Seu memorial para preservar entre as nações um conhecimento claro, definitivo e inequívoco acerca do união Deus verdadeiro, uma evidência de que Ele é um Deus acima de todos os deuses. Por esta razão, Ele separou o dia em que Ele descansou após ter criado o mundo, um dia em que nenhum trabalho comum deveria ser feito. Deus concedeu ao homem seis dias da semana para trabalhar e fazer toda a sua obra; o dia em que Ele descansou apos ter criado o mundo e todas as coisas que nele existem deveria ser o Seu próprio dia santo, no qual o homem deveria adorá-lO, o Criador dos céus e da Terra. Este período de tempo é especialmente separado para o descanso e a adoração, para que os homens possam olhar para os céus e para a Terra, e honrem, adorem, louvem e exaltem o Deus que, por intermédio de Jesus Cristo, criou todas as coisas. – Manuscript Releases, vol. 18, pp. 31, 32.

Diz o salmista: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes” (Salmo 19:1-3). Alguns podem supor que essas grandes coisas do mundo natural são Deus. Não são Deus. Todas essas maravilhas nos céus estão apenas a fazer a obra que lhes é designada. São instrumentos do Senhor. Deus é o Superintendente, assim como o Criador, de todas as coisas. O Ser Divino empenha-Se em manter as coisas criadas por Ele. A mesma mão que sustenta as montanhas e as mantém em posição, guia os mundos na sua misteriosa marcha à volta do Sol. – Mensagens Escolhidas, vol. 1, pp. 293, 294.


Segunda-Feira
O Julgamento a Partir do Santuário

Deus permite que os ímpios prosperem e revelem inimizade para com Ele, para que, quando encherem a medida da sua iniquidade, todos vejam, na sua completa destruição, a justiça e misericórdia divinas. Aproxima-se o dia da Sua vingança, no qual todos os que transgrediram a Sua lei e oprimiram o povo de Deus receberão a justa recompensa das suas ações, em que todo o ato de crueldade e injustiça, para com os fiéis, será punido como se tivesse sido feito ao próprio Cristo. – O Grande Conflito, p. 42.

Por vezes, quando passam por adversidades e sofrimentos, os servos de Deus ficam desanimados e desesperados. Preocupam-se com as circunstâncias em que se encontram, e, ao compararem a sua condição com a prosperidade daqueles que não pensam nem se preocupam com as coisas eternas, sentem-se prejudicados. Manifestam um espírito de reprovação, murmuram e lamentam a sua sorte. Parecem considerar que Deus tem a obrigação especial de abençoá-los e fazer prosperar os seus empreendimentos, e, portanto, ao serem colocados em situações de provação, tornam-se rebeldes, e olham com inveja          para os ímpios que prosperam na sua iniquidade. Parecem encarar a condição do transgressor como sendo preferível a sua. Estes tristes pensamentos surgem na mente por instigação do enganador da humanidade. Ele tem prazer em provocar rebelião no seio dos filhos de Deus. Ele sabe que isso lhes traz fraqueza, e é fonte de desonra para o seu Deus. O seu desejo é levar-nos a pensar que servir Deus é algo sem importância, e que os que não consideram os requisitos celestiais são mais favorecidos do que os que se esforçam por obedecer aos mandamentos de Deus.

O salmista Davi teve esta experiência. Quando olhou para a condição de prosperidade dos ímpios, ele teve inveja do seu sucesso, e disse: “Eis que estes são ímpios; e, todavia, estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas. Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência. Pois todo o dia tenho sido afligido” (Salmo 73:1214). Mas, quando ele entrou no santuário e esteve em comunhão com o Senhor, não desejou mais a parte dos ímpios; pois, aí compreendeu o seu fim. Viu que o caminho deles conduziria, por fim, à destruição, e os seus prazeres duravam apenas algum tempo. A inveja deixou de ter lugar no seu coração. O seu espírito rebelde inclinou-se em humilde submissão ao seu Deus, e declarou: “Guiar-me-ás com o Teu conselho, e, depois, me receberás em glória” (Salmo 73:24). Ele viu que a orientação do Senhor tinha infinitamente mais valor do que toda a prosperidade temporária do mundo; pois o caminho do Senhor mantinha os pés nas veredas da justiça que conduzem à glória eterna. – Signs of lhe Times, 3 de Fevereiro de 1888.

Aquele que tem permanecido como nosso intercessor, que ouve todas as orações e confissões penitentes, que é representado por um arco-íris, o símbolo da graça e do amor, ao redor da Sua cabeça, está prestes a terminar a Sua obra no santuário celestial. A graça e a misericórdia descerão então do trono, e a justiça assumirá o seu lugar. Aquele a quem o Seu povo tem esperado assumirá a função a que tem direito – a posição de Juiz Supremo. “O Pai … deu ao Filho todo o juízo…. E deu-Lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem (João 5:22, 27). Foi Ele, diz Pedro, que foi incumbido de “julgar os vivos e os mortos” (I Pedro 4:5). “Porquanto tem determinado um dia em que, com justiça, há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou” (Atos 17:31). – Review and Herald, 1 de Janeiro de 1889.


Terça-Feira
“Como os Animais Que Perecem”

Deus fez dos homens Seus mordomos e não deve ser responsabilizado pelos sofrimentos, pela miséria, pelo desamparo e pelas necessidades da humanidade. O Senhor fez ampla provisão para todos. Deu a milhares de homens grandes recursos com os quais aliviar as necessidades dos seus semelhantes; mas aqueles a quem Deus fez mordomos não têm resistido ao teste, pois têm falhado em socorrer os sofredores e necessitados. Quando homens que tem sido grandemente abençoados pelo Céu com grande riqueza falham em executar o desígnio de Deus, e não socorrem os pobres e oprimidos, o Senhor é ofendido, e certamente visitá-los-á. Eles não têm desculpa para reter do próximo a ajuda que Deus lhes possibilitou prestar; e Deus é desonrado, o Seu caráter e mistificado por Satanás, e Ele é representado como um duro juiz que faz com que venha sofrimento sobre os seres que criou. Esta falsa representação do caráter de Deus apresenta-se como verdade, e assim, pela tentação do inimigo, o coração dos homens é endurecido contra Deus. Satanás lança sobre Deus todo o mal que ele próprio induziu os homens a praticar ao não terem dado dos seus meios aos sofredores. Ele atribui a Deus as suas próprias características.

Se os homens cumprissem o seu dever como fieis mordomos dos bens de Deus, não haveria nenhum clamor por pão, nenhum sofredor em penúria, nenhum desagasalhado em necessidade. E a infidelidade dos homens que gera o estado de sofrimento em que a humanidade está mergulhada. Se aqueles a quem Deus fez mordomos, utilizassem, pelo menos, os bens do seu Senhor no propósito para o qual lhes foram entregues, este estado de sofrimento não existiria. O Senhor prova os homens dando-lhes abundancia de bens, tal como provou o homem rico da parábola. Se nos mostramos infiéis na justiça de Mamom, quem nos confiará as verdadeiras riquezas? Os que resistiram a prova na Terra, que foram considerados féis, que obedeceram as palavras do Senhor ao serem misericordiosos na utilização dos seus recursos para o avanço do reino de Deus, serão aqueles que ouvirão dos lábios do Mestre: “Bem está, servo bom e fel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei” (Mateus 25:21). – Review and Herald, 26 de Junho de 1894.

Cristo mostrou-nos que chegará o tempo em que serão invertidas as posições dos ricos que não depositaram a sua confiança em Deus, e dos pobres que depositaram a sua confiança em Deus. Os que são pobres nos bens deste mundo, mas pacientes no sofrimento e confiantes em Deus, serão um dia exaltados acima de muitos daqueles que ocupam as mais elevadas posições que este mundo pode dar.

O Senhor não lida conosco da mesma forma que os homens. Ele deu o Seu Filho com imenso sacrifício, a fim de que pudesse conquistar-nos para o Seu serviço; e, com Ele, deu todo o Céu. Fez isto para mostrar o valor que atribuiu aos seres criados por Ele. – Este Dia com Deus (Meditações Matinais, 1980), p. 181.

É porque os ricos não fazem pelos pobres a obra que Deus lhes indicou que eles se tornam mais orgulhosos, mais auto-suficientes, mais indulgentes consigo mesmos e de coração endurecido. Afastam de si os pobres simplesmente porque são pobres, e isto dá a estes ocasião de se tornarem invejosos e ciumentos. Muitos tornam-se amargos, cheios de ódio para com os que têm tudo enquanto eles nada têm.

Deus pesa as ações, e todos os que têm sido infiéis na sua mordomia, que tem falhado em remediar os males que lhes competia remediar, não serão tidos em consideração nas cortes celestiais. Aqueles que são indiferentes as necessidades dos desvalidos, serão considerados mordomos infiéis, sendo registrados como inimigos de Deus e do homem. Os que dão mau uso aos meios que Deus lhes confiou para que ajudassem aqueles que necessitam da sua ajuda, mostram com isto que não têm nenhuma ligação com Cristo, pois não manifestam a simpatia de Cristo por aqueles que são menos afortunados do que eles. – Review and Herald, 10 de Dezembro de 1895.


Quarta-Feira
O Culto e o Santuário

A lei de Deus, encerrada na arca, era a grande regra de justiça e juízo. Aquela lei sentenciava a morte do transgressor. Mas por cima dela estava o propiciatório, sobre o qual se revelava a presença de Deus, e do qual, em virtude da obra expiatória, se concedia o perdão ao pecador arrependido. Assim, na obra de Cristo pela nossa redenção, simbolizada pelo ritual do santuário, “a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Sal. 85:10).

Nenhuma linguagem pode descrever a glória do cenário apresentado dentro do santuário – as paredes chapeadas de ouro que refletiam a luz do castiçal de ouro, os matizes brilhantes das cortinas ricamente bordadas com os seus resplandecentes anjos, a mesa e o altar de incenso, com o brilho de ouro. Depois do segundo vau, a arca sagrada, com os querubins, e acima dela o santo Shekinah, manifestação visível da presença de Jeová. Tudo isto não passava de um pálido reflexo dos esplendores do templo de Deus no Céu, o grande centro do trabalho pela redenção do homem. – Patriarcas e Profetas, pp. 306, 307.

Todos os que prestavam serviço em relação com o santuário eram constantemente educados no que respeitava a intervenção de Cristo em favor da raça humana. Esse serviço destinava-se a criar em cada coração o amor a lei de Deus, que é a lei do Seu reino. A oferta sacrifical devia ser uma lição objetiva do amor de Deus revelado em Cristo – a Vítima sofredora e agonizante, que tomou sobre Si o pecado do qual o homem era culpado – o inocente fez-Se pecado por nos. – Manuscript Releases, vol. 1, p. 132.

Há apenas um canal de luz, o qual nos esta sempre acessível, e através desse canal fluem fluxos de perdão e amor. Os fluxos da misericórdia de Deus podem limpar a mancha mais escura, trazer paz ao maior pecador. O sangue de Cristo foi derramado pelos pecados do mundo. Na oferta sacrifical, oferecida pelos Judeus, estava patente um símbolo de Cristo, cujo sangue seria derramado pela Salvação do mundo. No sistema sacrifical, a verdade da expiação devia ficar impressa no mundo, para que todos pudessem saber que, sem o derramamento de sangue, não há remissão dos pecados. Muitos indagam porque é que Deus designou tantos sacrifícios na antiga dispensação; mas estes serviam para ensinar o mundo acerca dos sacrifícios de derramamento de sangue relacionados com Cristo, a  vítima das transgressões do homem. A oferta pelo pecado era muito solene e sagrada, e era colocada sobre o altar com uma cerimônia impressionante, e cada detalhe era explicado ao povo pelo sacerdote, para que pudessem compreender que o Filho de Deus seria uma oferta pelos seus pesados. Esta é a verdade central do plano da Salvação, e deveria ser frequentemente repetida aos ouvidos tanto de crentes como de descrentes. – Signs of the Times, 28 de Agosto de 1893.


Quinta-Feira
A Não Ser Que Nos Esqueçamos!

O Senhor usou vários meios para tentar preservar o conhecimento da forma como lidou com os filhos dos homens. Moisés, mesmo antes da sua morte, relatou a Israel não só os eventos importantes da sua história, mas, por ordem de Deus, coligiu-os em forma de verso sagrado. Assim, as gloriosas e emocionantes cenas do triunfo de Israel, as sublimes e terríveis manifestações da infinita majestade e poder, os requisitos divinos, as promessas e as ameaças, revestidas com toda a beleza de gênio poético, ficariam registradas para todas as gerações vindouras. Desta forma, o registro dos requisites de Deus e da forma como lidou com Israel não iriam parecer desinteressantes ou repulsivos, mas apelativos e agradáveis.

Ordenou-se ao povo de Israel que confiasse à memória esta história poética e a ensinasse aos seus filhos e aos filhos dos seus filhos. Deveria ser cantada pela congregação quando se reunisse para o culto, sendo repetida pelo povo ao sair para o seu trabalho diário, e ao dele regressar. Este caótico não era somente histérico, mas também profético. Contava a maravilhosa ação de Deus para com o Seu povo no passado, e prefigurava também os grandes acontecimentos do futuro, a vitoria final dos fiéis quando Cristo vier pela segunda vez, com poder e glória.

Era dever obrigatório dos pais gravar estas palavras na mente sensível dos seus filhos, de tal maneira que nunca pudessem ser esquecidas. [Deuteronômio 31:1 21 citado.]

Nas futuras gerações, este cântico profético explicaria as ações de Deus para com o Seu povo, e revelaria a causa da sua condição de separação e dispersão. Assim iria provar a justiça de Deus, e estabelecer a inspiração divina de Moisés. Condenaria a maldade de Israel, e seria sempre um poder convincente para chamá-los de volta a aliança com Deus como a única esperança de libertação.

A grande pedra colocada por Josué deveria permanecer, para Israel, como um lembrete constante do concerto que tinham feito com Deus, e uma testemunha silenciosa da sua fidelidade ou apostasia. Portanto, também o cântico de Moisés deveria testificar contra eles, se se afastassem de Deus. Muitos dos israelitas não estavam familiarizados com os livros de Moisés. Mas o propósito de Deus era que este caótico inspirado despertasse nas mentes atentas o desejo de aprender mais sobre as maravilhosas ações de Deus para com o Seu povo, e levasse ao estudo da Sua palavra revelada. Desta feita, eles seriam levados a compreender a bondade de Deus para com eles, e o seu dever de amá-lO, obedecer-Lhe e adorá-lO.

Se era necessário que o antigo povo de Deus recordasse frequentemente os atos de misericórdia e juízo, de conselho e de censura, que Ele teve para com eles, é igualmente importante que nós contemplemos as verdades que nos foram deixadas na Sua palavra – verdade essa que, se for atendida, levar-nos-á a humildade e é submissão, e é obediência a Deus. Devemos ser santificados pela verdade. A palavra de Deus apresenta verdades especiais para cada época. As ações de Deus para com o Seu povo no passado deveriam receber a nossa atenção cuidada. Deveríamos aprender as lições que estão designadas a ensinar-nos. Mas não devemos dar-nos por satisfeitos com elas. Deus está a conduzir o Seu povo passo a passo. A verdade é progressiva. O investigador sincero estará sempre a receber luz do Céu. O que é a verdade? Esta deveria ser sempre a nossa indagação. – Signs of the Times, 26 de Maio de 1881.


Sexta-Feira
Leitura Adicional

Educação, “Poesia e Cânticos”, pp. 159-168; Patriarcas e Profetas, “A Criação”, pp. 21-28; Testemunhos Para a Igreja, “Esquecimento”, vol. 8, pp. 107-115.


Fonte: Publicado originalmente em http://www.adventistas.org.pt/Evangelismo/Artigos.asp?ID=645


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