Estudos Bíblicos: Adoração – Lição 04 – Alegria Diante do Senhor: Santuário e Adoração

Comentários de Maria José F. Vieira


Texto Central: “E regozijem-se ali perante o Senhor, o seu Deus, vocês, os seus filhos e filhas, os seus servos e servas, e os levitas que vivem nas cidades de vocês por não terem recebido terras nem propriedades” (Deuteronômio 12:12 – NVI)


O nosso Deus é o Deus da ordem e providenciou, para o ser humano, diversas formas didáticas para entender e colocar em prática o plano da salvação.

Uma das maneiras foi o Santuário terrestre, cuja construção foi orientada para Moisés. “E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo tudo que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis…” (Êxodo 25:8-9)

O povo israelita havia identificado a presença de Deus pela nuvem de dia, a coluna de fogo à noite e outras maravilhas que Deus providenciou conforme a necessidade, demonstrando a Sua soberania e o Seu poder. O santuário, com os detalhes numéricos exatos, móveis, utensílios, cores, pedras, foi construído segundo o modelo divino para que a adoração a Deus fosse mantida viva.

Deus não construiu o santuário, apesar de ter poder para isto, mas orientou a participação do ser humano na construção. E o mais maravilhoso deste acontecimento é que Ele mostrou o Seu desejo de habitar no meio do povo. Sabemos que para conhecer alguém, precisamos conviver. É assim com amigos, relações conjugais, relações familiares. Quando habitamos junto com alguém, passamos a conhecer mais intimamente e Deus quis se mostrar por meio da habitação simbólica, que representava o próprio santuário celestial, para onde habitaremos com Jesus para sempre após o Seu retorno a este mundo. Deus quis e quer ser conhecido, pois é a única maneira de amá-Lo.

O risco que se corria e ainda se corre hoje, é tornar a adoração um mero ritual repetitivo, sem colocar a mente racional e adorar em espírito e em verdade. Corre-se também o risco de adorar apenas emocionalmente, o que não será permanente, pois ao primeiro sinal de tribulação, podemos esquecer o que Deus já fez, e fica apenas a última emoção. Deus orienta a adoração com equilíbrio e sem perder o foco de que ela leva à manifestação do caráter de Deus na nossa vida, além de apontar o Salvador. No tempo de Israel apontava o Salvador que viria a primeira vez e no nosso caso, o Libertador, que nos livrará do seqüestro realizado por Satanás e seus anjos, desde o conflito que se iniciou no Céu.

O santuário do tempo de Israel era o centro da adoração do povo e quão reverentemente se aproximavam dele, pois sabiam que era a representação do templo celestial. Por este motivo, na construção do santuário o ” coração se moveu” demonstrando o privilégio de terem sido escolhidos para participar de tão solene evento. O mesmo pode-se aplicar hoje, quando respondemos ao apelo do Espírito Santo e nosso coração se mostra disposto a contribuir com o crescimento da causa de Deus. A lição refere que adorar não é apenas cantar, orar, reunir em grupo. Isto faz parte, mas os atos de abnegação, ofertas voluntárias e uso dos dons, talentos e bens materiais que Deus nos emprestou, estão relacionados com o reconhecimento da Sua soberania sobre a nossa vida.

O santuário era o local onde se lembrava do perdão, da santificação e da dependência de um Salvador para obter esta graça. Os animais sem defeito e sem mácula eram sacrificados diariamente o que prefigurava a primeira vinda de Cristo, que por meio do seu sacrifício na cruz, livra o pecador da morte eterna. A lição destaca que o deleite em obedecer a Deus, está relacionado com a adoração, conforme citação de Paulo em Romanos 12:1: “Rogo-vos, pois irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. Isto envolve também a observação da temperança e saúde, pois o nosso corpo é o templo onde o Espírito Santo habita e este é o meio de podermos conhecer mais a Deus, pois Ele se comunica conosco pela mente.

O próprio Jesus disse que “a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Fazendo a entrega a Deus do nosso ser integralmente, podemos seguir o melhor caminho que Ele indica para cada um de nós individualmente e permitindo que Ele seja o grande líder da nossa vida.

No livro Patriarcas e Profetas, pag. 349, está descrita a glória de Deus que se manifestava no santuário: “nenhuma linguagem humana pode descrever a glória do cenário apresentado dentro do santuário – as paredes chapeadas de ouro que refletiam a luz do áureo castiçal, os brilhantes matizes das cortinas ricamente bordadas com seus resplendentes anjos , a mesa e o altar de incenso, brilhante pelo ouro; além do segundo véu, a arca sagrada, com seus querubins místicos, e acima dela o santo shekinah, manifestação visível da presença de Jeová; tudo não era senão um pálido reflexo dos esplendores do templo de Deus no Céu, o grande centro da obra de redenção do homem”.

A adoração do passado e aquela que fazemos hoje, devem refletir a alegria de podermos ser perdoados e amados por Jesus. Ele não deseja apenas nossa adoração agora, mas no futuro, quando habitaremos com Ele para todo o sempre. Isto já é motivo para adorarmos com alegria. O conhecimento de termos sido salvos por Jesus já é motivo suficiente para nos sentirmos alegres. Mas, saber que temos um intercessor continuamente a nosso favor determina a plenitude de uma vida com propósitos que só o Céu pode traçar.

Este Céu está à disposição de todo aquele que aceita Jesus como o seu representante perante o Pai. “Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo Céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus” (Hebreus 9:24).


Fonte: http://iasdmoema.org.br/escolasabatina.html


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