Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 06 – Adoração, Música e Louvor

Comentários do Prof. Sikberto Renaldo Marks


Texto Central: “Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor todas as terras.” (Salmos 96:1)


Sábado à tarde
Introdução

A adoração é uma relação entre criatura e Criador. É a criatura reconhecendo que a sua existência veio pelo seu Criador. Portanto, a adoração é algo que DEUS deve regular, não o adorador. Nenhuma autoridade superior desse mundo admite ser homenageada de alguma maneira que não lhe agrade. E muito menos DEUS. Outra coisa, a adoração tem que ser absolutamente coerente com o caráter de DEUS, o Criador. Ela não pode ser uma iniciativa da criatura de forma independente, conforme a vontade dessa criatura. Uma relação entre criatura e o Criador só pode ser admitida como autêntica se for conforme a vontade desse Criador. Se o correto fosse o contrário, então o Universo seria governado por iniciativas independentes, tantas quantas fossem as criaturas. Imagine a confusão. Esta semana o assunto é sobre a música, que faz parte íntima da adoração, mas que se tornou ponto de grande controvérsia entre o povo de DEUS. Uns dizem uma coisa, outros afirmam o contrário. Nesse ponto vital, o povo de DEUS acha-se, por enquanto, dividido, isso quer dizer, enfraquecido e fragilizado diante do inimigo. A situação clama por um posicionamento oficial embasado, claro e firme sobre essa questão. Apesar do Manual da Igreja ter uma diretriz geral sobre a música, ela tornou-se insuficiente, e desprezada por muitos.

Ellen G. White tem escritos importantes sobre adoração e louvor. Abaixo vão alguns deles, para reflexão nossa.

“A música pode ser um grande poder para o bem; contudo não tiramos o máximo proveito desta parte do culto. O cântico é geralmente originado do impulso ou para atender casos especiais, e em outras vezes os que cantam o fazem mal, e a música perde o devido efeito sobre a mente dos presentes. A música deve possuir beleza, poder e faculdade de comover. Ergam-se as vozes em cânticos de louvor e adoração. Que haja auxílio, se possível, de instrumentos musicais, e a gloriosa harmonia suba a Deus em oferta aceitável.

“Mas às vezes é mais difícil disciplinar os cantores e mantê-los em forma ordeira, do que desenvolver hábitos de oração e exortação. Muitos querem fazer as coisas à sua maneira. Não concordam com deliberações, e são impacientes sob a liderança de alguém. No serviço de Deus se requerem planos bem amadurecidos. O bom senso é coisa excelente no culto do Senhor” (Evangelismo, 505).

“A música faz parte do culto de Deus, nas cortes celestiais, e devemos esforçar-nos, em nossos cânticos de louvor, por nos aproximar tanto quanto possível da harmonia dos coros celestiais. O devido cultivo da voz é um aspecto importante da educação, e não deve ser negligenciado. O cântico, como parte do culto religioso, é um ato de adoração, tanto como a prece. O coração deve sentir o espírito do cântico, a fim de dar a este a expressão correta” (Patriarcas e Profetas, 594).


Primeiro dia
Entre Saul e Davi
(I Samuel 16:6-13; I Samuel 17:45-47; I Samuel 18:14; I Samuel 24:10; I Samuel 26:9; I Samuel 30:6-8; Salmos 32:1-5; Salmos 51:1-6)

Queremos um rei, foi o que pediram a Samuel. Eles queriam um rei à semelhança daqueles de outros reinos. Samuel explicou a eles o que significava ter um rei: pagar altos impostos para manter as mordomias da família real; ser dominado por ele; trabalhar para ele (além dos impostos), etc. Ou seja, seria um homem que concentraria em suas mãos grande poder, e o usaria segundo a sua vontade, geralmente para os seus interesses pessoais e os de sua família e amigos por ele escolhidos. DEUS também é rei, mas há aqui uma diferença radical entre o Rei DEUS e o rei humano. DEUS é amor, o humano é falível e cheio de interesses próprios.

Então DEUS lhes deu um rei – Saul – um homem segundo as aparências que eles imaginavam para um rei. Os seres humanos, como não podem ver o que se passa na mente das pessoas, olham, admiram e valorizam o exterior. E Saul era uma pessoa interessante desse ponto de vista. Ele era alto, de boa aparência, forte e saudável. Segundo o modo de avaliação dos seres humanos, perfeito para ser rei. E foi rei, e o seu reinado foi um retumbante desastre. Até a arca do concerto foi parar nas mãos dos inimigos. Eles confiaram na arca de DEUS, não no DEUS da arca. Transformaram a arca num amuleto, como faziam os pagãos, e com ela nas mãos, pensaram que venceriam a guerra, quando, na verdade, deveriam ter obedecido o que se encontrava escrito nas duas tábuas, dentro da arca. O rei era grande e forte fisicamente, mas moralmente, um anão, ou menos que isso.

Depois foi escolhido Davi. Esse era um homem pequeno. Pequeno fisicamente, mas como ele andava com DEUS, tornou-se um gigante vencedor. Falhou muitas vezes, mas, porque tinha caráter, se arrependia, o que Saul nunca fez, senão tentar explicar e justificar o erro, como se fosse algo bom. E ai de quem resolvesse censurar seus erros. Aqui está a diferença vital entre os dois. Saul tinha boa aparência exterior, Davi tinha boa aparência de coração. Davi foi o homem segundo o coração de DEUS, Saul, segundo o coração dos homens. Assim, o primeiro rei chegou ao trono pela aparência exterior, o segundo pelo que possuía no coração (mente), pois DEUS conhecia esse coração.

Cuidemos com essa questão da aparência. Hoje o apelo é para a aparência. Para isso precisa pintar unhas, cabelos, cílios, etc. Precisa preencher partes do corpo para destacar perante os olhos dos outros seres humanos (não me refiro às plásticas corretivas). Aliás, quando é que inventarão plásticas para corrigir as idéias da mente? Precisa de um carro melhor que os dos outros (e sempre tem coisa melhor ainda), para mostrar que pode ter. Precisa usar produtos de marca cara (um rolex pode custar 15 mil reais, quando um relógio de 100 ou 200 reais faz o mesmo trabalho, e não atrai os ladrões). Resumindo, hoje há um apelo exponencial para que, como Saul, mostremos no exterior o que não temos no interior. Mas DEUS vê nosso interior, e vai nos julgar pelos atos que fazemos. A reforma no interior refletirá em mudanças no exterior.

“O reino de Deus não vem com aparência exterior. Vem mediante a suavidade da inspiração de Sua Palavra, pela operação interior de Seu Espírito, a comunhão da alma com Ele que é sua vida. A maior manifestação de Seu poder se observa na natureza humana levada à perfeição do caráter de Cristo” (Conselhos sobre Educação, 183).


Segunda
Coração Contrito, Espírito Quebrantado
(Salmos 51:17)

Nós, os seres humanos, temos grande propensão a formas, mas não a essência. Damos preferência à aparência, mas não ao conteúdo. Gostamos de aparentar, mas não de ser integralmente. E assim vai. A tal ponto somos assim que DEUS teve que declarar Sua preferência pela obediência a sacrifícios. Mas é evidente, os sacrifícios apareceram por causa da desobediência, e não o inverso. Portanto, em nossos dias não é diferente. DEUS prefere a nossa sincera adoração que os rituais e formalidades. Mas também é evidente que DEUS não tolera cópias de rituais estranhos para assim Lhe prestarmos culto.

O necessário e vital a nós, para nos salvarmos, é a consciência de nosso estado pecaminoso. É imprescindível que tenhamos em mente que somos falhos, que, ao natural, estamos perdidos, e que necessitamos de auxílio superior a nós. Devemos ter sempre em mente que, ao natural, se assim permanecermos, não teremos futuro depois que morrermos. Não ressuscitaremos no dia em que os santos e justos forem chamados para a vida eterna. Temos que ter a consciência da necessidade do perdão, da transformação, da mudança radical e total de vida. Precisamos nos desligar desse mundo, e nos ligar às coisas de cima. E para isto, dependemos de nosso Salvador, não conseguimos fazer isto por nós mesmos. Precisamos sentir o desejo de um outro estilo de vida, sentir uma ansiedade de estar com JESUS, agora mesmo, e isso é perfeitamente possível.


Terça
Davi: Uma Canção de Louvor e Adoração
(I Crônicas 16:8-36)

Davi foi um homem que teve a vida sofrida. Tivesse ficado a cuidar das ovelhas de seu pai, que seriam suas em algum tempo, teria tido uma vida tranquila e sem sobressaltos. Teria dedilhado sua harpa sem nunca ter de fugir, de comandar exércitos contra inimigos e de arriscar a sua vida. Mas também não teria seu nome escrito na Bíblia, nem seria o rei cujo descendente seria o seu próprio Salvador. Davi ficaria anônimo. Mas o problema não seria o anonimato, e sim, a ausência de sua grande contribuição ao louvor e seu exemplo de homem propenso a se arrepender que não chegaria até nós.

Se havia alguém a agradecer a DEUS, essa pessoa era Davi. Ele sofreu, sim, mas ele também sentiu DEUS ao seu lado. Isso nos ensina que sofrimento não é só para os ímpios. Esses muitas vezes sofrem bem menos que muitos justos. Mas isso quer dizer que com DEUS o sofrimento compensa, pois no final da história, como Davi, teremos a vida eterna. E aí não há sofrimento que seja grande o suficiente, cuja intensidade seja acima da herança que receberemos.

Davi, portanto, tinha muitos motivos para agradecer a DEUS. E ele agradecia em forma de louvor, que é adoração. Os salmos de Davi, que são muitos, e certamente outros se perderam ao longo da história, apresentam agradecimento por sentir DEUS ao seu lado. Por meios desses salmos vemos um homem comparando-se com DEUS. E Davi se apresenta como sendo nada, que não merecia o que DEUS estava fazendo por ele. Olhando para ele mesmo, Davi vê um pecador que nada merece, mas olhando para DEUS, Davi vê uma imensidade de amor que o acode e acolhe.

“Entre as montanhas de Judá, procurou Davi refúgio da perseguição de Saul. Escapou para a caverna de Adulão, lugar este que, com uma pequena força, poderia ser mantido contra um grande exército. “E ouviram-no seus irmãos e toda a casa de seu pai, e desceram ali para ele.” A família de Davi não podia considerar-se livre de perigo, sabendo que em qualquer ocasião as desarrazoadas suspeitas de Saul poderiam dirigir-se contra eles por causa de sua relação com Davi. Tinham agora sabido – o que aliás estava sendo geralmente conhecido em Israel – que Deus escolhera a Davi para futuro governante de Seu povo; e acreditavam que com ele estariam mais livres de perigos, embora fosse um fugitivo numa solitária caverna, do que poderiam estar enquanto expostos à fúria doida de um rei invejoso.

“Na caverna de Adulão a família estava unida em simpatia e afeto. O filho de Jessé tangia a harpa e cantava melodiosamente: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!” Sal. 133:1. Ele tinha provado o amargor da desconfiança por parte de seus próprios irmãos; e a harmonia que tomara o lugar da discórdia trouxe alegria ao coração do exilado. Foi ali que Davi compôs o Salmo cinquenta e sete” (Patriarcas e Profetas, p. 657 e 658).

“Mas a história de Davi não fornece defesa ao pecado. Era quando ele andava no conselho de Deus que era chamado homem segundo o coração de Deus. Pecando, isto cessou de ser verdade com relação a ele, até que pelo arrependimento voltasse ao Senhor. A Palavra de Deus foi compreensivelmente declara: “Esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor.” II Sam. 11:27. E o Senhor disse a Davi pelo profeta: “Por que, pois, desprezaste a Palavra do Senhor, fazendo o mal diante de Seus olhos ? … Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto Me desprezaste.” II Sam. 12:9 e 10. Embora Davi se arrependesse de seu pecado, e fosse perdoado e aceito pelo Senhor, colheu os resultados da semente que ele próprio semeara. Os juízos sobre ele e sua casa testificam da aversão de Deus ao pecado” (Patriarcas e Profetas, 723).


Quarta
O Cântico de Davi
(II Samuel 22; Apocalipse 4:9-11; Apocalipse 5:9-13; Apocalipse 7:10-12; Apocalipse 14:1-3)

“No princípio, o Pai e o Filho repousaram no sábado após Sua obra de criação. Quando “os céus, e a Terra e todo o seu exército foram acabados” (Gên. 2:1), o Criador e todos os seres celestiais se regozijaram na contemplação da gloriosa cena. “As estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” Jó 38:7. Agora Jesus descansava da obra de redenção; e se bem que houvesse dor entre os que O amavam na Terra, reinou contudo alegria no Céu. Gloriosa era aos olhos dos seres celestiais a perspectiva do futuro. Uma criação restaurada, a raça redimida que, havendo vencido o pecado, nunca mais poderia cair – eis o resultado visto por Deus e os anjos, da obra consumada por Cristo. Com esta cena se acha para sempre ligado o dia em que Jesus descansou. Pois Sua “obra é perfeita” (Deut. 32:4); e “tudo quanto Deus faz durará eternamente”. Ecl. 3:14. Quando se der a “restauração de todas as coisas, as quais Deus falou por boca dos Seus santos profetas, desde o princípio do mundo” (Atos 3:21, Versão de Figueiredo), o sábado da criação, o dia em que Jesus esteve em repouso no sepulcro de José, será ainda um dia de descanso e regozijo. O Céu e a Terra se unirão em louvor, quando, “desde um sábado até ao outro” (Isa. 66:23), as nações dos salvos se inclinarem em jubiloso culto a Deus e o Cordeiro” (O Desejado de Todas as Nações, 769 e 770).

O louvor, desde a eternidade passada, teve apenas uma motivação: a criação. Ou seja, DEUS, como Criador, era agradecido pelas criaturas por tê-las criado, e por tê-las feito em tão excelentes condições. Tudo o que DEUS fizera era bom, a vida era eterna, o amor reinava em tudo, portanto, as criaturas e a natureza eram absolutamente felizes. E esse era o único e grande motivo para adoração a DEUS, como Criador.

Hoje, nesse planeta, há uma segunda motivação para a adoração – a redenção. O Criador, por meio do qual tudo fora feito, por meio do qual DEUS, o Pai tudo trouxe à existência, é também, para nós terrestres, o Redentor. A redenção para nós tem importância igual à da criação. Não fosse a redenção, não viveríamos eternamente, como aqueles que nunca pecaram. Portanto, hoje, para nós, e também para o Universo, há dois motivos para louvor: a criação e a redenção. Para nós mais ainda, pois estamos sendo salvos pela redenção, eles, os não pecadores, porque estão vendo como somos salvos, e aprendem sobre o amor de DEUS por meio dessa experiência em nosso planeta. A tal ponto esse aprendizado será eficaz que jamais outra vez se levantará a angústia, nunca mais alguma criatura duvidará do amor de DEUS.

Portanto, no futuro ao longo do tempo infinito, jamais outra vez surgirá alguma criatura que busque deturpar o louvor. Jamais alguém irá querer ser louvado em lugar de DEUS; jamais algum ser buscará louvar outra criatura; ou algum compositor comporá hino com outra motivação que não seja a criação e a redenção. Para toda a eternidade, então haverá essas duas motivações de louvor: a criação e a redenção.

DEUS é o único Ser do Universo digno de ser louvado (Apoc. 4:11).

Duas perguntinhas supremamente importantes: na criação, em que dia DEUS descansou? No sétimo dia, o sábado. Na redenção em que dia o Salvador descasou? No sétimo dia, o sábado.

Isso ensina alguma coisa? Basta ler em Apoc. 14:7 e Êxo. 20:8 a 11, especialmente o verso 11!


Quinta
“Cantai ao Senhor um Cântico Novo”
(I Coríntios 10:31; Filipenses 4:8; Colossenses 1:18)

Temos orientação sobre a música na igreja. Temos muita orientação. Iremos aqui colocar uma pitadinha dessa orientação.

Alguma coisa da Bíblia:

“Derribada está na cova a tua soberba, também o som da tua harpa…” (Is 14:14). Satanás foi expulso com duas coisas: sua soberba e sua música.

“Eu farei cessar o arruído das tuas cantigas e o som de tuas harpas não se ouvirá mais” (Ez. 26:13).

“Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos” (Amós 5:23). Ou na paráfrase da Bíblia Viva: “Acabem com esse barulho das suas canções; eles são um barulho que incomoda meus ouvidos. Não ouvirei suas músicas, por mais belas que sejam.”

“Tenho contra ti que toleras Jezabel” (que introduziu música pagã em Israel – Ap 2:20).

“Cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” (I Coríntios 14:15).

No nosso manual diz assim: “Grande cuidado deve ser exercido na escolha da música. Toda melodia que pertença à categoria do “jazz”, “rock” ou formas correlatas, e toda expressão de linguagem que se refira a sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas. Usemos apenas a boa música, em casa, nas reuniões sociais, na escola e na igreja (Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia p. 76).

Importante é dizer que, aquelas organizações que não seguem minimamente suas próprias regras, necessitam de reforma interna, ou elas tendem a enfraquecer e a desaparecer. Isto escrevo como professor de Administração. E mais uma coisa importante: Aquelas organizações cuja liderança e pessoas de influência não agem de forma alinhada em relação aos pontos de importância estratégica, da mesma forma, ou fazem uma reforma nessa questão, ou tendem a levar a organização a enfraquecer e a morrer ao longo do tempo. Nesse aspecto, me encontro confortavelmente na situação de membro leigo, a perguntar: afinal, a qual pastor devo escutar: aquele que defende a música gospel com bateria na igreja, aquele que é contra, ou aquele que é indiferente para o qual tanto faz? Não é possível seguir aos três ao mesmo tempo, ou se agrada a um, e se desagrada a outros. Essa é uma saia bem justa para o nosso ministério. Enquanto em nosso ministério estivermos divididos no aspecto louvor, enquanto entre nossa liderança de influência e de ensinamento estivermos dando orientações contraditórias justamente no que é essencial ao que devemos pregar (adorai Àquele que fez…), seremos fracos e sem futuro promissor. Se não houver uma reforma nesse aspecto (ela já está acontecendo, felizmente), a igreja não poderá receber o poder do ESPÍRITO SANTO para concluir a obra. Ou DEUS daria tal poder a um ministério fragmentado em três grupos contraditórios? Se muitos de nossos líderes não seguem nem o manual, que podemos esperar dos que precisam ser orientados pelos mesmos? Nós leigos estamos esperando que os senhores ministros se definam de uma vez por todas nesse item vital à nossa igreja e à nossa salvação, e também à nossa pregação e ao ide ao mundo inteiro dar a mensagem do “sai dela povo Meu”, o Alto Clamor.

Para facilitar esta definição, aqui vão mais algumas coisas escritas, e que não podem ser contestadas, escritas por Ellen G. White, a qual, eu, humilde comentarista não oficial da lição, que nem teólogo sou, aceito integralmente e aponho abaixo.

“Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas tem sido dadas a fim de todos entenderem.” .(ME. Vol. 2. p. 38)

1. Princípios da música de louvor

  • Erguer os pensamentos às coisas altas e nobre (Ed. 166)
  • Inspirar e elevar a alma (Ed. 166)
  • Suave e pura (Ed. 167)
  • Ato de adoração (Ed. 167)
  • Adoração como a oração (Ed. 167)
  • Impressionar o coração com verdades espirituais (Ed. 167)
  • Glorificar a DEUS e afastar o inimigo (carta 5, 1850)
  • Banir os anjos maus (DTN, 73)
  • Afastar os ouvintes do terreno, para o lar celestial (DTN. 73)
  • Contato mais íntimo com DEUS (Ed. 39)
  • Santo propósito (PP. 637)
  • Erguer os pensamentos ao que é puro, nobre e edificante (PP. 637)
  • Despertar à alma devoção e gratidão a DEUS (PP. 637)
  • Aproximar-nos da harmonia celeste (PP. 637)
  • Músicos celestes unem-se ao cântico (Test. V9, 143)
  • Que todos compreendam (Test. V9, 143)
  • Tons claros e suaves (Test. V9, 143)
  • Bom senso (Ev. 505)
  • Como a melodia dos pássaros, dominado e melodioso (Ev. 510)
  • Louvor simples entoado em tom natural (Ev. 510/511)
  • Tom harmonioso (Ev. 510/511)
  • Canto correto e harmonioso (TS. V1, 45)
  • Quanto possível a participação de toda a congregação (Ev. 507)
  • Melodias alegres e todavia solenes (Ev. 507/508)
  • Engrandecer o nome de DEUS (FEC, 97)
  • Conduz a santidade [separação do mundo] (T, v1, 496/497)
  • Não fere os ouvidos, suave e gratificante aos sentidos por ser harmoniosa (Carta 66, p 2 e 3, 1983)
  • Tem que harmonizar a música da Terra com a do Céu ((Manuscrito 5, 1874)
  • O coro dos anjos não tem: notas estridentes, gesticulações, não irrita ao ouvido, é suave, melodioso e flui sem esforço (Manuscrito 5, 1874)
  • Os anjos devem poder cantar juntos (Manuscrito 5, 1874)
  • A música deve ser de ordem celeste (Manuscrito 5, 1874)
  • Cantar para DEUS, não para os homens (Manuscrito 5, 1874)

2. Características da ‘música não louvor’

  • Leva os incautos a unir-se aos amantes do mundo e suas diversões (PP. 637)
  • Fator pelo qual satanás distrai a mente (PP 637)
  • Não com aspereza e estridência que ofendem o ouvido (Test. V9, 143)
  • Muitos querem fazer as coisas à sua maneira (Ev. 505)
  • Cantam alto, barulho não é música (Ev. 510)
  • Notas longamente puxadas não agradam aos anjos (Ev. 510)
  • Vozes agudas e estridentes (Ev. 507/508)
  • Não notas fúnebres (Ev. 507/508)
  • Não algaravia [confusão de vozes] e desarmonia [dissonância, desafinação, destoação] (desagrada a DEUS) (TS, v1, 45)
  • Valsas frívolas e canções petulantes que elogiam o homem (FEC 97)
  • Ruidosa alegria, riso vulgar, abundância de entusiasmo, que satanás produz (CPPE, 306)
  • Canções frívolas próprias para salões de baile (T. v1, 506)
  • Música é um ídolo adorado por muitos cristãos professos observadores do sábado (T. v1, 506)
  • Música que atrai a mente dos jovens para satanás (T. v1, 506)
  • Música e dança para romper a fidelidade com Jeová (PP, 479)
  • Adequar-se mais aopalco do que ao solene culto a DEUS (Manuscrito 5, 1874)
  • Movimentos corporais são de pouco proveito (Manuscrito 5, 1874)
  • Movimento corporal e voz alta e estridente não faz harmonia Àquele que ouvem na terra e aos que ouvem no Céu (Manuscrito 5, 1874)
  • Há ministros que professam ser de DEUS com gestos vulgares e indignos (Manuscrito 5, 1874)
  • Há pessoas que têm pensamentos levianos com os gestos dos cantores (Manuscrito 5, 1874)
  • Após certas músicas os pensamentos são menos elevados que antes (Manuscrito 5, 1874)
  • Há músicas que removem solenes impressões das mentes (Manuscrito 5, 1874)
  • Melodia forçada (Manuscrito 5, 1874)

Aplicação do estudo
Sexta-feira, dia da preparação para o santo Sábado:

Duas perguntas aos cristãos: estamos nos esforçando para sermos bons cristãos? Ou estamos nos entregando a DEUS para sermos bons cristãos?

O nosso futuro depende das respostas a estas perguntas.

Se nos esforçamos, em certas ocasiões, até aparentaremos ser bons. Aliás, geralmente pessoas assim, com o tempo, tornam-se melhores que a média das demais pessoas. Podem chegar a ser pessoas de bom caráter, confiáveis, bons cidadãos, e assim por diante. Mas elas não estão sendo transformadas por DEUS, nunca se completarão na santificação. Portanto, elas são frágeis em seus comportamentos, a qualquer momento cairão em alguma cilada, e fracassarão na vida. Isso é certo que vai acontecer. Quando se apresenta alguma prova, comportam-se como aquela semente da parábola do semeador, que caiu entre plantas daninhas, e foi sufocada por elas. Faltou poder do alto.

Aquelas pessoas que se entregam, por isso mesmo também se esforçam. Mas o esforço delas é acompanhado por um poder superior, o do ESPÍRITO SANTO, que as transforma dia a dia. Elas não só adquirem bons hábitos, mas a sua natureza vai sendo recriada. Elas deixam de ser o que já foram para serem novas criaturas. É bem diferente que somente se esforçar sem entrega.

“Quando um pecador se torna sensível ao fato de que unicamente por intermédio de Cristo pode ele obter a vida eterna; quando ele sente que a obediência à Palavra de Deus é a condição de entrada no reino de Deus; quando vê a Cristo como a propiciação pelo pecado, vem ao Salvador em humildade e contrição, confessando seus pecados e buscando perdão. Sua alma é impressionada com um sentimento da majestade e glória de Deus. A bênção de uma eterna vida de paz, felicidade, e pureza é sentida tão profundamente, que é feita uma entrega completa” (Colportor Evangelista, 153 e 154).


Sikberto Renaldo Marks é professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí – RS)


Fonte: http://www.cristovoltara.com.br


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