Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 05 – Você é Feliz, Ó Israel!

Comentários do Pr. Albino Marks


Texto Central: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Isaías 5:20, 21)


Sábado
Introdução

Jesus declarou que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Adorar em espírito e em verdade significa render a própria vontade ao controle da vontade do Deus Eterno para que Este opere o Seu querer.

Todo adorador que se apresenta diante de Deus colocando perante Ele os seus próprios méritos e a sua própria importância, para obter os favores divinos, corrompe o verdadeiro sentido da adoração. Ela passa a centralizar-se no adorador que exalta a si mesmo, e esta prática egocêntrica, conduz para o formalismo espiritual.

Um dos mais graves problemas da adoração é degenerar em formalidades vazias e inoperantes. Formalidades que não conduzem à comunhão. Esta experiência é relatada pelo profeta Ezequiel:“Assim o meu povo se ajunta em grande número para ouvir o que você tem a dizer, mas eles não querem pôr em prática o que você diz”.– Ez 33:31- Bíblia na Linguagem de Hoje.

A primeira e mais importante condição: o adorador vem para adorar, independente de tudo o que possa acontecer. O adorador apresenta-se perante seu Criador e Mantenedor reconhecendo sua permanente dependência. Esta postura é fundamental para adorar de maneira genuína.

Adorar em espírito significa que o trivial desta terra, o banal e transitório, cederá lugar para compreender e viver os planos de Deus. Verdade é a adoração totalmente isenta de toda a especulação humana, e aceitação submissa de toda a vontade e orientação divina.

A adoração genuína será expressa em reverente e respeitoso amor a Quem adoramos. Nós conhecemos aquele a quem adoramos.

Pense: “Os males de um culto formal não podem ser acentuados com demasiada força, mas não há palavras capazes de descrever devidamente os profundos benefícios do culto genuíno”.– Testemunhos Para a Igreja, Vol. 9 pág. 143.

Desafio: “O Senhor diz: esse povo ora a mim com a boca e me louva com os lábios, mas os seus corações estão longe de mim”.– Is 29:13 – Bíblia na Linguagem de Hoje.


Domingo
A Consagração
(Levítico 9)

Para que os israelitas pudessem compreender claramente tudo o que aconteceu na sua libertação e os propósitos redentores de Deus, entendendo que foram separados por Deus para serem Seu povo eleito, o Senhor Deus declarou:“Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egito, da casa da servidão”.– Êx 20:2 – Tradução Ecumênica da Bíblia.

É importante atentar para a seqüência dos acontecimentos: libertação da opressão egípcia como uma dádiva da graça de Deus. Entrega incondicional aos cuidados providos por Deus, conhecimento dos princípios de conduta para viver de modo agradável a Deus em harmonia com a Sua justiça e caminhar sob a Sua sombra e luz protetoras.

Em Levíticos Deus ensina o pecador como responder a esta manifestação de graça e à declaração de Seu amor pelo homem. Levíticos é o livro do Velho Testamento que descreve em detalhes a entrega do homem a Deus, reconhecendo que ele e tudo o que possui, pertence ao Senhor.

Nos primeiros sete capítulos Deus empenha Sua palavra de garantia de que para toda e qualquer situação de pecado há graça abundante e amor perdoador. A certeza da garantia não se centralizava nos sacrifícios em si, mas na provisão e vinda do Messias, o Redentor, tipificado nos sacrifícios.

A compreensão de todas essas provisões de Deus a favor do pecador constituía um poderoso convite para adorar. Quando o serviço do santuário foi inaugurado e executado pela primeira vez, o impacto foi grandioso.“E, quando todo o povo viu isso, gritou de alegria e prostrou-se rosto em terra”.– Lv 9:24 – Nova Versão Internacional.

Pense: “Assim Moisés e Arão entraram na tenda do encontro. Quando saíram, abençoaram o povo, e a glória do Senhor apareceu a todos”.– Lv 9:23 – Nova Versão Internacional.

Desafio: “Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos céus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor”. –Hb 9:24 – Nova Versão Internacional.


Segunda-feira
Fogo do Senhor
(Levítico 10:1-11; Êxodo 30:9; Levítico 16:12; Levítico 10:9)

Ninguém de nós lá esteve para testemunhar o que foi a inauguração do tabernáculo como o centro da adoração do povo de Israel acampado junto ao monte Sinai.

“De maneira maravilhosa Ele os tirara do cativeiro no Egito, para que os pudesse elevar e enobrecer, e fazer deles um louvor na Terra”.– Patriarcas e Profetas, pág. 297.

Libertou-os do cativeiro para os elevar e enobrecer, tornando-os motivo de louvor.

A revelação de Sua gloriosa presença se fez sentir de maneira maravilhosa na cerimônia inaugural do santuário. Todo o povo curvou-se e reconheceu que o seu Deus é grandioso.

Mas, o que aconteceu pouco tempo depois? Àqueles a quem foi confiada a sagrada tarefa de através da conduta, seus paramentos e o ensino, revelar a santidade da presença de Deus, instruindo o povo na adoração, corromperam-se em suas idéias e comportamento.

Nadabe e Abiú tentaram profanar a santidade do local onde o Senhor prometeu revelar-Se para os filhos de Israel como o Seu Deus. Desobedecendo as claras orientações divinas e sob a influência corruptora de Satanás, trouxeram as suas próprias idéias para a adoração. De Deus não se zomba, e a Sua glória os fulminou.

Como procedemos nós em relação à maneira de adorar o Senhor? Seguimos as determinações por Ele estabelecidas ou manifestamos um comportamento fundamentado em nossas convicções?

Nossa adoração congregacional desenvolve-se em ambiente de reverência, solenidade e de profundo e respeitoso temor na presença da Majestade do Céu, ou mais parece um encontro de amigos?

Pense: “Quando você for ao santuário de Deus, seja reverente”– Ec 5:1 – Nova Versão Internacional

Desafio: “O Senhor, porém, está em seu santo templo; diante dele fique em silêncio toda a terra”.– Hc 2:20 – Nova Versão Internacional.


Terça-feira
Você é Feliz, ó Israel
(Deuteronômio 33:26-29)

Encontrava-se Israel acampado nos limites de Canaã, a terra da promessa. Mui breve entrariam em sua herança. Glorioso é o testemunho em relação a este povo acampado nos vaus do Jordão.

Moisés, pronunciando a sua última bênção, declara a respeito de Israel:“Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu? Povo salvo pelo Senhor”.– Dt 33:29 – Almeida Revista e Atualizada.

Balaque, rei dos moabitas, acompanhava com ansiedade todos os movimentos do povo de Israel. O estado de espírito dos moabitas e a sua maneira de ver este povo é manifestado por estas palavras:“Moabe teve grande medo deste povo… e andava angustiado…”.– Nm 22:3 – Almeida Revista e Atualizada.

Animadora e maravilhosa experiência alcançaram os filhos de Israel. Um povo fazendo sentir a sua presença e influência de maneira significativa. Um povo abençoado. Um povo feliz.

Ao contemplar o acampamento Israelita, Balaão teve uma visão, e acompanhou sua história até o glorioso triunfo final. Ao contemplar a volta de Jesus em glória, com milhares de anjos, e ver a recompensa de glorificação dos justos, externou o anseio de pertencer ao povo de Deus, e morrer com a esperança que vibrava em seus corações.

Deus“não viu iniquidade em Jacó”. – Nm 23:21 Que testemunho glorioso! Toda a maldade foi perdoada e coberta com o sangue de Jesus. Os poderes das trevas com seus mais astutos requintes de maldade não puderam tocar neste povo. Todos os planos para destruir foram desfeitos, porque Israel é“povo que habita só, e não será reputado entre as nações”.– Nm 23:9 – Almeida. Revista e Atualizada.

Pense: “Como posso amaldiçoar aquele que Deus não amaldiçoou? Como posso condenar aquele que Deus não condenou? Do alto das rochas, na montanha, eu vejo o povo de Israel. eles vivem sozinhos e acham que são diferentes dos outros povos”.Nm 23:8 e 9 – Bíblia na Linguagem de Hoje.

Desafio: “Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Senhor!”– Sl 119:?1 Nova Versão Internacional.

Como é a influência da igreja em meio à sua comunidade? Todos sabem da presença da igreja, ou é uma ilustre desconhecida?


Quarta-feira
Uma Atitude de Entrega
(I Samuel 1)

Quais algumas das características da adoração genuína? O que Deus pede do adorador? Como deseja ser adorado?

“Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou”.– Sl 95:6 Almeida Revista e Atualizada.

A atitude de adoração é de entrega. O adorador vem para adorar, independente de tudo o que possa acontecer. O adorador apresenta-se perante o seu Criador e Mantenedor reconhecendo sua permanente dependência. Esta postura é fundamental para adorar de maneira correta e genuína.

Esta foi a experiência de Ana ao curvar-se diante de Deus e fazendo a sua entrega para obter a bênção. Ela estava plenamente convicta de que em si mesma não possuía condições para alcançar o que desejava. Rendeu inteiramente a sua vontade à vontade de Deus compreendendo a sua completa dependência.

Para adorar de maneira genuína e correta encontrando satisfação plena, é preciso compreender duas outras condições básicas: adorar em espírito e em verdade. Deus espera pelo culto inteligente e profundamente espiritual, e expresso em sentimentos reais de amor.

A adoração genuína será expressa em reverente e respeitoso amor a Quem adoramos. Nós conhecemos aquele a quem adoramos.

Ana em sua adoração buscou a bênção com o propósito de que o que ela estava pedindo se tornasse uma bênção para outros.

Para a igreja apostólica a adoração era o fogo procedente do trono de Deus para atear suas vidas em favor do evangelho. Suas vidas eram colocadas sobre o altar do serviço, e o Espírito Santo as inflamava com coragem e intrepidez.

Pense: “Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus! Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando voltarei a ver a face de Deus?”– Sl 42:1 e 2 – Bíblia de Jerusalém.

Desafio: “Fiquei muito alegre quando me convidaram, dizendo: vamos até a casa do Senhor!”– Sl 122:1 – Bíblia Viva.


Quinta-feira
Adoração e Obediência
(I Samuel 15:22-23)

Saul entrou em dificuldades em seu relacionamento com Deus. Deus lhe deu uma ordem em relação à destruição dos amalequitas. Saul executou a ordem à sua maneira, justificando-se perante Samuel de que assim agiu para oferecer sacrifícios ao Senhor, adorando-O.

Samuel respondeu:“Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra?”– 1Sm 15:221 -Nova Versão Internacional.

Uma questão fundamental na adoração é obedecer ao que Deus determina. Em verdade, a obediência é fundamental em todo o nosso relacionamento com Deus. É Deus quem estabelece os princípios do relacionamento e da adoração. Ele é Deus, o Criador, que sustenta o Universo com o Seu poder.

Nesse contexto, para adorar de maneira correta é preciso compreender que não é um ato entre iguais, mas de um inferior para outro infinitamente Superior. Portanto, é o Superior quem determina o modo de agir. É Ele quem declara às Suas criaturas como deseja ser adorado e porque quer receber adoração.

Adorar de maneira incorreta, com a idéia de que para o Senhor a maneira não faz diferença destrói a santidade do ato de adoração. Destrói o senso da entrega de si mesmo, por atribuir ao ato o significado de algo sem importância e sem valor.

Quando seguidas as orientações divinas para o ato de adorar o adorador presta a sua homenagem, sabendo que está na presença do Criador, Todo-Poderoso e lhe rende esta homenagem em harmonia com a Sua vontade. Sabe que este ato é aceito e traz bênçãos.

Pense: “A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros”.– 1Sm 15:22 – Nova Versão Internacional

Desafio: “Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria”.– 1Sm 15:23 – Nova Versão Internacional.


Sexta-feira
Estudo Adicional

No conflito cósmico espiritual entre Cristo e Satanás, e quem merece adoração, Deus formou um grande povo a partir de Abraão. O tempo passado no Egito e o período de escravidão deixaram marcas profundas da adoração do paganismo.

Para desenvolver Sua obra transformadora nos Seus escolhidos, conduziu-os para o monte Sinai, onde longe de todas as influências pudessem ter uma revelação clara de Seu Deus.

A inspiração descreve o ambiente nestas palavras:“A aurora dourava a crista negra das montanhas, e os áureos raios do Sol penetravam nas profundas gargantas, parecendo-se a esses cansados viajores com os raios de misericórdia procedentes do trono de Deus. De todos os lados, enormes, anfractuosas eminências pareciam em sua solitária grandeza falar de permanência e majestade eternas. Ali, tinha o espírito a impressão de solenidade e de respeitoso temor. O homem era levado a sentir sua ignorância e fraqueza na presença dAquele que ‘pesou os montes e os outeiros em balanças’. (Is. 40:12) Ali deveria Israel receber a revelação mais maravilhosa que por Deus já foi feita aos homens. Ali o Senhor reunira Seu povo para que os pudesse impressionar com a santidade de Seus mandamentos, declarando de viva voz a Sua santa lei. Grandes e radicais mudanças deviam operar-se neles; pois que a influência degradante da servidão e a prolongada associação com a idolatria lhes haviam deixado seus traços nos hábitos e caráter. Deus estava a agir a fim de erguê-los a nível moral mais elevado, outorgando-lhes um conhecimento de Si”.– Patriarcas e Profetas, pág. 308.

Pense: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”.– 2Pe 1: 3 e 4 – Almeida Revista e Atualizada.

Desafio: “Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus, o povo que ele escolheu para lhe pertencer”.– Sl 33:12 – Nova Versão Internacional.


Fonte: http://www.escolanoar.org.br


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